<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128</id><updated>2012-01-30T16:35:06.945-02:00</updated><category term='cartas'/><category term='amor'/><category term='despedida'/><title type='text'>a moça do sonho</title><subtitle type='html'>"Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>227</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-4163651137036242546</id><published>2012-01-27T17:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:58:04.791-02:00</updated><title type='text'>Não se assuste, meu bem.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cVuAMUvYoiM/TyLZIurg8xI/AAAAAAAAAsE/lDKhMX8sXRc/s1600/tumblr_lybpz3XdDY1qjuevro1_500_large_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-cVuAMUvYoiM/TyLZIurg8xI/AAAAAAAAAsE/lDKhMX8sXRc/s320/tumblr_lybpz3XdDY1qjuevro1_500_large_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente se conhece há alguns dias, ou são anos? Me peguei pensando que não sei muito sobre você além do seu gosto musical, da sua mania de sentar sempre no mesmo lugar e passar as mãos pelo cabelo de hora em hora. São coisas pequenas, detalhes mínimos que alguém com pressa não perceberia, mas eu? ah, meu bem, eu tenho todo tempo do mundo pra te observar e decorar todos esses trejeitos pra quando for a hora de te provar que te conheço como ninguém. A gente se entrega nas menores coisas, e se conhece também. A gente se conhece naqueles detalhes que alguns deixam passar enquanto nos perdemos decorando cada um deles. As coisas que acontecem, aquelas que a gente não consegue nomear, também começam assim: das menores coisas. Do olhar que demorou um pouco mais, da mão que esbarrou sem querer, do sorriso que quer mostrar um abrigo. A gente se apaixona assim: nas menores coisas. Só não se assuste, por favor.&lt;br /&gt;Não se assuste se eu me apaixonar por você, se de repente parecer que eu te quero por perto em todas as manhãs e tardes e noites de qualquer estação. Não é todo dia que a gente encontra alguém assim, tão diferente desses sorrisos de plástico que andam pelas ruas. Não é todo dia que a gente tenta fugir do caos e esbarra os olhos em alguém que também faz do nosso olhar a fuga perfeita. Não se assuste se todo dia eu me apaixonar. Se eu quiser descobrir cada dia mais da tua história, do que te faz sorrir, do que te embrulha o estômago. Não se assuste se eu quiser cuidar de você, te fazer cafuné no sofá da sala enquanto você me conta sobre o seu dia. Se eu aparecer numa manhã chuvosa com meu guarda chuva de poá só pra te entregar a camisa que você esqueceu, se eu roubar uma foto sua pra colocar na minha carteira como fazem aquelas pessoas bregas, se eu de repente juntar todas essas pequenas coisas que nos unem e transformá-las numa ponte pra não te esquecer: não se assuste, meu bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se assuste se o meu rosto não sair da sua mente, se fizer falta a nossa procura a nossa entrega a nossa fuga. Não se assuste se na hora de ir embora seus pés se recusarem a ir; se o meu guarda-chuva de poá parecer pequeno pra nós dois e você não se incomodar por ter que me abraçar um pouco mais até cabermos; se naquele sofá da sala o mundo inteiro perder a importância ou se na fila do pão você sorrir feito bobo pensando em mim. Não se assuste se quiser cuidar de mim também, se de tanto me ouvir reclamar sobre todas essas pessoas que deixam as decisões na minha mão, você quiser colocar cada uma delas sobre seus ombros, assumir o controle desse trem e me levar por aí, à qualquer lugar que você queira ir. Não me assusto, meu bem, eu vou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que se assustar com o que é bonito, com o que é natural, com o que acontece sem que possamos impedir? Não se assuste, meu bem, se de repente parecer que o universo se reduziu a nós dois. Sabe, foi bom te encontrar por aí, foi bom encontrar em você tudo o que eu não sabia que precisava. Então não se assuste, não vá embora, não esconde o que você sente debaixo do tapete sujo da sala. Fica aí. Me&amp;nbsp;observa chegar de mansinho, abre os teus abraços e vamos descobrir o que a vida tem guardado pra nós dois. Chega de uma vez por todas e arranca esse controle da minha mão, coloca meus pés no chão e me mostra com quantas mãos, com quantos passos, com quanta vontade a gente constrói uma história com a nossa cara. Fica aí. Adoro quando você fica assim: imóvel, me observando sorrir, tentando desvendar o que passa pela minha cabeça. A resposta? Você. Você e esse seu sorriso, você e essa sua mania de passar as mãos pelo cabelo, você e esse seu olhar que não me deixa fugir. Não se assuste se eu me apaixonar: só tenha sustos se todos eles forem de amor. Não se assuste, meu bem, não se assuste se eu já estiver apaixonada. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-4163651137036242546?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/4163651137036242546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=4163651137036242546&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4163651137036242546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4163651137036242546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2012/01/nao-se-assuste-meu-bem.html' title='Não se assuste, meu bem.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cVuAMUvYoiM/TyLZIurg8xI/AAAAAAAAAsE/lDKhMX8sXRc/s72-c/tumblr_lybpz3XdDY1qjuevro1_500_large_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6729657686201360304</id><published>2012-01-20T17:14:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T17:14:28.876-02:00</updated><title type='text'>De volta pra casa.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qPE7t1hezcE/Txm04H_7dQI/AAAAAAAAAr4/4a-JKZcCK6g/s1600/couple-daniel-davies-globe-love-Favim.com-255017_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-qPE7t1hezcE/Txm04H_7dQI/AAAAAAAAAr4/4a-JKZcCK6g/s320/couple-daniel-davies-globe-love-Favim.com-255017_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi, amor, são três horas da manhã no fuso horário dessa cidade, a terceira por onde passo em pouco menos de um mês. Tô olhando pela janela desse quarto improvisado de casa e pensando no que estou fazendo aqui. Talvez eu tenha errado ao abandonar tudo pra viajar o mundo, mas quem é que pode me culpar? Quem nunca parou pra pensar nos sonhos que ficaram pra trás e de repente tentou recuperá-los?&amp;nbsp;Você já parou pra pensar no que realmente queria da vida? Se alguém te dissesse pra fazer um pedido, você desejaria aquilo que estava vivendo no exato momento da pergunta? Eu me perguntei isso naquela noite chuvosa, enquanto você dormia e eu arrumava as malas pra partir. Você não pode me culpar. Em algum momento da vida, todo mundo para pra rever suas escolhas, pra pensar no que queria ser e no que se tornou, pra retomar a coragem e realizar aqueles sonhos que a gente vai deixando pelo caminho por falta de tempo ou disposição, tanto faz. Alguns escrevem livros, outros largam um grande cargo em troca do emprego dos seus sonhos, outros viajam o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre achei que viajar o mundo seria a forma de me encontrar. Desde garoto, venerava aqueles caras que viviam com seus mochilões nas costas e esbanjavam independência. Queria ser assim quando crescesse, eu dizia todas as noites antes de dormir e em todos os meus aniversários antes de assoprar as velas. Então eu cresci, e me formei na faculdade, arrumei um emprego estável, e te encontrei naquela tarde de verão. Não era esse o meu sonho, entende? Essa era a vida de outra pessoa, não a minha. Eu não planejei que acontecesse assim. A vida me surpreendeu, e só hoje eu vejo que eu não sabia o que, de fato, precisava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O garotinho que sonhava em rodar o mundo, sem mapa, sem telefone e sem saudade, cresceu. E acabou descobrindo na marra, que mesmo que a gente tenha o mundo inteiro a disposição, tem sempre uma noite fria em que a gente fica sem ter pra onde ir se não tiver um lugar, uma pessoa ou meia dúzia de sorrisos pra chamar de lar. De nada me adianta viajar o mundo e ter uma bagagem cheia de lembranças, se eu não tiver alguém pra dividir, pra rir comigo das cenas inusitadas e admirar todos os cartões postais das cidades em que estive. Abandonei o que tinha apenas pra descobrir que tinha tudo o que precisava: você. Alguém que se importa comigo, que deita ao meu lado e estende a mão, que fica em silêncio quando preciso de solidão. Eu não preciso do mundo enquanto eu tiver você. Tudo o que eu preciso está aí: o nosso apartamento decorado com nossas cores e do nosso jeito; a mulher que não estava nos meus planos, mas soube chegar e fazer de conta que sempre esteve aqui; as ruas que a gente já conhece tão bem. Essa cidade é linda, mas é vazia sem você, sem a nossa vida, sem os sonhos e as histórias que a gente inventa por onde passa. Eu posso ser feliz aí, com os pés no chão e fixos num lugar, se esse lugar for com você. Eu posso viver nossa vida com um sorriso no rosto e responder a todos os que me concederem um pedido, que o meu único desejo é que a gente se eternize. Eu posso, sim, sobreviver a tudo o que me assusta, se no final do dia você estiver lá pra me ouvir, pra inventar apelidos pra essa gente chata que aparece no caminho ou desenhar com canetinha um sorriso na minha mão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, morena, ainda não tá tudo bem, mas vai ficar, eu prometo, confia em mim mais uma vez? Tô voltando pra casa, tô voltando pra nós dois, tô voltando pro meu mundo e pra viagem mais alucinante que posso fazer: ficar com você até o fim. Meu lar é aí, meu norte é você. O seu farol já aponta na beira da praia e indica pra onde eu devo voltar. A saudade é grande demais, amor, tô voltando pra casa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Um beijo, do teu viajante, do navegador dos teus mares, do cara que embarca no primeiro voo em direção à vida que é melhor do que qualquer sonho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Até amanhã, meu amor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"E hoje eu sei&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Sem você sou pá furada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Ai! não me deixe aqui&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;O sereno dói&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Eu sei, me perdi&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Mas ei, só me acho em ti.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;E desse engodo eu vi luzir &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De longe o teu farol&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Minha ilha perdida é aí&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;O meu pôr do sol."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Los Hermanos)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6729657686201360304?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6729657686201360304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6729657686201360304&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6729657686201360304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6729657686201360304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2012/01/de-volta-pra-casa.html' title='De volta pra casa.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qPE7t1hezcE/Txm04H_7dQI/AAAAAAAAAr4/4a-JKZcCK6g/s72-c/couple-daniel-davies-globe-love-Favim.com-255017_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-331397008530872595</id><published>2012-01-18T11:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T11:58:12.755-02:00</updated><title type='text'>Vem cá.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HPnFjW3FhT0/TxbKeXUPxiI/AAAAAAAAAq4/ZNxP2YHw_yA/s1600/270692_223061437732037_216440198394161_593362_1865922_n_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-HPnFjW3FhT0/TxbKeXUPxiI/AAAAAAAAAq4/ZNxP2YHw_yA/s320/270692_223061437732037_216440198394161_593362_1865922_n_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui eu quem começou com tudo isso, eu sei, mas você não pode negar que está dentro, de alguma forma, de alguma coisa, de algo que acontece além dos nossos olhares: o meu que te procura e o seu que se mostra e foge, com medo de ficar. Foi naquele dia em que te vi, no aniversário da sua amiga, e por algum motivo que até hoje procuro, não consegui mais deixar de ver. Te olhei a noite inteira e, por um minuto, você me olhou também. Flagra. Foi nosso primeiro encontro, da série de encontros que nos trouxe até esse momento, até essa vontade louca de te abraçar de uma vez. Você me olhou e, para se certificar que não tinha inventado meu olhar como fuga do tédio ou solidão, você olhou mais uma vez, e outra, e mais uma. Alguns chamariam de jogo, eu chamo de fatalidade. Você estava lá, eu também, e uma hora nossos olhares se encontrariam e nós nos descobriríamos, tornando cada vez mais difícil deixar de procurar. Bingo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além desse nosso jeito gato e rato de se olhar, de se buscar e de sorrir encontrando, teve aquela vez no show da nossa banda favorita. Ainda lembro o que senti, e é exatamente o que sinto toda vez que você se aproxima: aquela sensação de borboletas no estômago ou qualquer um desses clichês que usam pra definir aquele momento em que o tempo para, as pessoas somem e só resta você, quando eu percebi que a multidão inteira dava as mãos para cantar numa só voz aquele refrão, olhei pro lado e te vi. Não havia para onde fugir. Não dessa vez. Não como você fazia o tempo todo. Demos as mãos. Apenas influenciados pela multidão, diriam alguns, sem saber a tensão que pairava entre nós. Continuando com os clichês, quero dizer que tive vontade de não te soltar nunca mais. De te tirar daquele lugar, daquele barulho, daquela multidão, e te levar para onde pudéssemos conversar, nos conhecer, nos olhar sem culpa, até que você me contasse seus medos, seus sonhos, suas manias, pra que eu tivesse outros motivos para me apaixonar, além dos olhos bonitos, do jeito bobo de sorrir, das mãos que batiam e faziam gestos segundo o ritmo de cada música, do sorriso que você disfarça toda vez que me vê passar. Não o fiz, claro, e é por isso que ainda estamos aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou de volta à quinta série, aos tempos de menino, quando eu era apaixonado pela menina de trança que era popular demais pra mim e fingia nem ligar, quando na verdade sorria pra mim quando as amigas não viam. Estou de volta aos dias em que ando pela rua pensando em táticas de aproximação, em que sorrio sozinho pensando em alguém e vou pra cama relembrando os fatos, contabilizando as vezes em que nossos olhares se encontraram naquele dia. Estou de volta ao frio na barriga que precede cada possibilidade de encontro, ainda que encontro não seja a palavra certa. Estou de volta ao mundo das paixões sutis, do que acontece sem pressa, do que se encontra de tanto procurar. Estou de volta à quinta série e, ao contrário do que pensava quando estava lá, não quero mais sair. Tudo o que eu quero é congelar esse nosso olhar, te dar a mão no próximo recreio e sentar na escada para dividir meu lanche, enquanto a gente conversa sobre as últimas férias. Quero aquela menina de trança, com um jeito bobo de acreditar na vida, com a mania de sorrir por qualquer palavra bem colocada, andando comigo pelas praças para tomar um sorvete. Quero aquela menina aqui: grudada em mim, como desejo desde o dia em que demos as mãos naquele show.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pôde sentir a tensão no ar? Havia algo, você percebeu? Não diz que isso tudo é coisa da minha cabeça, que eu inventei seu olhar para fugir do tédio. Não diz que não sentiu, que não percebeu, que não notou aquele cara estranho te observar por toda a noite e por todas as outras noites e manhãs e tardes em que estivemos no mesmo lugar. Tenho te procurado em tudo, desenhado seu olhar nos meus sonhos e ensaiado gestos para me aproximar. Vem cá, me diz que não foi acaso, que no fim da última música, não foi por acidente que seu ombro encostou no meu. Havia algo que nos atraía e até hoje permanece aqui. Vem cá, deixa eu te olhar mais uma vez e sempre, para decorar e descobrir de uma vez por todas o que é que você tem que me deixa assim: feito um moleque, um bobo apaixonado, um lunático que vive num universo paralelo regido pelo seu olhar. Vem cá, você sabe que quando olha para trás para me procurar, na verdade olha para frente, dando as costas pro que passou. Vem cá, menina, deixa eu te descobrir e te decorar. Esquece o que pode dar errado e as mil características que eu não tenho: descobre em mim um novo jeito de se encantar; afirma em mim que todas as suas exigências não valem de nada se o cara não tiver o principal: vontade de estar contigo; explica em mim aquele sorriso e vamos esquecer do mundo enquanto andamos de mãos dadas. Vem cá, quero sentir teu olhar me devorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-331397008530872595?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/331397008530872595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=331397008530872595&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/331397008530872595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/331397008530872595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2012/01/vem-ca.html' title='Vem cá.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HPnFjW3FhT0/TxbKeXUPxiI/AAAAAAAAAq4/ZNxP2YHw_yA/s72-c/270692_223061437732037_216440198394161_593362_1865922_n_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6382141564175145021</id><published>2012-01-11T15:42:00.007-02:00</published><updated>2012-01-13T20:48:22.325-02:00</updated><title type='text'>Zé.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VfDexSHXwn8/Tw3ILeiFgsI/AAAAAAAAAqs/qHnBi62NyFU/s1600/6146299512_f57366df92_o_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-VfDexSHXwn8/Tw3ILeiFgsI/AAAAAAAAAqs/qHnBi62NyFU/s320/6146299512_f57366df92_o_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por onde começar, Zé? Bem, ele estava lá, se é isso o que você quer saber. Ele estava lá, na hora marcada e na pose esperada. Mesmo sorriso, mesmo jeito de andar, um pouco mais alto, um pouco mais magro, mas ainda assim: ele. Depois de tanto tempo: ele estava lá. E eu queria te dizer aquilo tudo que as pessoas esperam ouvir sobre reencontros e finais felizes. Mas tudo o que posso dizer é isso: ele estava lá, mas quem era ele?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era ele e não era, sabe? Ou então eu não era eu. Tanto faz. Alguém ali não era mais o que costumava ser e, partindo desse ponto, nada mais poderia ser o que costumava ser. Eu olhei naqueles olhos que um dia me disseram coisas terríveis e coisas incríveis, eu olhei aquele labirinto onde me perdi um dia, e pareceu que, de tanto me perder, eu finalmente tinha me encontrado e decorado todas as saídas. E qual é a graça de um labirinto que não prende mais? Qual é a graça de dar um passo sabendo onde é a próxima saída? Daquele labirinto que eram os olhos dele, eu não era mais prisioneira. Como a gente explica uma coisa dessas, Zé? Eu estava disposta a entrar naquele jogo, estava disposta a me perder novamente, estava disposta a recomeçar do zero e a sofrer tudo de novo, se fosse necessário. Eu estava disposta até chegar ali. Até encontrá-lo e descobrir que o tinha perdido. Acho que mudei demais e não me dei conta. De alguma forma, mudei meu olhar, mudei minha forma de me encantar, mudei o jeito louco de desejar que aquele sorriso se explicasse em mim. A gente realmente muda com o tempo, Zé. Eu sou a prova disso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo sacode tudo, revira nossas certezas "inquestionáveis", desloca tudo aquilo que parecia fincado em terras firmes e férteis. Esse amor, o amor que eu julgava eterno e invencível, sumiu. Foi embora com algum vento que passou sem que eu me desse conta, não frutificou, não soube ser forte o suficiente pra lutar a queda de braço que o tempo propôs. Fez as malas e fugiu. Fechou a porta de mansinho e saiu sem fazer barulho ou estrago. O amor se retirou de forma pacífica e indolor, paradoxal àquela nossa retirada que há um tempo balançou todas as nossas estruturas. Quando a gente foi embora, doeu. Quando o amor foi embora, sossegou. Ah, Zé, era isso aquele sossego que eu vinha sentindo: era a falta daquele amor que fazia mais mal do que bem. Aquele amor que achava ser amor e talvez fosse só desassossego.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acontece, Zé? Eu não sei. Mas chega uma hora em que dizer "eu te amo" e colocar aquele velho sorriso como destinatário, deixa de ser verdade ou mentira. É apenas passado, frase sem sentido, declaração que não importa nem comove. O amor que não era amor mas nunca foi outra coisa: passou. Bom ou ruim seja: passou. Se volta um dia ou se afasta cada vez mais? O tempo vai dizer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou, Zé. E por isso estou aqui: sozinha nesse táxi, te chamando de Zé sem nem ao menos saber seu nome, &amp;nbsp;te contando descobertas bonitas sem que ao menos isso te importe. Estou aqui, Zé, sozinha, voltando pra casa, porque eu descobri que estava feliz assim. Que ninguém paga esse sossego, essa leveza, essa sensação de liberdade, de não estar enganando a ninguém, muito menos a mim mesma. As coisas passam, as pessoas mudam, o amor espera paciente pelo próximo sorriso que o acenda. Me deseja, Zé, feliz coração novo, porque tudo vai começar de novo agora, e as coisas serão mais fáceis porque aceitei: aquele amor passou, bateu asas e voou, mergulhou num rio e perdeu as chamas. Coração zerado, Zé, porque assim tinha que ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;"&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 19px;"&gt;Nada por dentro e por fora além (...) daquele vento, daquele azul&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;- daquela não dor, afinal&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;(Ca&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;io Fernando Abre&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;u)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6382141564175145021?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6382141564175145021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6382141564175145021&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6382141564175145021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6382141564175145021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2012/01/ze.html' title='Zé.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VfDexSHXwn8/Tw3ILeiFgsI/AAAAAAAAAqs/qHnBi62NyFU/s72-c/6146299512_f57366df92_o_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3187285515110297187</id><published>2011-12-30T18:08:00.004-02:00</published><updated>2011-12-30T18:19:08.637-02:00</updated><title type='text'>À você.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-seKCwi4xOd0/TvurQdj_x7I/AAAAAAAAAqQ/XPu-vD5zqOo/s1600/tumblr_lw0mwcsyIx1qhsolio1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://4.bp.blogspot.com/-seKCwi4xOd0/TvurQdj_x7I/AAAAAAAAAqQ/XPu-vD5zqOo/s320/tumblr_lw0mwcsyIx1qhsolio1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;À você que chegou ao dia 365 com pernas esgotadas, braços cansados e coração ofegante. À você que sobreviveu bem, que cumpriu todas as suas promessas ou descumpriu algumas em prol da felicidade. À você que descobriu que 365 dias são dias demais, tempo suficiente pra algo nascer, pra algo morrer, pra algo se reinventar. À você que teve tempo de sorrir de felicidade, de chorar de felicidade, de viver a felicidade. À você que mudou de opinião, descobriu novos amigos, reatou o laço que havia se rompido, mas deixou alguns rostos desbotarem do mural porque assim seria melhor.&amp;nbsp;À você que escreveu uma carta e não enviou, à você que enviou e se arrependeu, à você que teve resposta.&amp;nbsp;À você que chorou também, que aprendeu com a dor ou ainda espera pelo sentido de tudo. À você que olha pro que passou e não se orgulha e à você que voltaria à qualquer momento pra algum dia que ficou pra trás. À você que sabe que começar tudo de novo requer disposição e, sobretudo, coragem, mas não se deixa intimidar. À você que sabe que começar tudo de novo não vai ser possível ainda, não até o relógio zerar, mas quem sabe depois?, afinal, o ano novo começa em nós, tudo bem se começar no meio do ano, importa que comece, não quando. À você que não tem nada a esperar e não sabe o que pedir nem prometer, mas se veste de esperança, fecha os olhos e abre os braços pro que o ano trará. À você que não vê possibilidade de mudança, mas sabe que em um ano tudo pode acontecer. À você que se despede cansado, à você que se despede com fôlego de sobra pra começar de novo, à você que se despede com medo. À você que camuflou lágrimas em sorrisos, que arrancou um sorriso à fórceps e descobriu que tinha força. À você que descobriu o amor, à você que perdeu o amor, à você que desaprendeu o amor. À você que espera um giro de 180º, uma ventania que arranque as raízes fracas, uma tempestade que só deixe o que for verdadeiro. À você que se quer de volta, em sua versão que se importa com as pessoas sem esperar nada em troca; com sua roupa de sonhos sonhados antes de dormir; com sua fé inabalável. À você que quer se tornar tudo o que sonhou, que espera passar no vestibular, que sonha em conseguir rodar o mundo. À você que mudou de casa, de carro, de prioridades e à você que espera que a mudança chegue junto com o ano novo. À você que é cético pra tudo isso, que acha essa ladainha de ano novo e renovações história pra boi dormir, coisas que serão esquecidas após a primeira semana do primeiro mês, como manda a tradição. À você que aguentou o tranco e arregaça as mangas e não se esconde pra tudo que ainda virá. À você que se perdeu no meio do caminho e está disposto a pagar o preço do resgate, por mais alto que ele seja. À você, você e todos nós sob a promessa do fim do mundo: arregacemos nossas mangas e vamos vestidos de coragem, pintar as reticências onde veem o ponto final.&lt;br /&gt;Que 2012 seja o fim do mundo como ele é, e o início do mundo como nós sonhamos. Que a gente sonhe mais e realize também, e até desista de alguns, mas que a gente nunca deixe de acreditar, por mais bobo que seja o sonho e por mais bobo que seja continuar acreditando. Que a gente aproveite o vento de mudança que passa à meia noite, e resolva acreditar que dessa vez pode, sim!, ser diferente. E será. Se assim o fizermos. O que importa nessa época tão bonita do ano, é a fagulha de recomeço que acende em algum lugar dentro de nós. Vamos recomeçar, vamos juntar novos sonhos, vamos contar novas realizações. Vamos enfrentar, vamos pra guerra, vamos pro que vier, porque a vida nos chama e começa novamente. A vida estende o tapete e a gente decide com que passo seguir: eu escolho voar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Muitas coisas bonitas e muitos sonhos pra todos vocês, que 2012 surpreenda e venha doce. Doce como 2011 esqueceu de ser e como nós esquecemos de adoçar por nossos próprios meios.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Que façamos 2012, e que "fazer" também seja nosso verbo de guerra, junto com o "sonhar".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3187285515110297187?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3187285515110297187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3187285515110297187&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3187285515110297187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3187285515110297187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/12/voce.html' title='À você.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-seKCwi4xOd0/TvurQdj_x7I/AAAAAAAAAqQ/XPu-vD5zqOo/s72-c/tumblr_lw0mwcsyIx1qhsolio1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1415756534146480558</id><published>2011-12-26T18:10:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T18:12:49.378-02:00</updated><title type='text'>Sobre a vida, os quebra-cabeças e suas peças.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EtMxkVAr3lg/TvjQvoMTGYI/AAAAAAAAAp4/AKgTAf13H2s/s1600/sis_172466563_large_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://4.bp.blogspot.com/-EtMxkVAr3lg/TvjQvoMTGYI/AAAAAAAAAp4/AKgTAf13H2s/s320/sis_172466563_large_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É madrugada de um dia chuvoso e sem maiores promessas e, enquanto ouço a chuva bater no telhado, penso em quantos corações, nesse momento, batem apertados, choram despedaçados, dormem doloridos. Ninguém está imune a isso, nem mesmo você, minha amiga, e esse seu coração que só merece coisa boa. Foram tantas as vezes, né? Você não sabe, mas é forte. Você não sabe, mas é corajosa por não ter desistido até aqui. Você não sabe, mas um dia as coisas se encaixam, feito peças de quebra-cabeça nas mãos de uma criança: de início não faz sentido e é só algo disforme, mas conforme o olho se acostuma e outras combinações são feitas, passa a parecer parte da figura maior à qual pertence. É assim com a vida da gente também: hoje não dá mesmo pra entender, pra desejar estar em outro lugar se não naqueles braços, pra escrever uma nova canção. Mas um dia, vai por mim, a vida vai bater na sua porta e te entregar algumas surpresas, peças que te farão entender o que hoje é apenas um acontecimento enegrecido pela fumaça do que era castelo e agora é cinza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia a vida te surpreende de novo. Um dia um telefone toca ou uma carta chega ou um olhar conhecido esbarra no teu. Um dia um cara diferente senta do teu lado e você sente aquilo que há tempos não sentia: vontade de estar junto. Um dia alguém te apresenta um amigo, que te apresenta um novo modo de sorrir, e &amp;nbsp;você acaba descobrindo que existe vida além do que passou. Um dia você descobre que além de um sorriso, de um modo de fazer piada, do calor de um abraço: existem outros. E outros. E outros. Um dia você acaba descobrindo que o quebra-cabeça era muito maior do que você imaginava e que as peças acabam se encaixando, e as que não se encaixam viram, no mínimo, aprendizado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa carta, cheia de lição de moral, é só um jeito de tentar te convencer que as coisas se explicam. Que as coisas acontecem por razões maiores. Que o que não se explica nem se entende também existe, e a gente aprende a lidar, a esquecer, a conviver com. Que talvez seja justamente esse não entender o que move a vida, porque nos impulsiona e nos leva pra frente. O que a gente não entende empurra nossa vontade de viver o dia, de desvendar o mistério e descobrir outro. É isso que quero dizer: pra quê remoer o passado, desejar voltar e consertar as coisas - ou errar tudo de novo? -, se apegar ao que não volta mais? Muda o foco. O que passou, bom ou ruim, com vontade de viver de novo ou esquecer, passou. Foi só mais uma peça desse quebra-cabeça chamado vida real. Uma peça que um dia vai se encaixar ou ir embora de vez com algum vento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você quer respostas, se você quer entender, se você quer, sei lá, só sobreviver: rema o barco pra frente. No futuro as coisas se explicam, se entendem, se esquecem. No futuro, de tanto ter olhado pra todas aquelas peças, a gente acaba se acostumando e encaixando um pedaço de vidro, que parecia apenas um caco, de forma que monte um coração. Nesse quebra-cabeça que é a vida, os cacos não são apenas cacos, são pedaços do que seremos um dia. Um caco de coração é um pedaço do novo coração que um dia você terá, mais experiente, mais forte, mais do seu jeito. A vida é assim: ruim com os cacos, pior sem eles. Um dia a gente chora, no outro a gente reúne forças, cata os sonhos do chão, improvisa uma bolsa maior e mais forte do que a se rasgou e levanta e carrega todos eles e inventa novos sonhos e transforma dor em aprendizado. Ou só esquece mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, minha amiga, você vai ver só: isso tudo que dói vai virar piada em mesa de bar. Agora é impossível acreditar no que digo, mas vai por mim, um dia vamos encontrar força no que hoje é fraqueza e vontade de deitar no chão em meio aos cacos. Vai por mim, é isso o que faz a vida ser incrível: essa capacidade de transformação, de aprendizado, de superação. Somos todos super-heróis e não nos damos conta. Vai por mim, um dia você vai encontrar alguém que vai trazer sentido à todas as perdas e um sorriso que vai te fazer sentir como se nenhum outro houvesse existido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anota aí: as coisas acontecem quando têm que acontecer. Algumas sem que queiramos, outras sem que façamos nada, outras apenas se nos movermos. Mas acontecem quando têm que acontecer. Por algumas coisas vamos nos mover e mover céus e terras e, mesmo assim, elas não acontecerão. Fracasso? Não, vida. Preparação para algo melhor, maior, mais verdadeiro. Algo que a gente só descobre depois. E o "depois" não fica no passado. Por isso, minha amiga, fica aqui o meu convite à vida. Recolhe tudo isso e vamos caminhando. Caminhando e chorando, se ainda doer demais. Caminhando e caindo vezenquando, se ainda não der pra ficar muito tempo de pé. Caminhando e tropeçando, se as lágrimas embaçarem a visão. Mas sempre caminhando.Vai por mim: ficar parada não resolve, voltar no tempo também não. Existe um quebra-cabeça incrível a ser montado por todas essas peças que ficam espalhadas pelo caminho; como numa caça ao tesouro, estamos todos à inconsciente procura por nossas peças, por tudo aquilo que nos torna mais completos. Às vezes achamos sorrisos, noutras, lágrimas. Mas sempre peças. Vai por mim, tudo se completa de algum jeito, até mesmo esse seu coração despedaçado e esse quebra-cabeça que foi desmontado pela última tempestade. Vai por mim, um dia há de valer a pena toda essa caminhada. Vambora, a felicidade está logo ali.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;A "Minha Amiga" em quem essa carta é livremente inspirada, existe.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;E talvez seja mais de uma. E talvez sejamos todas nós.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1415756534146480558?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1415756534146480558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1415756534146480558&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1415756534146480558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1415756534146480558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/12/sobre-vida-os-quebra-cabecas-e-suas.html' title='Sobre a vida, os quebra-cabeças e suas peças.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EtMxkVAr3lg/TvjQvoMTGYI/AAAAAAAAAp4/AKgTAf13H2s/s72-c/sis_172466563_large_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5382714118595288301</id><published>2011-12-17T21:15:00.003-02:00</published><updated>2011-12-22T20:48:41.236-02:00</updated><title type='text'>Do amor e da culpa.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9cliw0Z62QI/Tu0aaYc-pTI/AAAAAAAAApU/F4g3OEKPuHY/s1600/385496_236365603099127_218834004852287_576786_1421259052_n_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://3.bp.blogspot.com/-9cliw0Z62QI/Tu0aaYc-pTI/AAAAAAAAApU/F4g3OEKPuHY/s320/385496_236365603099127_218834004852287_576786_1421259052_n_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ir embora", você não sabe quantas vezes cogitei, quantas vezes ameacei escrever bilhetes que estariam na mesa de centro quando você chegasse, te orientando a não me procurar e com a marca dos meus lábios num beijo no papel pra que você soubesse, sem que eu precisasse dizer e correr o risco de mudar de ideia, que fui embora te amando. Agora não há bilhete nem luzes acesas ou portas batidas, apenas o silêncio de quem não estará mais ali quando você chegar. Pode correr pra espalhar que fui covarde, só não esquece de avisar que a covardia maior era essa que a gente vinha dividindo: fazer de conta que nada acontecia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, eu poderia ficar e continuar remando nessa maré contrária, garantindo nossos beijos e abraços quando as luzes do mundo estivessem apagadas e jogando pra debaixo do tapete todas aquelas incompreensões, ausências e, sobretudo, silêncio. Mas vou embora pra nos preservar, saio enquanto posso guardar uma lembrança boa de você; enquanto olhar pra trás me faz querer sair correndo pros teus braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guarde uma lembrança boa de mim, sinta saudade nas noites frias, sussurre meu nome enquanto anda pelas ruas querendo me encontrar. As coisas não precisam virar pesadelo só porque aconteceram do lado do avesso. Pode se sentir orgulhoso por todas aquelas palavras que são minhas, mas tão tuas. Pode bater no peito e gritar praqueles outros que tentaram, que só você, de fato, teve meu amor. Pode andar pelas ruas de cabeça erguida e peito estufado, se me ter for uma espécie de troféu, você foi o único a subir no pódio para recebê-lo. O único que me fez colocar mãos no fogo, enfrentar quedas-de-braço com o que eu deveria sentir, vencer tudo o que ia contra pra poder te dizer que eu estava contigo, sabendo dos riscos e dos desafios, mas dentro, cada vez mais dentro, daquele plano que incluía nós dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi tudo do avesso, o contrário do que planejamos, mas a gente pode salvar o amor. Foi real de algum modo, do nosso modo. Certo ou errado não define, foi só nosso, e isso deve ser o bastante. Sabe, eu te amei pelo que você era, pelo que eu queria que você fosse, pelo que você não era e pelo que eu sabia que um dia seria. Te amei pelas vezes que você errou, pelas que você acertou e por todas as outras em que você ficou em cima do muro. Te amei mesmo, se isso te importa saber, muito mais do que deveria. Te amei, como é que dizem? in-con-di-ci-o-nal-men-te. Coloquei todas as forças em te amar e&amp;nbsp;não consegui &lt;i&gt;ser. &lt;/i&gt;Fui uma espécie de sombra, um parasita que precisava do seu sorriso pra continuar vivendo, e me esqueci.&amp;nbsp;Agora vou embora pra me reencontrar, vou descobrir em qual esquina eu deixei o que eu era, em qual topada tudo desmoronou. Deve ser essa a raiz de todos os males: eu te amo, mas quem sou eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não precisa correr atrás de mim, não precisa procurar explicações, não precisa nem mesmo se sentir o único culpado. Culpa é aquilo que todo mundo carrega um pouco. De alguma forma, somos todos culpados por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, falamos ou deixamos de falar, abandonamos ou sufocamos. Eu também tenho culpa, e de repente toda essa busca por mim mesma pode se revelar um encontro de culpas, &amp;nbsp;um encontro com os meus erros amontoados que impediram que eu me enxergasse. Não dá mesmo é pra ficar e fazer de conta que tá-tudo-bem e o-que-não-tá-se-resolve-logo. Resolve? Quando? Quem é que vai resolver? Não vamos mais adiar. O conserto começa por mim, termina em você e, se tudo der certo, se eterniza em nós dois.&amp;nbsp;Vou procurar por mim pra me entregar pra você. Mais uma vez.&amp;nbsp;Eu volto. E a culpa é do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;"Te amei e amei minha fantasia amei de novo e amei a nossa estreia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Amei meu próprio amor e amei a tua audácia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Te amei muito e pouco e comovidamente&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Amei a história construída, os ritos e os porquês&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Te amei no invisível e no inaudível amei no crível e no incrível&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Amei ser dona e te amei freguês&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Te amei e amei a farsa arquitetada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Amei o nosso caso e amei a nossa casa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Amei a mim, amei a ti, parti-me ao meio&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Te amei no profundo, no raso e com atraso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Não era tua hora, não era minha vez."&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Martha Medeiros)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Da série daqueles textos que ficam acumulados nos rascunhos e a gente descobre sem querer. Escrito em 26/07/11 e postado antes que terminasse o ano.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5382714118595288301?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5382714118595288301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5382714118595288301&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5382714118595288301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5382714118595288301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/12/do-amor-e-da-culpa.html' title='Do amor e da culpa.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9cliw0Z62QI/Tu0aaYc-pTI/AAAAAAAAApU/F4g3OEKPuHY/s72-c/385496_236365603099127_218834004852287_576786_1421259052_n_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-4361153552165543341</id><published>2011-12-16T19:50:00.001-02:00</published><updated>2011-12-16T19:54:58.928-02:00</updated><title type='text'>Diálogo V</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HZ3uxOsB1zw/TuuvjbtstuI/AAAAAAAAAog/B61LOnBKLCc/s1600/IMG_1916-2_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-HZ3uxOsB1zw/TuuvjbtstuI/AAAAAAAAAog/B61LOnBKLCc/s320/IMG_1916-2_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi, tô ligando só pra dizer que você pode vir. Quer dizer, a casa ainda tá meio bagunçada, ainda tem poeira naquele cantinho esquecido da sala e o porão continua intocado em seu esquecimento. Desculpa, não tive coragem. Ainda. Mas acho que isso a gente pode fazer juntos, não? Vai ser mais fácil se você me ajudar, se você estiver aqui me fazendo rir enquanto eu tiro o que está embaixo do tapete; você pode ficar sentada no sofá me contando sobre seu dia enquanto eu jogo aquelas fotos no lixo; você pode segurar a lanterna enquanto abro todas as caixas e me livro do que não me serve mais; você pode, sei lá, só estar aqui. Há de ser o bastante. O que eu tinha que fazer sozinho, eu fiz, mas preciso de você pro que é mais difícil. Já arrumei a estante, tem espaço de sobra pra você e todos os seus sorrisos, tem espaço pros seus livros, pros seus discos, pro que você quiser trazer. Tem sua comida favorita na geladeira, chocolate na mesinha de centro, um bloquinho pra suas anotações de cabeceira. Só falta você. A gente pode se divertir enquanto pinta todas essas paredes com as nossas cores, enquanto dançamos nossa canção que ainda precisamos descobrir, enquanto deixamos a minha vida parecida com nós dois. Eu sei que tudo isso requer coragem e que daqui a um tempo pode ser a hora de limpar tudo de novo, desmontar o que construímos e revirar passados e baús, pintar as paredes de outra cor, tirar da minha vida tudo o que hoje eu faço questão de colocar. Por isso eu tive medo, tenta entender. Mas agora, às cinco e cinquenta e três dessa tarde nublada, do último mês desse ano que foi mais feliz porque te encontrei, enquanto o rádio toca a canção que você odeia e os carros lá fora buzinam em frente ao sinal com defeito, eu descobri: eu-quero, eu-não-me-importo-com-os-riscos, eu-não-vejo-coisa-melhor-do-que-inaugurar-nós-dois. A gente nem precisa ir tão longe ou tão fundo e se esforçar pra falar de amor; a gente fala só daquele espaço que falta ser preenchido quando vamos embora, daquilo que está por trás das risadas que a gente dá sem motivo nenhum, daquilo que fica estampado na minha cara de bobo quando te vejo chegar. Daquilo tudo que eu tentei não ver enquanto você já sabia e tentava me alertar. Aquilo que eu senti naquele dia em que você desceu as escadas e disse que voltaria quando fosse a hora. Eu ainda não sei muito bem se a gente pode saber com exatidão se é a hora ou não, mas deve ser. Essa ligação é só pra dizer que o relógio já foi ajustado pra gente começar, que a casa está preparada pra te receber e que você nunca mais vai precisar ficar esmagada naquele sofá de sempre: você tem liberdade pra dançar pelo corredor e por todos os cômodos. Enfim limpos. Enfim vazios de coisas velhas. Enfim preparados pra te receber. Era essa a hora? O momento em que eu encontrasse a coragem que nunca te faltou e assumisse o presente, soltasse de uma vez as amarras que me prendiam ao passado e me limpasse do que só servia pra ocupar espaço e acumular poeira? Pois bem, meu bem, vem agora. Agora é o tempo das nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-4361153552165543341?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/4361153552165543341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=4361153552165543341&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4361153552165543341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4361153552165543341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/12/dialogo-v.html' title='Diálogo V'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HZ3uxOsB1zw/TuuvjbtstuI/AAAAAAAAAog/B61LOnBKLCc/s72-c/IMG_1916-2_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-2851387085265456152</id><published>2011-12-04T16:40:00.000-02:00</published><updated>2011-12-04T16:40:49.553-02:00</updated><title type='text'>Carta à Delilah.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Ou carta praqueles que foram enquanto precisávamos ficar, ou pros que ficaram enquanto precisávamos ir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/Gbf9moVvPiU/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gbf9moVvPiU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Gbf9moVvPiU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho pela janela as nuvens se formando, vem chuva por aí. Os ventos já sopram há algum tempo, a temperatura caiu e esse clima que se monta me dá vontade de escrever algo bonito. De tocar alguém, aquecer um coração, transformar saudade em poesia ou canção. No inverno passado te encaixei numa canção, falava sobre sua cidade e as coisas que nunca mais seriam as mesmas sem você. Eu não queria nada disso, você sabe, se eu pudesse te colocar no meu bolso e te carregar por onde fosse, eu faria; eu não queria um dia sem você, nem um ano ou uma vida, mas agora olha pra mim: quantos dias, quantos anos, vivendo aquela vida que eu temia só de imaginar? De alguma maneira, aqui estou eu: vivendo.&lt;br /&gt;A distância pode ser cruel, o tempo pode ser mesmo um divisor de águas e o que sobra de tudo isso é o que a gente se permite carregar. Carrego comigo uma lembrança bonita de você, sua imagem na varanda do meu apartamento, a gente se escondendo da chuva debaixo daquela escada escura, você sorrindo da minha bobeira e eu me perdendo em pensamentos sobre como o seu sorriso era tudo o que importava pra mim. Carrego você comigo, pequena. Faço da saudade uma ponte pra não te esquecer e transformo tudo em esperança, porque ninguém sabe qual o próximo coelho que a vida vai tirar da cartola mágica. Torço pra que seja você, atravessando a rua cuidadosa e levando um susto ao olhar pra frente e me ver te dizendo que já podia atravessar, como nos velhos tempos.&lt;br /&gt;Ninguém sabe o que a vida vai trazer, e isso me assombra, mas me alegra também. Tenho vivido tempos de absolutas surpresas, tenho revisto pessoas que há muito não via, tenho recebido abraços de quem há muito eu pensava ter me esquecido. Esse deve ser o papel da vida, separar e juntar de acordo com a necessidade, com a prontidão, com o tempo. Quem sabe a próxima a aparecer por aqui seja você? Só me resta ter esperança, torcer pra que em você ainda haja pelo menos saudade e que você tenha permitido me carregar por aí. Amanhã ou daqui a anos, a gente se reencontra. E se reinventa. E se redescobre. Acaba acontecendo.&lt;br /&gt;Um dia a gente toma as rédeas do destino, que a essa altura me parece mais uma desculpa mal inventada pra gente não se mover, e faz um telefone tocar, uma mensagem surgir, um avião decolar. Por que a gente se deixa afastar assim, me diz? Onde é que a gente deixa a nossa coragem e a nossa vontade de estar perto? Por que é que a gente se contenta com a saudade? Sabe por que estamos aqui, nesse abismo, nessa distância, nesse silêncio? Porque somos o resultado da mão que vacilou ao digitar um número e ao escrever uma carta e enviar. Somos a consequência da nossa covardia, da nossa saudade não anunciada, do nosso medo de parecer bobos. Somos a soma daqueles acasos que afastam.&lt;br /&gt;Às vezes penso em quantos acasos nos separaram. Em quantas vezes assistimos a um filme tendo o outro na sala ao lado, em quantas vezes andamos ao mesmo tempo por lados opostos do mesmo lugar, em quantos segundos me impediram de te ver passar. Depois penso em quantos telefonemas fariam tudo mudar. É tudo nossa culpa, Delilah. E te peço perdão, não sei onde foi parar a minha coragem, a determinação em andar todas as milhas necessárias pra te encontrar. Se transformou em um medo na metade do caminho: eu andaria, mas você me receberia?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como você está, pequena? Como andam as luzes dessa cidade? Como vai essa sua vida tão desorganizada em sua falsa organização? Sinto falta de você. Sinto falta de nós dois. Sinto falta do que eu fui com você. Sinto falta de te ter. De poder te ligar só pra te contar algo corriqueiro, de poder de te ver a qualquer momento, de dividir meu guarda-chuva quebrado. Se eu pudesse escolher, te escolheria aqui. Sinto sua falta, Delilah, e quase não consigo parar de escrever isso: sinto sua falta. E quanto mais escrevo mais sinto. E quanto mais sinto mais te quero aqui. E de tanto te querer mais te amo. Gosto de pensar que você nunca vai me abandonar, que em algum lugar do mundo eu sempre vou ter um abrigo, um porto, um lugar para onde correr. Talvez esse seja o sentido de tanta gente passar por nossa vida e depois ir para longe: para que tenhamos sempre para onde correr, onde encontrar um socorro em qualquer canto do mundo. Mas eu só queria que o seu lugar fosse aqui. Que fosse eu. Que fosse nós.&lt;br /&gt;Onde você está, Delilah? O número que disquei não existe mais, as cartas que mandei não tiveram respostas, e a última voltou. Me dá uma pista ou encontra essa carta nessa garrafa atirada ao mar, e vem. Vem, Delilah, você tem para onde correr. Lembra da minha frase clichê favorita: "eu sempre vou estar aqui"? Então, "aqui" não é um lugar físico, "aqui" significa com você, significa com telefones e caixas de mensagens abertas, significa disponível, pronto pra lutar por sua causa, pronto pra te abraçar e nunca mais te soltar. Eu sempre vou estar aqui, Delilah. Quer eu queira ou não, quer você queria ou não: porque certas coisas a gente não escolhe. Certas coisas a gente só sente, abre os braços pro vento bater e se curva: que assim seja. Que assim seja o nosso amor, seja ele qual for.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-2851387085265456152?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/2851387085265456152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=2851387085265456152&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2851387085265456152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2851387085265456152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/12/carta-delilah.html' title='Carta à Delilah.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8366084753046749481</id><published>2011-11-20T00:14:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T19:34:49.135-02:00</updated><title type='text'>Ô seu moço.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4i3kEn-ZLJg/TyMYajGb4hI/AAAAAAAAAsM/XVFBRBoV-WY/s1600/tumblr_lxhr26q0I91qdd41ro1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-4i3kEn-ZLJg/TyMYajGb4hI/AAAAAAAAAsM/XVFBRBoV-WY/s320/tumblr_lxhr26q0I91qdd41ro1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ô seu moço, ainda dá tempo de parar esse trem e jogar fora esse bilhete que tenta te afastar dessas terras? Pra quê ir agora? O céu tá tão bonito, as flores começaram a brotar, os campos estão prontos pra nossa corrida. As coisas não precisam acabar agora, só porque o tempo parece ordenar que seja assim. O que é o tempo? Isso deve ser invenção da sua cabeça, moço, coisa de gente da cidade grande. Por aqui, por essas terras do sertão, a gente mede o tempo pelo cheiro do ar, pela sombra da árvore, pela vontade que a gente tem de viver o dia. Você não precisa acreditar nesse papel com dias marcados, nesse negócio no teu braço que parece uma bomba prestes a explodir, que conta as horas pra sei lá o quê. Aqui não precisa de nada disso, moço, pode esquecer, se quiser. Esquece e fica por aqui. Essas terras gostaram da sua presença. Se você quiser ficar, moço, mas quiser mesmo, você pode. O tempo aqui anda a nosso favor, a favor da nossa vontade de viver. E se você tiver vontade de viver esse momento, de viver mais nessa terra, o tempo te ajuda e faz de conta que não existe. Fica, moço?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente por aqui é tudo meio bobo, com uma fé meio bonita na vida, com um sorriso que às vezes é torto no rosto, mas a gente é feliz, moço, a gente é feliz do jeito que só sabe ser quem é simples. Você é assim também, eu sei. Percebi quando você chegou e no mesmo instante fez todo mundo sorrir, se aconchegou no sofá da sala e de repente foi como se você sempre estivesse ali. Você tem alguma coisa, moço, um quê dessa simplicidade que a gente carrega em nossos bolsos furados, eu sei, moço, eu vi no seu sorriso. A gente que é dessa terra, tem o costume de conhecer as pessoas, deve ser porque a gente não tem muitas dessas coisas que vocês do lado de lá tem, a gente não tem essas máquinas todas, esses objetos engraçados pra observar. Por aqui a gente se observa. E, olha, moço, tá pra existir coisa mais bonita do que a gente mesmo. E ainda disseram que somos complicados, vê se pode, vocês, do lado de lá, é que complicam tudo. Mas você é diferente, eu já disse. Pode apostar que é. Por isso não vá embora, moço. Fica aqui pra gente descobrir. Quero te conhecer mais, observar seus pés correndo pela terra, ouvir das tuas histórias sempre tão engraçadas, ver seu sorriso de canto de boca quando olha, sozinho, o horizonte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é que você tem, moço, que quando passa tudo para, que quando fala tudo ri, que quando some tudo chora? O que é que você tem que me faz largar tudo pra vir te ver e tentar parar esse trem com flores? O que é moço, você sabe dizer? Esse sertão vira mar sem o senhor, um mar de saudades suas, um mar de lágrimas de todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você, moço, faz um bem danado a todos que por aqui passam. À minha parte que desconfia e à outra que crê. À minha parte que foge e à outra que abraça. À minha parte que te pede pra ficar e à que te deixa ir. E fazer bem, moço, por essas terras não é pouca coisa. Fazer bem é aquilo que a gente sente quando quer estender o momento, quando quer abrir uma rede num sorriso pra descansar ali, quando quer absorver uma presença e nunca se esvaziar. É você quem faz isso por aqui, moço. Essas ruas são minhas, é o caminho por onde levo minha vida, e mando, sim, ladrilhar com as pedras mais bonitas que existirem: pra você passar e ficar, ficar e morar. Essa rua ladrilhada é minha, tem pedrinhas de brilhante, tem vestígios de sonhos, tem sorrisos de sinalização, e é tua, se você quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ô seu moço, escrevo pra pedir que você não vá. Pra pedir que você continue sentado naquela mesinha contando histórias e fazendo rir quem já tinha perdido o jeito da coisa. Que você continue por essas terras, pra gente continuar o que não precisa acabar. Escrevo como quem te pede pra ficar. Escrevo como quem diz que se não puder ficar, ao menos me leve, ou deixe um sonho bom e um vento que exale o som da sua risada quando passe. Escrevo só pra dizer que se você for eu vou morrer de saudade, como naquelas canções que você me ensinou a cantar sorrindo num final de tarde, e vou olhar o horizonte pensando em você, vou ver o seu sorriso na forma do sol quando se põe; me questionando, pela milésima vez, o que é que você tem que me deixa assim. Se você for, só vai restar saudade, e eu vou ficar vasculhando pelos cantos, esperando na estação, por alguém que faça tão bem a essa terra quanto o senhor, seu moço. Será que existe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ô seu moço, eu escrevo como quem pede: fica mais um pouco, tem uma rua inteira pra gente percorrer de mãos dadas. O tempo? o tempo não existe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8366084753046749481?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8366084753046749481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8366084753046749481&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8366084753046749481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8366084753046749481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/11/o-seu-moco.html' title='Ô seu moço.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4i3kEn-ZLJg/TyMYajGb4hI/AAAAAAAAAsM/XVFBRBoV-WY/s72-c/tumblr_lxhr26q0I91qdd41ro1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8115649371024574621</id><published>2011-11-05T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-05T00:28:27.637-02:00</updated><title type='text'>00:00</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RunjnsNzvyQ/TrSc1ZXbyPI/AAAAAAAAAic/6Ll9k214Y5Y/s1600/owen-wilson-midnight-in-paris-movie-image-404x600_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-RunjnsNzvyQ/TrSc1ZXbyPI/AAAAAAAAAic/6Ll9k214Y5Y/s320/owen-wilson-midnight-in-paris-movie-image-404x600_large.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Seria mentira se eu dissesse que ainda te amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seria mentira se você dissesse que não me ama mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então estamos perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sempre estivemos. E ninguém nunca nos deu um mapa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Talvez não exista um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu só quero fugir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fugir não vai fazer você se encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu me encontrei no momento em que nos perdemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Parece contraditório, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Foi o que me restou: me agarrar a mim ou enlouquecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então pra que fugir?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pra desatar o nó de nós, pra nascer de novo, pra sair desses zeros da meia noite e começar um novo dia. Estar suspensa nesse vácuo em que te amar não é mentira nem verdade, me faz mal. Corrói meu coração, ocupa um espaço que eu poderia oferecer pra outro alguém. Essa meia noite em que estou me dá vontade de amanhecer, de girar os ponteiros do relógio por minhas próprias mãos, de assumir o controle desse trem. Meia noite, parada no vácuo, não é ontem, não te amo, mas não é amanhã, não posso dizer que não te amo mais. É o quê então? Alguém tem a resposta? Alguém tem um mapa, uma bússola, um relógio que não esteja parado no tempo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você não mudou. Quer dizer, sim, mudou eu sei, seu cabelo está mais curto, sua franja mudou de lado, você emagreceu. Mas não falo disso, falo dessa sua mania de controle. Você sempre precisou ter algum controle, alguma defesa pronta, alguma ação pré-determinada. Nunca conseguiu ver um papel no chão e não pegar, uma amiga chorando e não socorrer, uma pergunta no ar e não responder. Você sempre resolveu as coisas, ou pelo menos tentou. Te admiro por isso. Mas talvez agora você deva parar. Apenas se deixar levar. Talvez tudo ainda doa demais porque além de te ferir por ser um amor não resolvido, fere suas defesas, fere o que você costumava ser e agora não consegue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu sei, mas... mas não saber o que fazer me paralisa. Não ando pra trás porque não sei se te amo o suficiente pra arriscar tudo de novo, e não ando pra frente porque não consigo enxergar além desse amor. Amor que eu sinto. Mas que não sinto. E só sei que existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amor. Como você sabe que é ou não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se fosse amor eu não cogitaria outra alternativa senão quebrar o relógio às 23:59.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas talvez mesmo seguindo em frente seja amor. Talvez seja amor mesmo quando a gente precisa avançar pra 00:01. Quando o amor precisa continuar sendo, ele é. E isso você precisa aceitar: você não pode controlar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então estamos perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E isso, pelo que parece, eu também não posso controlar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Será que alguém pode?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alguém chamado nós, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seu silêncio é como a meia noite pra mim. E é disso que eu preciso fugir. Adeus, você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Adeus. Até o ponto, até a virada de ponteiro que une novamente nossas rotas perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Meu professor de filosofia tem uma filosofia bonita sobre a meia noite: é o infinito do tempo. Ao mesmo tempo que é a última hora de um dia, é a primeira hora do outro; um minuto a mais é um dia, um minuto a menos é outro. Tomei a liberdade de me apropriar dela e fico por aqui, elaborando milhões de possibilidades pra essa peculiaridade tão bonita, pensando que às vezes a nossa vida é bem assim: meia noite. Nem ontem &lt;i&gt;nem&lt;/i&gt; amanhã, ontem &lt;i&gt;e&lt;/i&gt; amanhã, uma suspensão mínima do tempo. Quando nossas escolhas não estão bem certas, nossos caminhos estão parados, e a gente respira na hora zero da vida pra pensar que rumo tomar. Talvez eu esteja só filosofando bolinhas aleatórias, mas a questão é que eu achei incrível tudo isso e sou apaixonada por metáforas.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8115649371024574621?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8115649371024574621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8115649371024574621&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8115649371024574621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8115649371024574621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/11/0000.html' title='00:00'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RunjnsNzvyQ/TrSc1ZXbyPI/AAAAAAAAAic/6Ll9k214Y5Y/s72-c/owen-wilson-midnight-in-paris-movie-image-404x600_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1672231634251511754</id><published>2011-10-24T21:40:00.000-02:00</published><updated>2011-10-24T21:41:03.707-02:00</updated><title type='text'>Do modo imperativo do verbo reagir.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A51-S4vYt0E/TqTDCzAHgAI/AAAAAAAAAiA/UfFoisXJvRE/s1600/tumblr_lthy8ejTT71qkjv4bo1_500_large+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://2.bp.blogspot.com/-A51-S4vYt0E/TqTDCzAHgAI/AAAAAAAAAiA/UfFoisXJvRE/s320/tumblr_lthy8ejTT71qkjv4bo1_500_large+%25281%2529.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Você precisa reagir&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Não se entregar assim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Como quem nada quer."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Reage. Tira a bolsa da mesa, levanta o celular, afasta a cadeira, não deixa o que foi derramado escorrer e piorar tudo, estende o pano pra secar.&lt;br /&gt;Vai, reage. Não deixa as lágrimas borrarem teu rosto a ponto de o desconfigurarem. Já foi, todo mundo tem um limite, o seu já se esgotou; agora é a hora da reação. Reage de uma vez, levanta desse chão e vai à luta. Reescreve a história, coloca seus pés pra correr, faz o que você nunca fez. Reage. Pula desse trem que te leva aonde você sabe que não quer ir, não se acomode, não ache que melhor do que está é impossível, reage ao comodismo e pula desse marasmo, dessa vida parada mesmo em movimento.&lt;br /&gt;Vai, pula, corre, escreve, levanta, reage. Sai dessa dor, abre essa janela, o sol quer entrar. Eu sei que quando o céu fica escuro o melhor a ser feito parece ser fechar a janela e ficar ali até o tempo passar. Mas quando o tempo passa, a vida vai junto. Você quer que ela passe enquanto você se esconde do mundo? O que é, afinal, que você vai contar pros seus netos? O que é que você vai ensinar, pros seus netos, pros seus filhos, pro seu vizinho? Vai, reage, deixa que essa seja a lição mais bonita que você já deu, que se lembrem de você como aquela que reagiu. Abre logo essa janela, não deixa essa dor vencer. Se a vida oferece chuva, vai, se molha. Depois o sol volta e conserta tudo. Mas não fica parada esperando. Reage. Há tanta coisa a ser vista, tanta coisa esperando sua decisão e reação pra acontecer. Às vezes o que falta na nossa vida é tão unicamente a nossa ação. Age. Re-age. Responde à essas ações que sua vida parece te impor. Muda o cenário, muda os personagens, muda o que não te agrada. Você tem a liberdade, de deixar como estar ou se envolver no que já chamaram por aí de mudança radical. De que lado você está? Na sua vida você é protagonista ou coadjuvante? Se às vezes os dias passam por você como estranhos, não há problema, é assim pra metade - se não todos &amp;nbsp;- do mundo lá fora, mas é você que não pode passar como uma estranha por dias que são seus, e de mais ninguém.&lt;br /&gt;Reage ao que foi imposto, à janela que foi fechada, ao sol que esqueceu de sair. Ao que foi derramado e agora escorre, ao que foi perdido e agora sangra, ao que foi quebrado e agora pulsa descontrolado: reage. Reaja a seus medos: ao medo do escuro, acenda a luz; ao medo da solidão, coloque uma música pra tocar e dance sozinha; ao medo da saudade, faça telefones tocarem. Sua vida espera sua coragem. Reagir é não se entregar, resistir, lutar, tentar. Reagir é ir contra nosso comodismo, é ter iniciativa. Reagir é, mais do que tudo, se saber forte, se saber capaz, se saber apto para lidar as surpresas que a vida traz; é se vestir de coragem em meio ao medo. Reage que no meio do caminho a força vem, reage e não fica de mãos atadas e queixo caído enquanto o líquido derrama: reage. Todos nós somos lutadores em potencial, a gente só precisa descobrir aquela parte de nós que não se conforma, que não se deixa levar pela correnteza, que se agarra no primeiro galho que aparece e alcança novamente a margem do rio.&lt;br /&gt;Se toda ação tem uma reação, o que te falta pra dar o pulo, o tiro certo, a cartada que mostra que você continua viva, continua no jogo e não foi o fim? Àquela porta que foi fechada, a solução não é sentar e chorar, pelo menos não por tanto tempo assim, levanta e vai pelo outro lado da rua, aquele por onde você nunca passou, ouvi dizer que por lá as casas são melhores e as portas levam à lugares incríveis. Reage, tenta de novo, e de novo, e de novo, e deixa o disco repetir, feito vitrola velha, essa mesma ladainha: tenta de novo, e de novo, e de novo... Àquela rasteira que a vida te deu, não aproveita pra ficar no chão, não, sacode a poeira, passa um algodão no que foi ferido, e levanta. Reage se mostrando mais forte, reage se mostrando determinada, reage se mostrando, dando a cara à tapa pra vida, se mostrando pronta para o que virá.&amp;nbsp;Àquele não que a vida lhe impôs, enquanto você chora e não sabe o que fazer, repensa suas escolhas, repensa as consequências que um sim te traria, se descobrir que um sim seria melhor do que qualquer outra coisa, reage!, apaga o não que foi escrito e rabisca devagar aquele sim que você deseja; se descobrir que o não, ainda que doloroso, é melhor do que um sim que seria incerto, reage!, cuida de você, do seu coração, do que você esqueceu quando achou que o mundo tinha acabado. Olha ao redor e vê que ele continua girando e que o amanhã é a maior incógnita que já tivemos que enfrentar; suas ações o determinarão, suas reações o transformarão.&lt;br /&gt;Reagir é um verbo bonito demais pra que seja esquecido naquele dicionário empoeirado na estante, é hora de trazê-lo pra vida. Eu reajo, tu reages, ele reage. Nós reagimos, vós reagis, eles reagem. E nossas vidas se transformam e o mundo gira a nosso favor. Vai, reage, tá esperando o quê? Sua vida espera a sua coragem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia um refrigerante se esparramou pela mesa, celulares e bolsas eram vítimas em potencial e ninguém se movia. Todos olhavam assustados pro tal desastre, até que alguém - eu - gritou : REAGE!. E daí surgiu esse texto, enquanto eu tirava da mesa tudo o que eu podia, eu pensei no poder e necessidade de uma reação. Deve ter sido o conselho mais bonito, embora num momento tão banal, que dei pra alguém: reage.&lt;br /&gt;Desde então fico pensando e quase chego a dizer, quando é a hora de desejar coisas boas pra alguém, "eu desejo que você reaja". Desejem isso pra mim, que eu desejo pra todos vocês! Reajam, reajam, reajam. A vida tem coisa demais pra oferecer pra gente ficar de mãos atadas e queixos caídos diante das surpresas que nem sempre são boas.&lt;br /&gt;Vamos reagir, a força vai vindo com o tempo e no meio do caminho a gente se surpreende sendo forte. E se eu estiver em condições de aconselhar alguém nesses tempos em que não sei nem o que fazer de mim, o conselho é tão somente esse: reajam.&lt;br /&gt;Boa reação para todos vocês. A gente se vê por aí, reagindo e, sobretudo, seguindo em frente, porque o que virá, aquilo que construiremos, há de ser incrível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1672231634251511754?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1672231634251511754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1672231634251511754&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1672231634251511754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1672231634251511754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/10/do-modo-imperativo-do-verbo-reagir.html' title='Do modo imperativo do verbo reagir.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-A51-S4vYt0E/TqTDCzAHgAI/AAAAAAAAAiA/UfFoisXJvRE/s72-c/tumblr_lthy8ejTT71qkjv4bo1_500_large+%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5186558128146784184</id><published>2011-10-20T22:05:00.004-02:00</published><updated>2011-10-20T22:07:39.635-02:00</updated><title type='text'>Sobre canções, caminhos e sentido ou um texto confuso.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Ou, o que foi escrito através da janela do ônibus.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bhjIsTWA-gg/TqCqFiHThLI/AAAAAAAAAh4/ZuPygG4ls5A/s1600/tumblr_lsz5a3Gj0k1qea223o1_500_large_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-bhjIsTWA-gg/TqCqFiHThLI/AAAAAAAAAh4/ZuPygG4ls5A/s320/tumblr_lsz5a3Gj0k1qea223o1_500_large_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aleatório toca a canção que eu esqueci de lembrar para te esquecer e de repente tudo volta, menos você. E eu só questiono aonde é que a gente esteve até aqui; o que, afinal, estávamos fazendo com aquilo que até o final da canção anterior carregava consigo o nosso mundo inteiro. Amor, eu te disse naquela manhã nublada, era isso. Mas agora não sei mais o que fazer com termos que já foram usados, amor, saudade, e todo vocabulário que usei quando fazia sentido ou quando eu não tinha receio em não fazer sentido e ser tachada de louca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o mesmo não saber que me paralisa em relação à canção que toca, não sei se interrompo a canção e o pensamento, ou se deixo continuar, só para ter certeza de que, pelo menos ali, você ainda é meu, eterno prisioneiro da canção que parecem ter criado pensando em nós. Em algum lugar a gente ainda existe, em algum lugar a gente sempre vai existir. É um pensamento bonito, saber que mesmo o fugaz pode se estender ao sem fim. É uma espécie de segurança saber que tenho para onde correr quando quiser morrer de saudade ou arrependimento ou vontade de estar perto, estar junto, estar com. Você. O moço desses versos da canção, das rimas pobres que arrisquei, das entrelinhas que fiz questão de escrever.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que a gente tenha que se perder no meio do caminho para descobrir o que precisa mudar, pena que para se encontrar a gente tenha que se perder, pena que se perder no meio do caminho signifique estar alheio à vida do outro, se submeter ao risco de ser reduzido a nada e nunca mais recuperar a totalidade de um coração. Pena que todo o processo inclua o não saber e o não saber inclua suposições que ferem, julgam e afastam.&lt;br /&gt;Tenho andado lúcida o bastante para perceber tais coisas, para não me deixar cair na besteira de acreditar que o querer seja poder e que telefones tocarão na manhã seguinte, mudando minha agenda e para sempre minha vida. Mais do que somente lúcida, acho que sou uma nova versão de mim mesma, porque depois de certas coisas e pessoas, a gente sabe que não pode continuar o que era antes.&amp;nbsp;Existem novos erros, acertos, anseios que precisam ser considerados. Existem novos rostos que precisam ser estudados e alguns antigos que precisam ser riscados de vez.&lt;br /&gt;Faz parte do processo, disseram, abrir espaço para novas pessoas, mas não acredito nessa sobreposição fácil de rostos que acontece por aí, até conseguirem ocupar o lugar que foi (e ainda é?) seu, existe uma estrada enorme a ser percorrida por pernas que não sei se quero que cheguem até mim. Para você o caminho é o mesmo, sem atalhos, porque atalhos enganam, mas com um diferencial: eu quero que você me alcance. Só não sei em qual caminho você está nem em qual direção; parados, nenhum de nós dois ficou, estou certa. Mas talvez seja só uma questão de ajustar os passos, trazer do passado apenas o que foi bom o suficiente para ficar gravado na canção que toca, e fazer do amor que está ali, mas esquecemos de lembrar, uma bússola. Havemos de ser o norte um do outro, e se não formos, espero por uma reviravolta na história que me aponte o norte diferente de você, que hoje, olhando dessa janela, não consigo enxergar. Se eu pudesse escolher, pediria que esse ônibus fosse parar de uma vez por todas na sua vida. Será que faz sentido?&amp;nbsp;Quem sabe o sentido que há naquilo que eu não sei? Quem sabe aonde eu realmente quero estar? Quem sabe o que eu deveria sentir?&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quem sabe o que eu não sei mais?&amp;nbsp;Ah, meu bem, interrogações demais para quem só queria você como ponto final e cardeal. Você como o meu norte, ainda que o meu norte se revele, cada vez mais, o seu sul.&lt;br /&gt;Mas agora deixe-me ir, deixemos as interrogações para mais tarde, a canção terminou e é preciso seguir em frente, porque outra canção começou a tocar e nela você não apareceu.&lt;br /&gt;(Mas quem sabe na próxima canção, na próxima esquina ou na próxima estação?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Escrito no ônibus, dia 19/10, numa nota no celular.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Não é bom, mas é meu, que se há de fazer? rs&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5186558128146784184?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5186558128146784184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5186558128146784184&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5186558128146784184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5186558128146784184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/10/sobre-cancoes-caminhos-e-sentido-ou-um.html' title='Sobre canções, caminhos e sentido ou um texto confuso.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bhjIsTWA-gg/TqCqFiHThLI/AAAAAAAAAh4/ZuPygG4ls5A/s72-c/tumblr_lsz5a3Gj0k1qea223o1_500_large_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8701537637605498596</id><published>2011-10-06T21:50:00.002-03:00</published><updated>2011-10-06T21:53:01.415-03:00</updated><title type='text'>Tardes nubladas, chá e poeira.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y4FWxDZ-CWY/To5ETih2o6I/AAAAAAAAAhs/Z89HUp2stmE/s1600/x_4f7afb7a_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y4FWxDZ-CWY/To5ETih2o6I/AAAAAAAAAhs/Z89HUp2stmE/s320/x_4f7afb7a_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito em tardes nubladas em que nada pode dar certo, acredito em tardes ensolaradas em que tudo pode dar errado, só não acreditava em tardes nubladas em que as coisas simplesmente acontecessem. Até você. Ainda não sei porque resolvi aparecer naquela festa e só me falta me tornar uma daquelas pessoas que acreditam que tudo está ligado e blábláblá. Eu apenas estava lá, podemos deixar assim? Só resolvi entrar, decidi sentar naquele sofá em frente ao lugar onde você sentaria em breve e esbarrei em você, derrubando chá por todo o tapete e metade da sua blusa, por simples acaso. Não vamos procurar razões onde não existem, deixa que a questão principal seja: eu te encontrei, e nada mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te encontrei naquela tarde nublada, onde nada de bom aconteceria se dependesse da minha fé. Era fim de tarde, havia gente por todo o lado, chá e poeira pelo tapete, levantei meus olhos da besteira que tinha feito e te encontrei: seus olhos fechados, sua blusa agora manchada, suas mãos tampando a boca, prendendo o palavrão que ameaçava sair. Estraguei sua blusa, mas alegrei sua tarde, você admitiria depois, naquela noite chuvosa, quando eu disse pela primeira vez que te amava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas naquela tarde, quando tudo o que ia acontecer ainda era longe demais para nossas visões, você apenas saiu, disse "tudo bem" para meus pedidos de desculpa e sentou do outro lado da sala, me deixando com a visão perfeita daqueles olhos que até hoje navego, cada vez mais preso no oceano que há ali. Ainda lembro quando um amigo se aproximou, percebeu que eu te olhava e me aconselhou a não cair na sua armadilha, a correr antes que fosse tarde. Mas já era tarde, eu quis gritar. Eu já estava preso. Eu já estava dentro daquilo. Eu já estava refém de seus gestos, passos e olhares. Então arrisquei. Me aproximei.&amp;nbsp;Te chamei para perto e você fugiu, te busquei com o olhar e você se escondeu, me escondi e você me procurou e a gente enfim se encontrou. Você me disse sobre sua música favorita, seu livro de cabeceira, seu medo de estimação. Eu te disse sobre o meu time de futebol, meu projeto da faculdade, minha versão melhorada de mim mesmo. Você falou sobre suas contradições, opções e ideologias, e eu te disse sobre meu ceticismo disfarçado de indiferença. Decorei suas palavras favoritas e entendi que cada uma delas representava uma coisa para você, e que ceticismo era a palavra certa para definir sua relação com coisas que aconteciam de repente, que eram fugazes e superficiais. Então você não acreditava naquilo que acontecia entre nós, pensei, pelo menos não ainda, era preciso te convencer. Te convencer, mesmo depois de tanto tempo, ainda é minha missão diária, todos os dias acordo e penso no que posso fazer para te convencer de que te amo, de que vale a pena estarmos juntos, de que algo que começou "do nada" tem potencial para crescer se estivermos dispostos à trabalhar. Mas naquela tarde fui eu que me convenci de onde eu queria estar: onde você estivesse. Não nego, tentei fugir, mas bastou que eu desviasse o olhar por um momento para entender que quando o mundo te chamava você se dobrava em três, de medo ou vergonha, mas quando o mundo te esquecia você dobrava o seu tamanho em três, ressurgia maior e se fazia notar. Meu olhar voltou e nunca mais encontrou espaço por onde fugir, nunca mais desviou de você, nunca mais precisou se esconder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, tanto tempo depois, enquanto te vejo dormir com os pés descobertos, relembro como foi bom que a gente tivesse se encontrado assim, sem planejar, sem marcar na agenda, sem sair de casa com o pensamento de encontrar alguém especial. A gente se encontrou, penso com um sorriso no olhar, não nos procuramos, não corremos um atrás do outro, apenas nos encontramos naquela tarde nublada onde nada foi previsto.&amp;nbsp;Era fim de tarde, você era o chá e eu a poeira, o tapete era aquele sofá. Você, feito seu chá, se lançou sobre mim, adormecido feito poeira, esquecido naquele sofá. E a gente se misturou, chá e poeira, e nunca mais se separou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8701537637605498596?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8701537637605498596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8701537637605498596&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8701537637605498596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8701537637605498596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/10/tardes-nubladas-cha-e-poeira.html' title='Tardes nubladas, chá e poeira.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y4FWxDZ-CWY/To5ETih2o6I/AAAAAAAAAhs/Z89HUp2stmE/s72-c/x_4f7afb7a_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3655323240718749591</id><published>2011-09-30T23:08:00.000-03:00</published><updated>2011-09-30T23:08:47.823-03:00</updated><title type='text'>(sem) Querer.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1X6VSeJesfU/ToZ2GAXuILI/AAAAAAAAAho/JjGpoEZLP6s/s1600/281396_158903080851215_100001945730055_344886_7167125_n_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://1.bp.blogspot.com/-1X6VSeJesfU/ToZ2GAXuILI/AAAAAAAAAho/JjGpoEZLP6s/s320/281396_158903080851215_100001945730055_344886_7167125_n_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, não acho justo estar contigo para tampar um buraco, preencher meu tempo enquanto o outro não vem, te dar as mãos torcendo para que o telefone toque e o outro chegue e me roube de você, de mim, da vida que inventei para reescrever canções esquecidas no fundo da gaveta. Antes só do que brincando com o sentimento que não é meu, pensei numa madrugada qualquer. É isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que a gente precisa arriscar, que certas coisas só se sabem se valem a pena quando a gente tenta. Eu sei, claro, poderia ter dado certo, por que não? Sempre existe a possibilidade de acertar o passo, não importa o quanto dure a caminhada, um mês ou três, tanto faz, dar certo é tudo o que acontece naqueles segundos eternos em que nada mais importa além daquele sorriso no outro lado da mesa. "Dar certo" é bonito demais para que eu ocupasse de má vontade o porta-retrato na sua cabeceira, quero que você experimente a sensação com alguém que pense todos os dias em quão sortuda é por ter algo que dê certo nesse mundo em que o que não vai para frente é tão comum. Sempre tive aversão àquele tipo de relação egoísta, jamais te daria a mão apenas para ir à algum lugar bonito e te fazer acreditar que era onde eu mais queria estar. Até poderia ser, mas não com você. Não sei se alma gêmea, química, opostos que se atraem, ou qual outra teoria me apoio e me justifico numa hora dessas, fico então com a frase clichê, me perdoe de antemão: não era você.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juro que tentei, ameacei ficar feliz ao te ver, ignorei suas bobeiras e olhei-as como tentativas de atrair atenção de alguém que nunca deixou transparecer o que pensava, até te escrevi umas linhas meio desengonçadas, não é qualquer um que transformo em texto e encontro um jeito de eternizar. Não deu. E fico triste em te dizer, porque admirei seus esforços e tentei fazer também a minha parte, mas tudo o que consegui foi fugir, mudar de opinião mais vezes do que a indecisão permitiu, correr antes que acabasse entrando no jogo e saindo de lá como a destruidora de corações que nunca planejei ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, quando hesito demais entre ir ou ficar, quando cada ação é um pretexto para adiar, quando minha visão de céu azul é ameaçada por nuvens negras e os ventos de limpeza parecem nunca chegar, eu sei que é porque eu não quero. Quando eu quero, não há&amp;nbsp;empecilho&amp;nbsp;que me tampe os olhos, não há barreira que eu não acredite poder ser transportada para algum lugar bem longe, não há impossibilidade que me tire o querer. Quando eu quero, o outro lado do oceano é ali na esquina, os contras são pontinhos distantes num infinito de prós, as opiniões alheias são opiniões, e só. Minhas certezas não titubeiam, quando eu quero, eu sei. Não me resta dúvidas, não me sobra tempo para chorar o que pode dar errado, todos os pensamentos contrários são soterrados com a força do verbo que lateja na minha mente por todo o tempo: querer. E ele, esse verbo que tanto valorizo, dessa vez esqueceu de passar por aqui. Deixou a "vontade", o "pode ser", o "talvez seja legal", mas não veio em forma desse querer que arrebenta todas as portas e invade de uma vez. Deixou nomes parecidos, brisas mansas demais para quem queria um furacão de sentimento para tirar de novo os pés do chão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ainda dá tempo? Não sei. Quem é que sabe de uma coisa dessas, sabe-se lá quando é que esse querer vai largar de uma vez o lugar onde está. Não dá para prever. E numa situação dessas é melhor ser sincera do que te prender aqui, nessa possibilidade que pode acontecer amanhã ou nunca. Vai, querido, segue em frente. Ruma para outro mar, guarda essa canção que nunca ouvi, não desperdiça o que é tão puro com alguém que não sabe te querer. Sem querer eu não vou a lugar nenhum. Se tudo é uma questão de decisão, é o querer que me faz aceitar todo e qualquer risco. O sem querer nunca regeu meus sentimentos, não vai ser agora que vou esquecer do que me prometi. Vai, o tempo há de te mostrar alguém que te queira. Segue em frente, coloca outra canção para tocar, aponta para fé e rema, como disseram os barbudos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sem querer te magoar que te digo: é melhor ficar só do que fingir querer. É melhor não querer, do que querer mais ou menos. É melhor quando a gente quer do que quando a gente vai só porque é mais prático e confortável. Sem querer não vou a lugar nenhum, nem eu, nem você, nem o mundo. É o tanto que a gente quer que nos leva além e nos faz alcançar. E agora, me perdoe, mas não há querer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3655323240718749591?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3655323240718749591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3655323240718749591&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3655323240718749591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3655323240718749591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/09/sem-querer.html' title='(sem) Querer.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1X6VSeJesfU/ToZ2GAXuILI/AAAAAAAAAho/JjGpoEZLP6s/s72-c/281396_158903080851215_100001945730055_344886_7167125_n_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3933059775956555622</id><published>2011-09-29T22:40:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T22:40:10.857-03:00</updated><title type='text'>Attraversiamo.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Hw343YC4iGI/ToUadFmTdRI/AAAAAAAAAhk/ytutYCrk3L8/s1600/249273_184920094905597_168483276549279_509212_276138_n_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://1.bp.blogspot.com/-Hw343YC4iGI/ToUadFmTdRI/AAAAAAAAAhk/ytutYCrk3L8/s320/249273_184920094905597_168483276549279_509212_276138_n_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atravessar é uma decisão - lembro de te ouvir dizer isso antes de descer as escadas e se perder de mim. Quanto tempo faz? Um ano ou um dia, tanto faz, sempre perco a noção do tempo quando sei que o número de voltas do ponteiro do relógio é diretamente proporcional aos passos que você dá para longe de mim. Se voltar o relógio servisse como um "replay" dos seus passos, ah, meu bem, os ponteiros brincariam de ir e vir aos momentos em que você estava aqui. Mas não é assim, eu sei. Existe toda aquela questão dos erros, dos acertos que não foram suficientes, das interrogações que vão além dos porquês sobre a incapacidade de voltar no tempo e te trazer de volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois que as coisas passam, a gente enxerga com mais clareza, meus erros hoje pulam na minha frente e faltam-me dedos para contá-los. Os seus? não sei, faço questão de não lembrar. A questão não é quem errou mais, mas sim o que podemos fazer para não errar mais. Continuo cabeça dura, se você quiser saber, ainda acho que querer muito deveria ser poder, porque certas coisas só acontecem se a gente quiser, mas quiser mesmo. Eu quero, amor. Eu quero amor. Eu quero, e você, amor? Atravessar é uma decisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você sempre quis o voo e eu sempre temi a queda; você&amp;nbsp;preferia&amp;nbsp;o improviso e eu seguia todos aqueles planos feitos antes de dormir, mas do que adiantou se, o principal deles, ter você comigo, eu não consegui? Confesso que nunca consegui entrar nesse teu ritmo, só lembro de você dando risada do meu descompasso com mania de perfeição. Nossas diferenças nos tornavam um daqueles casais com histórias divertidas para contar numa roda de amigos, você defendia, parecendo querer tanto quanto eu que não terminasse nunca, que as diferenças fossem um ingrediente a mais. Você sempre me levou à lugares altos demais para mim e eu sempre decidi atravessar o limite dos meus próprios medos. Estar contigo era estar constantemente exposto à riscos, novidades e emoções à mil e eu nunca fugi. Mas o jogo virou, meus planos de repente não pareceram mais tão irreais, a gente precisava decidir enfim para onde ir. Era preciso decidir atravessar ou não. Atravessar é uma decisão - você disse - e eu não estou pronta para tomar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atravessar sempre foi nosso verbo de guerra. Desde o início de tudo isso, decidimos que quando tudo ficasse ruim, nós daríamos as mãos e sorriríamos dizendo: vamos atravessar. Atravessar, você dizia, é chegar ao outro lado, vencer uma barreira, um limite, uma multidão de carros. A gente precisa decidir o tempo todo não ficar parado no mesmo lugar e progredir, prosseguir, atravessar. Dizer "vou atravessar" é se proclamar forte, se saber capaz, prometer para si mesmo ir e... ir. Então, onde você está? Qual foi a rua que te assustou? Qual é o semáforo que te impede de atravessar? Qual é a distância que preciso percorrer para ir te buscar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje pela manhã, abri a janela e prometi atravessar o dia, chegar ao outro lado do relógio com a sensação de vitória. E só falta você. Eu já sei, amor, decidi na primeira vez que te vi, que por você vou para o outro lado&amp;nbsp;- da rua, do país ou do oceano. Vem, amor, sem medo. Abre o bilhete que está embaixo da tua porta, "attraversiamo", como naquele livro que você leu, como na primeira vez que você me disse no seu italiano de uma palavra só. "Attraversiamo", pequena, vamos atravessar, essa fase e todas as outras. Vamos chegar do outro lado cantando, contando histórias sobre nossas diferenças, ensinando aos outros que, mais do que decisão, atravessar é coragem. Vem, amor, o semáforo diz que é a nossa vez, "Attraversiamo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi, gente, o blog voltou a normal - ao que parece - depois de ter sido acusado de possuir um tipo de vírus. Precisei tirar a lista de blogs por precaução, mas prometo voltar assim que essa onda de blogs contaminados passar. Foi um sufoco descobrir o motivo de tudo isso, me desesperei um pouco, mas aqui estamos nós: de volta. Atravessamos essa fase hahaha&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, o post de hoje é inspirado nessa palavra que acho incrível e cheia de significado: "atravessar" e sua versão italiana roubei do livro "Comer Rezar Amar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS: Qualquer problema para acessar o blog, qualquer aviso incomum, por favor, me comuniquem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3933059775956555622?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3933059775956555622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3933059775956555622&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3933059775956555622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3933059775956555622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/09/attraversiamo.html' title='Attraversiamo.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Hw343YC4iGI/ToUadFmTdRI/AAAAAAAAAhk/ytutYCrk3L8/s72-c/249273_184920094905597_168483276549279_509212_276138_n_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8175639962056782897</id><published>2011-09-05T20:41:00.000-03:00</published><updated>2011-09-05T20:41:51.173-03:00</updated><title type='text'>Sobre barquinhos de papel, a enxurrada e eu.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6K-yBHtEl0U/TmVch1bRWsI/AAAAAAAAAgw/O9rG8X_J90U/s1600/tumblr_l59b1h4qxJ1qbn39vo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-6K-yBHtEl0U/TmVch1bRWsI/AAAAAAAAAgw/O9rG8X_J90U/s320/tumblr_l59b1h4qxJ1qbn39vo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Meio tolo, você se pergunta assim:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“Para onde vão os barquinhos de papel soltos na enxurrada?”&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Com sorte, você deseja, o barquinho chegará à outra esquina.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Com mais sorte ainda, cairá em algum ralo, depois num esgoto, depois ainda, sempre inteiro, será levado até algum rio. Até o mar, quem sabe?&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Você imagina um barquinho de papel capaz de atravessar incólume&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;todas as torrentes e perigos para chegar ao mar." &amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barquinho de papel, eu. Eu, barquinho de papel. Barquinho de papel solto na enxurrada. Para onde vou com toda a minha fragilidade e inabilidade? Em direção ao mar, certamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Hoje quero falar de mim, como para o diário que nunca tive e que esse blog nunca planejou ser. Não falo mais tão abertamente sobre mim, vivo me metendo em histórias alheias e escrevendo, sem nem ao menos pedir permissão, sobre o que eles me ensinaram. Vivo criando personagens que me escondam e falem de uma vez aquilo que não posso mais falar, para não ser taxada de boba, louca, sentimental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Mas eu sei que lá no início, quando eu escancarava o coração aqui, teve gente me apoiando demais, que acompanhou meu surgimento, viu minha evolução, crescimento quiçá, percebeu os altos e baixos dessa minha estrada. É para vocês, e para todos os outros, que eu venho aqui sem precisar me camuflar em história alguma, me reconhecendo como um barquinho de papel que viaja por aí numa enxurrada - chamada vida - muito mais forte do que eu, só para dizer que eu me descobri, me reinventei e agora me sei sendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Acho que acontece com todo mundo, em algum momento a vida esbarra na gente, nos chama para luta, nos coloca frente a frente com o passado e a gente se vê perguntando o que é que aconteceu. Aconteceu comigo. Caí no chão, a vida bateu forte demais, os ventos foram frios e violentos demais para um simples barco que só havia navegado por águas rasas. Então, quando dei por mim, enquanto tentava me levantar e colocar esse barco numa direção certa, me olhei no espelho e questionei: "O que é que tinha acontecido até aqui?", "Onde é que eu estava enquanto minha vida corria para longe de mim?", "Quando é que eu ia acordar e me enxergar?" Só pude concluir que essa era a hora, em meio à toda a fraqueza, eu decidi que seria forte; em meio à uma noite de&amp;nbsp; choro, eu decidi que pela manhã eu sorriria; em meio à escuridão daquele céu, eu decidi que era um ótimo momento para aprender a ser feliz mesmo em dias nublados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes ainda me questiono o porquê de todo esse bem-estar, já que não tem nada perfeito por aqui, meus amigos ainda me dão trabalho, eu continuo morrendo de saudade, minhas incertezas se acumulam e uma lista de coisas que quero dessa vida ainda está pregada na minha parede. Mas me sinto, enfim, bem. Houve um tempo em que estar assim seria algo perto do fim do mundo, mas agora é só a vida. É só a enxurrada que leva o barquinho para o mar, sem ela o barquinho não chega nunca, sem esses ventos fortes, o barquinho demoraria demais para alcançar as águas mais calmas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;É isso: encontrei beleza na enxurrada. Arranjei um tempo para ser feliz e troquei preocupações pela certeza de que o vento bagunça tudo hoje para arrumar amanhã. Limpei meu coração das mágoas e reconheci que tinha gente especial demais ao meu lado. Quando eu quis sumir, encontrei gente que quis me ver, que me disse palavras sinceras, sem precisar de ensaio ou cálculo, com a espontaneidade que só a sinceridade sabe ter. Me peguei sorrindo sozinha ao perceber o valor que algumas pessoas tinham para mim, foram segundos de eternidade, quando a gente esquece que a vida pode ser barra pesada e decide que certas coisas nasceram para nunca acabar. Descobri novas manias, novas paixões, modos diferentes de ver a vida. Mudo de opinião sem medo, sinto saudade sem culpa, assumo meus desejos sem vergonha. Me assumi para o mundo, coração: gelatinoso, sorriso: frouxo, convicções: fortes.&amp;nbsp; Tem espaço para mim aí?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;No meio de tanta escuridão fui obrigada a olhar para dentro e agora, talvez pela primeira vez, começo a gostar do que vejo. Não sou tudo o que queria ser, mas sou alguém que eu gostaria de ter por perto. Sou um barquinho na enxurrada e isso me alegra. Sou um barquinho de papel que, depois te ter sido amassado, rasgado e de ter afundado - porque assim tinha que ser - teve que ser refeito. Um barquinho novo em folha, porque arrumar às vezes não basta, é preciso descontruir para construir de novo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Sou só um barquinho na enxurrada. Alguém que abre a janela e vê esse céu, que já foi negro de dor e vermelho de paixões que fizeram mal e hoje é só azul. Azul de vida, azul de vontade de viver, azul de possibilidades. Sou só alguém que se descobriu e se sabe imperfeita e cheia de erros, mas certamente especial. Um barquinho solto na enxurrada que segue sem preocupações, segue sabendo que o mar há de chegar, com águas calmas e um barco que reme numa mesma direção e num só sentido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;Eu, barquinho solto na enxurrada. Barquinho solto na enxurrada, eu. Uma canção de amor para mim mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Então você abre a janela para o ar muito limpo, depois da chuva.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Você respira fundo. Quase sorri, o ar tão leve: blue."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Aspas no início e no final: Caio Fernando Abreu)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8175639962056782897?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8175639962056782897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8175639962056782897&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8175639962056782897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8175639962056782897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/09/sobre-barquinhos-de-papel-enxurrada-e.html' title='Sobre barquinhos de papel, a enxurrada e eu.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6K-yBHtEl0U/TmVch1bRWsI/AAAAAAAAAgw/O9rG8X_J90U/s72-c/tumblr_l59b1h4qxJ1qbn39vo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8222255873143854126</id><published>2011-08-26T23:18:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T23:53:19.818-03:00</updated><title type='text'>Aquela única certeza.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nQ3LZ1XLJW8/TlhT0SrVUII/AAAAAAAAAf4/wGLTXXztLS8/s1600/tumblr_lqkde0CkC01qhgnlqo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://2.bp.blogspot.com/-nQ3LZ1XLJW8/TlhT0SrVUII/AAAAAAAAAf4/wGLTXXztLS8/s320/tumblr_lqkde0CkC01qhgnlqo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro de ter dito numa tarde chuvosa que você havia sido o único. Não sei se você acreditou de cara ou se considerou como uma frase de efeito de quem não sabia o que dizer, mas não queria ficar calada. Agora tanto faz o que você pensou, não há mais nada a ser feito e explicações não têm força nenhuma. Agora são só lembranças de um amor que foi e ficou, foi e marcou, foi e esqueceu o caminho de volta. São só lembranças que me atropelam num fim de tarde, quando encosto a cabeça na janela do ônibus e tenho certeza de que deveria estar pensando em outro rosto, escrevendo frases sem entrelinhas que esperam por você para descobri-las. São só lembranças que me fazem confirmar: você foi o único.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, depois de você eu nunca mais tive certeza, nunca mais aquela força que um dia me fez ignorar o mundo para ouvir sua voz, nunca mais aquela determinação em assumir os riscos, nunca mais aquela desconfiança de que a felicidade só seria mesmo completa nos braços de alguém. Ah, meu bem, nunca mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde quando você se foi e eu reconheci que era hora de continuar a andar, nunca mais tive certeza ao olhar para alguém. O mundo é sim cheio de opções sem você, todos estavam certos, mas me diz, de que vale o mundo sem teus braços, abraços e palavras? Aqueles outros que apareceram foram só distrações, pequenas mentiras que contei fingindo te esquecer, invenções de um final feliz que eu sempre desejei escrever com você. Em nenhum deles resolvi investir, até ameacei outras rimas, mas deixaram de fazer sentido quando percebi que as rimas que compus dentro do seu abraço, superavam qualquer uma outra. Foram só sorrisos que achei bonitos, olhares que demoraram um pouco mais, características que admirei. Foram só pessoas que usei sem que soubessem, só para me convencer de uma possível vida após você. Foram só defeitos que criei no minuto seguinte, em pessoas cujo principal defeito era também a maior qualidade: nenhum deles era você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que um dia consigo, que a tal libertação enfim acontece e eu recupero e enxergo em outro olhar aquela certeza que você roubou de mim. E eu quero. Me apaixonar, me lançar, me oferecer ao risco de ser feliz - com ou sem você. Mas até lá, alguém me diz, quanto chão ainda tenho que percorrer imersa nessa nossa indiferença? Quantos sorrisos vou ter que fingir para tentar me convencer de que aquele outro me diverte tanto quanto você? Quanto de você ainda vou ter que extrair de mim, nessa cirurgia de peito aberto e sem anestesia? Ah, o futuro, o que será de mim, de você, do nó que restou de nós?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por hoje, continuar a seguir em frente, é a instrução pendurada no mural dos meus dias. As lembranças às vezes me fazem perder o ritmo, mas logo me reencontro. Em frente. Dando chances e oportunidades, quando tudo o que eu queria era me perder naquele nosso jogo. Continuo por aí, meu bem, tatuando meias verdades no peito, tentando descaracterizar a marca que você deixou. Continuo até encontrar outro olhar que me convença. Continuo te esquecendo enquanto lembro cada vez mais, emprestando pensamentos aos outros e os trazendo sempre de volta para ocupá-los com você: o único.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único que valeu o risco, que amei mesmo, com direito à todo o espetáculo que vem junto: os choros, os sorrisos, a vontade de te matar e de morrer por você a qualquer momento. O único que esqueci de esquecer para lembrar mais uma vez. Continuo procurando certezas diferentes, porque a que sei de cor talvez não faça mais sentido: você ainda é o único pelo qual eu aceitaria o voo, mesmo sabendo da possível queda e das inúmeras tempestades que virão. É só uma certeza: você, você, você - quem eu escolheria hoje ou daqui a mil anos, todas as vezes que me fossem possíveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8222255873143854126?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8222255873143854126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8222255873143854126&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8222255873143854126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8222255873143854126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/08/aquela-unica-certeza.html' title='Aquela única certeza.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nQ3LZ1XLJW8/TlhT0SrVUII/AAAAAAAAAf4/wGLTXXztLS8/s72-c/tumblr_lqkde0CkC01qhgnlqo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-2453190271513798765</id><published>2011-08-17T22:24:00.002-03:00</published><updated>2011-08-17T22:25:32.880-03:00</updated><title type='text'>A gente.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x4ADUMQFE54/Tkxo3NT-8lI/AAAAAAAAAf0/HMXg_m0nask/s1600/015f84bc16978d476465053cf3c7086bac3e77dc_m_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-x4ADUMQFE54/Tkxo3NT-8lI/AAAAAAAAAf0/HMXg_m0nask/s320/015f84bc16978d476465053cf3c7086bac3e77dc_m_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que dia é hoje?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quinze meses e vinte dias depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sério que você conta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dia sim dia não, para ter algo pelo qual declarar saudade e pensar nostalgicamente enquanto deito a cabeça na janela do ônibus e deixo o pensamento te encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uma espécie de masoquismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, você é a saudade que eu gosto de ter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E você a que eu gostaria de nunca mais sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nunca mais sentir devido à minha presença constante ou à sua total indiferença à minha ausência?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sinceramente? De qualquer forma que aliviasse meu peito de sentimentos que só prometem e nunca são e me tornasse capaz de, mais uma vez, experimentar o prazer do voo em vez dessa imobilidade angustiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E se você pudesse escolher uma dessas formas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- No amor a gente nunca escolhe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas e se pudéssemos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jamais escolheria a sua presença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porque nesse mundo em que amor não se escolhe e o que a gente escolhe nunca é, não quero correr o risco de te escolher e não ter. Quero sempre o risco de poder cruzar com você, mais uma vez e sempre, numa dessas esquinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já que a gente não escolhe, essa história de amor poderia ser ao menos simples. A gente se cruza numa esquina e nunca mais desfaz o abraço, nunca mais conhece motivos pra se afastar, nunca mais deixa qualquer um outro entrar nesse jogo, além de nós dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas o amor é simples, a gente é que complica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A gente: eu e você ou a gente: o mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quando eu te perguntei o dia, bastava que você dissesse a data de hoje. Simples. Não precisava que você revirasse o passado nem entrasse em explicações que acabaram por remexer em cicatrizes. Bastava que fosse a data de hoje e eu diria que era um ótimo dia pra desenharmos mais uma esquina e nos cruzarmos por lá. Mas no passado não há como interferir. Só no agora. Poderia ser simples como 1 + 1, mas a gente faz do amor uma equação com incógnitas demais para qualquer coração. Felizes são aqueles que não se preocupam em entender o que aconteceu, só continuam. Aprendem, não reviram mágoas. Se dão mais chances, acreditando no que foi bom. Seguem em frente, não supervalorizam dores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E quem são essas pessoas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por que não a gente? Ainda dá tempo, antes do precipício tem espaço para improvisarmos uma esquina e um encontro que não precisa acabar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esquece o que eu disse, hoje é dia de começar de novo. Eu e você. A gente. E só. Sem passado ou nenhuma outra pessoa. A gente. E nos bastamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Texto da Madrugada: 15/08/11&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-2453190271513798765?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/2453190271513798765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=2453190271513798765&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2453190271513798765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2453190271513798765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/08/gente.html' title='A gente.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x4ADUMQFE54/Tkxo3NT-8lI/AAAAAAAAAf0/HMXg_m0nask/s72-c/015f84bc16978d476465053cf3c7086bac3e77dc_m_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5934128380835162969</id><published>2011-08-04T23:05:00.008-03:00</published><updated>2011-08-04T23:07:52.630-03:00</updated><title type='text'>Aperte o play.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Um post regado à músicas boas e outras não tão boas assim, uma tentativa de testar minha memória musical, que só acabou me fazendo descobrir que pouca coisa ficou. O texto é culpa do Carpinejar e da sua crônica "Deixe-me dançar sua vida", da qual eu tomei a liberdade de tirar inspiração. Enfim, apertem o play.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="goog_938488332"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_938488333"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-K8O1GWcsovg/TjtMCWp_VUI/AAAAAAAAAfg/zF0SUwlrV9w/s1600/1311487081792_f_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-K8O1GWcsovg/TjtMCWp_VUI/AAAAAAAAAfg/zF0SUwlrV9w/s320/1311487081792_f_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando você chegar essa noite, entre sem bater. Coloque o casaco e a bolsa sobre a mesinha de centro, tire os sapatos e vá para perto da janela, permaneça onde a luz da lua possa bater em você e não se assuste ao reconhecer a trilha sonora. Essa noite eu quero dançar a sua vida. Quero me tornar o primeiro e o último amor, estar contigo no primeiro beijo e na primeira decepção. Quero aprender os passos que você deu e me tornar parte do que não pude ser contigo, estar onde não pude estar, conhecer as sensações que você conheceu sem mim. Essa noite o seu passado é meu, apenas encoste em &amp;nbsp;meu ombro e deixe-me te conduzir por estrofes que você conhece tão bem, deixe-me estender uma rede em cada verso, apenas feche seus olhos e deixa-me te dizer baixinho que tudo nos trouxe para esse ritmo que dançamos ao longo dos nossos dias. Se a vida é uma dança, eu quero recuperar o tempo em que você pertenceu a outro par. Deixe-me tentar. Acomode-se em meus braços e deixe-me pertencer a você desde sempre e para sempre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro vamos à infância, lembra daquela canção de novela, &lt;i&gt;"assim será"&lt;/i&gt;? Comecemos por ela. Quero estar nos seus pensamentos quando aquela garotinha cantava em frente ao espelho a letra que já sabia de cor, quero ser o cara de blusa listrada que te fez se atrever a mudar a letra da canção, quero ser o amor que você esperou tanto tempo. Depois, vamos passear por outras. Deixe-me ser o "&lt;i&gt;cara esperto"&lt;/i&gt; que perdia a fala e sentia calafrios ao te ter por perto; deixe-me ser a pessoa que te fez sorrir dentro daquele ônibus, olhando a paisagem correr, ao ouvir alguém cantar "&lt;i&gt;seu sorriso é meu", &lt;/i&gt;deixe-me ser quem te dá essa certeza. Quero estar naquela noite escura quando &lt;i&gt;"pensando em você"&lt;/i&gt; te fez derramar a primeira lágrima por alguém; quando &lt;i&gt;"Quem, além de você"&lt;/i&gt; te fez questionar o futuro, deixe-me ser a resposta; quando &lt;i&gt;"Make you feel my love"&lt;/i&gt; te fez desejar alguém a quem provar todas essas coisas, quero estar ao teu lado sussurrando que um dia eu estaria aí, aqui, com você. Deixe-me morar em &lt;i&gt;"Conversa de Botas Batidas"&lt;/i&gt; pra não te deixar responder errado a questão: nada é maior do que o amor. Abra espaço pra mim naquelas canções que nunca mais foram as mesmas, deixe-me ser &lt;i&gt;o &lt;/i&gt;bobo em questão, quem luta com você contra o resto do mundo, &lt;i&gt;a única exceção&lt;/i&gt; e razão pra tentar de novo. Deixe-me ser, mais uma vez e sempre, o cara que faz com os outros saibam na fila do pão que você encontrou, o teu &lt;i&gt;último romance&lt;/i&gt;, aquele que nunca acabou. Deixe-me te provar que suas canções favoritas estavam certas: &lt;i&gt;o coração nunca mente&lt;/i&gt;, a estrada vai &lt;i&gt;além do que se vê&lt;/i&gt;, tudo o que o mundo é precisa é amor. Deixe-me cantar baixinho pra você nos dias de chuva, te dizendo pra ir devagar, pra não carregar o mundo em seus ombros, pra não se esconder nem ter vergonha de suas marcas e cicatrizes, acalmando você ao dizer que&lt;i&gt; &lt;/i&gt;a madrugada acaba quando a lua se põe&lt;i&gt; &lt;/i&gt;e que o sol, ah, querida, &lt;i&gt;o &lt;/i&gt;sol sempre volta. Deixe-me estar nas canções que você nem lembra mais, nas notas que te fizeram chorar em casamentos, nas letras que te fizeram gritar arrependimentos, aprendizados e declarações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa a época, a razão ou a qualidade: deixe-me estar. Apenas isso. Abra espaço para mim, porque te quero inteira. Perdoe a presunção, amor, perdoe-me por querer invadir teu passado, mas é que presente e futuro com você não me bastam. Te quero por inteiro, com cada passo que você deu, com cada calo que um passo em falso causou, com cada nó na garganta que aquela música te deu. Permita-me dançar tua vida, com as determinadas pausas, refrões que repetiram demais e custaram caro, estrofes que deveriam durar para sempre, mas terminaram. O que doer reviver, apaga em mim. O que der vontade de reviver, reinventa comigo. O que não deu tempo de viver, vive aqui. Faz dessa volta ao passado apenas a confirmação de que estamos no lugar certo, no tempo certo, em braços certos. Porque pra mim não importa o que você traz na sua lata, a bagagem que te acompanha; não importa se mais &lt;i&gt;sentimental&lt;/i&gt; do que você não há ou se você não quer mais se entregar. O que importa é que &lt;i&gt;longe de você&lt;/i&gt;, eu enlouqueço; que nem &lt;i&gt;50&lt;/i&gt; nem mil &lt;i&gt;receitas&lt;/i&gt; me fariam te esquecer e que algo no seu sorriso me faz querer não te deixar nunca mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa noite, quando você entrar, aperte o play e deixe começar a fusão entre nossos passados, até que tudo vire o presente e o presente tenha combustível pra se tornar futuro. Essa noite, quando você entrar, aperte o play e venha comigo dançar a canção que não tem fim: aquela que começa quando nossos olhos se encontram e nossos corpos se encaixam. Aperte o play, &lt;i&gt;morena&lt;/i&gt;, porque pra nós todo amor do mundo ainda é pouco e porque eu prefiro assim com você: juntinho, sem caber de imaginar o fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Dançamos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;As canções são a memória dela.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Entro nas rimas, hospedo-me em suas impressões, faço cama nos estribilhos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Vou girando e levando-a para perto."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Fabrício Carpinejar)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5934128380835162969?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5934128380835162969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5934128380835162969&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5934128380835162969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5934128380835162969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/08/aperte-o-play.html' title='Aperte o play.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-K8O1GWcsovg/TjtMCWp_VUI/AAAAAAAAAfg/zF0SUwlrV9w/s72-c/1311487081792_f_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8246419744754084628</id><published>2011-08-01T20:35:00.000-03:00</published><updated>2011-08-01T20:38:54.779-03:00</updated><title type='text'>Carta ao desconhecido.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lOMVaL2TuR8/Tja-xpOxcFI/AAAAAAAAAd8/14qylktRPIg/s1600/tumblr_lf4xp9RYUm1qeprt6o1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-lOMVaL2TuR8/Tja-xpOxcFI/AAAAAAAAAd8/14qylktRPIg/s320/tumblr_lf4xp9RYUm1qeprt6o1_400_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava aqui quando você apareceu: nesse campo imenso onde nada acontecia. Onde eu brincava com o vento em minha própria solidão, escrevia palavras soltas sob sol, chuva e céus estrelados, sobre as histórias que nunca vivi. No início estar aqui era uma obrigação, como se a vida quisesse tratar comigo, me ensinar na marra, pingar todos os meus is e, quem sabe, me tornar mais forte em tudo o que eu era. Mas agora, nessa exata hora em que você surgiu, estar aqui é um prazer. Uma espécie de refúgio, onde me sei forte, mais segura de mim mesma e, enfim, livre. Então, pássaros anunciaram sua chegada, ouvi seus passos a caminho, vi sua sombra se esconder atrás daquela árvore. Te observo daqui, me perdendo em hipóteses, razões pra ir ou ficar, assistindo seus esforços, ouvindo o vento trazer palavras que você disse sobre em mim enquanto o máximo que eu fazia era ficar aqui e sorrir: nunca antes tão eu mesma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você me viu pelo que eu era, sem que eu tivesse tempo de prever sua chegada e acertar os passos dessa minha dança com o vento. Você me viu em minha solidão, sem maquiagem ou disfarce, em meus passos espontâneos e falas de última hora. Você me enxergou. Se nada der certo e eu acabar machucando teu coração, ao menos fique feliz: você é especial demais por ser assim e merece, merece mesmo, alguém que pode não ser eu, mas que te faça absurdamente feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, você chegou quando eu menos esperei e não sei ao certo se quero sair daqui, se quero me expor novamente pra todos aqueles riscos que um dia castigaram tanto esse coração que ainda tenta bater num ritmo diferente. Por mais que eu tente fugir do clichê das cicatrizes, não há como não cair nessa tecla: elas estão aqui e me lembram que podem voltar a abrir a qualquer momento. Eu sei que uma hora iria acontecer e alguém viria me chamar de volta, mas já? será que estou preparada? Ah, moço, é que você não sabe. Você não sabe meus medos, meus sonhos, meus erros. Você desconhece minhas manias, meus trejeitos, meus conceitos. Desconhecidos, é o que somos. E o desconhecido me assusta. Só mergulho quando tenho certeza de que é o que quero e só salto quando sei quem vai estar lá embaixo pra me segurar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, não quero te repelir nem te assustar. Não quero fechar a porta pra você sem nem ao mesmo ter ouvido sua voz me chamar. Então, venha. Pode vir, saia de trás dessa árvore, se aproxime aos poucos do meu campo, cante sua canção preferida, deite aqui do meu lado ao anoitecer e conte sua história sob um céu estrelado. Me convença a te pedir pra ficar, a te dar permissão pra me decifrar, a tirar o prefixo do desconhecido e segurar minha mão para irmos. Hoje é impossível, mas amanhã quem sabe? Venha, tente, se aproxime. Você não estava nos meus planos, mas já que está aqui, puxe uma cadeira e fique mais um pouco. Não deixe essa casca dura que carrego por fora te assustar, por dentro sou assim: só coração. Não deixe que eu te use apenas como uma desculpa pra não pensar no que passou, faça com que não me reste outra alternativa se não pensar em você. Não se atrapalhe nas dificuldades que vou enxergar, amplie minha visão. Não pare na primeira barreira que vou impor, seja criativo e persistente, diga que não importa onde iremos parar, o caminho certamente valerá a pena.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que não gosto de riscos, mas tenho aversão à ideia de desistir sem tentar, de manter portas fechadas com medo da bagunça que poderá restar depois, pra eu limpar sozinha. Se aproxime, mas não tenha pressa. Aqui nesse campo o tempo anda a nosso favor. Querido, tenho medo, porque você tenta me levar a um lugar que nunca conheci, mas revele-se e me convença a ir. Alimente minha paixão e meus sonhos, que eu encontro a coragem para escrever um sim. Me convença, mostre que meus pré-conceitos estavam errados e me surpreenda com suas qualidades. Estou disposta, moço, me encante e vamos: rumo ao desconhecido, como dois desconhecidos cujos olhares decidiram se conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8246419744754084628?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8246419744754084628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8246419744754084628&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8246419744754084628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8246419744754084628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/08/carta-ao-desconhecido.html' title='Carta ao desconhecido.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lOMVaL2TuR8/Tja-xpOxcFI/AAAAAAAAAd8/14qylktRPIg/s72-c/tumblr_lf4xp9RYUm1qeprt6o1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6722943261175891887</id><published>2011-07-18T11:15:00.001-03:00</published><updated>2011-07-19T18:50:26.035-03:00</updated><title type='text'>Ah, não sei, só deixa eu te olhar.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZWJxBC1F448/TiQ_Hy8CVFI/AAAAAAAAAd4/zTH-oygKv44/s1600/tumblr_lmfn8tysm51qknmvfo1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZWJxBC1F448/TiQ_Hy8CVFI/AAAAAAAAAd4/zTH-oygKv44/s320/tumblr_lmfn8tysm51qknmvfo1_400_large.jpg" width="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Ah, não sei, não foi nada. Ou foi? O quê? Saudade, talvez. Amor? Amor não sei. Não diz nada, só deixa eu te olhar. Deixa eu te varrer com meus olhos e descobrir quem você agora é. Quem é você? Quem sabe te observando assim fique claro. Tão estranho te conhecer há tanto tempo e ainda e me perguntar baixinho quem é você. Você, que já foi o primeiro-amor, o amor-da-minha-vida, o nada-a-ver, agora, quando tudo se misturou e acordamos no tempo, me diz, quem é você? De repente novamente te vejo; de repente você existe nítido na minha mente; de repente minhas certezas evaporam. Não sei, e o que se diz numa hora dessas?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Seria sincero dizer que nem por um minuto sequer, esqueci de te desejar coisas boas, de me preocupar com a sua felicidade, de comemorar o teu crescimento. Sempre que te via aplaudido, elogiado, comemorado, sentia um orgulho besta, dava um tapinha discreto no peito, feliz por te conhecer há tanto tempo, feliz por nem lembrar da minha-vida-sem-você, feliz por ter te conhecido e, de alguma forma, te marcado. Mas não é amor. Ou é? Mas existem tantos tipos, não serei eu louca a ponto de cometer o mesmo erro duas - três, cem, mil - vezes e confundir tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Sabe, você sempre esteve presente. Começo mesmo a acreditar naquela história de que o-primeiro-amor-a-gente-nunca-esquece, culpa sua. &amp;nbsp;Não, fica calmo, não vou fazer alarde, nem dar corda pra esse sentimento que ameaça despertar daquele sono profundo. Não se assuste quando me encontrar te olhando, só quero descobrir você. Só isso. Só quero voltar a associar minhas lembranças bonitas à você, aquela nossa foto no bosque, todos os sonhos que minha mente de criança bolou pra nós dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Quero lembrar desse tempo, deixa eu te olhar só mais uma vez e sempre. Deixa eu te transformar em literatura, porque de todos os amores e desamores, é você o único que nunca ganhou um parágrafo sequer. E você, ah, querido, você merece tanto. Foi você, e aquele nosso amor utópico, que me colocaram no caminho que sigo. Às vezes solto risadas quando lembro que desde pequenininha tive um pé no drama, uma tendência às loucuras, uma força gigante pra lutar pelo que meu coração escolhera. Ainda não sei de onde me vem tanta determinação. Do amor? Não, não coloca ele na história - não ainda, não de novo, não nesses termos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Sabe? não, não sabe, então deixa eu dizer: de repente voltei a sonhar. Não sou mais aquela criança, parecia que a vida tinha tirado essa capacidade de mim, mas olha só o que você fez, quebrou o (des)encanto: eu posso sonhar novamente. Nesses tempos de vazio sentimental, encontrar você me faz querer plantar pequenos jardins no coração, lançar sementes e ser boba por acreditar que elas podem sim germinar. De repente lembro de todos aqueles acasos que me levavam até você e os trago de volta. Não quero mais me afastar, quero te conhecer. Esquece esse intervalo de tempo que passou em aberto, olha pra esse abismo entre nós e pensa que é hora de plantar flores ali, de construir pontes, porque somos grandes agora, sem aquele medo infantil que nos afastou.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Ah, pequeno grande primeiro amor, só deixa eu te olhar e quase acreditar que não precisa ser assim: você lá e eu aqui, no meio: abismo. Não, não diz nada, me olha. Vai que um dia esses olhares se encontram e a gente se pega rindo da obviedade da vida. É, de alguma forma, te amo. Não há escapatórias para o primeiro amor, ele é sempre um só. Mas eu já disse: não vou confundir nada, vou fazer tudo certo dessa vez. Só deixa eu te olhar, é bom poder sonhar novamente, você me faz bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6722943261175891887?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6722943261175891887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6722943261175891887&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6722943261175891887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6722943261175891887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/07/ah-nao-sei-so-deixa-eu-te-olhar.html' title='Ah, não sei, só deixa eu te olhar.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZWJxBC1F448/TiQ_Hy8CVFI/AAAAAAAAAd4/zTH-oygKv44/s72-c/tumblr_lmfn8tysm51qknmvfo1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7579812995132191742</id><published>2011-07-13T14:55:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T15:06:10.447-03:00</updated><title type='text'>Para o moço que me vê da sacada.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FcyWEW33Yjg/Th3aLu_VeaI/AAAAAAAAAd0/XEYksksSlQM/s1600/tumblr_lj8s8emb3v1qdsno3o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://1.bp.blogspot.com/-FcyWEW33Yjg/Th3aLu_VeaI/AAAAAAAAAd0/XEYksksSlQM/s320/tumblr_lj8s8emb3v1qdsno3o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não deveria estar aqui, mas agora que estou, deixe-me sentar no meio-fio e te escrever uma carta extraviada de tudo o que eu deveria sentir. Num ato louco e impensado, me vi virando a sua esquina, entrando naquela rua que já percorremos inúmeras vezes, de mãos dadas, apostando corrida, carregando sacolas com nossos jantares. É a primeira vez que passo por aqui em anos. Não sei porque estou aqui, o que foi que me deu depois de todo esse tempo pra estar aqui fazendo papel de boba, mas estou. Em carne, osso e coração, parada em frente à sua casa, ouvindo suas canções favoritas saírem da janela do seu quarto. Pode chamar de maluquice, masoquismo ou só saudade. Não vou te chamar, fazer escândalo, muito menos serenata; não vou bater na porta e sair correndo, tocar o interfone só pra ouvir tua voz ou tacar uma pedra na tua janela. Só vou sentar aqui e escrever uma carta pra não te mandar, sobre todos os dias que passaram e o que nunca mais foi o mesmo sem você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe que hoje no mercado tocou aquela nossa música e eu fiquei cantando feito louca desejando que você estivesse lá? Como naquele dia em que sem querer fizemos um dueto ao reconhecermos aqueles acordes tão nossos soando numa caixa de som qualquer. Sua música favorita nunca mais será a mesma, e isso me soa como uma espécie de vingança por tudo o que nunca mais será o mesmo nessa vida que, depois te abraçar, foi forçada a abrir os braços e te deixar ir. Disseram que amor só passa a ser amor quando você a encontra nos versos de uma canção que não é uma qualquer. Então foi amor, eu descubro sempre que tiro o pó das lembranças. Mas a canção não parou, as notas continuam a sair da sua janela, e o amor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, moço, depois de você, seu estilo literário nunca mais foi apenas mais uma estante da livraria; as músicas que um dia ouvimos nunca mais tocaram sem nossa história nas entrelinhas; as coisas sobre as quais falamos nunca mais foram apenas coisas, são pequenas partes suas que não me deixarão jamais. Inevitável pensar se na sua vida também existe uma espécie de exposição "depois de você", baseada em mim, cujos corredores estejam abarrotados de pequenas coisas que só nós conhecemos e por eles sopre aquele vento de saudade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que alguma vez você me escreveu uma carta que nunca li? Será que um dia, passando pela minha rua, você ameaçou parar em frente à minha sacada? Será que seus dedos já digitaram meu número e desistiram de ligar? São tantas perguntas. É difícil aceitar que pra você não tenha sido como foi pra mim, que tenha sido fácil se recompor, colocar as lembranças num baú e esquecê-las por lá, encontrar outra inspiração, alguém que soubesse melhor do que eu a receita pra sua felicidade. Sempre penso em você assim, como alguém que já me esqueceu há anos, que não se intimida com minha presença e não sente nenhuma vontade de um daqueles controles que voltam no tempo. Me ocorre agora que não sei quem é você, não sei pra quem escrevo, mas diz: depois de todos esses anos de silêncio, o que restou? Amor, saudade, torpor?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, não te esqueci. Nem por um dia ou noite fria. Nem por um segundo eterno de solidão. Nem por uma ou outra intenção que tiveram em me fazer feliz. A minha vida continuou, foi preciso. Até inventei umas paixões instantâneas, uns suspiros quando outro passou, uma esperança num relacionamento que nunca aconteceria. Tentei, tenho tentado até hoje me livrar do passado, por causa daquele blábláblá todo de que o futuro só vem quando a gente abre mão do que passou. Ah, se o futuro soubesse das vezes que abri mão de você, correria até mim sem perda de tempo e arrombaria minha porta. Só eu sei o quanto desejei o novo, o não você, o que me levaria embora desse lugar. Foram muitas as noites em que estive disposta a te deixar de lado, em que não enxerguei em você nenhum prazer, nenhum sentimento que valesse a pena ser reconstruído. Mas, DROGA!, ainda é você o que mais vale a pena. Com todos os seus erros, defeitos e incompreensões. Com tudo o que me faz te odiar uma noite inteira e derramar lágrimas por tanto te amar. Dias sim dias não acredito na gente, num futuro brilhante. Dias sim dias não, ondas de desesperança fazem o travesseiro onde minha cabeça tenta descansar. Mas dias sim e dias também te amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você, moço, que me vê da sacada, sentada nesse meio-fio, ainda é o primeiro nome que vem à cabeça quando pronunciam&lt;i&gt; amor,&lt;/i&gt; ainda é o que há de mais novo pra me fazer suspirar, ainda é um motivo valido pra acreditar naquelas filosofias baratas sobre todos os obstáculos até o verdadeiro amor. Peço pra que um dia me liberte ou então desça até aqui de uma vez e me roube de mim mesma, desse caminho que eu seguia e tentava me levar pra longe de você. Vem cá, moço, que nossa canção não terminou. Ah,&amp;nbsp;moço que amo, você é a saudade mais bonita daquela vida que ainda não vivi. E caminho melhor até lá, não há.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7579812995132191742?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7579812995132191742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7579812995132191742&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7579812995132191742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7579812995132191742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/07/para-o-moco-que-me-ve-da-sacada.html' title='Para o moço que me vê da sacada.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FcyWEW33Yjg/Th3aLu_VeaI/AAAAAAAAAd0/XEYksksSlQM/s72-c/tumblr_lj8s8emb3v1qdsno3o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-4168929429314472536</id><published>2011-07-09T13:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-09T13:44:43.013-03:00</updated><title type='text'>Seu recado após o sinal.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XwxFLKQxxv0/ThiE_SwKaaI/AAAAAAAAAdw/pB2OmHF7dO0/s1600/tumblr_lo2eg7C5mL1qhy85xo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/-XwxFLKQxxv0/ThiE_SwKaaI/AAAAAAAAAdw/pB2OmHF7dO0/s320/tumblr_lo2eg7C5mL1qhy85xo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi, sou eu. Sim, eu. Ainda reconhece a voz rouca de quem não consegue dormir quando é assaltada pelos pensamentos? Pois é, sou eu. Faz tempo, né? Quantos meses, você conta? Eu fiz questão de deixá-los passar, quem sabe me livrando de contá-los, me livro também de sofrer ao vê-los passar. Não sei se dá certo, provavelmente não, mas tento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Antes que você pergunte, não bebi, me sinto mais lúcida do que nunca e a TPM foi embora há dias. Só senti saudade e derramei lágrimas ao lembrar do seu sorriso, não aconteceu nada de mais, nada que me tirasse do meu estado normal. É que de repente dei por mim e percebi o quão exausta todo esse teatro me deixou...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Passei dias fingindo estar bem, arrisquei rabiscar versos com outra rima, programei minha mente pra seguir em frente e quase atropelei o sentimento. Passei noites listando prós e contras, imaginando se haveria ou não um futuro pra nós dois, me perdendo em suposições e me forçando a acreditar que não dá mais. Mas olha eu aqui...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Resolvi assumir minha fraqueza. Apaixonada por você? SIM, EU SOU. Perdidamente. Loucamente. Completamente. Em meus pensamentos não há outro, de todos os meus planos é você o que me faz querer continuar, de todas as canções é você o refrão que me faz suspirar. De todos os meus sonhos, foi você o único que aconteceu. De todos que foram embora, você foi o que mais doeu. De todos os que abri mão, você é o único que volta e muda meus pensamentos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não quero mais fugir nem inventar desculpas e pretextos pra nossa distância. Não quero negar meu presente com você, alegando não enxergar o futuro. Não quero viver a vida imaginando como teria sido se.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa se haverá choro, se não vejo futuro ou se tenho medo. Quero mergulhar nesse sentimento e nunca mais emergir, ou apenas se for pra sair do fundo desse mar com a sensação de tê-lo vivido até a última gota. Venha agora e mais uma vez cale meus medos. Me surpreenda, que juntos improvisamos um futuro e eternas reticências onde um dia houve um ponto final...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Venha, porque sinto falta do que fui com você, de te procurar seus olhos e sorrir feliz ao encontrá-los em mim, meus. Quero, mais uma vez e sempre, caber pequena no teu abraço enorme, inventar surpresas pra te ver sem graça e ficar sem graça depois de suas surpresas. Quero você aqui, por todos os dias e sem passado. Sinto saudade, mas todos pensam que estou bem, me salva desse teatro, me liberta dos meus pensamentos, me arranca dessa rotina sem você...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, eu te amo sim (risos), eles disseram pra não te dizer, mas você sabe que não aguento fingir. Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Acho que essa é a única frase que mesmo quando repetida mil vezes jamais perde o sentido. Sabe que você foi o primeiro a quem eu disse as três palavras mágicas? Deve ser por isso que não consigo parar ou talvez seja porque é amor demais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já vou desligar, prometo. Eu sei que agora é impossível, que você tá fora da cidade e tudo o mais, mas quando der, vem e me leva contigo para aquele futuro que eu não consigo imaginar de tão bom que será.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, esquece o que eu disse sobre estar lúcida. Estou bêbada, sim. Só estando absolutamente embriagada de amor para, numa madrugada fria, ficar ligando pra sua secretária eletrônica pra dizer coisas de amor. E me perder, a cada início de gravação, decorando cada nuance da sua voz, pra ter certeza de nunca esquecê-la.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, continuo boba. Uma menina que não quer contar que sentou e viu o amor correr, mas que tentou enquanto teve força, era o que você dizia sempre que eu defendia um ato falho de alguma amiga. Você estava certo, eu sabia que algum dia a minha vez ia chegar. Olha, vou desligar, um beijo, te espero. E sei que você vem. O barulho da sua respiração nos recados que desistiu de deixar na minha secretária eletrônica me disseram que você me ama. É recíproco, pode vir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Escrito em 01/07/11&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-4168929429314472536?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/4168929429314472536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=4168929429314472536&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4168929429314472536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4168929429314472536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/07/seu-recado-apos-o-sinal.html' title='Seu recado após o sinal.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XwxFLKQxxv0/ThiE_SwKaaI/AAAAAAAAAdw/pB2OmHF7dO0/s72-c/tumblr_lo2eg7C5mL1qhy85xo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5297330308073520268</id><published>2011-07-07T21:00:00.001-03:00</published><updated>2011-07-07T21:01:05.699-03:00</updated><title type='text'>Enxurradas.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FvippRuo58I/TV784xiO_VI/AAAAAAAAAYM/IW1YbMWMYDI/s1600/tumblr_le5j2gZh2K1qze6xyo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-FvippRuo58I/TV784xiO_VI/AAAAAAAAAYM/IW1YbMWMYDI/s320/tumblr_le5j2gZh2K1qze6xyo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São oito da noite de uma sexta-feira sem maiores promessas. O tempo continua firme, a canção que eu ouvia há pouco gritava que eram chegadas as tardes de sol à pino. E, de fato, chegaram. O sol lá fora encontrou o jeito certo de imperar com toda a sua maestria, as nuvens passaram a ser coadjuvantes e a chuva nem se atreve a dar as caras, com medo de não ser bem-vinda. Na verdade, certamente não seria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algum tempo atrás, a chuva mostrou-se capaz de destruir construções - as sólidas e as invisíveis. Famílias perderam tudo: casas, entes queridos, pertences - sonhos. Gente que lutou pra ter um lar, que trabalhou a vida inteira pra isso, que suou, lutou, se virou nos 30 e nos 5 pra enfim deitar a cabeça no travesseiro com a certeza de que ali dentro daquelas quatro paredes haveria vida, de repente viu todas as paredes ruirem e onde há pouco houvera vida, só havia morte e desolação. Trágico, eu sei. Se fosse comigo, confesso que não sei se conseguiria me refazer. Mas a parte mais importante, aquela que acontece quando as câmeras da tv se afastam e a tragédia cai no esquecimento: o que é que as pessoas fazem depois? Certamente recomeçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil imaginar uma família - ou o que restou dela - dar as mãos e seguir em direção ao nada. Sem saberem ao certo o que vestir, o que comer ou &amp;nbsp;no que acreditar. Mas as doações chegaram de todos os cantos do país e a crença, pra ter motivos pra seguir em frente, deve ter sido um amanhã melhor do que o hoje. O fato é que só restam duas opções: parar a vida e se lamentar por ter perdido o pouco que havia ou ir adiante e rumar pro futuro, pro depois de amanhã, pro dia onde tudo se justifica e a recompensa chega. Se é fácil? não tenho dúvidas que não. Mas é o que resta e a única opção de sobrevivência, nunca ouvi sobre alguém que desistiu e conseguiu sobreviver. O segredo é acreditar, não medir esforços, suor, tempo, nada. Lutar, dar o que for possível - e o que for impossível também, por que não? -, deixar que chamem de loucura ou o que for.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossas tragédias cotidianas parecem contos infantis perto da tragédia que sobreveio à centenas de pessoas - e sobrevém dia após dias sobre outras. Mas a questão é que não importa se a enxurrada é de água ou palavras, ambas possuem capacidade para destruir nossas construções, carinhosamente apelidadas sonhos. O que mais seriam os sonhos se não construções? Você tem nas mãos um projeto arquitetado por você mesmo e se predispõe a todos os dias conseguir um tijolinho que o ajude a torná-lo real. Mas aí vem a chuva, a frase de alguém que diz que vai embora, a demissão, a reprovação no vestibular, as milhares e diversas enxurradas que a vida disponibiliza e pronto, construções são levadas embora, tijolo por tijolo. Seria hipocrisia dizer que recomeçar é fácil e que imediatamente é possível correr atrás de novos tijolos, novos projetos, novos ares. Não é, e por isso há o luto. Mas depois do luto e antes da festa, deve sempre vir a luta. Nossas desistências não podem passar de uns dias sem nada a ser pensado, nosso desânimo não pode ser mais do que uma noite trancados num quarto, nossa descrença jamais deve ser maior do que a esperança de que amanhã tudo se resolverá. Então você vai, eles vão, nós vamos à luta. Em busca de dias melhores. Atrás da força pra construir um edifício sólido, um sonho que não desmorone, uma construção que não desabe e sirva de abrigo quando a enxurrada vier - porque sempre vem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Àqueles que tiveram suas casas destruídas e hoje se perguntam por onde (re)começar, peço, como Caio fez, que Deus derrame o sol mais luminoso por eles continuarem tentando; e que essas nuvens sumam de vez desse céu e a luz indique um caminho, ínfimo que seja, em meio à destruição. Àqueles que tiveram seus sonhos destruídos e que não imaginam como voltar à ativa, sugiro que olhem para o lado, para aqueles que, segundo a lógica humana, foram atingidos por uma tragédia maior e continuam de pé, firmados na certeza de que o melhor se anunciará em breve. Enxurradas vêm sobre a vida de qualquer um. A diferença é a forma como elas são encaradas. Entre sentar em meio aos escombros e chorar o que não mais existe e recolher a sujeira pra construir algo mais sólido, prefira a segunda opção. Não é cômodo, muito menos indolor. Mas é a única opção com recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito em 18/02/11&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5297330308073520268?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5297330308073520268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5297330308073520268&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5297330308073520268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5297330308073520268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/07/enxurradas.html' title='Enxurradas.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FvippRuo58I/TV784xiO_VI/AAAAAAAAAYM/IW1YbMWMYDI/s72-c/tumblr_le5j2gZh2K1qze6xyo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6655758997244898623</id><published>2011-06-23T20:57:00.001-03:00</published><updated>2011-06-23T22:29:29.843-03:00</updated><title type='text'>Nota.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;23/03/11&lt;/b&gt; - Achei alguns pedaços soltos e na época juntei tudo nesse  texto, por isso não há muita relação entre os parágrafos e nem pode ser  considerado um texto - por isso o título "Nota", é apenas&amp;nbsp; isso. Nunca postei porque achei "mimimi" demais, mas  whatever!, hoje tá chovendo e tô com saudade, é o dia perfeito pra  "mimimis" haha. Enfim, não é totalmente verdadeiro, mas eu sei que foi  quando escrevi, a questão é que o tempo passa e a gente aprende. Isso de deixar a vida passar sem vivê-la não é pra mim, descobri provavelmente no minuto seguinte ao que escrevi. Escrever esclarece.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4hb0GiegmWU/TgPRlwhJVAI/AAAAAAAAAcs/ZZlHdxJSwI0/s1600/5860552752_fdd2950080_z_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-4hb0GiegmWU/TgPRlwhJVAI/AAAAAAAAAcs/ZZlHdxJSwI0/s320/5860552752_fdd2950080_z_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Vou escrever algo como antigamente, algo que rasgue o coração, doa o que - ou a quem - doer", penso enquanto abro a página em branco. Faz tempo que não escrevo algo e penso "falei demais", "me expus demais", "me entreguei demais". Faz tempo que não me deixo levar por esse coração, porque - pela primeira vez - esse coração não sabe para onde ir. Pela primeira vez esse coração se conformou, e essa é coisa mais triste que tenho a dizer. Ouvi muita gente dizendo que não tinha mais jeito, ouvi você dizendo que tinha coisa mais importante pra fazer, ouvi pessoas e pessoas dizendo que a vida é assim mesmo. Ouvi tanto que acreditei. Se não tem jeito, pra quê lutar? Se não vai dar hoje, então deixemos para amanhã. Se a vida é assim mesmo, então deixe-me sentar ali na calçada e esperá-la me atropelar. Tudo bem, ninguém luta, ninguém move uma palha, ninguém dá um basta na dor que está ali, também conformada. Ninguém, nada, nenhum. Palavras tristes e vazias, que circulam na mente de alguém que não queria ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou dessas malucas que lutam pelo que querem. Que dedicam tempo, palavras, atenção. Que não param em obstáculos, mas usam para pegar impulso para o próximo passo. Que vivem o hoje porque sabem que o amanhã pode não chegar ou chegar atrasado demais. Que correm lado-a-lado com a vida e jamais sentam como espectadores para vê-la passar. Então, o que faço estacionada nesse ponto? não sei, só não vejo outra direção, outro caminho, outra solução além desse conforto. Só fico aqui, cansada demais pra correr, pra lutar, pra me doar por algo que já tanto fiz. Não sofro, não me movo e quase não sinto. Apenas sento e espero que o amor me atropele. Que me provoque náuseas ou arrepios, mas provoque. Quero sentir. E, dessa forma, voltar a mergulhar palavras em sentimentos e sair com a sensação de vitória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por agora, me espelho em músicas e histórias alheias, sinto por todos os casais formados, reatados, terminados, perto de mim. Escrevo por eles, mas ao ler percebo que estou também nas personagens que criei enquanto assistia a vida passar. Eu estou ali, na força daquela moça que, cansada de tantos jogos e subjetividade, saiu correndo daquele &lt;a href="http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/setimo-andar.html"&gt;sétimo andar&lt;/a&gt;, em direção à um lugar que nem ela sabe aonde é. Eu estou em cada pergunta que aquele apaixonado faz em busca de respostas que eu também não sei: cadê a menina que vai à luta pelo amor? pra onde aquele carro me levou naquela manhã? não sei. Estou naquele &lt;a href="http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/03/dois-barcos.html"&gt;barco&lt;/a&gt; que fica, que cuida, que espera pelo que foi, jogando esperanças no mar pra que ele volte. Estou na menina deitada no &lt;a href="http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/03/quando-ela-cai-no-sofa.html"&gt;sofá&lt;/a&gt;, desejando que me cuidem, tão cansada de ser a parte que corre, escreve, luta. Estou na moça parada na&lt;a href="http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/03/horizonte-distante.html"&gt; beira da estrada&lt;/a&gt;, cansada da ausência de sentimentos, do comum, do que não encanta nem comove. Estou em cada entrelinha do que minha personagem diz, desejando que me deem um choque e me levem novamente a sentir. Eu, camuflada, disfarçada, escondida, estou sempre em cada linha que escrevo. Em forma de desejo, confissão ou lembrança. Em forma de fuga, criando situações em que gostaria de estar, mergulhada dos pés à cabeça em qualquer coisa semelhante à uma emoção. Uma vez li em algum lugar que escrever é apenas um jeito de procurar novas formas de contar sua história, de falar de si mesmo, e é isso o que inconscientemente arrisco: me reinvento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6655758997244898623?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6655758997244898623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6655758997244898623&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6655758997244898623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6655758997244898623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/06/nota.html' title='Nota.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4hb0GiegmWU/TgPRlwhJVAI/AAAAAAAAAcs/ZZlHdxJSwI0/s72-c/5860552752_fdd2950080_z_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6533097126078538294</id><published>2011-06-16T21:10:00.004-03:00</published><updated>2011-06-16T21:18:37.191-03:00</updated><title type='text'>Quem sabe?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nVdZHE98KvE/Tfqae3M4shI/AAAAAAAAAco/TY9aOvBT3C8/s1600/IMG_0076_large.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-nVdZHE98KvE/Tfqae3M4shI/AAAAAAAAAco/TY9aOvBT3C8/s320/IMG_0076_large.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda está engasgado na minha garganta o bolo de palavras que não foram ditas antes de te ver embarcar naquele avião e decolar da minha vida sem antes ter deixado meu coração à salvo. Ainda está perdida por esse apartamento a esperança de que tudo isso tenha sido um sonho e amanhã pela manhã, a campainha toque e seja você. Ainda está rodando por aí, cambaleando antes de cair, a ficha de que é tudo verdade e aquele avião te levou pra onde não posso ir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que você precisava partir, que não havia jeito de me levar contigo, muito menos de ficar aqui comigo. É por uma causa maior, você dizia escondendo a tristeza de quem parte, mas quer ficar, porque aí dentro de você o coração te questionava, afinal você sempre usou a bandeira do o-quê-nessa-vida-pode-ser-maior-do-que-o-amor-meu-Deus? A gente sempre acha que tem as respostas pra tudo na vida, até que um dia a vida bate de frente com nossas certezas e faz tudo ser reinventado. Quando acontece com a gente, você disse, é aí que a gente descobre até onde vai o amor. Você dizia querer ficar, mas o mundo te mandava voar. Era a hora de calar o coração e decolar. Então decolastes. Descolastes de mim o coração e o que sobrou foi esse buraco a ser preenchido apenas com a sua presença, nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos meus atos impensados, somam-se agora uma porção de palavras que te feriram e te acusaram. Você nem lembra mais, eu sei, mas eu lembro e dói em mim. Tá certo que a sua chegada nunca esteve nos meus planos, mas a sua partida foi, de todos os inesperados, aquele que mais me surpreendeu. O plano era sermos felizes juntos, fugirmos numa tarde de verão num conversível, gritando canções que se tornaram nossas ao longo do caminho, sonhando cada vez mais com aquelas coisas bobas que são sonhadas a dois. O plano era construirmos juntos um futuro, até que você foi embora e eu fiquei, sabendo que o seu amanhã pode ser longe demais pra eu alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu mando notícias? Claro. Duas linhas sobre os lugares que fui e que não tiveram cor, outras duas sobre as pessoas que conheci e não chegaram aos seus pés, mais umas sobre meus planos que serão chatos sem você. Se eu te perdoo? Não há pelo quê. A vida te chamou e você foi. Não é isso o que mandam a gente fazer, encarar a vida de frente e não temer o desconhecido? Tenho é que te parabenizar pela coragem, perdoar só se for por ter levado consigo a parte do meu coração que um dia ingenuamente te dei. Se eu prometo não te esquecer? Você sabe que nem todas as milhas de distância te levariam da minha memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou forçado a admitir, agora todos aqueles clichês de filmes românticos fazem sentido, esquece o que eu disse sobre ser baboseira, é possível sim alguém continuar amando quem está longe, é mais que possível, é real aquela história de sorrisos que parecem falsos e sensações que são pela metade quando não é a pessoa certa. De repente a vida pregou essa peça em nós, e eu, absolutamente racional, me vejo louco tentando controlar um coração que esqueceu de me obedecer; e você, absolutamente emocional, se viu obrigada a deixar o coração de lado e seguir o fantasma que tanto te assombrou, a razão. Parece piada, brincadeira de mal gosto, mas é só a vida. Que nos instiga, provoca, convida a dançar por todos os lados do salão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho aprendido a me reinventar, a mostrar o que nunca fui, a ser o que sempre fui e nunca mostrei. Novas ideias, projetos e sonhos. O pensamento lá em você. A saudade eu deixei na última gaveta, o amor se acomodou num canto, a sua imagem trancada naquele quarto escuro da mente. Tudo isso só vem a tona quando apago a luz e penso que pro dia ter sido completo era você o que faltava. Mas esqueço, escondo e sigo. Foi preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde estiver, esteja bem. Pense em mim com carinho, força, amor ou sei lá o quê. Quem sabe você sinta saudade. Quem sabe não seja assim tão fácil me esquecer. Sonhe comigo. Quem sabe esse avião, que te levou praí, ao encontro desse sonho teu, te traga pra mim quando eu for também uma espécie de sonho sonhado por ti. Quem sabe um dia a gente se encontre novamente, quando houver espaço para o amor. Quem sabe estejamos mesmo presos um ao outro, como naquele desenho que você fez num guardanapo na mesa do bar. Estou preso a você, tenho certeza. E torço pra que o tempo não seja a chave que separe nossas algemas e sim algo que as enferruge cada vez mais e torne impossível a separação. Quem sabe? O jeito é seguir em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;"Minha  urgência maior tem sido a verdade, assumir as saudades  vez-em-quando-e-quase-sempre e dizer a mim mesmo que chorar é um indício  de fraqueza muito saudável. Aí então vou vivendo e sorrindo sempre que  dá, principalmente antes de sair de casa. Não falo nomes, não faço  escolhas, não rotulo sentimentos,&amp;nbsp;não uso metáforas, não explico  saudades. A verdade é que&amp;nbsp;estou lembrando, ah,&amp;nbsp;toda&amp;nbsp;noite&amp;nbsp;lembrando, não  me importando tanto e seguindo. Nunca esperando, sempre acelerando." (Lucas Simões)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6533097126078538294?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6533097126078538294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6533097126078538294&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6533097126078538294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6533097126078538294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/06/quem-sabe.html' title='Quem sabe?'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nVdZHE98KvE/Tfqae3M4shI/AAAAAAAAAco/TY9aOvBT3C8/s72-c/IMG_0076_large.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5854972736878228219</id><published>2011-06-06T18:17:00.004-03:00</published><updated>2011-06-06T20:27:44.642-03:00</updated><title type='text'>Para ler ouvindo: Vienna, do Billy Joel.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-codXmXhqjko/Te03fxwDwSI/AAAAAAAAAcg/ftYKi1kqII4/s1600/sem+t%25C3%25ADtulo20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-codXmXhqjko/Te03fxwDwSI/AAAAAAAAAcg/ftYKi1kqII4/s320/sem+t%25C3%25ADtulo20.jpg" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disseram por aí que a nossa caminhada, pra estar completa, precisa de três coisas: uma árvore, um livro, um filho. Mas isso, dentro de tudo o que você vai fazer, vai parecer absolutamente pouco. Você vai Viver, com letra maiúscula, tudo o que a vida te oferecer. As dores serão verdadeiras, mas as alegrias também. Você vai se apaixonar perdidamente e, tão rápido quanto aconteceu, a paixão vai evaporar. Você vai acreditar em "pra sempre" por um tempo, como nas histórias que vão te contar, depois, pode ser que desconfie da eternidade quando a vida te mostrar que as pessoas vão embora, mas torço pra que, depois de tudo, você passe a buscá-la, ao menos para não perder a ingenuidade feliz de quem apenas escolheu - e decidiu - acreditar, sem se importar com influências externas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai escrever músicas e não cantar pra ninguém além de si mesma, nas noites frias em que a saudade vier te visitar. Você vai escrever poesias e deixá-las no fundo da gaveta, versos pobres de quem nunca soube rimar sentir com explicar. Você, ao menos uma vez e quem sabe por várias, inspirará alguém, será a jovem da canção, o primeiro amor da infância, a garota mais bonita da classe, a maior saudade de tudo o que passou, mas ficou. Um dia alguém lutará por você, subirá as montanhas pra te encontrar, valorizará cada migalha - que nunca é migalha - do amor que você dá. Um dia todas as músicas farão sentido, todas as lágrimas serão enxugadas e a dor virará apenas um pontinho sumindo no infinito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai se declarar e não obter resposta, vai ouvir declarações e não responder, vai ter o coração partido e vai partir alguns, mas não se assuste, você aprenderá que amor não se pede, muito menos nasce onde é obrigado a nascer - o amor acontece, simplesmente. Você vai gritar o amor enquanto ele existir, mas vai se arrepender e então aprender que a palavra não volta, mas você com o tempo perceberá que nenhuma palavra é em vão e sempre deixa uma semente. Você vai errar, erros loucos e ingênuos de quem tenta desesperadamente acertar em tudo e com todos, então você vai entender que isso é impossível. Você vai errar, de novo e por outras inúmeras vezes, mas vai ser feliz quando conforme prosseguir perceber que existem erros que viram mesmo aprendizado e até te tornam uma pessoa melhor, mas consciente de si mesma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai ver o pôr-do-sol, se lambuzar comendo maçã-do-amor, sorrir ao apertar o algodão doce e vê-lo murchar. Você vai virar a noite conversando, cantar alto no ônibus, andar sem ter o que pensar pela orla da praia. Você vai tomar banho de chuva, cantar no chuveiro e em frente ao espelho, ler em voz alta pra si mesma o seu texto favorito. Você vai se apaixonar pelas palavras, por lê-las e escrevê-las, vai colecionar livros, textos, frases. Você vai ser daquelas que sentem, por si e pelos outros. Uma folha caindo, o barulho das gotas da chuva batendo no telhado, o sorriso de alguém que recebeu um presente - nada disso será apenas isso pra você, em tudo haverá poesia, inspiração, sentimento. Você vai se importar mais com o outro do que consigo, vai se odiar por isso e prometer nunca mais agir assim, mas vai ser assim enquanto existir. Você terá um jeito ingênuo de acreditar, uma mania boba de querer fazer as pessoas felizes e de cuidá-las. Você viverá de pequenas coisas, de lembranças guardadas numa caixinha de flores marrom, de descobertas diárias sobre si. Você será uma descobridora de si mesma, a cada dia que passar, navegará seus próprios oceanos em busca dos seus próprios tesouros e icebergs, e então, com o tempo, depois de não se entender e chegar a arriscar um 'não gosto de você' em frente ao espelho, você vai se amar e apreciar sua própria companhia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai provocar sorrisos e lágrimas, suas palavras vão alegrar e até mesmo ferir, sua lembrança permanecerá e sumirá, de acordo com seu peso e participação em cada história. Você participará de histórias incríveis, conhecerá personagens que ficarão para sempre, ao menos em fotografias, e lutará para trazê-los pra perto quando longe. Você vai perder pessoas, se despedir querendo ficar, seguir querendo parar no tempo e congelar o momento. Você vai descobrir que saudade só existe no seu idioma e por isso mesmo dói mais por aqui.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai se surpreender, se decepcionar, se arriscar e cair, se arriscar e voar. Você vai viver coisas que nunca imaginou, ver o impossível acontecer, ser exemplo pra alguém. Você vai sonhar, e perder sonhos, viver sonhos, recuperar sonhos - então, te chamarei de moça do sonho. Você vai perder o medo do fantasma chamado "o que as pessoas pensam", vai ter certeza do que é e enfim viver de braços abertos e mente livre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você vai temer o futuro, depois perseguí-lo e então entender que tudo depende do presente. Você vai seguir uma trilha que eu não conheço inteira, mas pelo que a viagem já me ensinou, só peço que vá devagar, que aproveite a paisagem e os passageiros que vivem num entra e sai eterno desse trem que te leva. Aproveite as paradas, sinta o cheiro de todos os ares, viva cada emoção que lhe for oferecida. Não deixe a vida passar diante dos seus olhos, não importa o que aconteça, vá devagar, não fuja, não se esconda nem mesmo da dor. Não queira adiantar o tempo pra ver o que haverá depois da montanha, viva o agora, porque ele é tudo o que você tem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá devagar, aproveite o que você tem antes que você perca, recuse-se a ser uma expectadora da sua vida e torne-se a personagem principal. Não se perca de si mesma e não deixe o &lt;i&gt;"viver"&lt;/i&gt; se perder de você. Cuide do que somos, do que construimos, do que deixaremos por onde passarmos. Sou o que você era e o que você será, e não nos perderemos, mas, pelo amor de Deus, divirta-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Slow down, you crazy child.&lt;br /&gt;You're so ambitious for a juvenile.&lt;br /&gt;But then if you're so smart, tell me why are you still so afraid?&lt;br /&gt;Where's the fire? What's the hurry about?&lt;br /&gt;You better cool it off before you burn it out."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="132" width="353"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=946d8a8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todo mundo precisa de uma "música da minha vida", essa é a minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5854972736878228219?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5854972736878228219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5854972736878228219&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5854972736878228219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5854972736878228219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/06/para-ler-ouvindo-vienna-do-billy-joel.html' title='Para ler ouvindo: Vienna, do Billy Joel.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-codXmXhqjko/Te03fxwDwSI/AAAAAAAAAcg/ftYKi1kqII4/s72-c/sem+t%25C3%25ADtulo20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8374751977060615769</id><published>2011-05-26T17:05:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T17:06:24.011-03:00</updated><title type='text'>Do alto da pedra mais alta.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ygz46eaZIKA/Td6vo-_MGxI/AAAAAAAAAbY/TQqjVDZV8JE/s1600/tumblr_lfq0hgmbhi1qcp5gpo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://4.bp.blogspot.com/-ygz46eaZIKA/Td6vo-_MGxI/AAAAAAAAAbY/TQqjVDZV8JE/s320/tumblr_lfq0hgmbhi1qcp5gpo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por alguns segundos esclarecedores, essa não é uma carta de despedida. Devido a um raio de sol atrevido, rompendo as barreiras impostas pelas nuvens negras, o que era fim virou um recomeço; o que seria um salto, virou um voo; o que seria uma fuga, virou um reencontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daqui de cima dessa pedra vejo a cidade inteira, suas luzes acesas, seus carros que vez ou outra avançam o sinal, suas pessoas que levantam em mais uma manhã e seguem suas vidas, cumprem suas rotinas, dão um passo à frente todos os dias. Para cada uma dessas luzes, ao menos um coração partido; em cada uma dessas esquinas, ao menos um buscando uma razão; em cada passo aparentemente decidido, ao menos um pensamento de vacilação; em cada levantar da cama, ao menos a esperança de que hoje será melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Para cada pessoa um pôr-do-sol, e para cada pôr-do-sol, a certeza de que, ainda que entre as nuvens, o sol voltará na manhã seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho muita certeza do que farei daqui em diante, para onde esses meus passos me conduzirão, com quem cruzarei numa dessas esquinas, mas hoje eu escolho viver. Nem tudo me é claro, o 1 + 1 que a vida me apresentou, continua somando zero, os dias parecem desobedecer o calendário que agendei pra mim, nem tudo é como esperei, as letras das promessas foram apagadas daquele pedaço de papel, a vida sacudiu minhas certezas, me rodopiou dentro de mim mesma, e o que sobrou foi isso: dias de intensa movimentação interna - auto-conhecimento, é o que dizem - como se eu estivesse fora de mim - ou cada vez mais dentro? - e me observasse e fizesse um retrato falado de mim mesma, pra descobrir quem afinal habita nesse corpo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que desistir agora seria muito fácil, ir embora, fugir da possibilidade de esbarrar com meu passado por essas esquinas, seria algo não perto de coragem. Por pouco não fugi, não fosse o sol. O sol bateu no meu rosto e me acordou, me convidou pra viver a vida como ela é - longe das idealizações românticas, cada vez mais perto do cotidiano realista, mas ainda assim encantadora. A vida, essa caixinha de surpresa controlada pelo tempo, bateu na minha porta e me tirou pra dançar. Um passo de cada vez, como um aprendizado, como se eu nunca tivesse pisado nesse solo, como se cada experiência fosse o começo. Sem passado, sem traumas, sem memória dos passos em falso. A vida, essa estrada finita, mas infinita em suas possibilidades. Para cada dor, um aprendizado; para cada um, um tempo, um lugar, uma história; para cada história terminada, um novo 'era uma vez'; para cada 'nunca mais', um 'mais uma chance' escondido no fundo da gaveta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tô indo viver, de mãos dadas com a vida. Como um pássaro desacostumado a voar, que cai, mas descobre que sobreviveu pra tentar novamente, eu abro novamente minhas asas pra alçar um voo ainda mais alto dessa vez. A queda não me importa, assumo os riscos, decoro minhas falas com segurança, reescrevo a rota dessa longa viagem que me aguarda. Não quero parar aqui, quero ir além e descobrir o que a vida tem pra mim. Custe o que custar. Em algum lugar desse caminho há algo que só eu posso fazer, há alguém de quem só eu posso cuidar, há um coração que só minhas palavras podem tocar. Preciso chegar até lá, intacta, cada vez mais armada e mais consciente do que sou. A viagem é longa, eu sei, e eu não quero me perder de mim, abrir mão do que sou pra chegar mais rápido. Quero o caminho mais difícil e a contramão, se esse for o jeito de não poluir meus sonhos e ideais. Quero aprender nesse meu caminho, sem atalhos. Quero ser o melhor de mim, todo dia desistir de desistir, desaprender pra aprender, perder pra reencontrar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa carta, que seria de despedida, agora é o tapete de boas-vindas que a vida estende para que eu passe. Aqui, do alto da pedra mais alta, descubro que a vida, mesmo quando parece apenas escuridão, tem também seus raios de sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;"E &lt;em&gt;a vida&lt;/em&gt; existe e também é &lt;em&gt;bonita. E se renova&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Tem lados de luz&lt;/em&gt;."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Caio Fernando Abreu)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Da série: textos da madrugada, com minúsculas correções, deixa assim como está. É uma personagem que até agora me pergunto se ia pular da pedra ou apenas fugir da cidade e o que teria acontecido com ela para tomar tal decisão. Talvez assim livre dê a oportunidade de cada um que ler se encontrar nela e criar a sua própria história.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8374751977060615769?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8374751977060615769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8374751977060615769&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8374751977060615769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8374751977060615769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/05/do-alto-da-pedra-mais-alta.html' title='Do alto da pedra mais alta.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ygz46eaZIKA/Td6vo-_MGxI/AAAAAAAAAbY/TQqjVDZV8JE/s72-c/tumblr_lfq0hgmbhi1qcp5gpo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1211061143728024074</id><published>2011-05-17T23:00:00.002-03:00</published><updated>2011-05-17T23:17:03.318-03:00</updated><title type='text'>Bobagens, meu bem, bobagens.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1UR7qDa3IWI/TdMm1E6B9RI/AAAAAAAAAaw/DiEMMqpVnvA/s1600/tumblr_lld01eVSYO1qfds30o1_500_large.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://2.bp.blogspot.com/-1UR7qDa3IWI/TdMm1E6B9RI/AAAAAAAAAaw/DiEMMqpVnvA/s320/tumblr_lld01eVSYO1qfds30o1_500_large.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode ir até esquina para respirar outro ar, você pode procurar um outro par pra sua dança, você pode culpar a chuva pelo trânsito que sempre te impede de chegar até mim. Você pode rasgar todas as folhas que citam meu nome e me excluir de todos os seus contatos, você pode me calar, me colocar numa estante e deixar que a poeira esconda o meu rosto, pode ignorar os dias em que a saudade te acordou de madrugada e lembrar apenas das vezes em que a minha lembrança era um ponto distante demais no horizonte ao qual você dava as costas enquanto caminhava. Você pode usar de todos os artifícios para não lembrar, de todas as rotas para fugir, de tudo o que não foi pra se convencer; você só não pode negar o amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe algo que acontece por trás de tudo isso, além das suas palavras escolhidas para se esconder, na frente de cada nota abaixo de cinco que você distribui mentalmente àqueles caras que sonham com o dia em que serão eu - ou ocuparão o lugar que ocupo. Ambos sabemos que não sou o nota 10 na sua escala, mas do saber até o convencer o coração, eis aí a verdadeira batalha. Você luta, eu sei. Passas seus dias sem nenhum pensamento em mim, mas antes de dormir os seus pensamentos são meus. Rabiscas versos sem rimas em mim, mas deixas nas entrelinhas a inspiração que tirastes daquelas lembranças que também são minhas. Sei que todos os dias você narra para si um capítulo da história sobre nossas ausências, cujo tema principal deixou de ser a saudade para ser essa sua certeza de que todas as minhas palavras já mudaram de endereço. Mas toda essa sua corrida para longe de mim é em círculos, porque você, mais do que ninguém, sabe que o amor sempre encontra um jeito de te atropelar e de te empurrar de volta praquele nosso canto. Você sabe, meu bem, que a canção não terminou, e que esses solos de guitarra do tempo apenas anunciam a virada que em breve acontecerá, quando nossas vozes unidas gritarão aquele nosso refrão. Existe algo que te traz de volta e nos prende aqui, se não for o amor, me empreste a sua gramática, porque na minha só há essa explicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vá até a esquina, mas volte pra me contar da falta que fez o meu braço ao teu redor; dance com outro par e tente não comparar os passos dele com o meu, se conseguires, aí então te deixo ir, mas se seus passos ensaiados precisarem da minha falta de jeito e do meu ritmo descompassado, você sabe onde me procurar. Corre de uma vez e entra nessa porta que sempre esteve aberta para você. Entra e fica. Coloca os pés no sofá, põe teus livros na estante e tuas páginas nos meus favoritos. Coloca tuas músicas carregadas de histórias pra tocar, forra a cama com teu lençol lilás, borrifa o teu perfume no ar desse apartamento tão castigado pela tua ausência. Toma de uma vez por todas o lugar que sempre foi teu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, prometo não dar nome às emoções, se isso te assusta tanto. Mas não, não há como dizer que não é amor. Como você explica a mensagem diária que pisca no meu celular me dizendo pra não esquecer o casaco, usar o capacete, me alimentar bem? Como você explica a sua virada de cabeça toda vez que uma colega se aproxima de mim ou meu telefone toca e você sabe que a voz do outro lado da linha é feminina? Como você explica essa angústia que samba no teu peito sempre que eu conto sobre o que vivi sem você, isso que te faz sentir tão excluída do que me fez ser esse cara que hoje não só te inclui na história, como te faz personagem principal?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que mais seria esse meu cuidado por ti, essa consciência de que a sua felicidade - longe ou perto de mim - é a única coisa que importa? Tem também o frio na barriga que sempre sinto antes de te encontrar, o medo de te ver escapar por entre meus dedos, a expectativa de que um dia você me diga um sim definitivo e se tranque aqui dentro. Sem contar na falta excruciante que você me faz mesmo quando vai na padaria, dizendo ir apenas verificar se aquela canção dos barbudos faz mesmo sentido e você não a canta por cantar. E aí, todos eles sabem que você me encontrou ao te verem sorrir lendo o jornal enquanto espera o pão? Porque sim, meu bem, quando é a minha vez de testar a veracidade da canção, parece mesmo que alguém se inspirou em nós para escrevê-la.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então, do que chamar o peso que carregamos durante nossas ausências, as lágrimas que derramamos quando não havia nenhum sentido aparente, os telefonemas que demos só pra ouvir o riso tímido, de quem não sabe o que dizer, mas não quer terminar a ligação, do outro lado da linha? Ah, amor, é amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até quando você vai insistir em não ver? Até quando você vai fugir? É amor sim, um amor que você nunca conheceu e se assustou ao sentir. Eu sei que todos os outros tentaram e falharam, mas eu posso ser diferente. Eu sei que nenhum deles nunca te tratou como eu, e que todos esses clichês te assustam, que você teme todas essas discussões bobas e as interrupções bruscas que acabam te ferindo e enchendo teu peito de ausências. Mas dessa vez é diferente, acredite em mim. Não importa o que passou, o que importa é o amor.&amp;nbsp; E só. O seu medo, o meu medo, nossos passados e cicatrizes são apenas bobagens. Bobagens, meu bem, bobagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="editable_area"&gt;"então vem&lt;br /&gt;vem e me ama&lt;br /&gt;por uns momentos profundos&lt;br /&gt;e o resto?&lt;br /&gt;bobagens, meu filho, bobagens."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="editable_area"&gt;(Caetano Veloso) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: left; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1211061143728024074?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1211061143728024074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1211061143728024074&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1211061143728024074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1211061143728024074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/05/bobagens-meu-bem-bobagens.html' title='Bobagens, meu bem, bobagens.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1UR7qDa3IWI/TdMm1E6B9RI/AAAAAAAAAaw/DiEMMqpVnvA/s72-c/tumblr_lld01eVSYO1qfds30o1_500_large.gif' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7958815113923231407</id><published>2011-05-10T18:49:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T18:50:05.956-03:00</updated><title type='text'>Clichês, saudades e confissões.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Gs6Rs6yBBwU/Tcmy7YE31iI/AAAAAAAAAas/Ir-46ojxm-c/s1600/tumblr_ldpmhuTURj1qccwo7o1_500_large.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Gs6Rs6yBBwU/Tcmy7YE31iI/AAAAAAAAAas/Ir-46ojxm-c/s320/tumblr_ldpmhuTURj1qccwo7o1_500_large.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chove lá fora. E é com esse clichê que começo o e-mail que nunca encontrará sua caixa de entrada, porque foi com esse clichê chuvoso que a saudade encontrou a porta de entrada do meu coração. Clichês e comparações toscas, e a culpa é sua. Às vezes me surpreendo porque, apesar de tantas outras pessoas terem surgido e partido depois de você, ainda é seu o primeiro rosto que vem à minha mente quando alguém menciona "saudade". Lembra de quando ainda fazia sentido escrever todos esses clichês? Ainda hoje reli tudo o que dissemos quando andávamos por aí sufocados com essa saudade que não sabíamos como seria tratada ou matada. Parece que enfim descobrimos o que fazer com ela: fazer de conta que não existe. O problema é que ela existe e o único jeito de torná-la inexistente é sufocando-a com sua presença.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes me pergunto por que cargas d'água você não cumpria o que suas palavras diziam sobre trocar tudo o que você tinha para estar comigo, eu nem exigia tudo isso, bastava que você trocasse o medo que tinha de mim pela vontade de estar comigo e tudo ficaria bem. Você temia meus nãos e eu guardava pra você a minha coleção mais bonita de sins. Sim, tudo o que eu mais queria era te encontrar. Sem cobrar palavras como amor, amizade ou qualquer outro rótulo que tentamos colocar sobre nós, sem nunca conseguir. Sim, não era só amizade, mas será que chegou a ser amor? Não importa o passado, importa o aqui e agora, e o que eu quero dizer é que preciso te encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero te encontrar pra relembrar teu sorriso, pra esquecer a sensação de estar perdendo tua fisionomia, pra sorrir de novo a cada minuto. Quero um abraço teu, como nunca tive; quero te ouvir dizer um "tá bonita" mesmo que o meu cabelo esteja em pé por causa da chuva; quero esquecer por instantes do que eu fui sem você pra relembrar do que eu era ao teu lado. Quero um apelido novo, te chamar de chato e depois dizer sobre o quanto sua companhia fez falta. Quero quebrar essas barreiras, pular esses abismos que surgiram no nosso caminho, e recuperar a certeza de que não importa o tempo ou a distância, sempre haverá sentido - e verdade - em nossos clichês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses dias precisei de você pra andar comigo debaixo desse céu escurecido, pra dizer o que sou e não enxergo, pra me lembrar de que o que é verdadeiro não morre. A vontade é de te dizer que pessoas como você são proibidas de sumir, proibidas de se ausentarem dos mundos e das vidas que os cercam porque o preço da ausência é caro demais, é pago em saudade, falta e dor. Mas não digo, porque há muito tempo nossos clichês foram escondidos em alguma parte da estrada dessas milhas que nos separam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse e-mail recheado de saudade e vontade de te ver é só pra confessar que eu preciso de você. Preciso de você, e isso deixou de ser uma confissão pra ser um grito de socorro, um pedido de resgate, um sinal de fumaça em meio à imensidão desse mar - de dúvidas, medos e incertezas - que separa nossas ilhas e que quase me afoga sempre que tento chegar até você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7958815113923231407?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7958815113923231407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7958815113923231407&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7958815113923231407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7958815113923231407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/05/cliches-saudades-e-confissoes.html' title='Clichês, saudades e confissões.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Gs6Rs6yBBwU/Tcmy7YE31iI/AAAAAAAAAas/Ir-46ojxm-c/s72-c/tumblr_ldpmhuTURj1qccwo7o1_500_large.png' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7982773701302568301</id><published>2011-05-02T20:00:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T20:00:30.886-03:00</updated><title type='text'>Provocação.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-EBgTQw52HlI/Tb83QBmLSCI/AAAAAAAAAao/vkeQvV6imCg/s320/0.jpg" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro da primeira vez que te vi, era primavera, havia uma flor recém colhida em seu cabelo e paixão em seus olhos. Ousei pensar que ainda que fosse inverno, você encontraria um jeito de tirar flores da cartola e aquecer pelos seus próprios meios a chama daquela paixão que seus olhos me mostravam. Eu me perguntava baixinho como podia alguém acreditar tanto na vida como você, de onde vinha tanta força, qual o preço que você pagava pra manter aquele sorriso no rosto. Naquela primavera você sorria e cantava canções que pela primeira vez faziam sentido. Você rebatia com convicção cada argumento contrário que te lançavam, levantava a bandeira do "all you need is love", sem saber que você mesmo um dia iria confrontá-la. Antes de ir embora te perguntei por que você escrevia, você sorriu e disse que apesar de não ter certeza, arriscava que o motivo fosse provocar. Que cada letra, cada sentimento exposto, cada argumento, era uma provocação. Você queria que as pessoas descobrissem os sentimentos, os que muitas vezes são soterrados pelo tempo, os que são guardados numa gaveta à espera da tal hora certa que nunca chega, os que são abandonados à beira do caminho por doer demais. Então, naquela noite primaveril eu entendi que você, como disse Vinícius de Moraes naquele verso, era "feita de música, luar e sentimento", apostando claramente numa dose maior do último componente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez você não entenda o motivo dessa carta repentina, já que há poucos dias atrás nos encontramos ao acaso naquela mesma praça e dissemos todas as habituais coisas que dois conhecidos que não se veem há bastante tempo dividem um com o outro. Mas é que eu te achei diferente e te examinei sem que você soubesse, à procura do tal traço que não combinava com a menina que eu conhecia. Só ao chegar em casa e comparar as duas cenas na minha mente, descobri: a praça era a mesma, a estação primaveril acabara de entrar em cena, as flores já estavam lá, só seus olhos pareceram apagados. Você era a mesma, mas lhe faltava o componente principal, a paixão, o sentimento pela vida que você passava toda vez que seus olhos encontravam os meus.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que te escrevo, para me vingar de você e, dessa vez ser aquele que te provoca. Essa carta é uma provocação. Quero trazer a tua memória aquela garota que existe aí dentro de você e que você agora esconde por ter medo de fazer o papel de boba. Mas é essa sua bobeira que te faz ser diferente, e disso você bem sabe. Entendo que você tenha cansado, apagado as luzes do sentimento e deitado serena na rede, sem nada a pensar, muito menos a lutar. Uma alegria triste, um sossego sem paz, um grito duramente silenciado. Entendo, mas peço que você acenda de uma vez essa luz e descubra todos os sentimentos que a vida ainda tem reservado para você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero te provocar a sentir tudo de novo, a se arriscar, a tentar o voo, mesmo já tendo sofrido a queda. Te provoco a lembrar daquele sentimento da primavera passada, do que feriu e do que curou, a perder o medo das lembranças. Te provoco a chamar aquele riso tão conhecido por ti e a deixar-se sorrir junto, a evocar as frases que te tiraram do chão, a ler o que foi dito e encontrar naquelas palavras a verdade que você bem sabe ter sumido dessas frases que você escolhe a dedo para não se entregar. Te provoco a sentir de novo aquela dor, a chorar as lágrimas que te sufocam, a lembrar dos erros do passado e decorá-los para não vir a repetir nenhum deles. Só assim estarás pronta para enfrentar a vida e perseguí-la. Te provoco a colocar o dedo na ferida e a escrever todas as linhas que forem necessárias para que seu peito respire livre da responsabilidade que é dizer o que se sente. Te provoco a se olhar no espelho com os olhos não de alguém que sofreu, mas de alguém que sobreviveu e escolheu ser mais forte e não deixar que a fria realidade impedisse que a paixão nos seus olhos queimasse, incendiasse, esquentasse quem está do teu lado por causa dessa chama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te reencontrei aquele dia e substituí minhas perguntas habituais por outras. Será que aquela menina ainda se apaixonava pelas coisas simples? Será que a lua que impera lá no céu ainda a fazia pensar em alguém, seja lá quem for, e a lembrar de todos os sonhos? Ah, e os sonhos? Será que eles ainda a alimentam ou a vida tirou o que aquela menina tinha de mais ingênuo e belo: os sonhos que nasceram num coração e incendiaram um olhar desde a primeira vez em que um livro caíra em suas mãos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, te provoco a responder de forma positiva todas as perguntas feitas por mim, ainda que não seja verdade, mas que sirva ao menos para te convencer de que a vida continua e que o coração cedo ou tarde há de vencer, principalmente na vida de quem acredita. E isso, menina, você sabe muito bem que faz como ninguém. Acredite em mim: abandone a paixão pela vida e a vida te decepcionará, entretanto, escolha nutrí-la a cada dia e a vida te recompensará. Olhe no espelho e veja seus olhos como você nunca viu antes, como um espelho daquilo que tens por dentro: sentimento. Perca o ritmo, perca a hora, perca o medo, só não perca isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7982773701302568301?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7982773701302568301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7982773701302568301&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7982773701302568301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7982773701302568301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/05/provocacao.html' title='Provocação.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EBgTQw52HlI/Tb83QBmLSCI/AAAAAAAAAao/vkeQvV6imCg/s72-c/0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8783783212167645772</id><published>2011-04-27T11:40:00.000-03:00</published><updated>2011-04-27T11:44:34.529-03:00</updated><title type='text'>Cadê você?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y5YvILE8itE/TbdVXPr_LYI/AAAAAAAAAac/L6qRIOuMY9c/s1600/tumblr_l9tfh4z5uu1qbeojeo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y5YvILE8itE/TbdVXPr_LYI/AAAAAAAAAac/L6qRIOuMY9c/s320/tumblr_l9tfh4z5uu1qbeojeo1_500_large.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O relógio mostra cada vez mais minutos da hora que combinamos, as pernas dão sinal de cansaço e o coração passa a assimilar o fato de que você não aparecerá. Já faz um tempo desde o dia chuvoso em que sua carta chegou às minhas mãos, o dia em que aquele papel me disse sobre a sua fuga. Você fugiu, não só de mim, mas do que sentia. Você trancou tudo num quarto escuro por ter medo, por não acreditar que dessa vez tudo pudesse ser diferente, por não entender que do amor não se foge, se vive. Você fugiu dizendo me amar, prometendo voltar um dia se estivesse pronta. O dia é hoje, você marcou e não veio.Você se perdeu em sua fuga e me deixou aqui: perdido à sua espera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pediu tempo e eu programei meu relógio às suas vontades, você pediu espaço e eu me afastei, você nunca pediu meu amor, meu lugar, minha vida, e ainda assim te dei. Mas quando foi a minha hora de pedir e eu pedi que você apenas confiasse à mim seus medos, você fugiu. Foi embora dizendo precisar de um tempo para se conhecer, para tirar o pó da sensação antiga que é se sentir apaixonada por alguém, pra ter certeza de me querer não pelo que faço por você, mas pelo que sou - pra você e por você. Pra você sou louco, por você sou tudo e mais um pouco, mas cadê você? Há meses atrás você disse ser hoje, desde então vivi meus dias em função dessa data e como um prisioneiro da sua ausência, risquei num pedaço de papel os dias que faltavam pra te ter. E agora, o dia chegou, o papel riscado de cima a baixo avisa que não há mais como contar um dia sem você e meu coração, sangrando a cada segundo a mais dessa hora que passa, avisa que não há como sobreviver a mais um dia sem você. E então, cadê você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cadê você além dos meus sonhos? Cadê você além desse pedaço de papel que sobrou na minha mão? Cadê você tornando real as palavras do meu texto? Cadê você na paisagem da minha janela, me esperando lá embaixo enquanto eu acordava preguiçoso e olhava o mar da sacada, te vendo como parte daquele espetáculo que a vida fazia acontecer à minha frente? Cadê você que não canta mais minha canção favorita pra me fazer sorrir, que não me espera pra ir embora ao teu lado, que não me liga pra contar o quão engraçada foi aquela piada que te fez lembrar de mim? Cadê você que eu não sei? Pra onde fostes enquanto eu te esperava e me enganava com ilusões de te esquecer? Cadê você que não vem me explicar o que nunca teve explicação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já decorei suas desculpas e sei de cor seus argumentos, mas sei melhor do teu maior desejo: abandonar tudo isso e pular em meus braços. Sem essa de não estar pronta pra isso que te invade, te consome, te sacode pra realidade: o amor. Eu não me programei também, não me preparei pra me entregar tanto à alguém como sou entregue à você. E estar pronto, então? me diz, quem é que um dia esteve pronto pro amor? Você tem medo de que dê errado, de que o amor não seja amor, de que um dia tudo acabe e faça as lágrimas borrarem a maquiagem e manchar o seu sorriso? Pois então, meu bem, dê-me a mão porque somos dois. Somos dois e somos muitos nesse mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não tem manual de instruções nem placas pelo caminho indicando o que você encontrará lá na frente. O amor é arriscar, é mergulhar no que você não sabe, é calar a voz do medo quando o outro nos dá a mão. O amor é subir a montanha sem saber se lá em cima havera o voo ou a queda. O amor é o que não se sabe, o que se assusta por não saber,&amp;nbsp; mas o que não desiste por ter medo do que descobrirá. Se lá na frente houver a queda, o choro, o coração jogado ao chão, não se preocupe: o amor também é isso, também é a superação, a extração do que foi bom de algo que não terminou como o planejado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você tem medo do que pode ser, sem nunca ter experimentado o que é. Não há maneira de descobrir o futuro desprezando o presente, assim como não há maneira de descobrir a vida desprezando o amor. Eu queria poder te dizer que não haverá dor, que tudo dará sempre certo, que o final feliz certamente será o nosso, mas não posso. Por isso só peço seus medos entregues aqui nas minhas mãos e prometo fazê-los silenciar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda faltam minutos da hora que escolhestes e eu não sei onde estás, mas onde quer que você esteja, olhe o relógio e venha. Não deixa ser tarde demais, não deixa tudo isso ficar pra depois se o depois pode não existir, não deixa que o amor seja desperdiçado e vencido pelo medo. Me salva da tua ausência, porque ainda falta uma eternidade da vida que podemos começar quando você chegar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar  os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo, seu  coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em  frente, pelo amor de Deus."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8783783212167645772?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8783783212167645772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8783783212167645772&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8783783212167645772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8783783212167645772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/04/cade-voce.html' title='Cadê você?'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y5YvILE8itE/TbdVXPr_LYI/AAAAAAAAAac/L6qRIOuMY9c/s72-c/tumblr_l9tfh4z5uu1qbeojeo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1316017011960357890</id><published>2011-04-26T17:25:00.000-03:00</published><updated>2011-04-26T17:26:47.273-03:00</updated><title type='text'>Relato sobre uma relação de ódio eterno.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Algumas notas antes de começar:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;1 - Não se emocione ao ler o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;2 - Fica proibido usar qualquer uma dessas palavras contra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;3 - Eu fui assustadoramente sincera em tudo o que disse, por isso não estranhe a fofura e o amor - no fundo, eu sou assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;4 - O tamanho é grande porque é a única vez que serei fofa contigo, anota isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-mDmVJ4LJ2M0/TWba9v5MtnI/AAAAAAAAAYk/V-fBH-vJovA/s1600/SDC19087.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-mDmVJ4LJ2M0/TWba9v5MtnI/AAAAAAAAAYk/V-fBH-vJovA/s320/SDC19087.JPG" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;5 -Seu idiota, boboca, peido, eu te odeio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu começaria esse texto com alguma "ofensa", mas sou legal demais pra  começar assim. A questão que importa é: você não faz meu texto, mas eu  faço o seu. (Pegue o seu "A ladra" e mande para o lugar encantado onde  está aquela borracha rosa neste momento!) Aqui estão, palavras meio  bestas, mas verdadeiras. Coisas que a gente só diz uma vez na vida  porque no restante do tempo estamos ocupados demais sendo idiotas, contando piadas, trocando xingamentos da boca pra fora. E, se me permites dizer: Eu te odeio! Odeio a sua mania de ser irônico a cada respiração e não enxergar que às  vezes os outros podem ter razão. Odeio suas piadas de mau gosto, seu  time, seus cálculos, sua letra e, principalmente, a burrice do seu  coração. E é aqui o lugar onde todos os seus adjetivos se encaixam:  BOBOCA, PEIDÃO, e, sobretudo, TROUXA, TROUXA, TROUXA. Como pode alguém  se entregar tanto à todas as paixões que a vida coloca à sua frente?  Como pode alguém não questionar, não racionalizar, não ver que daqui à  pouco tudo acaba, as palavras mudam, os pensamentos também? Como? Sendo  Felipe. Enxergando possibilidade de eternidade no fugaz, facilidade onde  a outra parte só vê complicação, ingenuidade onde o mundo há muito  tempo não a vê mais. Talvez eu também seja meio Felipe e te odeie por isso, e você, por odiar esse teu lado, odeie também a mim. Eu odeio essa sua determinação quando bem sabes que não dará certo, quando todas as placas sinalizam o caminho oposto pra você, quando eu grito berro ordeno que de uma vez você dê meia volta. Mas suas experiências só confirmam o quanto você sempre desprezou todos os meus conselhos e alertas, visto o senhor cabeça dura que sempre fostes, e isso só prova que você  quando cisma que quer, saiam todos de baixo, porque acima das nuvens,  completamente fora do chão, voa um pássaro que só sossega quando  encontra lugar no ninho que decidiu mirar. Se aprovo esse seu comportamento? não sei, mas disseram por aí que a determinação é um  dos fatores que nos fazem ganhar o mundo e, disso, você entende. Não de  ganhar o mundo, mas de determinação. Ou talvez de ganhar o mundo  também, afinal, como explicar a súbita atração que você provoca em todas  as mães desse Brasil? As levando a pensar que o mundo deveria ser  composto por Felipes: que sabem matemática, física e ainda por cima  escrevem; que tocam teclado, violão, guitarra, harpa, bandolim, tambor;  que são compromissados com a &amp;nbsp;igreja; que fazem correndo o que ordena a  voz de uma - tia - mulher; e ainda por cima querem ser engenheiros. Mas se fosse o mundo de Felipes, eu não sobreviveria, visto que um já me exige  paciência, palavras, sorrisos e, confesso, admiração que quase  não cabem mais em mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez você espere que a próxima confissão seja a de que és o meu BFF, mas não se iluda: não és. Mas não se deprima: és mais do que isso. Se existem amigos mais chegados do que irmãos, você, felipe, é a prova deles. Você é meu irmão. Aquele tipo implicante, mais chato que a palavra chato consegue passar,  que me bate, me xinga, mas que no fundo me ama. O cara com quem invento  maluquices, piadas internas, infantilidades que me ajudam a sorrir. O  bebezão que vem contar sobre os casos - desastrosos - amorosos, as sagas  familiares, as aventuras dos três mosqueteiros: piu-piu, gleydsom e  diogo. Um amigo que é amigo sem precisar receber títulos de honra ou me  fazer sentir merecedora de um. Você é Felipe e eu sou Nicole. Amigos apenas. Sem o peso de sermos  melhores, sem a responsabilidade de honrar os adjetivos, sem a  normalidade que algumas amizades cismam em exigir. Somos só dois  bobocas, peidões, imbecis, e, vou me incluir pra não te deixar sozinho  nesse barco, trouxas que se odeiam, mas que encontraram no ódio um  grande abrigo pra uma amizade acontecer. Ao contrário do que você se  iluda todos os dias: eu não quero ser sua BFF - até porque sua relação  com esse título não é muito normal, e nem que você seja o meu, contanto  que tudo continue dessa forma pra nós. Contanto que sejamos sempre essas  duas crianças idiotas que se batem, se xingam e riem juntos da própria  desgraça - vide nossas vidas amorosas - pra no momento seguinte se  confortarem com algumas palavras de incentivo que entram por um ouvido e  saem pelo outro - cabeça dura que somos. No fundo, você me ama. E, no  fundo, eu te amo também. Ainda que você queira distância disso que chamam de amor e bata orgulhoso no peito segurando a bandeira do "eu não amo mais", você ama sim. E, me permita dizer, se você não amar, você deixa de existir, seu carma é ser assim, sorria e aceite. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, com toda essa baboseira sentimental, eu só quero chegar ao ponto em que agradeço. Por todas as nossas piadas terrivelmente idiotas e tantas vezes malvadas. Pelos personagens que inventamos - a Hebe, o seu bróder da biblioteca digital, o seu professor favorito, as coleguinhas, o cotista, os seus "amores", os seus "adversários" da música do mamonas assassinas, as suas tias, os seus amigos e todos os outros que não cabem aqui. Obrigada pela confiança que você tem em mim, por me procurar pra contar desde a sua mais nova piada ao seu mais novo caso amoroso. Obrigada pelos infinitos e infinitos e infinitos risos. Obrigada pelas vezes em que você transformou o motivo do meu choro em piadas e me ajudou a sorrir. Obrigada pela sua ajuda, pelo seu companheirismo, por ter andado do meu lado. Obrigada por ter tantas e tantas vezes me salvado em física, matemática, desenho e biologia e por não ter desistido de mim quando eu dizia: "Olha, a pergunta é idiota, mas eu vou fazer". Obrigada por ter me dado a opção de não te amar, ainda que eu não consiga escolhê-la.&lt;br /&gt;É, porque eu te amo mesmo e tudo o que eu quero é que você seja absurdamente feliz. E que me leve contigo por onde você for. Me convide pra sorrir contigo, chorar contigo, comemorar contigo. Me  procure pra contar sobre suas novas investidas, seus novos voos, seus  novos alcances. Quero ver de perto o seu sucesso, em todas as áreas  possíveis, pra poder olhar pra trás e rir junto contigo de todas essas  besteiras e decepções que há pouco tempo pareceram ser o fim do mundo.  Vou conhecer sua esposa e dizer pra ela todas as baboseiras que você  mencionou um dia, vou no aniversário dos seus filhos e incentivá-los a  não ser de exatas e flamenguistas como o pai, vou tocar tua campainha  todos os dias possíveis pra cobrar minha mesada, afinal, engenheiro tem  dinheiro e vou bater a porta "di cum força" se você se recusar.&lt;br /&gt;Tudo de bom, passarinho carente, que você encontre seu ninho e um coração que possa te amar com toda essa entrega que você oferece. E, lembre-se, se der errado uma vez, tente outra. Se precisar de alguém pra conversar, tô aqui, você sabe, desrespeite com minha autorização o status do meu msn. Acredite em cada sentença da frase: Eu vou estar sempre aqui. Vou mesmo.&lt;br /&gt;Por fim, pequena ave, felipe, piupiu, irmão, guarda isso porque é momento raro: Eu amo você. E não ouse usar minhas palavras contra mim quando, um dia, eu jogar na tua cara que te odeio. Eu te odeio, mas também te amo. E, se o ódio é o caminho mais curto pro amor, você, felipe, é o caminho mais curto, praquilo que um dia disseram ser amizade verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1316017011960357890?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1316017011960357890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1316017011960357890&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1316017011960357890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1316017011960357890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/04/relato-sobre-uma-relacao-de-odio-eterno.html' title='Relato sobre uma relação de ódio eterno.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-mDmVJ4LJ2M0/TWba9v5MtnI/AAAAAAAAAYk/V-fBH-vJovA/s72-c/SDC19087.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-349431823398377837</id><published>2011-04-15T18:13:00.001-03:00</published><updated>2011-04-15T19:19:15.624-03:00</updated><title type='text'>(É)ra amor.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BlztL67NZv8/Tai1IedWI1I/AAAAAAAAAZw/E2GQwTgC29E/s1600/tumblr_lhpsau9DHF1qgu553o1_500_large_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-BlztL67NZv8/Tai1IedWI1I/AAAAAAAAAZw/E2GQwTgC29E/s320/tumblr_lhpsau9DHF1qgu553o1_500_large_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todos os amores nunca usados que tive, você foi o mais real. O único que me fez perder noites e ganhar dias pensando em táticas de aproximação. O único que me fez sentir verdadeiramente apaixonado, como se nada mais importasse no mundo além do fato de você existir. O único que me fez comparar formas de sorrir, ganhando disparado na disputa pelo sorriso que era capaz de iluminar a maior parte dos meus dias. O prêmio era o meu coração, e esse sempre foi teu. Desde aquele dia, naquela escada, quando sua voz disse meu nome e eu olhei, sem saber que na verdade você chamava o outro. Se soubesse da armadilha que me esperava, não teria olhado - embora continue a pensar que a qualquer momento seus olhos acabariam me capturando. Você me teve durante todos aqueles dias de todos aqueles anos. Era amor, sim, mas eu não soube te dizer.Era amor aquele repertório de piadas ensaiadas pra quando fosse a hora de ter tua atenção. Era amor quando, debaixo daquela escada escura, todos os outros sumiam e eu só via você. Quando os outros tinham sua atenção e eu jogava frases pra te pescar de volta, quando eu, sorrindo, te avisei que o cara que estava dando em cima de você há dias havia desistido, quando eu disfarcei e esperei que você saísse pra poder te acompanhar: amor, amor, amor. Era amor, sim, todos estavam certos. E continuou sendo amor por tantos outros anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele dia em que te encontrei e te disse depois que não imaginava do que você fosse capaz, eu estava sendo sincero: eu nunca imaginei que esse amor fosse durar tanto, que resistiria ao tempo e a distância. Por isso corri e tentei recuperar o tempo que havíamos perdido e resolvi me mostrar, te dizer nas entrelinhas que te amava, quando você se fazia de boba e levava tudo à tecla da amizade. Você nunca acreditou quando eu disse que o que mais queria era estar contigo, nunca acreditou que eras sim a pessoa que mais importava, nunca acreditou numa só palavra que fosse. Você se martirizou por sentir algo que sabia que não daria certo, se culpou por ter deixado um sentimento que você não conhecia tomar conta do sentido, jogou no lixo o que nunca sequer começara. Não te culpo por isso, a culpa foi minha, eu não soube te prender, não soube arriscar, não soube cumprir o que há muito tempo prometera: te devo um jantar e você me deve uma história de amor concretizado. Saiba que o amor estava em cada uma daquelas palavras tão bem escolhidas que surgiam sem que você ao menos esperasse. Só palavras, eu sei, faltou coragem pra te provar que as ações condiziam com todas elas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu lembrei de você, como vem sendo durante todos esses anos. Lembrei da gente e reli tudo o que foi dito. Ah, o amor, era ele mesmo. E agora é só falta, uma saudade sufocante, um desejo de fazer seu telefone - aquele que eu nunca pedi - tocar. A vontade é de te chamar pra andar por aí, de te ver chegar e correr ao teu encontro como naquelas fotos e só dizer que era tudo verdade. Que sim, eu nunca amei ninguém dessa forma, eu nunca conheci alguém tão incrível, eu nunca desejei estar tanto num lugar como quis estar ao teu lado. Não como aquele amigo que você jurava ter muita sorte por ter encontrado, eu sempre quis mais. Mais do que aquele que te lembra o quanto você é especial e diferente de todas aquelas garotas lá fora, eu quis ser aquele que te prova isso. Eu tive medo de querer tanto mais e acabar tendo nada, eu preferi ser seu amigo do que ser apenas uma lembrança escura de alguém que foi mais um do time dos "apaixonados por você". Só que agora você está longe e eu nem sei mais se pensas em mim. Me recuso a acreditar que tenhamos nos perdido um do outro, tenho medo do "nunca mais você".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só me diz: se eu te chamasse hoje, pra olhar o céu comigo, pra conversar sobre tudo e sobre nada, você viria? Mesmo que o seu coração tenha outro dono e a porta esteja trancada pra um amor de infância, como eu corro o risco de ser rotulado, você viria? Eu ainda preciso saber se sou importante pra você, se você ainda sente minha falta e se realmente lembra de mim quando passa por aqueles lugares. Preciso te encontrar pra corrigir um erro na conjugação do verbo: não era amor, como essa distância te faz acreditar: é amor. Há chance de ser real dessa vez? Me liberta do sonho, vem? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-349431823398377837?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/349431823398377837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=349431823398377837&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/349431823398377837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/349431823398377837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/04/era-amor.html' title='(É)ra amor.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BlztL67NZv8/Tai1IedWI1I/AAAAAAAAAZw/E2GQwTgC29E/s72-c/tumblr_lhpsau9DHF1qgu553o1_500_large_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5289282298367485175</id><published>2011-04-08T19:55:00.000-03:00</published><updated>2011-04-08T19:55:01.674-03:00</updated><title type='text'>Do outro lado da porta.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2NWYuJS3fBU/TZ-Rh1YAX2I/AAAAAAAAAZs/QJ1fGWysrkQ/s1600/atthedoor_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-2NWYuJS3fBU/TZ-Rh1YAX2I/AAAAAAAAAZs/QJ1fGWysrkQ/s320/atthedoor_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três batidas seguidas anunciam sua chegada, você chama meu nome e eu, cansada demais das antigas desculpas, me recuso à abrir a porta. Sua voz embargada diz que pensou melhor, que foram erros tolos e que podem ser corrigidos, suas pausas revelam o ato heróico que assumistes e eu, pequena demais, sentada no canto da parede, me pergunto até onde posso acreditar naquela voz tão conhecida e desejada, que um dia prometeu me amar para sempre. No momento é tudo tão lindo, tão assustadoramente romântico, que a gente não para pra pensar que o "para sempre" não é logo ali. Só agora, quando tudo se confude e os erros acumulados sob o tapete da sala vêm à tona, a gente percebe que o "pra sempre" é longe demais. É uma viagem interminável, alternando entre as subidas íngremes e o chão lisinho, entre as paisagens bonitas e o vazio descampado, entre o prazer e o cansaço da viagem. Eu sei que prometemos, mas será que as promessas feitas quando some a razão e o coração impera têm valor? Será que faz sentido acreditar em "pra sempre" quando somos tão jovens e temos uma vida inteira pela frente? Aqui dentro de mim eu quero acreditar em tudo isso, quero continuar contigo nessa viagem que começamos, quero mais do que te amar, viver esse amor. Mas hoje, sentada e despeçada nesse chão, com cacos de vidro espalhados pela casa, confesso não saber o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi mais um erro tolo, eu sei, mas o que é um erro tolo para um coração tão cansado de erros? Muito mais do que erro, vira pedra de tropeço, gota d'água, bandeira branca. Eu cansei de tentar correr e consertá-los, de te ver quieto enquanto o céu desabava sobre nossas cabeças e eu, com a minha falta de tamanho compensada em força de vontade, enfrentava o que fosse necessário para pintar novamente o sol. O fiz, com orgulho e com prazer, enquanto tive força, enquanto meus ombros aguentaram o peso, enquanto meu coração encontrou motivos para acreditar que um dia seria diferente. Sempre tive esse eu descontrolado que assume pra si todas as responsabilidades e luta, doa, entrega completamente, mas por trás disso tudo, eu só queria que você chegasse e jogasse pela janela todas as minhas listas pré-elaboradas, assumisse o controle desse trem desgovernado que eu tento há tanto tempo colocar nos trilhos e provasse estar comigo. Por trás de alguém que surpreende, demonstra e luta, há alguém que espera a hora de assistir a tudo isso com um sorriso no rosto. Não que tudo o que faço seja com a intensão de receber em troca, é só que se sentir especial e amada, de vez em quando faz bem, renova as forças. As forças que me faltam nesse momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a sua voz faz hoje do outro lado dessa porta, eu só queria que fosse você a parte que diz o que sente, sem esperar adivinhações; que corre atrás, sem esperar que a "mulher maravilha" resolva tudo antes; que luta pelo amor por saber que sem ele as coisas perdem o seu sentido. Não quero que seja necessário dias de ausência para que percebas o quanto me amas. Quero que enquanto me tens, enquanto suas mãos seguram as minhas e seus olhos leem os meus, você perceba que ao seu lado anda o seu grande amor. Aquela a quem um dia você prometeu amar para sempre, ainda que tudo fosse novo e arriscado demais. Aquela que está com você nessa viagem em prol do amor, colocando em risco o coração e a sanidade. Aquela, que do outro lado da porta, se pergunta se vale mesmo a pena, se as palavras realmente fazem sentido, se essa viagem desprogramada leva mesmo à eternidade ou à algum precipício na beira do caminho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa menina que depois de, enfim, ouvir o seu coração falar, te diz tudo isso, em meio à cacos de vidro que mais se parecem pedaços do coração, enquanto se levanta e abre de uma vez a porta para você, dando segundas, terceiras e quartas chances, porque o amor grita e vence.&amp;nbsp; Erramos sim, os dois, incontáveis vezes, erros de quem só queria acertar; sofremos desvios nessa viagem, temporais e secas; mas enquanto houver amor, estaremos bem. Vamos lá, mais uma vez aprender com os erros, pintar sóis, dividir o controle desse trem. Mantenho a porta e a vida abertas pra você, porque o outro lado da porta, o outro lado da vida, aquilo tudo que acontece sem você, não faz sentido algum.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5289282298367485175?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5289282298367485175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5289282298367485175&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5289282298367485175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5289282298367485175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/04/do-outro-lado-da-porta.html' title='Do outro lado da porta.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2NWYuJS3fBU/TZ-Rh1YAX2I/AAAAAAAAAZs/QJ1fGWysrkQ/s72-c/atthedoor_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5450404918195529929</id><published>2011-04-06T00:00:00.002-03:00</published><updated>2011-04-06T00:14:45.111-03:00</updated><title type='text'>Previsível.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZiKQvdgIWuM/TZvYKmhps6I/AAAAAAAAAZY/dLt87LWJOxY/s1600/tumblr_l7pckj1kxA1qzypbho1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZiKQvdgIWuM/TZvYKmhps6I/AAAAAAAAAZY/dLt87LWJOxY/s320/tumblr_l7pckj1kxA1qzypbho1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atrás dessas lentes grossas, além desses livros, dessa pose, dessa menina que todos os dias, no horário de sempre, entra por aquela porta, faz o mesmo pedido e senta no mesmo lugar, o que existe? Já sei que estudas na universidade do bairro, vi naquele dia em que sua agenda caiu; sei que você lê Clarice, Caio, Martha e Tati, devido aos inúmeros livros que lês, sublinhas e rabiscas, sentada naquela mesa no canto, mordendo os lábios ao destacar um texto, sorrindo ao se encaixar no texto, fechando os olhos a sonhar com o texto. Sei que ouves Los Hermanos, te ouvi cantarolar um dia desses aquela canção que pergunta em meio ao desespero "quem é mais sentimental que eu", pela forma como cantavas, posso acreditar que essa é realmente mais uma de suas dúvidas? Sei das suas dúvidas mais banais, daquelas entre o&amp;nbsp; pão de queijo e o crossaint e a coca e o café, mas tudo o que eu queria era te ouvir dizer sobre o que ninguém sabe, sobre o que só você e esse seu eu perturbador ousaram questionar. Te observo todos os dias ao entrar, sorrir para o dono da loja e cumprir fielmente o seu ritual. Previsível demais pra alguém que tem o olhar tão imprevisível como o seu. Talvez essa organização entre as quatro paredes dessa lanchonete, essa sequência perfeita na ordem dos fatos, essa simetria de movimentos, seja uma espécia de fuga, como se a sua vida lá fora - ou aí dentro - fosse corrida e inconstante demais e não desse para controlá-la, como fazes aqui. Talvez aqui seja o seu repouso e tenho medo de quebrar a ordem que criaste por esse motivo que seus olhos escondidos por trás dessa lente nunca ousaram me contar. Mas tenho vontade de interromper seus movimentos perfeitos e perguntar se há espaço pra mim nessa sua rotina, se posso deixar de ser o figurante da mesa ao lado e passar a ser o mocinho da cena que começa a acontecer toda vez que seu perfume preenche o ar. E aí está mais uma coisa que sei sobre você: és doce, como o seu perfume.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não sabe nada de mim e talvez nunca tenha percebido esse cara estranho que não só te percebe, como te &lt;i&gt;vê&lt;/i&gt;. Você não sabe sobre meus gostos, minhas dúvidas, meus sorrisos, mas eu não canso de pensar que passaria dias inteiros te fazendo saber. Você não sabe, mas procurei pelo amor&amp;nbsp; em todas as esquinas, curvas e encruzilhadas dessa vida. Vasculhei cada canto escondido e quando desisti de procurar, te olhei naquela mesa do canto, no único canto que não procurei. Seja paixão, amor, ou qualquer outra coisa que a gente não sabe nomear nem definir, só sei que é algo que acontece à primeira vista e que continua a acontecer por todas as outras seguintes. Você faz desse lugar sua fuga e eu faço de você a minha, pensando sempre que poderíamos unir nossas fugas e formar um encontro. Posso quebrar sua rotina? Inserir novas cores, novos ares e roteiros? Me diz que essa mesmice te incomoda, que essa falta de ação te sufoca e que o previsível é apenas um disfarce do que você não mostra pra ninguém. Amanhã, quando você chegar e de repente me ver na sua mesa, não mude de lugar. Sente-se ali, como todos os dias, que eu faço de conta que sempre estive&amp;nbsp; lá. Me dá da tua ordem que eu te dou do meu caos, não prometo o previsível, porque ao amor não cabe essa palavra. Mas te garanto, meu bem, surpresas e sonhos a mais no desenho dos teus dias. Previsível aqui, só o meu encantamento, nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Queridos, perdoem a ausência e os textos que ultimamente são tão raros, pouco verdadeiros, clichês demais e quase sem sentimento, mas nesse momento é a única coisa que ouso escrever e postar, o restante fica no rascunho e não sai de lá. Vou me esforçar ao máximo para não deixar isso aqui morrer e para não abandonar vocês, tô voltando pra cá, vou passando nos blogs de vocês aos poucos, me esperem e, por favor, não me esqueçam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5450404918195529929?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5450404918195529929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5450404918195529929&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5450404918195529929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5450404918195529929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/04/previsivel.html' title='Previsível.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZiKQvdgIWuM/TZvYKmhps6I/AAAAAAAAAZY/dLt87LWJOxY/s72-c/tumblr_l7pckj1kxA1qzypbho1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8893090147521022693</id><published>2011-03-22T17:40:00.001-03:00</published><updated>2011-03-22T17:55:04.778-03:00</updated><title type='text'>Horizonte distante.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-yYU5Pz9Tmzo/TYj4lqOqPlI/AAAAAAAAAZQ/d5iNyzNOh7k/s1600/OgAAAIvZfQj1Xo3-T8tYHfMgO-L9o6MN8ozNueMel1fDpP8rNY5fBLqzNK0ozJE3Nk6DCYgQ1geCxM7xpJvNu3Y6QUgAm1T1UA0HyOI_QiAB1670TDDeKsSOT6fz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="https://lh5.googleusercontent.com/-yYU5Pz9Tmzo/TYj4lqOqPlI/AAAAAAAAAZQ/d5iNyzNOh7k/s320/OgAAAIvZfQj1Xo3-T8tYHfMgO-L9o6MN8ozNueMel1fDpP8rNY5fBLqzNK0ozJE3Nk6DCYgQ1geCxM7xpJvNu3Y6QUgAm1T1UA0HyOI_QiAB1670TDDeKsSOT6fz.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que é tarde, tarde pra ligar e tarde pra dizer, mas se você pudesse me ver agora, entenderia não só essa ligação repentina, mas também todo o emaranhado de coisas que passam pela minha cabeça, enquanto, sentada no meio da avenida, sigo com os olhos as luzes dos carros e me pergunto se pra onde eles estão indo existe um pôr-do-sol, uma razão pra sonhar, um canto pra repousar o meu amor. Vim parar aqui depois de ter saído correndo enquanto mais um daqueles caras comuns se levantou pra ir ao banheiro. Conversas banais demais, nenhum encantamento, nenhuma cócega no meu coração, tem sido assim com todos eles. Me disseram uma vez aquela coisa sobre os peixes que ainda existem no oceano, e eu, sedenta por qualquer coisa que se assemelhasse com uma luz no fim desse túnel terrível, me coloquei a pescá-los, a dar chances, aceitar convites, vestir sorrisos falsos e me convencer até se tornarem reais. Mas hoje não deu. Os caras vêm e vão e essa angústia continua. Mando-os embora todas as vezes com um clichê ensaiado na ponta da língua -" O problema não é você, sou eu" - e essa é a maior verdade que eu tenho pra dizê-los. O problema sou sempre eu e esse meu coração sonhador. E se eu te disser que me sinto especialzinha demais pra eles? que esse meu coração aqui é pesado demais pra eles carregarem com aquelas mãos acostumadas a produtos brutos? Meu coração foi lapidado a base de muita lágrima e muito sonho pra ser entregue assim, a qualquer sorriso bonito que surja ao me ver. Por isso fugi hoje: caiu a ficha.&lt;br /&gt;Cansei desses amores pela metade, dessa falta de graça e de encantamento. Esse coração aqui quer sentir novamente, qualquer coisa diferente desse torpor, que renda algumas palavras bem escritas, alguns sorrisos tímidos ao lembrar. Por isso liguei, lembrei que só você consegue, que as palavras surgem ao te ver e que os sorrisos congelam quanto te têm por perto. Ando cansada de deixar esse amor trancado num cofre até que lá na frente um ladrão o sequestre ou você digite a senha e me leve de volta para o nosso lugar. Quero sentí-lo logo, encontrar sentido na minha luta por ele, ter motivo pra escrever ao sentí-lo pulsando dentro de mim. Estou sedenta por sentir, já que sem ti nada me encantou.&lt;br /&gt;Então vem me buscar, amor, tô perto daquela esquina em que nos esbarramos pela primeira vez, logo depois da praça onde nos beijamos naquele dia chuvoso, ao lado do ponto de ônibus onde me despedi de você naquela vez que a gente não sabia que seria a última. Eu sei que já faz tempo, mas vem. Traz de novo teu sorriso, teu abraço, aquela nossa canção. Vamos lutar contra o resto do mundo, deixa que não entendam, que busquem sentido onde nunca houve. Somos só nós dois, um amor mútuo e a vontade de ser maior. Não precisa haver sentido. Vem me buscar, no caminho a gente decide pra onde ir, a gente molda nossos sonhos e adequa o teu eu ao meu, numa soma infinita, como o ponto pra onde nossas retas correm pra se encontrar: o sem fim. Vem me buscar, vamos juntos pro horizonte distante, pra onde se dirigem todos esses carros e todas essas luzes, que agora me disseram ser a felicidade. Porque esse lugar, amor, só é completo se for com você.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Avante&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;A gente quer ver&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Horizonte distante."&lt;br /&gt;(Los Hermanos)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8893090147521022693?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8893090147521022693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8893090147521022693&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8893090147521022693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8893090147521022693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/03/horizonte-distante.html' title='Horizonte distante.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-yYU5Pz9Tmzo/TYj4lqOqPlI/AAAAAAAAAZQ/d5iNyzNOh7k/s72-c/OgAAAIvZfQj1Xo3-T8tYHfMgO-L9o6MN8ozNueMel1fDpP8rNY5fBLqzNK0ozJE3Nk6DCYgQ1geCxM7xpJvNu3Y6QUgAm1T1UA0HyOI_QiAB1670TDDeKsSOT6fz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-4824092970386430682</id><published>2011-03-11T18:08:00.004-03:00</published><updated>2011-03-11T18:52:19.715-03:00</updated><title type='text'>Quando ela cai no sofá,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;so far away.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-2oVViOEE8yE/TXqNMYsqB7I/AAAAAAAAAZM/o7CBJUYkHOk/s1600/tumblr_lhr7bubbBb1qc144qo1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="https://lh6.googleusercontent.com/-2oVViOEE8yE/TXqNMYsqB7I/AAAAAAAAAZM/o7CBJUYkHOk/s320/tumblr_lhr7bubbBb1qc144qo1_400_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Acabo de descobrir que, quando esquecemos tudo o que pode dar errado, cabemos muito bem nos limites da tão pequena palavra "nós" e merecemos que essa palavra tenha por significado a soma do meu eu apaixonado com esse seu você tão encantador. Já faz um tempo que descobri onde quero estar: dentro dos teus braços que numa noite, em sonho, se abriram para mim e se permitiram ser levados para longe. Quero estar com você todos os dias e um dia a mais para não ter que morrer de saudade. Quero o seu sorriso inspirando a minha poesia e você compondo dentro do meu abraço, nossas palavras preenchendo&amp;nbsp; os espaços que uma vez ousaram aparecer entre nós. Quero você por todos os amanheceres, deitada no sofá da sala, pequena e sonhadora demais para um mundo que não sabe lidar com um coração como o seu. Quero eu, como diz naquela canção, aprender com o seu pequeno grande coração, decorar todas as notas que o fazem vibrar, saber e nunca mais te deixar esquecer que o espaço sobrando naquele sofá é do tamanho exato do meu corpo - e o espaço sobrando no teu coração, é do tamanho exato do meu amor.&lt;br /&gt;Ter você deitada no meu sofá faz parecer inútil o mundo lá fora, como se nada mais existisse além dos limites dessa sala que parece ter sido feita pra te abrigar. Era você a peça que faltava. Era você o que o meu coração procurava encontrar quando batia sem ritmo pelas ruas. Foi sempre você. E, de alguma forma, fui sempre eu, ainda que você não reconheça. Fomos sempre nós e, ainda que você se refugie num "tarde demais" já decorado, eu sei que ainda há tempo. Esse tempo que você perde com aqueles que não podem entender tanto sentimento e fazem pouco caso do seu coração. Um coração como o seu, meu bem, não merece estar assim à mercê desses sentimentos fugazes que tanto te fazem sofrer. Com você eu almejaria a eternidade e ainda assim não seria o suficiente pra viver todos os sonhos que afloram em mim quando, como hoje, te tenho só para mim.Quando te vejo tão pequena, tão desprotegida, tão dependente de mim, do meu abraço protetor, dos meus conselhos que sempre caem na mesma tecla: o quanto você é especial demais pros caras lá fora. Você sempre sorri quando o digo e finge não acreditar, quando na verdade você bem sabe que todos eles só servem para ocupar suas horas enquanto o tal cara não chega.&lt;br /&gt;O seu cara já chegou, meu bem, ele abriu a porta pra você ontem a noite, te abraçou quando você entrou chorando, contou piadas pra te ver sorrir, passou a noite acordado pra te ver dormir no seu sofá, descobrindo sentimentos que estiveram ali o tempo todo. O seu cara tá aqui, meu bem, esperando a hora em que você reconhecerá baixinho pra si mesma, que o amor sempre esteve ao seu lado. Nesse dia, quando você acordar para essa realidade, eu estarei como hoje, sentado num sofá, com sua cabeça em meu colo, bolando planos pra nós dois e sussurrando enquanto mexo nos seus cabelos que te amo. Mais do que qualquer um lá fora e muito mais do que já amei alguém.&lt;br /&gt;Foi você o tempo todo, meu bem. Foi você todas as vezes em que sorri sem motivo aparente. Foi você todas as canções que ouvi e desejei dedicá-las. Foi você todos os sonhos, todos os planos, todas as lágrimas. Foi você todas as declarações ensaiadas em frente ao espelho, reservadas pra quando fosse a hora de dizer que é você o meu grande amor. Foi você toda - e única - presença desejada. Foi você todas as manhãs e as tardes e as noites de todos aqueles anos. Foi, e tem sido, você, todo o sentido que há dentro dos limites da palavra amor.&lt;br /&gt;Enquanto você se perde em outras vidas, eu me perco na tua. Em cada dobrinha do teu sorriso, em cada piscada que teus olhos dão, em cada palavra que você tão puramente coloca num papel. Desejo, mais do que a mim próprio, que você seja feliz, mas desejo, mais do que qualquer outra coisa, que a sua felicidade um dia possa ser encontrada em mim. Nesse sofá que te abriga, nessas mãos que te afagam, nessa boca que diz que tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar bem se você estiver aqui, minha.&lt;br /&gt;Tenho vontade de te acordar e te contar todas essas coisas, mas tenho medo de te assustar e acabar te perdendo. Te deixo assim então, deitada num sofá que foi feito pra te receber, numa casa que só ganhou cor quando&amp;nbsp; você chegou, longe de qualquer outro que possa tentar roubar o teu coração. Longe de tudo, isolados do mundo, só nós dois.&lt;br /&gt;Não vai embora daqui, eu digo baixinho no seu ouvido que dorme. Não vou, você diz ainda de olhos fechados, no meu ouvido que não dormia, mas certamente sonhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*Título: Por que não eu? - Leoni &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-4824092970386430682?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/4824092970386430682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=4824092970386430682&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4824092970386430682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4824092970386430682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/03/quando-ela-cai-no-sofa.html' title='Quando ela cai no sofá,'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-2oVViOEE8yE/TXqNMYsqB7I/AAAAAAAAAZM/o7CBJUYkHOk/s72-c/tumblr_lhr7bubbBb1qc144qo1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8447534114318452686</id><published>2011-03-02T16:15:00.002-03:00</published><updated>2011-11-14T22:41:23.041-02:00</updated><title type='text'>Dois barcos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H0gNHwn0D9o/TWLvIGbdasI/AAAAAAAAAYU/62WDNorqERI/s1600/tumblr_l7lknlLFKJ1qcoda9o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://4.bp.blogspot.com/-H0gNHwn0D9o/TWLvIGbdasI/AAAAAAAAAYU/62WDNorqERI/s320/tumblr_l7lknlLFKJ1qcoda9o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Você vai sair por aquela porta daqui a alguns dias. Como eu sei? Eu só sei. Acho que seus olhos hoje me disseram adeus, foi algo na forma como fugiram de mim quando eu os procurei e na profundidade com que me encararam quando eu distraída observava o mar. Eu te vi me olhar, talvez procurando razões escondidas para ficar ou talvez ensaiando frases que dissessem o que eu já premeditara ouvir: que o tempo havia chegado. Eu não sei se existe uma regra, aquela coisa de que todo casal deve experimentar a distância pra ver se o amor é realmente tudo o que dizem ser, mas creio que não. Você apenas precisará partir porque além desse mar existe o mundo, e você sentirá vontade de conhecê-lo, tocá-lo, conquistá-lo. O seu barco remará para outra direção e o eu aprenderei aos poucos a navegar sozinha. O porto do nosso amor continuará aqui. Até quando? até você voltar.&lt;br /&gt;Você vai voltar. Porque vai se pegar numa manhã chuvosa ouvindo a nossa canção. Porque quando o seu barco ameaçar naufragar e a tempestade for violenta demais, você lembrará de como estávamos seguros dentro do nosso porto, do lugar que construímos com tanto suor e lágrimas. Você vai voltar porque minhas palavras, como um disco arranhado, ficarão se repetindo na sua cabeça. Não eram grandes coisas, pode ser que você pense, mas eram tudo o que eu tinha a oferecer, o amor mencionará. E então você vai voltar porque encontrar alguém que se inspire no seu sorriso e componha dentro do seu abraço, não será tão fácil assim. Você vai voltar porque a página daquele livro continuará aberta naquela frase grifada que diz sobre querer a eternidade, você voltará para cobrá-la. Você vai voltar porque vai fazer falta a minha preocupação, o cuidado que eu disfarçava pra não te sufocar, o sorriso sem graça que formava no meu rosto toda vez que você me suspendia no ar com alguma frase boba. Você vai voltar porque, como naquela canção, só encontrará solidão pelos mares navegados sem mim. Você vai voltar porque, feito música, nosso amor pode ficar adormecido no tempo, mas um dia ele desperta e então todo o oceano deixa de valer a pena se nossos barcos estiverem assim tão distantes um do outro.&lt;br /&gt;E então, como em uma corrida contra o tempo, você voltará. Depositará toda sua energia em remar de acordo com a nossa maré pra alcançar nosso porto e uma vez lá, soltar o barco sozinho no mar, feliz por ter encontrado o lugar ao qual pertence. Você vai voltar e, antes de subir o cais que dá no porto, vai temer que eu não saiba mais voltar, que tenha ido pra sempre, que não esteja mais disponível pro amor. Você vai voltar e não encontrará meu barco encostado no cais. Ao adentrar em nossa casinha perceberá as luzes acesas, os móveis em seus devidos lugares, a poeira recentemente retirada. Você vai voltar e me encontrar na oficina, cuidando, limpando, conservando o nosso barco para que possamos navegar juntos por aí. Você vai voltar e perguntar sobre o meu barco, sobre a minha viagem, sobre o amor. E eu vou te responder que do meu barco fiz o nosso, da minha viagem nosso repouso, da sua fuga minha espera e do nosso amor minha única certeza. Você vai voltar e sussurrar que, previsíveis como dois barcos que sempre encontram seu porto, somos apenas duas solidões que sempre encontram seu abrigo: nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Em 21/02/11)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;"Você vai voltar porque, ainda que saiba como ninguém teimar e resistir, você não aprendeu a se acostumar a conviver sem a qualidade dos meus defeitos. (...)E as pessoas vão perguntar se você voltou. E você vai dizer que nem foi. "&lt;br /&gt;(Gabito Nunes)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8447534114318452686?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8447534114318452686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8447534114318452686&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8447534114318452686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8447534114318452686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/03/dois-barcos.html' title='Dois barcos.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-H0gNHwn0D9o/TWLvIGbdasI/AAAAAAAAAYU/62WDNorqERI/s72-c/tumblr_l7lknlLFKJ1qcoda9o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7086853616606344353</id><published>2011-02-26T18:01:00.001-03:00</published><updated>2011-02-26T18:01:14.544-03:00</updated><title type='text'>Sétimo andar.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-oKYFHCue-7M/TWlnuOP4EnI/AAAAAAAAAYo/N39xBVUG1pY/s1600/tumblr_l8jsahsdzn1qdbbywo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="https://lh6.googleusercontent.com/-oKYFHCue-7M/TWlnuOP4EnI/AAAAAAAAAYo/N39xBVUG1pY/s320/tumblr_l8jsahsdzn1qdbbywo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você entra num táxi a caminho de lugar nenhum e eu, da janela do 7º andar, sorrio o sorriso irônico de quem sabe que na próxima esquina você mandará o táxi dar meia volta e te levar ao lugar de onde você sabe que nunca deveria ter saído. Mas o relógio na parede indica o tempo passando e parece que a esquina desenhada no roteiro apenas pra você virar, foi apagada por alguém que, sabendo do meu jogo, resolveu que era a hora do feitiço virar contra o feiticeiro, como diz naquela frase clichê que você tanto odeia. E agora, se nem do 7º andar consigo te ver, me pergunto onde andará o táxi que naquela manhã de sol te levou pra cada vez mais longe de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não era pra ser assim, entende? Eu só queria que fosse seu o próximo passo. Reconheço que criar esse jogo foi um passo em falso meu, mas é que em meio à tantas decisões e separações que ameaçam vir sobre nossas cabeças, eu precisava ter a certeza de que a decisão de te levar comigo por onde quer que eu fosse, decisão que eu já havia tomado desde a primeira vez que você disse baixinho, meio com medo de dizer, que me amava, era realmente a coisa certa a se fazer. Eu precisava saber se pra você também era fundamental que estivéssemos juntos, não importando o que a vida jogaria sobre nossos ombros. Eu te mandei embora naquela manhã porque achei que a prova de amor que eu precisava viria logo em seguida, quando você viraria aquela esquina planejada por mim e viria correndo dizer que me amava. Entende meu medo, pequena, eu só precisava saber que você me amava além do que costumava me dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só agora vejo que o seu amor era provado quando você largava compromissos para estar comigo, quando surgia, sem que eu ao menos esperasse, um eu te amo na tela do meu computador, quando você sentava comigo num meio fio e me ouvia como se meus problemas fossem a coisa mais grave do mundo e você precisasse resolvê-los um por um. Não precisava, amor, estar contigo era a resolução perfeita, eu descobri agora quando eles ainda existem e dessa vez sufocam meu peito porque não te tenho aqui para dividi-los. Cadê você, pequena, pra onde aquele carro te levou naquela manhã? Por onde você anda enquanto a sua secretária eletrônica diz com aquela sua voz envergonhada que você no momento não pode atender? Me assusta pensar que a sua decisão seja realmente estar longe de mim, visto que se fosse apenas orgulho você jamais se manteria distante. Talvez meus argumentos para nossa distância tenham te convencido, mas você é teimosa, lembra? Cadê a menina cabeça dura que vai à luta pelo amor? Luta por mim, amor? Luta contra todas essas minhas convenções e frases feitas. Luta contra esse coração orgulhoso e arquiteto de jogos perversos que carrego comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho te procurado pelas esquinas, morena, em sorrisos e rostos que não são os seus. Vira aquela esquina de uma vez por todas e vem me lembrar o quão burro eu sou. Mesmo que eu não mereça, me dá essa prova de amor. Dessa vez não uma prova de que vale a pena estar comigo, mas uma prova de que ainda há amor dentro de você. Eu não mereço, amor, mas vem, faz a curva e entra de novo na minha rua, na minha vida, no meu 7º andar que desabou sem você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Fiz aquele anúncio e ninguém viu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Pus em quase todo lugar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;a foto mais bonita que eu fiz,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;você olhando pra mim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Alto aqui do sétimo andar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;longe, eu via você."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Los Hermanos)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7086853616606344353?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7086853616606344353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7086853616606344353&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7086853616606344353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7086853616606344353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/setimo-andar.html' title='Sétimo andar.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-oKYFHCue-7M/TWlnuOP4EnI/AAAAAAAAAYo/N39xBVUG1pY/s72-c/tumblr_l8jsahsdzn1qdbbywo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8009701193753605051</id><published>2011-02-24T19:34:00.000-03:00</published><updated>2011-02-24T19:34:47.354-03:00</updated><title type='text'>A viajante.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GWWzJCLn27E/TWWqHOl5VUI/AAAAAAAAAYc/3lOWfpgcwYs/s1600/tumblr_lfnficKpkd1qd10syo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="259" src="http://3.bp.blogspot.com/-GWWzJCLn27E/TWWqHOl5VUI/AAAAAAAAAYc/3lOWfpgcwYs/s320/tumblr_lfnficKpkd1qd10syo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De novo, a hora chegou. Você adiou enquanto pôde. Escondeu a passagem no fundo falso da gaveta, deixou a mala onde não era possível vê-la, fez de conta que tudo seria o mesmo quando os relógios do tempo completassem a volta. Mas a hora está cada vez mais próxima e o fim da estrada há algum tempo aponta na linha do horizonte. Você já pode vê-lo, quase tocá-lo, completamente sentí-lo. As suas malas já estão cheias, o álbum de retratos repleto de rostos conhecidos, a viagem tem data marcada. É hora de deixar a cidade. De ir habitar em outro lugar que ainda não se sabe. Uma cidade nova inteirinha pra você, novos sonhos, novos rostos no álbum, novas histórias, novas coisas a aprender. Vai ser bom respirar ar puro e novo. Os olhos gostarão de observar uma nova paisagem, procurar novos abrigos, encontrar novos rumos. Os ares de uma nova cidade sempre nos impulsionam a correr, a buscar o melhor, a descobrir de uma vez todas as ofertas. O novo é bom, mas ainda não te pertence. O velho é teu. E é dele de quem você se despedirá em breve. Fará falta a rotina, as vozes conhecidas, os rostos inconfundíveis. É difícil deixar uma cidade onde os vínculos foram formados a base de muita união, onde tudo foi verdadeiro e intenso: as lágrimas, os sorrisos, os gritos. É difícil aceitar ir, é impossível não olhar pra trás, é inevitável precisar partir. Mas a&amp;nbsp;vida é feita de partidas e chegadas, acostume-se. Nessa sua nova jornada, leve isso como lição: estamos todos partindo o tempo todo. Os lugares não são pra sempre, são apenas estações. Onde paramos pra esvaziar a mala, colocar coisas novas, descobrir a próxima parada. Não se assuste com os ponteiros que não param. Não se assuste com as pessoas que vão, porque além delas, existem aquelas que ficam. Os lugares não são pra sempre, mas as pessoas que importam são.&lt;br /&gt;Do passado, do lugar que fica pra trás, leve apenas o que for bom. Carregue com você aquele vento e aquela velha sensação de noite chegando. Grave todas as cores, todos os &lt;em&gt;cantos e quinas&lt;/em&gt; que têm história, todas as risadas que um dia ao ecoarem te fizeram se sentir em casa. Não se assuste se um dia a bagagem estiver leve demais e parecer ter havido esquecimento; não é nada disso, acontece que certas lembranças impregnam na gente e viram uma parte de nós, ficam conosco em tudo o que somos, às vezes adormecem, é verdade, mas logo um cheiro, um som, uma imagem, a fazem acordar e você as sabe presentes.&lt;br /&gt;Devo dizer que a saudade será sua companhia diária e que aquela lágrima solitária que cai sem som algum, é só o coração querendo estar perto, querendo estar junto, querendo estar pra sempre onde esteve um dia. Não tenha medo do futuro, ele em breve chegará e cobrará de você coragem. Pra se arriscar no incerto. Se atirar sem cinto de segurança no que há pra ser descoberto. Haverá gente nova. Haverá sorriso, choro, grito, dor. Haverá todos esses ingredientes que fazem a vida ser o que é. Não tema. Vá com tudo o que és. Torne-se o que você sonhou. Conheça aquele tipo de gente que faz seu coração vibrar. Ame o novo, mas não abandone o velho. Reveja sempre os cartões-postais da sua antiga cidade, mantenha contato, mostre se importar com o que aconteceu e se orgulhar de tudo o que fostes. Dance feito bailarina, com pés suaves e sem pressa, todas as músicas tocadas pela vida, especialmente aquelas que te fizerem sorrir. Você, viajante, tem um mundo inteiro pela frente e todos esses sonhos sonhados antes de dormir são sinais importantes sobre o que deves fazer, não os abandone, não deixe que digam ser impossível. Lute. Por cada um deles. E se algum deles se perder pelo caminho, um novo sonho cairá de para-quedas no teu coração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa Viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito em 17/11/10, em época de término do colégio e incerteza sobre o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8009701193753605051?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8009701193753605051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8009701193753605051&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8009701193753605051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8009701193753605051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/viajante.html' title='A viajante.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GWWzJCLn27E/TWWqHOl5VUI/AAAAAAAAAYc/3lOWfpgcwYs/s72-c/tumblr_lfnficKpkd1qd10syo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7448825236724960660</id><published>2011-02-21T11:46:00.000-03:00</published><updated>2011-02-21T11:46:34.412-03:00</updated><title type='text'>Madrugada.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-w0pdQX3M3wk/TWJ5Hkf_PwI/AAAAAAAAAYQ/zUnWzwi9gI4/s1600/tumblr_lgxjwcfmud1qc5ahro1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://4.bp.blogspot.com/-w0pdQX3M3wk/TWJ5Hkf_PwI/AAAAAAAAAYQ/zUnWzwi9gI4/s320/tumblr_lgxjwcfmud1qc5ahro1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É tarde da noite e penso em você. Deitada na cama reviro meu quarto com os olhos e não encontro nenhum vestígio seu aparente, mas sei que por trás da porta do armário você se esconde em pequenas caixas, em palavras quase desbotadas numa folha de papel. Por um momento me sinto como o meu quarto - sem nenhum vestígio de você por fora, mas por dentro um poço de lembranças e saudades que compõem o você que carrego comigo. Sonhei com você três noites seguidas e acordei com o coração acelerado acreditando que o telefone tocaria ou chegaria um e-mail, qualquer coisa que dissesse que o amor encontrara enfim forças pra vencer. Mas depois, o mesmo coração assolado bateu mais forte ainda, ao som da ficha que antes de cair rodopiou cem vezes no chão - não havia você, nem a esperança da sua voz, nem a possibilidade de te encontrar no dia seguinte. Não há você. Em nenhum canto aparente da casa, em nenhuma dobrinha do meu sorriso, em nenhuma foto do outdoor da minha vida. Tudo o que há agora é um você escondido, um clandestino que abrigo contra a vontade de todos os que me cercam, um sequestrador de sonhos e coração que eu mantenho na memória mesmo que doa e que o preço do resgate seja alto demais pra mim. Só há você nos meus pensamentos - em todos eles. Só há você numa pasta escondida do computador, numa caixa entulhada em algum canto não visitado do meu armário, no mundo dentro de mim que ninguém conhece. É tarde da noite e a saudade não me deixa dormir. É tarde da noite e penso em você. Não porque seja tarde da noite, mas porque te amo, vinte e quatro horas por dia, sem intervalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Da série "achados em meio aos rascunhos", escrito em 15/12/10.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7448825236724960660?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7448825236724960660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7448825236724960660&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7448825236724960660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7448825236724960660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/madrugada.html' title='Madrugada.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-w0pdQX3M3wk/TWJ5Hkf_PwI/AAAAAAAAAYQ/zUnWzwi9gI4/s72-c/tumblr_lgxjwcfmud1qc5ahro1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7337678789409766929</id><published>2011-02-15T08:55:00.000-02:00</published><updated>2011-02-15T08:55:45.009-02:00</updated><title type='text'>Parabéns à moça do sonho.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d_MqgLOLVRc/TVkzDztuDQI/AAAAAAAAAYE/ZIhQbuf2zBc/s1600/100_4817.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-d_MqgLOLVRc/TVkzDztuDQI/AAAAAAAAAYE/ZIhQbuf2zBc/s320/100_4817.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim, qualquer coisa escrita com o coração é digna de ser lida e admirada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode realmente nunca ter me dito isso, mas tomei essa frase como seu principal ensinamento ao longo desses últimos meses. Como eu aprendi com você? É fácil. Observando-te. Aos poucos aprendi a traduzir seus textos e a ler seus olhos, a identificar tons de alegria e infelicidade em seus gestos ou palavras. Formei em mim um ser apaixonado, um amante, e aprendi a ler e a escrever para jorrar emoções, a expressar o que eu sinto sem medo algum. Consegui entender que não devo tentar controlar as ações do coração, mas sim deixar que ele me leve por caminhos novos e me aventurar, conquistar novas áreas da vida e, consequentemente, crescer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem diria que aquela que se dizia uma garotinha sonhadora e magricela cresceu pra se tornar uma mulher mais sonhadora e magricela ainda? Eu diria. Assim como todas as pessoas que um dia te conheceram, eu também soube no exato momento em que realmente te vi, com os olhos da alma, que você nunca mudaria, nunca abandonaria seus objetivos e desejos, nunca deixaria de ser criança, de pular, gritar, brincar quando desse vontade.Não minta pra mim, não negue que brincava junto às outras estrelas no céu que um dia foi azul (hoje pintaram de amarelo, sacanagem né?), não venha me falar que nunca rodopiou ou jogou três cortes com uma latinha ou copinho em pleno pátio do colégio ou que apaixonadamente se perdia no meio dos livros e pensamentos distantes. Pois é, eu estava lá, mesmo estudando ou vendendo trufas, eu vi e muitas vezes, mesmo que parecesse estranho, participei dessas brincadeiras infantis que aos poucos foram me deixando incrivelmente mais forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo confessar que andei me perdendo em seus textos e viajando em seus sonhos, mas foi porque fui contagiado pela paz que eles me transmitiam, paz essa que gostei tanto que comecei a produzí-la sozinho e pouco a pouco fui vendo que os seres humanos ainda têm esperança, que litros de dor e medo podem ser facilmente superados por gotas de amor e bondade, que brilhar e vencer não são atitudes difíceis, são apenas trabalhosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Várias vezes li sobre uma moça que ficava acordada até tarde escrevendo, lendo ou ouvindo música, mas eu sei que ela estava fingindo, sei porque você é uma poetisa, e todos os poetas são fingidores, nós (ou vocês) inventamos coisas para nos sentirmos melhores, para aliviar e sossegar um coração perdido ou ferido, são apenas verdades contadas com uma pitada de criatividade e um toque de imaginação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é assim, pelo menos não inteiramente, é uma líder em potencial, uma organizadora de eventos pouco operacional e lá no fundo, bem no fundo, é decidida mesmo que suas decisões te levem à incertezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprenda agora algumas coisas comigo: não existe muro alto o suficiente que não possa ser pulado com ajuda, não existe dor que não possa ser superada com amizades e não existe sonho que não possa ser realizado por você. Essas foram algumas das lições que você me ensinou, inconscientemente, sem falar uma palavra e sim conversando com os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns pra você e muitos anos de vida, seja feliz pra sempre e continue rindo da maneira engraçada de sempre. Olhe, sorria, fale, abrace, escreva, leia, ame e exista. Faça isso e continuará fazendo dos seus sonhos únicos e especiais. Brilhe onde estiver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Escrito por João Pedro, o futuro blogueiro.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7337678789409766929?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7337678789409766929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7337678789409766929&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7337678789409766929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7337678789409766929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/parabens-moca-do-sonho.html' title='Parabéns à moça do sonho.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-d_MqgLOLVRc/TVkzDztuDQI/AAAAAAAAAYE/ZIhQbuf2zBc/s72-c/100_4817.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8070061047092327982</id><published>2011-02-13T14:03:00.000-02:00</published><updated>2011-02-13T14:03:02.780-02:00</updated><title type='text'>Para a Amiga que descobri.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TUNjJaw3oeI/AAAAAAAAAW4/O0MWWyNx_NQ/s1600/OgAAAHt_SRnt4-SSXT1Qp-z0BpizL8VQM2f3wzxqWSXHdmhUoG82kZwESZVS2uT1fcxZCu6RC8XwKHkro4pEG1y4J9gAm1T1UK6Rr55AM1kt9j2toH8CSr5LLsHl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TUNjJaw3oeI/AAAAAAAAAW4/O0MWWyNx_NQ/s1600/OgAAAHt_SRnt4-SSXT1Qp-z0BpizL8VQM2f3wzxqWSXHdmhUoG82kZwESZVS2uT1fcxZCu6RC8XwKHkro4pEG1y4J9gAm1T1UK6Rr55AM1kt9j2toH8CSr5LLsHl.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei muito sobre como começar isso aqui. Só que tudo pareceu clichê demais e nada me agradou, não que eu não goste de clichês, porque gosto, mas porque acho que clichê não combina com a nossa amizade. Resolvi começar então com uma confissão: a sua amizade foi uma das maiores conquistas - e revelações - desse ano que passou. Agora imagino você vermelha de vergonha ao ler isso e eu ficaria também se tivesse que te dizer pessoalmente - e, confesso, provavelmente não diria. Mas ainda bem que consigo me expressar com palavras - ainda que bobas - escritas, acho importante deixar que saibam o quanto sinto, me importo e agradeço. Taí, Gabriela Machado do Amaral, ou Gabs para os íntimos, é nesse ponto que eu queria chegar: eu me importo muito, te agradeço muito e te amo muito, ainda que nem sempre pareça e ainda que ambas tenhamos outras amizades maiores e mais frequentes. Sabe, é que eu nunca imaginei que a bebezinha do primeiro ano, aquela menina que olhava torto quando comentávamos &lt;i&gt;"gastar dinheiro", &lt;/i&gt;que não podia combinar 393 e saia, que nem sempre compartilhava da mesma opinião que as estrelas, fosse se tornar minha Amiga - assim mesmo, com A maiúsculo. Claro, éramos amigas sim, convivíamos, fazíamos trabalhos, ríamos juntas, mas mesmo assim ainda havia uma distância - um abismo entre nós. E agora olhando com clareza de onde estou, vejo que foi no momento em que as turmas mudaram que nós - todos nós - percebemos o quanto a nossa amizade era importante, essencial, vital. Daí corremos e nos agarramos em nós, numa espécie de nó impossível de desatar. Então, quem não olhava pra direita começou a olhar, quem não olhava a esquerda resolveu mudar a direção dos olhos e, de repente, te vi. E te emprestei livros, compartilhei músicas, autores, histórias. E me permiti seus livros, suas histórias, seus modos de pensar, seus vícios e paixões. Tá certo que nem sempre entendi, como você também nem sempre entendeu os meus, tenho certeza, mas sempre permaneci aqui. Me permitindo conhecer mais da amiga que em breve você se tornaria. E se tornou. Me abraçou quando o meu mundo desabou, me fez companhia quando eu precisei estudar, disse tantas vezes também ter ido mal nas provas - mesmo tendo se saído super bem - pra me confortar. Dividiu suas paixões, seus sonhos, suas taras. E se isso tudo não for amizade, eu juro que não sei o que essa palavra significa. Não, não é uma amizade comum, eu não te mando depoimentos todos os dias, não te abraço a cada 5 minutos, não te ligo pra fofocar como as migs devem fazer. Martha Medeiros, aquela moça em quem te viciei, disse em algum texto bem escrito que existem vários tipos de amizade, inclusive aquelas em que essas demonstrações não são necessárias porque estão implícitas nas atitudes que são tomadas. E, como diria você, posso dizer? eu vejo amizade em pequenas atitudes que você toma. Esse é o jeito Gabs de ser amiga, eu aprendi com o tempo. Vai parecer papo de mãe, tia, ou sei lá o quê, mas eu posso dizer que te vi crescer. Da viciada em &lt;i&gt;Páginas da Vida&lt;/i&gt; à viciada em &lt;i&gt;Bones. &lt;/i&gt;Da protegida que não pegava 393 à noite à destemida que foi pro Centro à noite - sozinha. Da chatinha que revira o olho diante de nossas programações estrelares à super badalada migs que topa qualquer parada. Da metida que não suportava a &lt;i&gt;ralé &lt;/i&gt;à supersimpática que vivia mais na &lt;i&gt;ralé&lt;/i&gt; do que na "elite".&amp;nbsp;Da menininha segundo lugar que entrou no primeiro ano à universitária que saiu do terceiro ano. E é pra lá que você vai agora. Uma criança de 17 anos numa faculdade, uma descontrolada solta no centro da cidade, uma maluca que resolveu prometer me acompanhar em surtos teatrais. Pra terminar o texto, eu ia dizer pra você não se afastar e lembrar pra sempre de mim, das estrelas, dessas coisas todos que dividimos. Mas alguma coisa me diz que não preciso. Alguma vozinha aqui na minha mente me diz que você vai ser a louca que me acompanhará em outras grandes aventuras, que trocará sms comigo durante as aulas, que fará os telefones das outras estrelas tocar e tentará marcar novos encontros que não deixem o brilho que hoje existe se apagar. Então, vou só desejar feliz aniversário. Muito sucesso e muita sabedoria pra essa sua nova fase. Um namorado tipo o teu &lt;i&gt;Caquinho.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Um futuro brilhante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te amo, Amiga. Fico muito feliz por ter escrito tudo isso e depois ao ler ter certeza de que tudo o que escrevi é verdade. Sem exageros. É tudo sincero. Meio dramático, eu sei, mas o Edshow já disse como eu sou né? você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?&amp;nbsp;Acho que é amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta legalenga de novo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se jogue no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto ns suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços, só que liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Martha Medeiros)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8070061047092327982?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8070061047092327982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8070061047092327982&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8070061047092327982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8070061047092327982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/para-amiga-que-descobri.html' title='Para a Amiga que descobri.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TUNjJaw3oeI/AAAAAAAAAW4/O0MWWyNx_NQ/s72-c/OgAAAHt_SRnt4-SSXT1Qp-z0BpizL8VQM2f3wzxqWSXHdmhUoG82kZwESZVS2uT1fcxZCu6RC8XwKHkro4pEG1y4J9gAm1T1UK6Rr55AM1kt9j2toH8CSr5LLsHl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6341417466045447266</id><published>2011-02-10T14:19:00.001-02:00</published><updated>2011-02-14T11:36:04.588-02:00</updated><title type='text'>O menino do sorriso na escada.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_0W_xd8UJts/TVQO4GbA8oI/AAAAAAAAAYA/ztrhFzsZG9M/s1600/tumblr_lgdcnpuKGa1qb74w9o1_500_large.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-_0W_xd8UJts/TVQO4GbA8oI/AAAAAAAAAYA/ztrhFzsZG9M/s320/tumblr_lgdcnpuKGa1qb74w9o1_500_large.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia tempo que eu o observava, rindo com os amigos, falando com seu jeito peculiar, fazendo graça sem nenhum esforço. Talvez tenha sido isso o que atraiu meu olhar, ou talvez algo que ainda não descobri.&amp;nbsp;Não sei ao certo o que vejo para não tirar os olhos dele, como também não sei o que não vejo para conseguir mudar a direção do olhar. Assim como ele também não sabe. Mas há entre nós algo que prevê acontecer. Por trás dos nossos desvios de olhares quando passamos, da nossa falta de jeito de nos mantermos inteiros quando próximos, da nossa procura disfarçada. Talvez seus olhares sejam apenas curiosidade e sua procura apenas dúvida se aquela menina calada fala e sua falta de jeito nada mais que inabilidade para tratar com pessoas que não se entregam facilmente, seja numa conversa ou no que for. Também pode ser que, apesar de verdadeiro isso que acontece entre nós e que não cabe a mim nomear, nada mude e continuemos assim: correspondentes de olhares e sorrisos, fuga um para o outro numa multidão, distantes e próximos. O que importa para mim é saber que alguém presta atenção em mim e que eu, mesmo com tantas feridas e marcas, ainda sou capaz de atrair olhares que não de pena.&amp;nbsp;Fazia tempo que meus olhos não se encorajavam a desviar do chão ou do céu ou daquele ponto fixo na parede. Agora eles o procuram em meio a multidão e quando encontram, brilham. Fazia tempo que eu não esperava pela presença de alguém e não acreditava que alguém pudesse esperar pela minha. Até ele aparecer. Talvez nossa aproximação nunca aconteça e jamais passe de um "Oi" sussurrado. Contanto que ele continue a sorrir para mim, tudo ficará bem. Como naquele dia, naquela escada escura, quando lá de cima ele olhou e sorriu. Foi a primeira vez que meus olhos não fugiram quando encontraram os dele. Foi a primeira vez que ousei sorrir e encarar a nova possibilidade que a vida colocava diante de mim. E foi ali, pela primeira vez, que os olhos dele disseram que fugir do mundo não era a solução. Então agora todos os dias decido dar um passo para fora desse esconderijo que criei para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que embora em meus sonhos eu já me sinta pronta para outro rumo e já tenha ido além do que nós dois somos e possuímos hoje, a questão é que não quero forçar nada. E, principalmente, não quero usá-lo como tampa para os buracos que possuo, ou apenas como preenchimento para os vazios que surgiram em mim. Se hoje ele ousasse avançar mais um passo, eu o rejeitaria como quem rejeita uma fruta tirada fora de época. Ainda não estou pronta para colhê-lo, caso fosse necessário.&amp;nbsp;Meus olhos ainda precisam aprender a focar nele - e só. Meu coração precisa de tempo para aprender a batida que sai do coração dele e jamais compará-la a qualquer outra que ainda soe dentro de mim. Espero que ele perdoe os meus olhos que dizem o que querem, mas que meu coração ainda não decidiu se quer.&amp;nbsp;Devo avisar que sou dessas loucas incomuns hoje em dia que só se entregam quando têm certeza e que quando têm certeza jamais abrem mão.&amp;nbsp;Se ele quiser me ouvir além do que os meus olhos e dedos contam, ainda deverá aprender a lidar com a minha timidez - esse monstro invisível que carrego e um dia ousaram supor irreal. Ainda não é o tempo, e caso ele chegue, o ajudarei. Enquanto não nos aprontamos nem temos certeza do que acontece, o continuarei observando calada, deixando que o sentimento tenha o livre arbítrio de existir ou não. E que ele, ali onde está, faça o mesmo. Me observe de canto de olho, me encare no meio da multidão, e, sobretudo, sorria para mim. Que ele me ensine todo dia, como naquela escada, que é chegado o tempo de sorrir para o que a vida trará.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Um misto de sonho com realidade inventada e um narrador que - infelizmente - não sou eu.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6341417466045447266?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6341417466045447266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6341417466045447266&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6341417466045447266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6341417466045447266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/o-menino-do-sorriso-na-escada.html' title='O menino do sorriso na escada.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_0W_xd8UJts/TVQO4GbA8oI/AAAAAAAAAYA/ztrhFzsZG9M/s72-c/tumblr_lgdcnpuKGa1qb74w9o1_500_large.png' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5466574796961581846</id><published>2011-02-05T11:06:00.000-02:00</published><updated>2011-02-05T11:06:06.078-02:00</updated><title type='text'>Hoje é dia de (Marcelly) Maria.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TU1JVkY04xI/AAAAAAAAAX4/zGkTh0Rk3Vs/s1600/OgAAALW36cOA7TLGACqxzokEKKFDoruiV05fU3KZcabJNvO45YrCiDUNYQHW9Eg3zahKb-vihp3K0aaB9oGnfz4Hrr0Am1T1UAph8K3ULgONyyL0yvOdz6ayv7PE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TU1JVkY04xI/AAAAAAAAAX4/zGkTh0Rk3Vs/s320/OgAAALW36cOA7TLGACqxzokEKKFDoruiV05fU3KZcabJNvO45YrCiDUNYQHW9Eg3zahKb-vihp3K0aaB9oGnfz4Hrr0Am1T1UAph8K3ULgONyyL0yvOdz6ayv7PE.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;São quase onze horas da véspera do seu aniversário e eu começo a me desesperar por ainda não ter feito o seu texto - que já é uma tradição pra mim e não, não pode deixar de ter. Os textos que escrevo pra você, em forma de depoimentos, recados, ou seja o que for, sempre saem naturais, sem preocupação com o que vou dizer, as palavras simplesmente vão vindo e se encaixando em seu devido lugar, sem maiores trabalhos e dores de cabeça. Confesso que pensei em não te escrever nada, devido a minha notável falta de inspiração/vontade de escrever, mas no fim decidi abrir a página e deixar a amizade me levar pelo caminho que ela quisesse seguir. E olha, tenho então muito a dizer. Porque comecei como sua segurança, quando você ainda era uma menina meio estranha, que não falava com ninguém, mas tinha o (des)prazer de ser perturbada pela nossa querida ave de estimação e terminei te tendo como bebê oficial. A menina que mesmo ainda quietinha, mostrou-se tão - e acrescente intensidade ao tão - engraçadinha. E assim, de agregada das estrelas, foi conquistando espaço - e corações - e acabou sendo peça fundamental, perninha que mantém o grupo de pé e que quando esconde o seu brilho faz todo mundo sentir a diferença e sair correndo pra procurar a tomada que a ligue novamente e faça acender todo a luz que tentou se apagar.&lt;br /&gt;Talvez hoje você esteja nos seus dias de isolamento - lembra deles? -, passeando pelo pátio com seu casaquinho preto mesmo debaixo do sol de Realengo, com seus bracinhos cruzados ou passando o recreio trancafiada numa sala. Dias assim acontecem, quem sou eu pra dizer que não? Às vezes parece mesmo que o sol lá fora, por mais que possa ser visto, não pode ser sentido e só o que há é frio e solidão. Às vezes a gente precisa mesmo se guardar, economizar o brilho, reunir forças pro amanhã - chamam isso de auto-conhecimento. E, claro, mesmo cercado de um monte de gente, todos têm o direito de se sentir especialmente sós - por tantos motivos que não vêm ao caso. Eu sei disso tudo, eu passei por isso tudo, mas eu escolhi não deixar isso tudo me dominar. E é só o que eu quero dizer pra você: escolha vencer. Escolha levantar hoje, no seu dia, e olhar pro sol e arriscar sentí-lo, não importa a barreira, dispense o casaco e todos os protetores, deixe o sol tocar em você e ir clareando todos os quartinhos escuros da sua mente. Entre a esperança e a descrença, opte pela esperança. Não importa se te chamarão de louca, se não puderem enxergar a luz que você vê no fim do túnel, o que importa é que você sinta e essa esperança te faça caminhar. No meio do caminho tudo se resolve, se explica, se adequa ao sorriso no nosso rosto. A vida é assim mesmo, gosta de surpresas. O nosso coração então, gosta de se enganar. A gente vai lá e cisma com algo até que pareça o melhor, mas existe alguém lá em cima que sabe o que está fazendo, que sabe por onde conduzir nossa vida e nossos sonhos. É, concordo que nem sempre dá pra entender, o melhor parece o pior aos nossos olhos, a gente pensa que não vai dar, que o sol que hoje não se pode sentir amanhã vai deixar de aparecer, mas não. Disseram por aí que Deus sabe o quanto a gente pode suportar. E, quer saber, bebê? você é forte. Você saberá lidar com toda mudança de planos, porque eu tenho certeza que você é daquelas que deixa a vida nas mãos de quem entende das coisas: nosso querido Papai do Céu.&lt;br /&gt;Hoje é dia de Maria e eu venho te convidar pra sair dessa sala fria e correr pelo pátio comigo. Me deixa tirar a moleca do teu pé, te fazer rir com alguma piada idiota, deixa que as estrelas te ajudem a brilhar mais forte. Você nunca estará sozinha, e por isso mesmo não há porquê se esconder. Nós sempre iremos te encontrar, fazer seu telefone tocar, onde quer que você esteja. Um dia prometemos que seria pra sempre e será. E pra sempre, na minha visão, não só significa algo que vai durar por todos os dias da nossa vida, mas também algo que existirá nos dias ruins e nos dias felizes. Mesmo que você - como sempre rs - prefira não falar, ficaremos de pé ao teu lado. E quando você for dar o seu grito de vitória, tenha certeza de que estaremos lá, nos unindo a sua voz e fazendo-o ser mais forte. Porque se amigos são pra essas coisas, imagine estrelas. Estrela sozinha não sobrevive à escuridão da noite. Estrelas precisam de estrelas. E nós estamos aqui dispostos a sermos o que o nosso nome diz: Estrelas. E sabe o que estrelas fazem? Brilham na escuridão. Então, o que você está esperando pra tirar esse casaco preto e sair dessa sala? Vem. Do lado de cá você tem abraços, sorrisos, felicitações e agradecimentos. Você é muito importante, Marcelly Maria, e todos nós sabemos que uma Marcelly como você, Marcellyy com dois y's, a gente não encontra todo dia.&lt;br /&gt;Feliz Aniversário, bebêzinha, os votos a gente não precisa dizer, porque ficam subentendidos em cada entrelinha dessas linhas definitivamente escritas com o coração.&lt;br /&gt;Eu te amo, amiga, bora ali ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TU1JL3NhrII/AAAAAAAAAX0/O08sOrTFCiw/s1600/OgAAANZOVx3CehSSdjMAhNoGnZ3tsM5iBnKA3c6YZoS_0sdRjWiGNha7TbqM_Bav5ff8n-KjX1BKRpAPIHX7aKABYdcAm1T1UOxL3UmtTcnjnAYk1mRX3XrXFzlI.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TU1JL3NhrII/AAAAAAAAAX0/O08sOrTFCiw/s200/OgAAANZOVx3CehSSdjMAhNoGnZ3tsM5iBnKA3c6YZoS_0sdRjWiGNha7TbqM_Bav5ff8n-KjX1BKRpAPIHX7aKABYdcAm1T1UOxL3UmtTcnjnAYk1mRX3XrXFzlI.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E pra você sorrir, eu pago até mico expondo uma foto dessas. Nem ligo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(HUIAHSUIAHSIUHASIUHAISUHAUSHIUASHUAHS)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5466574796961581846?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5466574796961581846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5466574796961581846&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5466574796961581846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5466574796961581846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/02/hoje-e-dia-de-marcelly-maria.html' title='Hoje é dia de (Marcelly) Maria.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TU1JVkY04xI/AAAAAAAAAX4/zGkTh0Rk3Vs/s72-c/OgAAALW36cOA7TLGACqxzokEKKFDoruiV05fU3KZcabJNvO45YrCiDUNYQHW9Eg3zahKb-vihp3K0aaB9oGnfz4Hrr0Am1T1UAph8K3ULgONyyL0yvOdz6ayv7PE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1604082049650147732</id><published>2011-01-29T13:11:00.001-02:00</published><updated>2011-01-29T19:31:42.820-02:00</updated><title type='text'>Amanhecer.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TUQsMsJW0GI/AAAAAAAAAW8/r2KHsOflZkk/s1600/tumblr_l735xaD5BO1qcl1vfo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TUQsMsJW0GI/AAAAAAAAAW8/r2KHsOflZkk/s320/tumblr_l735xaD5BO1qcl1vfo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Parece noite, sabe? Céu escuro, silêncio, o vento passando pelas calçadas e arrastando as folhas e eu aqui: parada perdida precisada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas mesmo à noite temos as estrelas, você não vê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vejo. Mas ficam lá. Não andam pelo céu e me mostram uma direção, não falam, não dão avisos, sinais. Somos eu, elas e o silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas sempre se pode cantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sempre se pode escrever. Palavras ao vento. Meu grito mudo nesse silêncio que não entendo. Meu pedido de socorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E o socorro vem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vez ou outra. Nem tudo é só noite. Minha vida amanhece também. Surgem sorrisos que têm função de raios solares e que derretem o gelo de qualquer coração. Existem esperanças que se colocam no céu como nuvens e que me fazem deitar nelas e sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então a noite volta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Volta. Esse é o ciclo não é? O dia antecede a noite, a noite precede o dia. Mas nem todas as noites são iguais. &amp;nbsp;Algumas possuem resquícios do dia, uma luzinha ínfima que seja. Só essas que agora não consigo entender, se mostraram escuras em totalidade, completamente solitárias em sua escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas mesmo elas amanhecem, ou não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amanhecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E trazem de volta o som, a luz, a vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É isso o que você precisa entender, é esse o ponto: amanhecer. Apesar de. Encontrar nas noites um descanso pra chegar ao próximo dia. Encontrar nos dias a força necessária pra suportar as noites que sempre vêm. Guardar a esperança num potinho, porque é ela o que te fará viver os dias e sobreviver as noites. Mesmo as noites mais sombrias amanhecem, é certo que tardam, mas sempre amanhecem e trazem de volta o que se perdeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amanhecer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não importa a escuridão, o silêncio, a dor. Levante e &lt;i&gt;amanheça brilhando mais forte*.&lt;/i&gt; Mais forte. Mais f o r t e .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;*O Teatro Mágico&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1604082049650147732?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1604082049650147732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1604082049650147732&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1604082049650147732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1604082049650147732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/amanhecer.html' title='Amanhecer.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TUQsMsJW0GI/AAAAAAAAAW8/r2KHsOflZkk/s72-c/tumblr_l735xaD5BO1qcl1vfo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-4555155044305288486</id><published>2011-01-27T19:57:00.001-02:00</published><updated>2011-01-27T20:02:24.713-02:00</updated><title type='text'>Para a estrela de Big Field.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TT9Qrx-ro6I/AAAAAAAAAW0/X7_kvIwQ1c4/s1600/SDC19460.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TT9Qrx-ro6I/AAAAAAAAAW0/X7_kvIwQ1c4/s320/SDC19460.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foi fácil nem previsível. No início de tudo estávamos lá mas não &lt;i&gt;estávamos&lt;/i&gt;; éramos amigas mas não &lt;i&gt;éramos&lt;/i&gt;; nos sabíamos ali mas não nos conhecíamos. Então onde aconteceu? Não sei ao certo. O fato é que um dia eu olhei pro lado e encontrei a verdadeira moça do sonho. Você, Juliana Alves. Quando achei que fosse a única maluca no mundo, você apareceu. E me contou seus sonhos mirabolantes, seus amores intensos, as dores sofridas, as lições tiradas, suas filosofias e poesias de vida. Eu descobri que não era a única a carregar um mundo inteiro de sonhos na mochila, alguém, ali do meu lado, sabia bem o que eu passava. E por você ser assim, é tarefa difícil escrever pra você. Porque ao mesmo tempo que é quase impossível pra mim fazer seu coração, tão acostumado a frases mais bonitas e intensas do que as minhas, sorrir e sentir especial com alguma palavra escrita é tão fácil fazer um coração tão sensível como o seu sorrir e se sentir especial com essas palavras que não tem outro objetivo se não o de te fazer saber o quão importante você é pra mim. Assim mesmo com todo esse seu jeito que nem sempre todos são capazes de entender. Sendo aquela Ju que não admitia conversa durante as aulas ou aquela que ignorava todas as regras pelo prazer de conversar com um amigo e se sentir essencial pra alguém. Sendo a menina saltitante que girava comigo no pátio durante os intervalos ou a mulher que tinha sempre o que dizer quando um coração precisou de conforto. Você, de todos os seus jeitos e com todos os seus trejeitos, é especial. Quer prova disso? olha pra sua horta sempre tão movimentada. As chuvas que sempre se anunciam por aí, comprovam o quão importante é te ter por perto; o quanto seu coração sensível, seu amor sem medidas, sua entrega absoluta são essenciais. Já não se &amp;nbsp;fabricam mais corações como o seu. Corações que não param na primeira barreira,&amp;nbsp; que não desistem na primeira queda e que não medem esforços pra ajudar. E sabe o que você consegue com tudo isso, entre tantas outras coisas? a minha sincera admiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te admiro pela responsabilidade que você automaticamente puxa pra si em grandes obras, seja na igreja ou no colégio. Só não se cobre demais. Não coloque nos seus ombros todo o peso do mundo, divida-o, se precisar de alguém, deixe meu nome vir à sua mente. Te admiro pela aceitação desse ser que você carrega, por não teres vergonha de assumir que sim, o seu mundo interior é incontáveis vezes maior do que o exterior e é assim que ganharás o mundo e as pessoas. Se aparecerem querendo te diminuir, fazendo sufocar a beleza de tudo isso, descarte do teu caminho. Alguém como você deve ser aceito pelo que é - porque o que se é, é de uma beleza que não se pode contar.&amp;nbsp; Admiro a dedicação com que fazes tudo o que vem à tua mão, desde um trabalho manual à alguem feliz. E sobre isso não tenho o que te dizer, a não ser pra que continues sempre assim, dando o melhor de si, buscando lugares altos sem nunca desmerecer alguém. Admiro a seriedade com que certas vezes olhas para o lado de fora, mas não leve a vida tão a sério, descubra o espaço para que o seu lado meninona - o seu lado Juzão - possa existir. Admiro, inclusive, o que você se tornará, porque com toda essa alma do bem, você certamente brilhará, não duvide. Não duvide e, sobretudo, não desista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que não fui sua &lt;i&gt;dupla&lt;/i&gt;, nem você a minha. Também é verdade que passei longe do título de melhor amiga. Mas não posso deixar de dizer que eu conheço você mais do que gente que esteve bem perto de ti - porque em você eu encontro partes de mim e assim entendo, analiso, descubro. Lembro quando, numa tarde quente, dentro de uma biblioteca filosofando sobre ventila-dores enquanto deveríamos fazer algum trabalho impossível de matemática, você disse que sentia falta de falar, de ter alguém pra conversar, pra te entender, uma amiga pra te ver sozinha num canto e não te deixar ficar lá, te chamar pra perto, andar contigo pelo pátio, ser alguém pra dividir uma vida. Eu quis dizer que eu poderia ser essa amiga, mas fiquei quieta porque, além de não ter no momento condições emocionais pra realizar o sonho de alguém, era um pouco tarde demais. E foi o que aconteceu: a tarde chegou. O colégio acabou. A rotina virou lembrança. As lembranças viraram fotografias. Só a amizade restou. E o pátio agora é outro, chamam de vida real. Nos jogaram nela, mas não há motivos para sustos, iremos juntas - eu, você, as estrelas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, ano novo, você novo, idade nova, te convido pra andar por esse pátio comigo, de mãos dadas pra nunca nos afastarmos, dividindo dores, amores, conquistas. Vamos juntas, Juzão. Pra nossa nova vida, que será do jeito que nossos corações sonhadores pensaram um dia. Você merece. Tudo de bom. Todo sucesso do mundo. Porque você é alguém que saberá lidar com ele. Estarei aqui. Aplaudindo o que você é e se tornará. Eu acredito em você, minha amiga. Mantenha sempre o contato, o meu coração precisa das suas histórias pra continuar acreditando na vida, no amor e nas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Eu te amo muito, Juliana Alves Rock'n'Roll.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Feliz Aniversário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-4555155044305288486?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/4555155044305288486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=4555155044305288486&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4555155044305288486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4555155044305288486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/para-estrela-de-big-field.html' title='Para a estrela de Big Field.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TT9Qrx-ro6I/AAAAAAAAAW0/X7_kvIwQ1c4/s72-c/SDC19460.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3572264313932301116</id><published>2011-01-23T16:17:00.000-02:00</published><updated>2011-01-23T16:17:27.274-02:00</updated><title type='text'>Disfarce.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TQ-3yEidLII/AAAAAAAAASU/5a93IKyuJrc/s1600/tumblr_ldlt8j7awF1qas6edo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TQ-3yEidLII/AAAAAAAAASU/5a93IKyuJrc/s320/tumblr_ldlt8j7awF1qas6edo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma lágrima solitária. Sem som, sem cor, sem hora marcada. Rolou do olho ao queixo em questão de segundos e foi embora sem deixar vestígio. Foi um gemido mudo do coração ao sentir a saudade abrindo espaço e conquistando o seu lugar. Foi um grito no silêncio, um protesto ao meu torpor, uma verdade de dentro borrando a máscara de indiferença do lado de fora. Tenho saudade sim. E o coração trai o que eu tento ser. Dói sim. Dói muito, amor. E a lágrima que saiu sozinha foi aquela que não se conformou com o roteiro do nosso filme. De onde ela saiu existem outras - muitas. Só que todas as outras se conformaram, só essa se rebelou. Todas as outras constroem o rio por onde meu coração navega, navega, navega, sem saber ao certo onde vai chegar. &lt;em&gt;Sem direção&lt;/em&gt;, amor. Desde o primeiro dia e da primeira lágrima sem você. O resto foi só disfarce. O coração nunca mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;"We are the lovers&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;If you don't believe me&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Just look into my eyes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;'cause the heart never lies."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;(McFly)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;(Escrito em 14/12/10, achei pequeno e quase desisti de postar, mas como não tenho outro melhor, vai esse mesmo.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3572264313932301116?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3572264313932301116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3572264313932301116&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3572264313932301116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3572264313932301116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/disfarce.html' title='Disfarce.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TQ-3yEidLII/AAAAAAAAASU/5a93IKyuJrc/s72-c/tumblr_ldlt8j7awF1qas6edo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3864373423518220501</id><published>2011-01-18T19:01:00.002-02:00</published><updated>2011-01-18T19:19:00.238-02:00</updated><title type='text'>Motivos.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s3prod.weheartit.netdna-cdn.com/images/6396116/tumblr_lf8ihfGmcn1qgsk1qo1_500_large.png?1295381174" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Tumblr_lf8ihfgmcn1qgsk1qo1_500_large" border="0" height="320" src="http://s3prod.weheartit.netdna-cdn.com/images/6396116/tumblr_lf8ihfGmcn1qgsk1qo1_500_large.png?1295381174" width="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fica mais um pouco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me dê motivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Porque seus olhos me prendem e há algo por trás deles que preciso descobrir enquanto é tempo. Como ontem, quando apareci e seus olhos fixaram nos meus, aparentemente buscando abrigo, fiquei sem saber o que fazer, mas senti vontade de envolvê-los e oferecer descanso, repouso, amor. Porque suas palavras me acertam em cheio e seus silêncios ocupam lugar de causa principal da minha insônia. Porque preciso lê-lo, descobrí-lo, encantá-lo. Porque é cedo. Porque há tempo. Porque é tarde e pode não haver mais tempo. Porque tudo. Porque seu corpo submete o meu à um choque térmico e suas mãos tão grandes, quando entrelaçadas às minhas, têm o poder de me levar à lugares que só haviam em meus sonhos. Porque nós dois, assim entrelaçados, nesse tempo que nos resta e nos é oferecido, temos um mundo inteiro a conquistar. Porque quero acordar de mau humor ao teu lado e esquecer de tudo ao ver seu sorriso refletido no espelho. Porque ao teu lado o dia vale a pena, mesmo quando se resume a nós dois sentados num sofá, você com a cabeça no meu colo e eu com o pensamento em você e na grandeza do que somos - fomos, poderíamos ser. Porque existem os sonhos, lembra deles? tantos ainda não realizamos. Quero andar de mãos dadas contigo ao entardecer, rir numa mesa de restaurante enquanto você elabora diálogos possíveis para o casal da mesa ao lado, sentir tuas mãos passando pelos meus cabelos e fazendo tremer cada célula do meu corpo. Porque quero te sentir. Te sentir meu. Te saber meu. Te escrever meu. Porque quero te mostrar a felicidade que podemos alcançar, te fazer saber que eu posso te fazer feliz e não querer outra pessoa além de mim. Porque quero te contar dos meus muitos eus, te ouvir sobre os seus e nos assistir moldando um ao outro. Porque quero que todos esses versos bobos façam sentido, ainda que a nossa história não o faça. Porque gosto de ouvir suas histórias, de te ver sorrir sem graça, de caber no teu abraço. Porque o seu sorriso ilumina a parte mais sombria da lua e essa luz nunca se apaga, mesmo quando você vai embora. Ah, e porque quando você vai embora, tudo some, tudo morre, tudo fica sem cor. Porque eu me descubro mais eu ao teu lado. Porque você foi o único a ter permissão para me &lt;i&gt;conhecer&lt;/i&gt;, a ter todo o meu coração e a me ouvir dizer as três palavras mais sinceras da minha vida: eu te amo.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porque eu &lt;i&gt;preciso&lt;/i&gt; de você e pode ser que você &lt;i&gt;precise&lt;/i&gt; de mim também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3864373423518220501?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3864373423518220501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3864373423518220501&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3864373423518220501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3864373423518220501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/motivos.html' title='Motivos.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7449288887145442283</id><published>2011-01-13T15:41:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T22:18:27.005-02:00</updated><title type='text'>Você é forte, moça.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TS848tIEC3I/AAAAAAAAATk/Jhwine_dIqw/s1600/tumblr_lduxzbTqoT1qfdql7o1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TS848tIEC3I/AAAAAAAAATk/Jhwine_dIqw/s320/tumblr_lduxzbTqoT1qfdql7o1_400_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levanta, moça, sacode a poeira, tira o luto e vem pra dança. Não deixa aquele sonho tão bonito virar pesadelo. Não deixa as lágrimas continuarem a borrar a beleza do que você é. Não deixa essa saudade te impedir de andar pra frente, ao contrário, faça dela o teu combustível. Afinal, se é no futuro que reside a esperança de que a saudade enfim seja largada nos braços do amor, siga com toda a sua força até ele. O fim não pode ser o seu fim. Você fez o que estava ao seu alcance. Lutou, mostrou, insistiu. Recomponha-se agora. Deixa que as palavras que ficaram em banho-maria na alma do outro, serão cozinhadas ao pouco e no tempo certo a refeição poderá ser feita: um banquete de amor. Não chore por não ter alcançado o seu objetivo, o que importa na vida é a coragem que se tem pra arriscar. Você arriscou, moça, o quanto pôde, arriscou seus sonhos, sua sanidade, seu orgulho. Gritou aos ventos, anunciou em toda esquina, o deixou saber o quanto era amado, agora, retire-se e cuide de ti. Cuide desse coração que insiste em bater, desses olhos marejados, desse corpo cansado. Cuida desse caminho enorme que você precisará percorrer sozinha. E não pense que será impossível, olhe para você e descubra a força que há escondida por trás desses olhos com medo de se entregar, desse sorriso que disfarça toda sua&amp;nbsp;dor, dessas mãos que levantam e escrevem histórias. Vai, moça, o mundo há de ser seu e de todos esses sonhos guardados no fundo falso da gaveta. Não deixe que um coração partido a faça desacreditar em finais felizes, ou que as nuvens te façam duvidar se o sol realmente está ali. Ele está. Se não for possível vê-lo e isso te assustar, o rabisque no céu com suas próprias mãos. O invente e se reinvente sempre que a vida exigir&amp;nbsp;isso de ti. Não desista, moça, durante todo o percurso repita para si mesma: não desistirei. Um dia você encontrará um porto. Um coração como o teu, um amor maior, uma razão oculta nessa dor que hoje samba no teu peito. Reme teu barco e o leve para águas tranquilas, sem medo de se afastar demais do lugar onde estava. Aquele barco que um dia navegou junto ao teu, te encontrará onde estiveres se assim tiver que ser. Prossiga. Escreva, grite, chore, mas sem parar, faça tudo isso andando sempre em frente. Sinta saudade, &amp;nbsp;mas siga&amp;nbsp;sem medo. Faça tudo sabendo que os riscos estão sempre a beira do caminho. Navegue por águas mansas sabendo que a tempestade pelo menos uma vez se anunciará. Cultive um jardim sabendo que as pragas precisarão ser vencidas. Ame sabendo que corre o risco de sobrar sozinha com o coração na mão. Só não desista. Você é forte, moça. E se suportou tudo isso até aqui, você consegue ir muito além. Eu acredito em você, acredite também. Talvez seja isso o que falta: você olhar no espelho e&amp;nbsp;ver alguém que pode ser o que quiser. Acredite, você é forte, moça. Lágrimas não são sinônimo de fraqueza, desistência sim. Mas você não vai desistir, moça do sonho, você é forte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7449288887145442283?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7449288887145442283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7449288887145442283&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7449288887145442283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7449288887145442283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/voce-e-forte-moca.html' title='Você é forte, moça.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TS848tIEC3I/AAAAAAAAATk/Jhwine_dIqw/s72-c/tumblr_lduxzbTqoT1qfdql7o1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3064460330805142668</id><published>2011-01-08T17:54:00.000-02:00</published><updated>2011-01-08T17:54:51.266-02:00</updated><title type='text'>Madrugada, gavetas e amor.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TSidX6ZXRaI/AAAAAAAAAS8/n1Bt40i052A/s1600/tumblr_kvj4xs4FKr1qa02k0o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TSidX6ZXRaI/AAAAAAAAAS8/n1Bt40i052A/s320/tumblr_kvj4xs4FKr1qa02k0o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É madrugada, aquele lugar que não existe pra mim, e o coração aqui dentro pulsa, os dedos gritam, as palavras exigem libertação. E eu corro pra escrever. Eu sei, de novo, outra vez, como sempre. Aquele velho roteiro, aquele mesmo drama, aquela antiga inspiração. Virou rotina, ninguém aguenta mais me ouvir suspirar por você - nem você - mas eu continuo aqui. Não consigo mudar, entende? Pensei em inventar histórias, mas tenho certeza de que o personagem principal teria características suas; tentei escolher um tema banal, mas acabei na mesma tecla: amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que hoje, quer saber?, não precisa entender tudo isso aqui como um pedido de socorro se não quiser, dessa forma é bom pra mim que não me arrependo depois, quando coloco a cabeça no travesseiro e penso em todas as tentativas que fiz em vão e me sinto incrivelmente burra, idiota e usada. Isso aqui é só produção literária, de baixa qualidade e valor nenhum. Você teve o azar de ter sido escolhido por alguém que escreve sobre o que sente, por alguém que dá a cara a tapa e não tem receio nenhum em assumir aos quatro ventos o quanto ama, mesmo quando não é correspondida, ou quando é e não pode ser. Você, meu caro, foi escolhido por alguém que precisa sentir pra viver. Então, se me der licença, continuarei sentindo, mesmo que você não veja nem sinta nada além de pena; continuarei escrevendo mesmo que você não leia; continuarei sendo esse alguém teimoso que um dia te escolheu e não sabe mais abrir mão. Não precisa reconhecer traços seus perdidos nas entrelinhas, não precisa perceber que pra escrever aquele parágrafo eu usei o seu sorriso como fonte de inspiração, não precisa fazer questão de lembrar que esse mundo de textos meia-boca existe graças ao amor que você fez nascer dentro de um coração metido a poeta. Vai, segue tua a vida, faz de conta que nada disso aqui nunca existiu. Pode me achar uma louca se quiser, aceitei minha condição. Bipolar, chata, teimosa. São adjetivos que você pode usar a vontade. Há uma gaveta cheia deles. Só toma cuidado ao tirá-los de lá, porque no fundo falso da gaveta tem o principal, a origem de todos os males: apaixonada. Por você, por esse teu sorriso, por essa tua loucura que também é um pouco minha.E aí, quando essa palavra vier a tona, pode ser que traga consigo aquela porção de sonhos que você teve comigo e não pôde realizar; poderá ser que traga também o anseio que um dia você sentiu em ouví-la saindo da minha boca; e então você lembrará. De tudo o que fomos e do que sonhamos ser, mas fomos sufocados e impossibilitados de alcançar. De tudo o que poderíamos ser se deixássemos de lado todas as amarras e todo o orgulho. De tudo o que o seu coração um dia sentiu vontade de dizer ao me ver, mas que você sempre calou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cuidado, meu bem, cuidado com as gavetas que revira e com as emoções que elas podem te provocar. É por causa de uma gaveta revirada numa limpeza geral que estou acordada às duas da manhã, escrevendo coisas sem sentido que talvez nem sejam lidas por você. Da gaveta que foi revirada há pouco, foi lançado ao lixo dezenas de papéis, só sobrou você e aquela caixa repleta de recordações bonitas. O lixo foi embora e o espaço pra te guardar aumentou. Faxina nenhuma - numa gaveta ou num coração - te tirará de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou certa de que um dia, sem que eu ao menos saiba ou espere que aconteça, uma gaveta será aberta e eu, de algum forma, virei à sua mente e invadirei novamente suas emoções. Torço pra que não seja como uma assombração, como alguém que já morto, volta pra tirar as noites de sono. Mas que seja como alguém mais vivo do que nunca, que foi apenas guardado numa caixinha de música, aquela que quando é aberta inunda o quarto com aquela canção que diz&amp;nbsp; &lt;i&gt;you know I'm such a fool for you&lt;/i&gt; e com um desejo doce de fazer um telefone tocar e ouvir o silêncio de uma voz que ficou sem saber o que dizer ao ouvir: tenho saudade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não precisa se sentir tocado com nenhuma dessas palavras, eu sou só uma menina louca, bipolar, chata e apaixonada. Sou só alguém que alimenta esperanças pelo simples prazer de ter no que acreditar. Sou só alguém que resolveu te amar. Apesar de. E mais que. Tudo junto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;_______ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Créditos para a Luiza Fritzen pela linda frase usada num comentário e aproveitada por mim. (Apesar de. Mais que).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3064460330805142668?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3064460330805142668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3064460330805142668&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3064460330805142668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3064460330805142668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/madrugada-gavetas-e-amor.html' title='Madrugada, gavetas e amor.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TSidX6ZXRaI/AAAAAAAAAS8/n1Bt40i052A/s72-c/tumblr_kvj4xs4FKr1qa02k0o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5145638129808334598</id><published>2011-01-06T16:07:00.001-02:00</published><updated>2011-07-06T00:22:03.828-03:00</updated><title type='text'>Fugitivos.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TSX7ZKWJIvI/AAAAAAAAAS4/3bQybXKTyTs/s1600/tumblr_ldqzx3BM6y1qcjccqo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TSX7ZKWJIvI/AAAAAAAAAS4/3bQybXKTyTs/s320/tumblr_ldqzx3BM6y1qcjccqo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já sentiu vontade de fugir?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já. Todos os dias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pra onde iria se pudesse escolher?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pra longe dessa falta de nós. Pra qualquer lugar onde houvesse espaço pra gente existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pra uma casa pequena e só nossa. Pra onde a lua não deixe de brilhar. Pra onde todas as estradas unam nossos caminhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não acredita em mim, não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei, acreditar, eu acredito. Mas não te imagino assim. Correndo por mim. Largando tudo por mim. Acreditando no eterno que eu tanto canto sobre o amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Foram muitas palavras, compreende? Delas eu já estou cheia. Sei que elas nos ajudaram em certo ponto do caminho, mas e agora? É hora de mostrarmos que sabemos colocá-las em prática. É bom saber que se fosse uma comédia romântica e você o personagem principal, largaríamos tudo e sairíamos para algum lugar dos sonhos, praquela praia deserta, onde os créditos subiriam enquanto nos beijássemos na areia em frente ao mar. Mas é a vida real, você entende? E eu já tô cansada de saber que nada aqui acontece como nos filmes. Que todas as suas falas dariam um ótimo diálogo de filme clichê, mas aqui é a vida. É o amor real em jogo. O nosso amor. E aqui tudo aconteceria de forma simples, se nós não complicássemos. Não preciso fugir de tudo para ficar contigo, e nem quero que você o faça. É diferente. É um sentido metafórico da fuga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu só queria ir para qualquer lugar onde pudéssemos existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E viveríamos fugindo pra sempre? De estrada em estrada, em busca de um lugar que nos abrigasse? Na vida as coisas costumam acontecer de forma diferente. Na vida são as nossas mãos que tornam o lugar em que vivemos propício para existirmos por completo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que quero dizer é que em qualquer lugar, numa casinha no fim do mundo ou num apartamento numa cidade grande, podemos existir. Veja só, o céu, a lua, as estrelas, são os mesmos em qualquer lugar. Nós também. E o bastante é a certeza de que queremos um ao outro. Com isso encontraremos força nos dias em que for impossível ser feliz. Encontraremos impulso para pular as incontáveis barreiras que aparecem no caminho. O amor será ponte entre distâncias, consolo para qualquer dúvida que surja, sol em meio ao temporal.&lt;/div&gt;- Você tem essa certeza, certeza de que me quer, apesar de tudo?&lt;br /&gt;- Tenho. E tive durante todos esses dias que acordei sem você. E ainda a teria daqui a cem anos.&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;- Você não tem, não é?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tenho. Claro que tenho. E sempre tive. Desde a primeira vez que te vi e desejei estar contigo. Eu estava só pensando que, daqui a pouco o diálogo acaba e as palavras ficam na nossa mente, será mesmo só isso? Será que mesmo depois de tudo isso, continuaremos assim? Nessa fuga, que me ocorre agora, que sempre foi fuga de nós mesmos? Me parece agora que estivemos correndo o tempo todo, por cidades distantes, conhecendo gente que não era como nós, corremos em direção opostas o tempo todo, mas sempre houve uma esquina mágica que ligava os lugares em que estávamos, não importando o quão distantes fossem um do outro. Vezenquando mandávamos cartões-postais que tinham função de pedido de socorro. Ambos sabíamos. Você lia em minhas palavras e eu nas suas. Pedíamos resgate. Os dois. Queríamos ir embora dali e nos perder para sempre um no abraço do outro como naquelas vezes e existir como naquela manhã de novembro. Só que, desacostumados a agir, pensamos que fossem só palavras. Sufocamos nossos impulsos de fazer telefones e campainhas tocarem, por medo de ter apenas lido algo que foi simplesmente escrito sem pretensão nenhuma. Só que nunca foi só palavra. Sempre foi pedido de socorro disfarçado, sinal de fumaça de quem pede salvação. Só que não sabíamos. Não conhecíamos o poder que tínhamos em mãos de fazer o nosso roteiro mudar com apenas um gesto. Mas agora sabemos. E será que estamos dispostos?&lt;/div&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vê só? você espera que eu fale e eu espero você falar. Ninguém dá uma cartada sem antes ver a do outro. Zero a Zero sem fim. Pior do que fuga: inércia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nunca tive certeza sobre o que você queria. Enquanto você sempre soube que eu estive aqui a todo o tempo e que toda a minha fuga foi apenas disfarce. Esperei por você, pelo seu resgate, porque sempre acreditei que era eu a sobrevivente daquele naufrágio perdida numa ilha. Nunca soube que você, ali do outro lado, esperava também o meu resgate.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas se ainda for tempo, vê agora a fumaça no céu dizendo que te amo. Atende ao telefone que toca, agarra à boia que te é jogada, abre a porta da tua vida pra mim. Esquece os erros do passado e deixa de uma vez o presente se misturar ao futuro e tornar tudo uma coisa só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então vem. Se encaixa novamente pequenininha no meu abraço, no lugar de onde você nunca deveria ter saído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você ainda pensa em fugir?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não. Aceito o lugar onde estou e que agora é onde você está. Estamos juntos. Essa é a maior fuga que já existiu: fugimos do fugaz que o mundo oferece, escrevemos hoje o nosso eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fugitivos. Gosto desse nome. Se fóssemos comédia romântica, nos chamaríamos assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se fôssemos comédia romântica, teríamos fim. Não temos. Somos eternos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas olha, antes preciso dizer que não será fácil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas haverá amor. Isso basta. Eu prometo. Não tenha medo de que eu desista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(silêncio)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu te amo, sua boba. Eu sempre te amei. E te amarei por todas as manhãs, todos os invernos, todos os pôres-do-sol da nossa eternidade que começa agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(20/10/10 e 06/01/11)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5145638129808334598?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5145638129808334598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5145638129808334598&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5145638129808334598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5145638129808334598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/fugitivos.html' title='Fugitivos.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TSX7ZKWJIvI/AAAAAAAAAS4/3bQybXKTyTs/s72-c/tumblr_ldqzx3BM6y1qcjccqo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-4635293473039426317</id><published>2011-01-01T11:21:00.001-02:00</published><updated>2011-01-01T11:23:43.547-02:00</updated><title type='text'>Virada.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TR8pb-y_WAI/AAAAAAAAAS0/Clj07AGLW5g/s1600/tumblr_lcwxm1RCPN1qdazhzo1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TR8pb-y_WAI/AAAAAAAAAS0/Clj07AGLW5g/s320/tumblr_lcwxm1RCPN1qdazhzo1_400_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O relógio ameaça completar a volta, os fogos lá fora avisam que os passos do tão esperado convidado já podem ser ouvidos, cada vez mais próximos, do corredor. A música fala alguma coisa sobre virada, sobre sonhos que foram esquecidos saírem da gaveta, sobre o silêncio que agora virou festa. O meu coração pula com cada acorde, minha garganta grita cada palavra, minha mente decora toda a letra para mais tarde lembrar do sentimento de hoje: virada. É isso, a palavra chave que é tão anunciada na tv, mas que eu nunca parei pra observar dessa forma, afinal, o ano vira e eu? continuo aqui no meu lugar cômodo ou viro com ele e transformo tudo a minha volta? Segunda opção, por favor. Virei com o ano. Dentro de mim houve um Reveillon particular, os fogos foram batidas do meu coração expectante, a companhia, meus sonhos - sentados na primeira fileira esperando a hora de serem chamados, um a um, para subirem ao palco. Virei. Me desejem junto ao feliz ano novo, feliz eu novo. Tudo o que vivi em 2010 me conduziu para esse estado de mim, é nessas horas que a gente vê que no fim tudo vira aprendizado mesmo. O que eu mais aprendi? a lidar com separações e tirar algo bom delas - mesmo que só a longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2010 perdi minha avó, mas aprendi a conviver com meu avô. Me despedi do colégio, para descobrir que tudo na vida é apenas uma estação e nós uma bagagem enorme que abriga um pouco de cada lugar e cada pessoa. Mas bagagens precisam ser esvaziadas. Em 2010 me esvaziei de gente que um dia foi importante para mim, amizades que me acompanharam enquanto eu crescia, mas que agora não me serviam mais. Não foram regadas e murcharam, aprendi a regar tudo o que é essencial. Aprendi a reconhecer o essencial e a tê-lo sempre por perto. Me afastei de alguns para me aproximar de gente que esteve ali o tempo todo e minha bagagem cheia não era capaz de carregar. O ano 10 me trouxe perdas irreparáveis, mas me mostrou que o que é de verdade e forte, isso não se perde jamais. Quando eu pensei em desacreditar em algumas amizades, apareceram aquelas que sobrevivem ao silêncio e a distância e que servem de exemplo sempre que penso em desacreditar. Entre perdas e separações, descobri que o "Para Sempre" existe sim, não importa o que digam. Em 2010, conheci o amor. Fui ao céu e ao inferno por ele. Mas sabe quando tudo serve pra te trazer a certeza do que você quer? eu descobri: quero ele. Apesar de.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente os fogos anunciam: o convidado chegou. Viramos.Virei. Virei o que eu queria ser e o medo e os olhares alheios me impediram. Revirei minha gaveta e coloquei meus sonhos onde eu posso ver. Do silêncio eu não lembro mais, das lágrimas só o que aprendi. Minha bagagem revirada pelas separações de um ano passado impiedoso, carrega apenas o essencial, nada além de estrelas, um tripé que nunca me deixa, alguns rostos conhecidos há tempo e um espaço reservado para aquele que ainda tem a maioria absoluta do meu coração. Não acho que o clichê "Ano Novo, Vida Nova", remeta a abandonar tudo o que passou, acredito que seja carregar contigo o que foi bom e adequar isso tudo ao novo. Adequarei um a um, ao meu novo eu, ao meu novo estar dentro de mim. Tenho uma esperança inesgotável de que tudo se arrumará, de que esse ano fará bem, será bom, regado de música boa, amigos e sonhos que saíram do papel. Mas hoje, enquanto é apenas o primeiro dia do ano que andará comigo por tanto tempo, eu tiro do papel a ideia da virada. Trago para a vida sem medo. Virada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois mil e dez virou dois mil e onze, eu virei tudo o que o ano passado me ensinou. Tô pronta para viajar por todo o céu do novo ano e descobrir o que há reservado para mim. Não importa a turbulência ou a tempestade que a vida trará. Estou pronta. Dois mil e dez me preparou. Dois mil e onze é o futuro e já disseram por aí que o futuro já começou. É agora. 2011. Ano Novo. Eu Novo. Sonhos, devorem-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Então, que seja doce."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Caio Fernando Abreu) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;____&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Jurei pra mim mesma não escrever nada assim, mas foi mais forte. Como diria Clarice: "Eu sou mais forte do que eu".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Feliz Ano Novo para cada um de vocês que de alguma forma me acompanham e me acompanharam por todo esse ano, continuem aqui que eu continuo aí com vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Muito amor, felicidade, paz, sucesso e sonhos realizados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-4635293473039426317?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/4635293473039426317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=4635293473039426317&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4635293473039426317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/4635293473039426317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2011/01/virada.html' title='Virada.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TR8pb-y_WAI/AAAAAAAAAS0/Clj07AGLW5g/s72-c/tumblr_lcwxm1RCPN1qdazhzo1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6867489347458884176</id><published>2010-12-30T19:02:00.002-02:00</published><updated>2010-12-30T20:57:44.835-02:00</updated><title type='text'>Não nego.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRzOAP2XA5I/AAAAAAAAASs/LUF4FNq7NZA/s1600/tumblr_le667sFdGv1qfj3e9o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRzOAP2XA5I/AAAAAAAAASs/LUF4FNq7NZA/s320/tumblr_le667sFdGv1qfj3e9o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso em você todos os dias, sussurro baixinho alguns votos antes de dormir, sinto saudade da sua voz. Mas nada disso é amor. Seu sorriso ilumina a parte mais sombria dos meus pensamentos, mas isso não é uma declaração, tãopouco de&amp;nbsp;amor. O relógio, com suas temidas e inevitáveis horas iguais, me avisa vez ou outra que estás pensando em mim, mas deve ser um engano, interferência na vibração dos pensamentos, interpretação mal feita. Ventos doces, antes tão raros, multiplicam a frequência e trazem boas novas, sussurros de amor, pequenas gotas da chuva torrencial que um dia existiu, como se de repente surgisse o medo de que o meu rio aprendesse a desaguar em outro mar que não o nosso e os seus ventos tentassem me manter ali, despejando tudo o que eu tinha no que de alguma forma ainda era nosso. Mas não me prendo a eles, porque não dá pra me apoiar no que não é sólido, deixo tudo como uma criação da minha mente, afinal, estou acostumada a lidar com as histórias que invento pra ter alguma esperança restante. Se quiser mesmo impedir que meu rio encontre outro rumo, construa uma barreira sólida, um muro concreto, fique de pé e sopre com sua própria força em direção ao nosso mar. Me ajude a remar o barco que meus braços cansados de remar sozinhos já não conseguem. Não mande ventos, venha você - em carne, osso e amor. Vento confude, bagunça o cabelo, os sentidos, as direções. Às vezes acho que tudo é uma brincadeira, um jogo inventado por você em que o prêmio é apenas o meu amor, a certeza dele, não eu. Então me arrependo de tudo o que fiz, sinto vergonha e nojo de mim, por ter gritado tudo e terminado assim: rouca louca. Mas desencano dos problemas, das milhões de interpretações das suas palavras e de qualquer arrependimento. Me agarro apenas ao que é bom. Naquela frase que, mesmo mal interpretada, fez florecer um jardim onde era deserto. Não me arrependo do que fiz, do que disse ou escrevi, tudo era parte do que estava ao meu alcance, do que meu coração pedia para que eu fizesse - passo então a me orgulhar por ter lutado. Alguém disse uma vez que nenhuma tentativa é vã, sempre fica um resquício no outro, ainda que oculto e negado. Quem sabe o tempo esteja sendo bom para nós. Fazendo crescer as sementes que eu plantei, regando as flores que você deixou em mim, aumentando as nossas certezas. Mas não quero me apegar a isso. Não quero correr o risco de cair no teu jogo e sair perdendo mais uma vez - já perdi, além de você, a minha sanidade. Não quero inflar de esperanças e depois murchar sozinha me culpando por ser assim tão infantil. Continuarei camuflando o amor, disfarçando o sorriso que imediatamente surge quando alguém diz que você me ama, distribuindo nãos àqueles que insistem em perguntar se você volta. Talvez seja tudo verdade. Talvez você me ame, talvez pense em mim todos os dias, talvez sinta tanta saudade quanto eu. Talvez exista um objetivo por trás de cada palavra, talvez a ideia da volta tenha passado pela sua cabeça, talvez o seu mundo sem mim seja vazio. Talvez o que vejo seja apenas miragem. Talvez tudo Talvez nada. Deixo assim. Nosso&amp;nbsp;conhecido zero-a-zero. Nossa eterna troca de doces indiretas. Nossa eterna procura disfarçada. Ponto de partida novamente, estaca zero. Resta saber se o som que ouço é de fato o som do motor do teu carro se preparando para vir ou algum zumbido mal intencionado. Não indagarei o mistério. Deixa acontecendo. Deixa nossos ventos irem, pouco a pouco, nos unindo novamente. O&amp;nbsp;amor tem a porta aberta, você sabe. O meu amor te chama, você ouve. Regressa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquece o que eu disse no início, eu te amo sim e tudo isso aqui é de fato uma declaração de amor. Não nego. Sempre fui dessas loucas que dão a cara a tapa quando sentem, que não se escondem da chuva&amp;nbsp;e se&amp;nbsp;molham. Não nego. Não escondo o que - mesmo doloroso - é bonito: o amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6867489347458884176?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6867489347458884176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6867489347458884176&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6867489347458884176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6867489347458884176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/nao-nego.html' title='Não nego.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRzOAP2XA5I/AAAAAAAAASs/LUF4FNq7NZA/s72-c/tumblr_le667sFdGv1qfj3e9o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6534518025612553054</id><published>2010-12-28T19:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-28T19:52:30.534-02:00</updated><title type='text'>Você - não eu.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRoCp-y-VYI/AAAAAAAAASk/ogOPQnTnVKY/s1600/tumblr_le56h6S72w1qeci1qo1_500_large.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRoCp-y-VYI/AAAAAAAAASk/ogOPQnTnVKY/s320/tumblr_le56h6S72w1qeci1qo1_500_large.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredita que eu já estive aí? Que antes de você aparecer era pra mim o que ela escrevia? A saudade que sambava no peito dela e que a fazia suspirar, era por mim. Era comigo que ela sonhava antes de dormir. Era comigo que ela desejava estar a cada amanhecer. Era por mim que ela esperava em cada esquina. Ainda tenho tudo o que foi escrito e principalmente: ainda tenho tudo o que foi sentido. Ela não tem&amp;nbsp;mais. Você apareceu no caminho. E o que era meu, de repente transformou-se, ganhou um sentido maior - e uma intensidade também, eu percebi - e tornou-se seu. Acompanhei de longe - e mesmo assim de perto - a felicidade dela. O amor da minha vida também era o da sua, e você, ao contrário de mim, não era cercado de impossibilidades. &lt;br /&gt;Confesso que fiquei triste, seria hipocrisia dizer que não. As pessoas me diziam que se eu a amava mesmo deveria estar feliz por ela, pelo coração dela ter conseguido enfim descanso nos braços de alguém - ainda que não fosse eu. Mas tudo isso é uma porção de filosofia que só serve na teoria, na prática somos todos humanos e morremos um pouco quando o nosso amor encontra abrigo em outro. E eu morri. Todas as vezes em que meu pensamento voou pra onde ela estaria e não mais a encontrou. Todas as vezes em que a janela do msn subiu e era o nome dela com uma foto sua o que aparecia. Todas as vezes em que ela lançava uma frase romântica no ar. Descobri várias formas de morrer e continuar vivendo. Descobri meios de chorar por mim e sorrir por ela. O meu coração encontrou formas de estar partido e continuar batendo. Um dia chorei ao vê-la me tratando de forma tão diferente da anterior, mas não consegui nem por um momento sentir uma fagulha sequer de raiva, só consegui admirar mais aquela menina que foi fiel à você até o fim - em pensamentos, palavras e atos - e que continou sendo minha amiga e se importando comigo porque sabia que o meu coração ainda batia por ela - e ela jamais admitiu que um coração fosse destruído por suas mãos.&lt;br /&gt;Eu a admirei cada vez mais. Essa é só mais uma das coisas que você deve saber: eu a admiro. Admiro a sinceridade que a cerca, os sorrisos sempre exatos, seu jeito meio tímido de dizer o que não sabe ao certo. Admiro a verdade que inunda cada palavra que ela digita e a preocupação que ela tem em usá-las sempre para o bem. Admiro o seu senso de humor tão peculiar, o seu jeito bobo de ficar sem graça com qualquer frase inesperada, a simpatia que oferece a cada um que se aproxima. E eu ficaria aqui, horas e horas, detalhando pra você as qualidades infinitas que eu enxergo na menina que te carrega dentro do coração dela. Todos os dias quando pensava em você andando de mãos dadas com ela, eu me perguntava se você havia conseguido enxergar tudo isso também, se você era capaz de descobrir o que ela deixava pelas entrelinhas e se você entendia a necessidade de ser descoberta que ela possui. Essa menina - que eu amo e que te ama - tem muito a oferecer, mas o fantástico mundo que ela carrega consigo precisa ser descoberto.&lt;br /&gt;Eu não tive tempo de chegar até lá. No meio do meu caminho, você apareceu. Eu te chamaria de pedra se você não fosse tão bom pra ela. Se o coração dela não tivesse conseguido motivos pra sorrir e sonhar ao seu lado. Então depois eu passei a te admirar por ter feito com que ela escolhesse você no meio de tanta gente, por ter atraído sua atenção e descoberto o caminho até o seu mundo. Passei a te invejar. Desejei que fosse eu o navegante desse barco que cruzava os mares do coração dela. Mas era você. E ainda é. Carregamos grandes semelhanças, mas eu não sou você. Ambos tivemos a sorte de termos sido escolhidos, tivemos o prazer de nos banhar em palavras nãão-ditas, tivemos a responsabilidade de fazê-la sorrir. Ambos a amamos. Mas existe a diferença crucial, a reta que te aproxima dela, o sonho que não é mais meu: o amor dela. É teu. Inteiro, do início ao fim, brotando de cada pedacinho do coração que há pouco foi partido. Cada migalha de amor é tua. Se fosse eu, me agarraria à elas com todas as forças por saber que um amor assim a gente não encontra todo dia. Por saber que ser escolhido por ela é coisa rara. Por entender que o que é guardado em estoques tem muito mais valor do que é exposto de uma vez na vitrine. Não desista. Descubra-a. Leia em seus olhos e veja o que ela precisa: você - não eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(20/12/10)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Baseado em fatos reais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6534518025612553054?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6534518025612553054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6534518025612553054&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6534518025612553054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6534518025612553054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/voce-nao-eu.html' title='Você - não eu.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRoCp-y-VYI/AAAAAAAAASk/ogOPQnTnVKY/s72-c/tumblr_le56h6S72w1qeci1qo1_500_large.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-6470857662295949869</id><published>2010-12-23T17:07:00.000-02:00</published><updated>2010-12-23T17:07:29.875-02:00</updated><title type='text'>I'm a believer.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRN1qTgyk4I/AAAAAAAAASc/pL6y24GAyU4/s1600/girls%252Con%252Cphotograph%252Cphotography%252Ctrain%252Ctouch%252Cthrough%252Cme%252Csolo%252Ctimeless-cf6ad3f394fd637fd1a684f987327c43_h_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRN1qTgyk4I/AAAAAAAAASc/pL6y24GAyU4/s320/girls%252Con%252Cphotograph%252Cphotography%252Ctrain%252Ctouch%252Cthrough%252Cme%252Csolo%252Ctimeless-cf6ad3f394fd637fd1a684f987327c43_h_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como pode, menina, me diz? Como você ainda acredita nessas coisas? No quê? Você sabe: nas pessoas, no amor, num amanhã melhor do que o hoje. Te vejo suspirando pelos cantos, traçando planos mirabolantes, jogando palavras ao vento, e me pergunto como você consegue, de onde você tira tanta determinação? Deve ser algum tipo de predestinação, alguém um dia decidiu que você carregaria esse peso sobre os ombros: ser uma sonhadora. E você se apoderou do título. Teu sonho conduz tua vida, direciona teus passos, molda teu caminho. E você não desiste até alcançá-lo. Não cansa não? acreditar na vida assim, procurar tanto por um amor, quando o mundo lá fora grita que não há mais espaço para finais felizes, muito menos para "felizes para sempre"? Onde já se viu sonhar com amores eternos num mundo tão fugaz? Contos de fadas não existem mais, menina. Todas essas loucuras com que você sonha, as cenas de filme, os pores de sol, as declarações inesperadas, o amor maior do que tudo, tudo isso talvez seja coisa de outro mundo. Me perturba vê-la aqui parada nessa estação a espera do trem que te levará a esse outro mundo. E se ele não mais existir? E se uma onda gigante destruiu o que restara dele? E se todas as pontes que permitiam o acesso foram destruídas? E se? Existem tantos outros trens com tantos outros destinos diferentes, por que insistir nesse destino desconhecido? E se não chegar nunca? Eu sei, você vai dizer que não desiste até chegar lá. Mas em algum momento a espera deve machucar, não? Como naquela vez em que fostes arremessada de forma abrupta do trem que te levaria até lá. Te observei em silêncio, menina, e dessa vez achei que fosse o fim, que você não voltaria jamais a esse ponto de espera que poderia te levar novamente àquela dor incessante que sentias. Mas você voltou. Rasgou pedaços de papel, chorou, sumiu daqui por uns dias, se trancou em seu mundo, mas voltou. Quando eu menos esperei, te vi sorrir ao sentar em frente à plataforma. Lá estava você: cabeça erguida, malas prontas pra começar tudo de novo, esse amor pela vida exposto em cada poro do teu rosto. Você ressurgiu com esperança. De onde sai tudo isso, menina? Que chama de esperança é essa que não apaga nem com as chuvas e rajadas de vento que a vida lança sobre ti? E essas lágrimas que vez ou outra caem? não te ensinam nada? não te dão uma lição?&amp;nbsp;Não, a resposta provavelmente é essa ou então algum daqueles clichês de gente lunática que falam sobre volta por cima e lágrimas serem&amp;nbsp;parte da vida. Lembro daquele dia em que te vi chorar e você sorriu em meio as lágrimas quando me viu e disse baixinho: "Eu ainda acredito." Esse deve ser o teu grito de guerra, menina. Suspeito que no meio da tua angústia, você levanta e brada que ainda acredita. Admiro você. Admiro a sua coragem e sua entrega. Mas me diz, menina, mesmo assistindo de perto a todas essas chegadas e partidas dolorosas, você ainda acredita?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Eu acredito até o fim.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;"Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;ilhas gregas e happy ends, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;ela queria acreditar."&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;(Caio Fernando Abreu)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-6470857662295949869?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/6470857662295949869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=6470857662295949869&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6470857662295949869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/6470857662295949869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/im-believer.html' title='I&apos;m a believer.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRN1qTgyk4I/AAAAAAAAASc/pL6y24GAyU4/s72-c/girls%252Con%252Cphotograph%252Cphotography%252Ctrain%252Ctouch%252Cthrough%252Cme%252Csolo%252Ctimeless-cf6ad3f394fd637fd1a684f987327c43_h_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-353427380591173210</id><published>2010-12-22T17:26:00.001-02:00</published><updated>2010-12-22T17:30:06.187-02:00</updated><title type='text'>Ao meu Papai Noel.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRJPTOTItpI/AAAAAAAAASY/lurzBjnYFG8/s1600/tumblr_layi6x3i2w1qzjor8o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRJPTOTItpI/AAAAAAAAASY/lurzBjnYFG8/s320/tumblr_layi6x3i2w1qzjor8o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Querido Papai Noel, sei que estás comigo além dessa época de canções natalinas, roupas novas e luzes piscando na varanda - coisas que só existem porque você um dia veio ao mundo. Sei que não é necessário uma carta, porque você ouve cada sussurrar e cada gemido do meu coração, mas o fim do ano se anuncia e pra não perder o costume, escreverei para o teu pólo norte, que é aqui bem perto de mim. Sempre me atrapalhei com pedidos, confesso, tenho medo de exceder meu limite e exigir demais, pedir o que você não pode me dar e passar o ano me lamentando porque o meu papai noel esquecera de ler minha carta, quando na verdade, eu sei que pedi além do que me era permitido, coisas que eram aparentemente boas pra mim, mas que você, papai noel, sabia bem que eu&amp;nbsp;não estava preparada para recebê-las ou merecia algo melhor, além do que eu sempre imaginara. Me atraverei a listar meus pedidos, mas tu tens carta branca para tirá-los da lista e substituí-los por algo melhor. O que eu peço Papai Noel, é um monte de coisa que não posso comprar em lojas nem tocar. Peço coisas pro coração, porque sei que se ele estiver em paz, todo o resto dançará conforme suas batidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero poder ser sempre de verdade,&amp;nbsp;nunca precisar esconder o que sinto, fazer de conta que sou alguma coisa pra ser bem aceita; quero que me aceitem assim: cheia de falhas, com minhas piadas sem graça, minhas palavras desajeitadas e todo o mistério que me cerca. Quero que o meu sorriso seja sempre verdadeiro e que em cada lágrima que ele camuflar, seja encontrada a força necessária pra mantê-lo firme durante todos os anos. Quero ser feito música pra alguém: infinita e inesquecível. Que a minha presença conforte, anime, faça bem. Que as minhas palavram encontrem sempre um endereço, ainda que distante. Que a alegria jamais se perca de mim. Que meu coração seja sempre bem povoado. Que o pra sempre se torne uma verdade na minha vida. Que "Ser Feliz" torne-se meu grito de guerra. Quero novos sonhos, novos olhares, novas oportunidades.&amp;nbsp;Quero escrever meu futuro, tecê-lo fio por fio, participar com orgulho de cada etapa até a realização completa. Quero pessoas amadas por perto - ainda que só perto do coração. Que os votos de amizade eterna declarados hoje, se renovem a cada manhã. Que não haja impossível e que os que pintarem no caminho sejam sufocados com as cores da possibilidade. Que dor nenhuma me tire a beleza da vida. Que de cada queda eu levante com mais força. Que o amor encontre seu caminho até mim e que pra ele não haja fim. Que eu não perca nunca a esperança de encontrá-lo na próxima esquina, ainda que a próxima esquina fique a milhas de distância de onde estou. Que as canções que repetem na minha mente a ideia da desistência, não sejam capazes de influenciar-me: estarei firme no amor até o fim. Quero os melhores beijos, as cenas improvisadas, as crises superadas. Quero frases, fotos, publicidade no amor - ainda que depois só reste a vontade de escondê-lo do mundo e perder-se num abraço eterno. Quero oceanos atravessados, distâncias encurtadas, amor impossível acontecendo na frente dos meus olhos. Quero clichês, sentimentos bonitos, perdão. Quero segundas chances, o que não foi dito gritado, espaço e tempo pra ser infinito. Não quero ser envergonhada, quero ver tudo o que acredito tornando-se real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero, Papai Noel, tudo aquilo que te digo todos os dias e que não cabe nesse pedaço de papel. Lembra de mim, daquela voz tímida que sempre pede as mesmas coisas, lembra das orações que faço no silêncio da noite e dos nomes que incluo. Lembra das inúmeras cartas que te escrevo além do natal, sem caneta, nem sempre com o meu endereço, mas tantas vezes com aquele destinatário tão distante de mim - cuida dele por mim, papai noel, faz desse o nosso segredo e&amp;nbsp;envia teus presentes mais bonitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, Papai Noel, que as meias penduradas sejam cheias de amor, sorrisos, amizades, "felizes pra sempre", sonhos e realizações. E que seja assim a cada natal. Para Sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"E que a minha loucura seja perdoada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque metade de mim é amor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a outra metade também."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Oswaldo Montenegro)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-353427380591173210?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/353427380591173210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=353427380591173210&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/353427380591173210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/353427380591173210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/ao-meu-papai-noel.html' title='Ao meu Papai Noel.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TRJPTOTItpI/AAAAAAAAASY/lurzBjnYFG8/s72-c/tumblr_layi6x3i2w1qzjor8o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1675391938365325959</id><published>2010-12-20T16:59:00.002-02:00</published><updated>2011-02-08T21:17:42.461-02:00</updated><title type='text'>Carta para um coração fechado.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TQ0_4HHxAZI/AAAAAAAAASQ/IYPNss_sXfc/s1600/1571465637_212d8ab566_z_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TQ0_4HHxAZI/AAAAAAAAASQ/IYPNss_sXfc/s320/1571465637_212d8ab566_z_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te amo. E hoje é só mais um daqueles dias que você conhece tão bem, em que sinto vontade de dizer isso, não importando o que custe - mesmo que&amp;nbsp;o que esteja em jogo seja&amp;nbsp;a sanidade do meu coração. Há quem chame tudo isso de besteira, coisa de menininha apaixonada, falta de orgulho, idiotice quiçá. E não discordo. Não mesmo. Mas meu coração foi educado assim. Um dia, tarde demais pra consertar, eu descobri que tinha um coração que gritava amor, exalava amor, pintava amor em cada canto da vida. E é ele que me faz estar aqui agora jogando essas três palavras na tua frente: eu te amo. Porque eu - ele, os pássaros, as árvores, o meu mundo inteiro - te amo. E quero te fazer saber. Te deixar fazer disso o teu porto seguro. Te deixar morar nas minhas palavras, ainda que em segredo. Está tudo aqui: intocado. Estou ainda aqui: intocada. Nenhuma palavra bonita tem conseguido alcançar meu coração, nenhum cara que tente escalar a torre que sempre imponho atrai meu olhar, nenhuma emoção além de você tocou meu coração. Eu sei que o fim está exposto em cada canto da casa, que todas as suas palavras me levaram até ele, que toda a sua falta de atitude me fez acreditar que amor é tudo o que não há mais aí. Mas é amor, entende? E o meu cresce a cada dia, mesmo que sufocado no peito e sem espaço - ou razão - pra existir. Tenho esperança também, chega a ser engraçada a minha busca por pequenos focos de luz na escuridão, e mais engraçado será te dizer que consigo enxergá-los e acreditar que são reais. E são, amor. Ainda que você lute pra não deixá-los a mostra, ainda que soem sem sentido, ainda que sejam um ato falho teu, eles existem. Confesso que em parte são imaginações da minha mente fértil, mas em outra são verdades de um coração que fala mais alto e rompe toda máscara exterior. Só que seu coração não é acostumado a vencer. Enquanto o meu vence a cada dia e derruba todas as minhas defesas. Mas não te julgo. Entendo até os teus pontos de vista e medos e desejos. Minha vista clareou com o tempo, consigo entender, ainda que não de forma indolor. E, justamente por ser amor, te deixo livre pra escolher o melhor pra ti. Só digo que te amo porque é o meu jeito de descobrir o melhor pra mim, me livrando de uma vez do peso de esconder isso tudo. É muito amor, não cabe em mim, transborda pelos olhos, flui pelos dedos, rompe todos os meus bloqueios. Talvez isso tudo não faça sentido nenhum pra ti, talvez não arrepie nenhum cabelo do teu braço, não faça teu coração bater mais rápido nem por um segundo, e acho mesmo que já estejas imune a todas as minhas palavras. Mas não altera meu amor. Te amo mesmo. Penso sempre você, sonho sempre com teu rosto, te coloco sempre em minhas orações, associo sempre a sua imagem a de alguém que ocupa o primeiro lugar disparado no meu coração tão grande e tão povoado. Amor, chamam assim. Um amor que fica quando tudo vai embora - inclusive o sentido. Se ainda houver espaço pra mim no bolso da tua camisa, leva pra sempre as três palavras que só pertencem à você: eu te amo. Se ainda houver espaço na sua mente pra mim, pensa em mim que daqui eu penso em você e em nossos pensamentos seguramos nossas mãos e cantamos no nosso silêncio. Se houver espaço na agenda, me chama; se o ouvido quiser minha voz, renda-se ao telefone; se o abraço quiser a verdade, você sabe onde me encontrar. Só não foge de mim. Só não rouba de mim a alegria de saber o que acontece na tua vida. Só não me priva do teu sorriso, da tua atenção, do teu cuidado. Eu estou aqui, amor. Ainda que você não esteja mais e nem lute pra manter o amor aí. Eu estou aqui. Ainda que você nem sempre seja capaz de enxergar, ainda que um dia as minhas palavras&amp;nbsp;sumam, ainda que em silêncio. Eu estarei aqui.&amp;nbsp;Ainda te amo, ainda espero por você a cada batida do coração, ainda espero ver seu rosto em cada esquina, ainda espero atender o telefone e ouvir tua voz me dizendo que enfim o teu coração encontrou espaço pra vencer. Quem sabe um dia acontece, quem sabe um dia o pra sempre se estende ao infinito, quem sabe um dia todos os nossos sonhos abandonados pelo caminho se realizem. Eu te amo, amor, guarda isso. A vida continua, o novo se aproxima, o desconhecido bate&amp;nbsp;à porta e eu abro porque me trancar aqui dentro não resolveria. Mas você tem a chave reserva, e a fechadura ainda é a mesma - não mudo.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Porque talvez você será aquele que me salvará, e depois de tudo você será o meu porto seguro. &lt;/em&gt;Wonderwall, amor. Não vou ao chão facilmente, continuo de pé por você. Coisa de bobo, eu sei. Such Fool, amor. E você sabe que eu sempre serei assim por você. Feito boba. Eu te amo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;"Te amo de todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem o seu ar. E por fim te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano. Pois ninguém acredita na gente, nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente." (Tati Bernardi)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(17/12/10)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1675391938365325959?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1675391938365325959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1675391938365325959&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1675391938365325959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1675391938365325959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/carta-para-um-coracao-fechado.html' title='Carta para um coração fechado.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TQ0_4HHxAZI/AAAAAAAAASQ/IYPNss_sXfc/s72-c/1571465637_212d8ab566_z_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3877547677212779807</id><published>2010-12-09T18:44:00.000-02:00</published><updated>2010-12-09T18:44:45.112-02:00</updated><title type='text'>Nada mais que isso.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TP_wtFnMzzI/AAAAAAAAASI/3uu65g_GW90/s1600/Doll_of_flesh_III_by_ch3rrycreamshaken_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TP_wtFnMzzI/AAAAAAAAASI/3uu65g_GW90/s320/Doll_of_flesh_III_by_ch3rrycreamshaken_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não escrevo há mais de uma semana e isso não é comum. Nem um bilhetinho de gaveta, nenhuma frase bem arrumada em 140 caracteres, nada que tenha saído dessa mente - ou desse coração. Tudo o que rabisquei nas últimas horas foram alguns trechos de música, nada muito profundo, só aqueles que me fazem lembrar de mim mesma. Alguns pensamentos de gente mais sábia do que eu, que falam sobre esperança, futuro, amor disfarçado, nada que deixe explícito o quanto eu ainda amo. Talvez por isso eu não escreva, embora tenha palavras. Palavras pulam de mim, fazem ciranda-cirandinha dentro da minha mente, giram até causarem um nó que me obrigue a pôr de uma vez tudo pra fora. Mas resisto. Imobilizo os dedos;&amp;nbsp;ocupo o pensamento com coisas que não me&amp;nbsp;deixam lembrar, coisas banais&amp;nbsp;como a nova cor do meu esmalte ou a piada que ouvi hoje de manhã;&amp;nbsp;faço zip-zip-zip-zá na minha boca, fecho o zíper imaginário e jogo a chave fora - aplico tudo o que aprendi um dia sobre silêncio, na esperança de que minhas palavras obedeçam e se tranquem dentro de mim e aprendam a conviver comigo e com o regime fechado que eu me obriguei a viver. Tenho medo de escrever, confesso. Medo que as palavras me entreguem, medo de que meu coração saia voando com balões de esperança e nunca mais saiba voltar, medo de me mostrar a quem talvez não mais mereça.&amp;nbsp;Não quero parecer a menina boba que insiste em acreditar, a criancinha que lê um romance barato e se perde a imaginar quando a vida dela virará também história de cinema - com direito a beijo na chuva e reencontros. Não quero mostrar amor o tempo todo, o deixar estampado na minha testa pra que vejam e saibam que dentro de mim um coração ainda pulsa por você. Caio Fernando Abreu um dia disse sobre como era bom deixar alguém saber que existia desse jeito dentro dele, às vezes sigo à risca e faço disso meu grito de guerra, mas em outras, como nesses tantos dias que se seguiram ultimamente, escondo. Não quero me doar, me gastar, me dispor tanto pra alguém que não mais se dispõe pro amor. Resolvi trancar meu amor num quartinho fechado no porão, visito vezenquando, tiro a poeira - porque amor empoeirado é triste demais, mas logo tranco a porta e volto a fazer de conta que não escondo nada. Tenho também um baú repleto de esperanças e de roteiros com final feliz, cheio de cartas nunca mandadas, ideias que ficaram pra trás. Dói ver tudo o que um dia eu fiz questão de gritar pro mundo se resumir agora a um canto escondido num cobertor de poeira, a algo que dá medo de abrir&amp;nbsp;e ser sugada pra dentro e nunca mais conseguir sair, tamanha força do que há ali. Tudo o que quando escrevo acabo revelando e te fazendo saber. Numa esperança surda de que um dia - não agora ou amanhã,&amp;nbsp;mas num tempo certo talvez, depois de termos ido ao futuro e&amp;nbsp;conseguido com ele a certeza de onde&amp;nbsp;fomos feitos pra estar&amp;nbsp;- ao ler sobre tudo o que um dia existiu, você bata a porta e peça pra ir ao porão, onde abriremos juntos aquele baú e poderemos cair sem medo dentro de tudo o que um dia existiu - e que de alguma forma ainda existe. Por isso tenho medo de escrever, porque sempre acabo deixando pistas, pequenos botes onde você possa se agarrar se algum dia vir a se afogar no mar do esquecimento, provas sobre o quanto eu ainda amo. Era amor sim - sempre foi - e continua sendo. Um amor irresponsável que não obedece aos comandos. Um amor&amp;nbsp;comportado que se alimenta de esperanças sem fazer alarde nenhum. Um amor-amor, amor por si só. Agora trancado no fundo de um porão escuro, sufocado de poeira, temendo ser esquecido, mas vivo. Um dia morrerá sufocado de vez ou terá liberdade pra existir. O tempo há de dizer. Mas agora deixe-me voltar pro esconderijo que criei, ali onde faço de conta que o amor não existe mais - onde nada dói, nada assusta e onde palavras são só uma arrumação de letras. Nada mais que isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"- Então não o ama mais? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Amo. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Só guardei isso num cofre. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E tranquei. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E esqueci a senha. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não porque quis. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foi preciso."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Caio Fernando Abreu)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3877547677212779807?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3877547677212779807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3877547677212779807&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3877547677212779807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3877547677212779807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/nada-mais-que-isso.html' title='Nada mais que isso.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TP_wtFnMzzI/AAAAAAAAASI/3uu65g_GW90/s72-c/Doll_of_flesh_III_by_ch3rrycreamshaken_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-2734724835250579459</id><published>2010-12-02T17:43:00.000-02:00</published><updated>2010-12-02T17:43:11.547-02:00</updated><title type='text'>Love song for no one.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPfzlfSHKlI/AAAAAAAAASE/418SAAiMKSM/s1600/tumblr_lbh4mojrqd1qzjor8o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPfzlfSHKlI/AAAAAAAAASE/418SAAiMKSM/s320/tumblr_lbh4mojrqd1qzjor8o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"I'll hide in my bedroom&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Staying up all night just to write&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;A love song for no one"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É madrugada de um dia que eu não sei qual é. Sentada em frente à janela vejo as gotas de chuva começarem a cair e no fundo John Mayer canta sua &lt;i&gt;love song for no one&lt;/i&gt;. E eu aqui, perdida em pensamentos, me pergunto onde você estará,&amp;nbsp;imerso em qual mundo, vigiado por quais vistas? Te escrevo canções, poesias e parágrafos inteiros, mas por fim não sei quem és, só sei que existes. Em alguma esquina da minha vida, em algum parêntese sabiamente colocado, em alguma interrogação a ser respondida com a sua presença. Por aqui te chamam de chinelo velho, tampa da panela, metade da laranja. E se quiser saber, de todos esses rótulos o que mais combina contigo é o de chinelo velho. Porque o meu pé está cansado que só. Corremos tanto por esse mundo, às vezes em círculo, outras em linha reta, e na maioria subindo altas montanhas onde fazia frio e o vento era quase insuportável. Se houvesse uma regra que ditasse que a velhice do chinelo tivesse que ser diretamente proporcional ao cansaço do pé, sua idade beiraria o infinito. Mas não se assuste, embora cansado, meu pé tem forças, meu coração tem sede de mais, minha vida anseia por motivos que me façam correr, saltar montes, escalar montanhas. Só que não hoje. Se você chegasse hoje, exatamente à essa hora que o relógio marca, nessa mesma estação em que nos encontramos,&amp;nbsp;teria um trabalho dos grandes. O meu jardim está cheio de ervas daninhas, fantasmas e monstros cercam meu castelo e ando cansada de impor minha presença. Só sinto vontade de ficar assim, quietinha olhando a janela, com o telefone do lado, a caixa de e-mail aberta, o olho no carteiro que passa todo dia, preciso agora que me encontrem. Que a minha presença, um dia tão imposta, seja procurada. Que a minha ausência seja sentida. Que o meu valor seja descoberto. Você saberá o certo a se fazer. Você terá um braço que não cansará, ombros que sobrem num abraço pra que eu possa explorá-lo sem sobrecarregar nenhum lado, voz que não fique rouca. Não espero perfeição porque serás meu e o perfeito sempre me assustou. Não quero ter medo de te&amp;nbsp;tocar e vê-lo quebrando em mil pedacinhos, não quero me sentir menor ao te olhar, não quero nem o vislumbre da perfeição. Quero você imperfeito. Com todos os defeitos que mantêm teu edifício de pé. Com todas as manias que o fazem ter nascido pra mim. Com todas as cores que fazem o teu chinelo ser perfeito pra estação em que vive o meu pé. Venha a seu tempo e me encontre aqui. No ponto de partida. Vem e me leva embora dessa falta de vida. Descobriremos nossos caminhos e sararemos nossas dores. Me leva até o lugar onde se esconde o pra sempre, onde pra cada gota de lágrima há uma cachoeira de sorrisos, onde o amor acontece&amp;nbsp;acima de qualquer obstáculo. Deve haver um lugar onde as pessoas ainda acreditam, onde o sentimento ainda consegue vencer, onde, mesmo lotadas, há espaço nas agendas para o amor. Pra que você não se assuste, faço questão de avisar: sou feita de amor. Meu sangue deve ter pequenos glóbulos em formato de coração, meus balões de pensamento são de algodão doce, minha fé em contos de fadas permanece intacta apesar dos baques da vida. De fato, ao me encontrar, você terá um peso enorme nos seus ombros: meus sonhos. Mas deles você saberá cuidar. O chinelo velho pro meu pé cansado, mesmo que inconscientemente, foi jogado no mundo com essa missão. E deve ter uma porção de sonhos, uma boa dose de palavras bonitas e músicas de amor, reservadas pra mim. Mas por hoje, enquanto ele não vem, ouço mais uma vez aquela canção, danço sozinha pelo quarto, descanso a minha presença. Me limpo por dentro enquanto ele não vem. Me conheço, me defino, me valorizo enquanto ele não vem. E espero por ele, enquanto ele não vem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"I'm tired of being alone&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;So hurry up and get here&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;So tired of being alone&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;So hurry up and get here&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;You'll be so good for me"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(John Mayer)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-2734724835250579459?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/2734724835250579459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=2734724835250579459&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2734724835250579459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2734724835250579459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/12/love-song-for-no-one.html' title='Love song for no one.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPfzlfSHKlI/AAAAAAAAASE/418SAAiMKSM/s72-c/tumblr_lbh4mojrqd1qzjor8o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-1058472286156144332</id><published>2010-11-30T17:33:00.001-02:00</published><updated>2010-11-30T17:44:50.732-02:00</updated><title type='text'>Sobre o que hoje é ventila-dor.</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPVRNBlLVQI/AAAAAAAAAR8/p58MckpmwZY/s1600/4621457594_f4163c143d_z_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPVRNBlLVQI/AAAAAAAAAR8/p58MckpmwZY/s320/4621457594_f4163c143d_z_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tudo começou meio do nada. Um dia, enquanto deveria estar dormindo, uma garotinha amontoou um monte de palavras numa folha de papel e escondeu num caderno velho. Não era uma carta, nem nada que pudesse ser endereçado à alguém, era só uma história, uma daquelas histórias que vivem na cabeça de garotinhas que sonham acordada com o tal grande amor. Não sei ao certo como surgiu a ideia, mas um dia a menina pensou em publicá-la em algum lugar, talvez pra que soubessem que dentro daquela menina tímida com o sorriso fixo no rosto, existia um mundo inteiro de sonhos e amores. E assim o fez. Transformou o texto em foto e criou um porta-retrato pra ele. E veio um elogio. E depois outro. E mais outro. E logo depois as perguntas: será que é isso o que eu sei fazer? será que inventar histórias&amp;nbsp;é mesmo o meu talento e não só algo que faço enquanto o sono não vem? será que nasci assim tão tímida e secreta pra que meus dedos tivessem espaço pra falar por mim? E a menina, cheia de dúvidas e inseguranças, se achando mais incapaz do que capaz, resolveu criar um blog, um lugar onde outras meninas sonhadoras pudessem descansar os sonhos e saber que não estavam sozinhas. Então criou: uunsaid-things. Coisas nãão-ditas. Eram isso mesmo. Eram tudo o que a menina não sabia dizer, o que sentia vontade de gritar quando ainda era rouca pra esse tipo de coisa, o que enxergava no mundo e não sabia se tinha o direito de dizer. Por um momento ela pensou que fosse covardia, que as palavras fossem uma forma de se proteger do mundo, mas depois descobriu que era coragem, cara limpa na hora de falar de amor, decisão de se expor sem medo de entenderem ou não. O que era blog virou coração. O que era hobby virou necessidade. O que era só mais uma coisa, virou uma coisa enorme que a aproximou de gente de verdade, gente que sentia como ela, gente que não tinha medo de dizer que o mundo de dentro existe sim e que é maior do que o exterior. O que hoje é ventila-dor, já foi coração e alma; terra do coração; flores, amores e blábláblá - e um dia será outro e depois outro e mais outro, são fases da vida, mudanças da alma, amadurecimento quiçá. O que hoje é público já foi secreto, coisa pra quem não a conhecia; já foi desativado por medo, vergonha, arrependimento; já teve outro endereço que só serviu pra lembrar o quão sem sentido era se esconder. Depois de tudo, tudo ficou. As palavras que um dia sumiram, voltaram ao lugar, com todas as devidas pontuações. A menina, que um dia pensou escrever pra alguém, descobriu que escrevia pra si. Pra que pudesse se conhecer, colocar os pingos nos seus próprios i's, saber o que existia e deixava de existir dentro daquele coração que só conhecera amor. Descobrira que tudo era dela. Cada vírgula, cada acento, cada travessão. Tudo fora parte do que hoje ela é e nada sumiria, nada se esconderia, nada a faria se arrepender. Era composta mesmo por cada texto publicado, por cada frase respirada e duramente pontuada. Desde o início fora aquilo que escrevera, nunca soubera mentir, disfarçar, criar personagens tão distintos de si. Hoje a menina sabe da necessidade do blog, da importância de escrever, de tudo o que esse mundo criado representa pra ela. Não pretende parar, nem ao menos se ausentar temporariamente, seguirá escrevendo. Mesmo quando não souber o que dizer, mesmo quando os nós estiverem prendendo as palavras, mesmo quando a felicidade for intraduzível. Mudará sim, de nome, características, estilos até, mas nunca de endereço. Estará sempre aqui com suas palavras nãão-ditas. Perdida num mundo que criou e de onde não consegue mais sair. Cercada de gente que diz, num comentário ou no silêncio, através das visitas, das procuras, do digitar o www no navegador, que nem tudo o que está aqui é material ruim, que alguma coisa sempre se aproveita e que o coração sempre fala melhor do que qualquer um. É a essa gente que a menina agradece. Porque tantas vezes pensou em desistir e em todas elas a impediram. Vocês, minha gente, são incríveis. Não desistam dessa menina que, mesmo sem saber nada sobre a vida, arrisca umas jogadas vezenquando e acaba acertando; que não sabe nada sobre o amor, mas que consegue falar o que tanta gente sente com ele. Me encontrem aqui e aí&amp;nbsp;em seus respectivos blogs. Nem sempre comento, porque nem sempre sei o que dizer, mas sempre, sempre mesmo, confiro os textos, leio os antigos, sublinho frases importantes na minha mente. São mais de duzentos seguidores&amp;nbsp;que eu consegui não sei como, são 9.000 visitas que vocês fizeram sei lá por quê, mas é tudo isso que me faz ter orgulho do que vou me tornando dia após dia. Obrigada por aturarem meu drama, meus questionamentos, minhas crises - de tristeza e de alegria. Continuem sempre, voltem todas as vezes possíveis, tudo isso aqui é meu, mas é também de vocês. Obrigada, obrigada, obrigada. É clichê dizer, mas é verdadeiro também, meu coração não aguenta ver todas essas visitas, todas essas procuras, todos esses comentários tão cuidadosamente escritos, fico imensamente feliz ao encontrá-los por aqui. Tudo porquê aquela garotinha que começou isso aqui hoje sou eu. E nós nunca imaginamos que o futuro faria isso. Que meus dedos teriam essa força. Que o meu coração tivesse tanto a falar e fosse capaz de alcançar tantos outros por aí. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Obrigada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A palavra é a nossa arma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;E sempre que precisarem de reforço, me gritem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;---------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿Oi, gente, bom, talvez esse texto seja um recomeço, porque eu estive bem afastada do blog, deixei de aparecer em outros, apareci pra postar e pronto. Não gosto disso e acho incorreto com vocês que sempre são super legais comigo, por isso me perdoem. Então, em agosto o blog fez 1 ano e eu planejei algumas coisas que não puderam ser feitas devido à minha falta de tempo e ao vestibular, portanto, agora nas férias, tentarei pôr o plano em prática, postarei todos os selos que vocês me dão de presente, indicarei todos os que de alguma forma são importantes pra mim. Perdoem minha ausência e esperem uma Nicole mais presente e mais dedicada à isso aqui. Obrigada por tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-1058472286156144332?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/1058472286156144332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=1058472286156144332&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1058472286156144332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/1058472286156144332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/sobre-o-que-hoje-e-ventila-dor.html' title='Sobre o que hoje é ventila-dor.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPVRNBlLVQI/AAAAAAAAAR8/p58MckpmwZY/s72-c/4621457594_f4163c143d_z_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-752083796461199723</id><published>2010-11-29T17:32:00.001-02:00</published><updated>2010-11-29T17:34:30.064-02:00</updated><title type='text'>A menina e o amor.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPP_0R0AhxI/AAAAAAAAAR0/-Y2sUNSttg0/s1600/tumblr_lbamgpLRGd1qcaj1uo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPP_0R0AhxI/AAAAAAAAAR0/-Y2sUNSttg0/s320/tumblr_lbamgpLRGd1qcaj1uo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria escrever mas nada saía. As palavras não obedeciam aos comandos e o coração continuava pesado com tudo o que sentia sozinho. Queria gritar mas estava rouca. Havia gritado amores e paixões aos quatro ventos e agora a voz não mais existia. Havia tentado amar de um jeito certo e acabara sobrando no final: com um adeus nunca dito, um amor nunca acabado e uma sede nunca saciada. A menina tinha sede de amor. Não conseguia entender como seu coração era capaz de desejar tanto algo que o dilacerava. Tentara esquecer. Tentara não pensar. Tentara fazer de conta que não sentia. Mas o amor não a deixava. Em todas as estradas, o amor parecia ser o local para onde ela sempre era conduzida. Em todas as paradas, todos os estágios, no frio da montanha ou no calor de uma praia: era o amor que sempre a encontrava. Quando chorava ou sorria, o amor. Quando escrevia, gritava, cantava, o amor. Nascera pra ele, a diziam. Era uma menina com um amor que não a largava. Um amor talvez não mais correspondido, mas crescente de forma louca, desobediente e avassaladora. Um amor agora já sem sentido, quase uma lembrança perdida num bilhete de gaveta pra uns, mas um anúncio enorme num outdoor para ela. Todos os dias lembrava dele. Todos os dias ansiava por ele. Todos os dias sonhava com ele. Com o amor e com ele. Com o dia em que o amor e ele se fundiram e vieram como um foguete invadir o país coração dela. Se agarrava a esperanças, incentivava todas as pequenas fagulhas de esperança que vez ou outra ameaçavam apagar. Se agarrava a palavras, construía pontes, portos e abrigos com elas. Se perdia em pensamentos, desejava que o amor fosse nele tão irresponsável quanto nela e que fizesse nascer impulsos que o levassem a largar tudo e saltar os abismos pra chegar até aqui. Até a esquina em que ela e o amor se escondem do mundo. A menina apenas espera. Com os braços abertos que vezenquando ameaçam doer, mas que ainda encontram paredes concretas onde podem se apoiar. A menina com o amor já sofreu demais, já chorou todo choro do mundo, já desejou ser imune à ele. Mas ela aprendeu que ele é maior. E que sempre vence. Ainda que demore, ainda que fique sufocado com tanta pedra, o amor vence. Ela o deixaria vencer enquanto vivesse. Enquanto respirasse, respiraria amor. Enquanto dançasse, dançaria amor. Enquanto escrevesse, sentisse e vivesse, seria amor, amor, amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-752083796461199723?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/752083796461199723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=752083796461199723&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/752083796461199723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/752083796461199723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/menina-e-o-amor.html' title='A menina e o amor.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TPP_0R0AhxI/AAAAAAAAAR0/-Y2sUNSttg0/s72-c/tumblr_lbamgpLRGd1qcaj1uo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-7516538605999424704</id><published>2010-11-26T17:35:00.002-02:00</published><updated>2011-02-24T16:28:15.952-03:00</updated><title type='text'>O que eu não entendo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oPpeJ1RJJi4/TWaxQPH60eI/AAAAAAAAAYg/hKjxxO3o8Jw/s1600/tumblr_lcjz2pUOy01qdfytto1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-oPpeJ1RJJi4/TWaxQPH60eI/AAAAAAAAAYg/hKjxxO3o8Jw/s320/tumblr_lcjz2pUOy01qdfytto1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Imagina duas pessoas que se amam. Duas pessoas que descobriram em suas solidões o quanto a vida é difícil sem a certeza de seu amor. Duas pessoas com corações pulsando no mesmo ritmo, com mãos que se buscam entre os desencontros, com um amor que não cabe em si e transborda pelos cantos. Eu nunca vou entender o porquê de estarem separadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez me disseram que o amor vence tudo. Desde então resolvi acreditar. Fiz esse amor indestrutível ser a minha bandeira. Me vesti dele e fui à luta. Hoje sou composta por um amor imortal, que cresceu condicionado a crer que era capaz de permanecer vivo perante qualquer situação. Meu amor vem sobrevivendo aos choques térmicos que a vida dá, à sensação de gelo derretendo seguida pela sensação de nevasca; vem sobrevivendo às impossibilidades, aos chamados irrespondíveis, aos apelos ignorados. O meu amor se descobriu forte, maior do que qualquer premeditação ou limite pré-estabelecido. E o seu amor? Eu sei que é forte, grande, além de tudo o que você tenha pensado um dia. Eu sei sobre a falta que te faço, sobre o vazio que ficou e que ninguém consegue preencher, sobre as dores invisíveis que te assolam na escuridão dos teus pensamentos. Eu sei porque vivo tudo isso na pele. Porque aquela pele que um dia foi acariciada por ti, hoje é tocada pelo vento frio que entra pela janela aberta esperando você voltar. Porque aquela mão que um dia brincou com a tua e escreveu milhões de frases apaixonadas, hoje brinca com uma caneta no ar sem saber ao certo o que escrever. Eu sei que antes de dormir os teus pensamentos são meus e que se não dormes é por minha causa. Eu sei que é por amor que a tua mão ainda procura a minha e teus dedos tocam suavemente meus lábios. E é sabendo tudo e quase tocando na certeza do que sei, que não consigo entender como a distância seria indolor. Acredito que a distância atrapalhe o amor, que uma distração tire o teu foco e que a falta de tempo possa ferir, mas acredito ainda mais que a distância sem o amor traga um sentimento doído que tira não só o foco,&amp;nbsp; mas também a cor do dia e a vontade de seguir em frente. Por você faria do telefone o meu melhor amigo e ganharia, ao invés de perder, todos os fins de semana ao teu lado. Me bastaria a certeza de tê-lo comigo, de que ao amanhecer o teu primeiro bom dia seria o meu, de que nenhum outro cabelo teria sua mão passeando por ele, de que depois de um tempo, depois de vencer tudo o que fosse obstáculo, você estaria comigo em tempo integral. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Planejar o futuro e esquecer do presente é erro grave. Não deixa esse ser o nosso, por favor. Já erramos tanto ao longo do caminho, mas agora temos a oportunidade de fazer tudo diferente. Somos nosso presente. Façamos como crianças que abrem todos os embrulhos e aproveitam o que têm sem se importar se amanhã a asa do avião quebrará ou se a boneca terá seu cabelo cortado. Deixemos enfim nosso amor vencer. Apaga a luz, põe de novo a mão na minha cabeça e deixa o amor vencer. Lembra da sensação de vitória que sentimos, do sorriso que não fechava, da mão que não cansava nunca, dos olhos que mesmo fechados se viam. Vamos embora, &lt;i&gt;MEU AMOR&lt;/i&gt;, deixemos de lado as cicatrizes e os medos. Me dá a mão para que juntos possamos mergulhar na possibilidade de ser feliz que aparece à nossa frente. O nosso amor há de ser forte e prevalecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;"Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Que a gente vai passar (...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Que eu cansei da nossa fuga&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Já não vejo motivos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Pra um amor de tantas rugas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Não ter o seu lugar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Abre a janela agora&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Deixa que o sol te veja&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;É só lembrar que o amor é tão maior (...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Diz, quem é maior que o amor?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Vem, vamos além."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;(Los Hermanos)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-7516538605999424704?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/7516538605999424704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=7516538605999424704&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7516538605999424704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/7516538605999424704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/o-que-eu-nao-entendo.html' title='O que eu não entendo.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oPpeJ1RJJi4/TWaxQPH60eI/AAAAAAAAAYg/hKjxxO3o8Jw/s72-c/tumblr_lcjz2pUOy01qdfytto1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-2466232331079613192</id><published>2010-11-25T00:02:00.000-02:00</published><updated>2010-11-25T00:02:04.044-02:00</updated><title type='text'>DEZ&amp;NOVE.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOwkyaoDR1I/AAAAAAAAARw/LzKWKCWrU-Y/s1600/OgAAABxnJHzDjgdAgOxW9C0ckF26ZbK3RSbE3T0eeO7V-CTMKWycGJ-iANlSKOiSgn48LgmDxV0e1-hsicniJRmXFSsAm1T1UGjjSO4vwwMnJGhnzzgZsG-a3uge.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOwkyaoDR1I/AAAAAAAAARw/LzKWKCWrU-Y/s320/OgAAABxnJHzDjgdAgOxW9C0ckF26ZbK3RSbE3T0eeO7V-CTMKWycGJ-iANlSKOiSgn48LgmDxV0e1-hsicniJRmXFSsAm1T1UGjjSO4vwwMnJGhnzzgZsG-a3uge.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabou a sensação-dezoito-anos para que a sensação-dezenove-anos possa aflorar. 18 é o rei, a idade esperada pela maioria lá fora, a fase mais comemorada da vida de alguns, afinal, é a idade de beber, de fugir de casa, de ser feliz sem prestar contas à ninguém. Mas e 19? quem liga pra essa idade que é só mais uma após a maioridade e mais uma antes do fim da era "teen"? Eu ligo. Acho um número bonito, sonoro, uma idade livre. Foi embora&amp;nbsp;a pressão de ter dezoito anos e a obrigação de ter que aproveitar a vida. Com dezenove anos pode-se ser adulto e criança, pode-se olhar pra trás e prolongar o lado teen da vida ou olhar pra frente e pensar na nova dezena que se iniciará em breve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí o que você escolhe? Seguir com seu jeito bobo e divertido de encarar a vida ou fazer de conta que é hora de ser uma pessoa séria? Continuar aquele cara que joga queimado com o fundamental ou se trancar numa sala com livros por que é a hora de "ser alguém na vida"? Seguirás em frente com orgulho do que fostes ou preferirás esquecer que um dia houve bigode, flauta doce e brincadeiras no pátio? Agora será tudo novo. Novos rostos, novos sonhos, novas responsabilidades. Talvez em algum lugar de você a sua alma suplique por isso. Talvez a esperança de que amanhã tudo seja diferente tenha se tornado sua maior companhia. Talvez haja um plano para que tudo comece diferente daqui pra frente. E torço pra que seja. Pra que amanhã todas as nuvens que cobriram o céu sumam daí. Pra que esse peso no teu peito vire apenas aprendizado. Pra que todas as palavras presas sejam como pássaros e encontrem o destino certo. Pra que a sua mãe seja sempre a sua melhor amiga. Pra que mesmo quando houver discussões e batidas de porta, haja perdão e esquecimento de orgulho. E torço pelo seu futuro, pra que ele seja incrível. Pra que as pessoas certas se aproximem de você, pra que todos os seus sonhos, do menor ao maior, encontrem um jeito de se tornarem reais, pra que tudo o que você fizer seja capaz de manter o seu sorriso enorme no rosto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mude sim, mude quantas vezes forem necessárias, mas só quando a mudança for para o seu bem. Não deixe que zombem do som que a tua flauta emite, se é o que te faz feliz, persista. Não deixe que digam que é hora de crescer, cresça sim, mas nunca perca o &lt;i&gt;fool &lt;/i&gt;que há aí dentro. Quando se sentir deixado de lado, bata a porta se necessário, mas volte depois e faça sua presença&amp;nbsp;não apenas ser notada, mas ser &lt;i&gt;sentida&lt;/i&gt;. Mantenha o enigma, o mistério que tanto te atrai, mas seja claro quando a vida exigir clareza. Fale quando a dor marcar presença, não fuja, não se esconda, mostre sem medo o que você é. Defenda seus pontos de vista até o fim, mas abra espaço para a opinião que lhe for importante. Se aproxime de &lt;i&gt;gente de verdade&lt;/i&gt; e não abandone nunca o lugar de onde você veio. Olhe sempre para as &lt;i&gt;estrelas&lt;/i&gt;, porque pelo menos uma delas vai estar sempre olhando - e orando -&amp;nbsp;por você. Seja adulto quando for preciso, mas mantenha sempre a corda na sua mochila e não esqueça de brincar na hora do recreio. Seja você durante todo o tempo e torne-se o você que você planejou um dia. Tenha um futuro ma-ra-vi-lho-so, cheio de sorrisos e céu limpinho, e mesmo que haja lágrima e chuva, que água nenhuma seja capaz de borrar a perfeição do teu projeto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você é bom sim. Não só em inglês. Não só em qualquer outra matéria em que você tente procurar sua especialização. Você é bom em algo maior. Você é bom na arte de contar uma piada e alegrar qualquer ambiente. Você é bom quando se trata de ter compaixão e atenção pros velhinhos. Pra iniciar uma amizade numa fila de almoço, pra escrever um texto e fazer alguém chorar, pra ter amigos por onde passa. É inútil tentar compará-lo&amp;nbsp;a qualquer um. Você é único. Todo mundo precisa de cérebro e coração. A sua família é assim também. E o coração é teu. Você é mestre na arte de ser &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; humano. Com seu jeito bobo, com sua flauta doce, com&amp;nbsp;suas notas não-perfeitas, com suas músicas estranhas. E daí que nem todo mundo entende? É isso o que o faz &lt;i&gt;você&lt;/i&gt;. E é assim desse jeito que você vai ganhar o mundo. É desse jeito que o mundo vai levantar pra te aplaudir. Desse jeito portas e corações sempre se abrirão pra você. E eu estarei lá. A cada conquista, a cada sorriso que você der, a cada ponto que você conquistar. Estarei lá, aqui e acolá. Quando o mar ficar revolto e de repente você precisar de um abrigo, corre pra cá. Quando precisar de uma risada estranha, meia dúzia de palavras bem escolhidas, uma bronca pra não jogar o lixo no chão, tem alguém aqui. E, por fim, quando ninguém puder te entender e você sentir que precisa de alguém que te aceite do que jeito que você é, lembra de mim. Telefona, manda e-mail, carta, telegrama, sinal de fumaça ou tweet. Qualquer coisa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas hoje, no teu dia, esquece de tudo. Lembra só de ser feliz. Pinta o teu próprio sol no céu, seca o chão que a chuva molhou com as próprias mãos, encontra um jeito de ser feliz. E, quer saber?, não faz isso só hoje não. Faz todo dia. Sempre que doer demais, o céu escurecer, a lágrima ameaçar cair, lembra de ser feliz. Olha no espelho e abre um sorriso, o mantém no rosto até que ele seja real.&amp;nbsp;Só não se esconda atrás dele. Mostre-se. Descubra-se. Atire-se sem medo em toda possibilidade de ser feliz que aparecer à sua frente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feliz aniversário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"Eu acredito em você, mesmo que todos digam o contrário.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Eu torço por você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Durantes os anos, você vai ver... &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;vou estar discretamente em lugares estratégicos te aplaudindo. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Eu prometo. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Eu sempre vou estar lá pra te aplaudir. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;E acredita, você terá muitas ocasiões assim. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Eu acredito."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Ana Martins)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-2466232331079613192?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/2466232331079613192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=2466232331079613192&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2466232331079613192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2466232331079613192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/dez.html' title='DEZ&amp;NOVE.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOwkyaoDR1I/AAAAAAAAARw/LzKWKCWrU-Y/s72-c/OgAAABxnJHzDjgdAgOxW9C0ckF26ZbK3RSbE3T0eeO7V-CTMKWycGJ-iANlSKOiSgn48LgmDxV0e1-hsicniJRmXFSsAm1T1UGjjSO4vwwMnJGhnzzgZsG-a3uge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-9114213001242581403</id><published>2010-11-22T16:04:00.003-02:00</published><updated>2010-11-22T16:20:47.657-02:00</updated><title type='text'>Des(encontro)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOqx1YMjdFI/AAAAAAAAARo/lmACmoTt-6g/s1600/5195659730_a55b2d75b4_z_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOqx1YMjdFI/AAAAAAAAARo/lmACmoTt-6g/s320/5195659730_a55b2d75b4_z_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Viajei no tempo essa noite. Não sei se sonhei ou se realmente estive lá. Não consigo definir. Mas fui até o futuro, até o lugar que tanto me assusta hoje. Era um noite quente, no céu imperava uma lua cheia, o mar calmo ia e vinha com pequenas ondas. Estávamos nós dois na praia, ninguém mais passava, éramos nós e a natureza, nós e nossos pensamentos, nós e eu ali parada observando. A praia era só nossa, entretanto estávamos um em cada ponta, não nos sabíamos ali. Eu pensava estar sozinha com a minha solidão e você com a sua. Os dois sentados na areia, de frente pro mar. E isso era tudo o que eu podia ver. Não conseguia ver nossos rostos, não sabia se sorríamos ou chorávamos. Talvez estivéssemos fugindo da agitação da nossa vida, talvez buscando respostas. Talvez esperássemos alguém pra nos encontrar e carregar a nossa solidão no colo, talvez nossa única esperança de companhia fosse a própria solidão. Não conseguia saber se estávamos felizes, se nossas vidas estavam no rumo certo, se acabamos nos tornando o que tanto sonhamos. Imaginei quando teria sido a última vez que nos vimos ou a última vez em que pronunciamos algumas palavras; imaginei se você ainda lembrava de mim, ou se eu era apenas mais uma lembrança de fundo de gaveta, guardada junto com alguns papéis amarelados pelo tempo. Imaginei se eu ainda pensava em você, se ainda esperava que em algum momento o telefone tocasse e fosse sua a voz do outro lado ou se eu havia sido convidada por outra voz. E minhas palavras? o que teria acontecido com elas? talvez eu estivesse ali para entregá-las ao mar, com esperança de que chegassem até você ou com a intenção de&amp;nbsp; que fugissem de mim. Talvez estivéssemos pensando um no outro, você lembrando de quando eu disse que te amava pela primeira vez e eu lembrando de quando você disse que eu era a melhor coisa que havia acontecido na sua vida. Talvez estivéssemos sufocados em nossa nova vida e tenhamos ido ali com o propósito de relembrar os nossos tempos. Mas talvez pra esquecer. Queria ver se você sorria, mas o seu rosto não virava. Daí me ocorreu que fomos por tanto tempo mestres na arte de esconder a dor, que um sorriso seu em meio à solidão da noite poderia significar resistência e não felicidade. Eu também não via meu rosto, mas me escutava sussurrar baixinho, talvez uma poesia ou um texto sobre mar, lua e solidão. De repente, juntos, cada um em sua ponta da praia, erguemos a cabeça e admiramos a lua. Imaginei em quem pensávamos, pra quem compunhamos versos e canções, pra quem dedicávamos aquele momento de luz em meio à escuridão. Mas não soube. Nos levantamos e fomos em direção um ao outro. E eu fui embora sem saber. Não soube se estávamos ali porque havíamos marcado e o nosso tempo a sós foi apenas pra colocar as ideias em ordem e sabermos o que dizer ou se passamos direto um pelo outro com aquela ligeira sensação de já ter visto aquele rosto em algum lugar. Fui embora sem saber. Deixei pro vento, pro mar e pra lua, a missão de me contarem depois. Quando eu chegasse ali, eu descobriria. Não agora. Agora eu viveria o hoje. O amanhã continuaria sendo o daqui a pouco. E do daqui a pouco eu cuido depois. O presente me espera. E é dele que eu vou cuidar. O amanhã depende do hoje, e o futuro é a gente quem constrói.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-9114213001242581403?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/9114213001242581403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=9114213001242581403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/9114213001242581403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/9114213001242581403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/desencontro.html' title='Des(encontro)'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOqx1YMjdFI/AAAAAAAAARo/lmACmoTt-6g/s72-c/5195659730_a55b2d75b4_z_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-8422686077160935262</id><published>2010-11-21T16:33:00.000-02:00</published><updated>2010-11-21T16:33:53.453-02:00</updated><title type='text'>Balada para João e Joana.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN2tp9GTiVI/AAAAAAAAARI/E0hui_xRKxk/s1600/tumblr_lb0bcogtAt1qe8jv8o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN2tp9GTiVI/AAAAAAAAARI/E0hui_xRKxk/s320/tumblr_lb0bcogtAt1qe8jv8o1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João vai sair de casa atrasado como sempre faz. Vai olhar o relógio atrasado, praguejar ao vento por ter que acordar a essa hora da manhã e bater o portão como sempre faz. Joana vai acordar antes da hora. Arrumar o cabelo, a cama, o coração. Vai se olhar no espelho, abrir as janelas, dar bom dia ao próprio dia, desejar &lt;i&gt;que seja doce&lt;/i&gt;. João vai jogar futebol, não prestar atenção nas aulas, ouvir um rock gritante. Joana vai pegar um livro na biblioteca, sentar na primeira fileira na aula, ouvir uma música com mais letra do que ritmo.&lt;br /&gt;João é mais um menino num mundo de milhões de meninos. Joana é só mais uma menina num mundo de milhões de meninas. João usa uniforme, não penteia o cabelo, não tem muito o que o diferencie na multidão. Joana usa uniforme, tem cabelo preto e escorrido, nenhuma roupa que chame atenção numa multidão. João acha o amor coisa de novela mexicana, desacredita em finais felizes, tem medo da palavra compromisso. Joana acredita em destino, príncipes encantados, espera a todo momento por um compromisso que valha toda a espera. João teve seu coração partido uma vez e lutou pra reconstruí-lo. Joana nunca se entregou. Sempre fugiu das possibilidades. Sempre se refugiou no sonho. Joana espera por algo que se pareça com as histórias escritas nos livros, com declarações em público, despedidas num sagão de aeroporto com direito ao nome dela chamado no auto-falante. Mas um dia ela irá conhecer João.&lt;br /&gt;Conversarão sobre amenidades, depois sobre afinidades e então sobre disparidades. Descobrirão que não têm nada a ver. Que João prefere o branco e Joana o preto. Que João suja a rua e Joana vira a cara quando um abusado joga o lixo no chão. Que João assiste terror e Joana suspira com os romances. E daí o que farão? Fugirão um do outro? Joana correrá para seu livro aberto em cima da cama, esperando pelo cara com os mesmos gostos? João continuará a se proteger com medo de que tantas diferenças destrocem novamente seu coração? Acredito que não. João e Joana descobrirão juntos que as diferenças somadas formam um igual. Que o amor não escolhe, ele acontece. Os dois aprenderão que é inevitável sofrer, mas que é impossível não reconstruir o coração. Aprenderão a pedir perdão, a dar lugar a preferência do outro, a ser um só. Brigarão muitas vezes, baterão telefones, rasgarão pedaços de papel. Ficarão dias sem se falar, provocarão ciúmes, usarão as diferenças como desculpa. Mas no final descobrirão que o clichê é válido: os dois se completam. E correrão, subirão nas montanhas impossíveis, abrirão mão de tanta coisa pelo outro. Esmagarão toda a dor com o amor. Esquecerão toda a mágoa com o amor. Diminuirão todas as diferenças com o amor. Joana um dia perceberá ser tão feliz quanto a personagem do seu livro favorito dizia ser. João um dia perceberá que o amor é coisa de novela mexica sim, mas também é de vida real e não coisa de outro mundo. Joana receberá sua declaração num sussuro ao pé do ouvido e descobrirá fazer mais efeito do que gritada em meio à multidão. João perceberá que não existe liberdade melhor do que estar preso à alguém. João e Joana darão conta de que o amor não é uma fórmula pronta, um cálculo matemático que um dia deu certo. Amor é uma experiência química, que pode explodir se não for regulado nas doses de sentimentos que o compõem e que pode mudar de cor todo o composto vital, transformá-lo num arco-íris de felicidade. João e Joana decidirão lutar juntos contra tudo o que aparecer. Porque João e Joana se amarão. E descobrirão que juntos são melhores, maiores e invencíveis. Porque João e Joana se descobrirão dependentes da maior droga que já existiu.&lt;br /&gt;Hoje João e Joana não se conhecem. Mas amanhã, numa esquina qualquer, João enquanto corre atrasado, esbarrará em Joana e derrubará seus livros no chão. A cena que Joana viu no filme ontem a noite acontecerá com ela amanhã. Seus livros irão ao chão e ao abaixar para pegá-los junto ao garoto estranho que os derrubou, ela levantará outra pessoa. Com um sorriso que dará sentido à uma vida inteira de buscas. Com um encontro que fará valer a pena toda procura. Com um João que valerá por mil príncipes. E João com uma Joana que cuidará de todas as feridas restantes e dará ao coração motivos para acreditar no amor. A balada para João e Joana começará assim que os dois deixarem o coração vencer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;"E&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ntão eles se deram na convicção&lt;br /&gt;Feitos um pro outro, mas por exclusão&lt;br /&gt;Seu destino cego a lhes conduzir&lt;br /&gt;Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho&lt;br /&gt;E dançavam lá em meio a tanta gente&lt;br /&gt;Se encontraram ali&lt;/i&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Skank) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-8422686077160935262?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/8422686077160935262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=8422686077160935262&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8422686077160935262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/8422686077160935262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/balada-para-joao-e-joana.html' title='Balada para João e Joana.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN2tp9GTiVI/AAAAAAAAARI/E0hui_xRKxk/s72-c/tumblr_lb0bcogtAt1qe8jv8o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-940885831654461473</id><published>2010-11-20T12:32:00.003-02:00</published><updated>2011-01-24T20:39:36.099-02:00</updated><title type='text'>Multipolar.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TT3_jIfgUBI/AAAAAAAAAU0/OJ2mSibs7FU/s1600/tumblr_lfho2sKpo01qgv3vto1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TT3_jIfgUBI/AAAAAAAAAU0/OJ2mSibs7FU/s320/tumblr_lfho2sKpo01qgv3vto1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vez ou outra algum vento sopra baixinho no meu ouvido dizendo que você ainda me ama; vezenquando meus olhos enxergam pequenos focos de luz vindo do seu farol lá na outra ponta da praia; sorrio feliz então e faço uma piada qualquer, repito pra você não escutar: "para de amar tanto, cara", repito pro meu coração saber que você me ama, repito numa súplica ao avesso pra você não parar de me amar nunca. Mas suas vontades são bi, tri, multipolares, seus gelos são seguidos de fogo, sua aproximação é seguida por abismos, suas buscas são seguidas por abandonos. Quando sua voz diz que vai me encontrar, suas atitudes fazem tudo pra me perder; quando suas atitudes me querem por perto, sua voz não sai e o silêncio me manda pra longe; quando seu coração fala, você o sufoca. O que resta é um pedaço seu que eu não sei qual é. O que falta é a harmonia entre o que você quer e o que você faz. O que existe é nós dois perdidos em sentimento, orgulho e dor, quando tudo o que queríamos, ainda que você se recuse a ver, era estarmos perdidos um no outro - o seu corpo no meu, a sua alma na minha, o teu amor no meu. Seus atos são imprevisíveis, seu amor é questionado por mim todos os dias, suas vontades vivem soterradas. Há uma parte de mim que enxerga amor por trás da falsa indiferença. Que enxerga seus olhos me procurando quando o seu orgulho te faz correr pra longe de mim. Que vê uma pequena luz em cada diálogo com palavras monossilábicas. Que nunca aprende a ir embora e que finca os pés em qualquer&amp;nbsp;solo aparentemente concreto que aparece. É nesse concreto que essa parte de mim afunda, porque o seu concreto é feito de um material fraco demais, composto por&amp;nbsp;incertezas, baseado em desejos reprimidos e escondidos. Meus pés tentam sentí-lo e vez ou outra acreditam o ter alcançado, mas afundam quando o concreto vira lama, vira uma&amp;nbsp;areia movediça que me puxa pra baixo e imobiliza meus braços e pernas. De onde eu nunca saio, porque a parte de mim que é presa, é também aquela que acredita que você virá como um herói de um filme barato me socorrer. É a minha parte burra e estúpida que enxerga flores e arco-íris onde tudo o que de fato há é lama. Mas se você é composto por multipolaridades, eu sou composta por partes distintas. E por mais que a minha parte que espera por ti seja maior e me domine, a parte de mim que sabe recomeçar irá se recompor a qualquer momento. Suas incertezas e indecisões, acabarão por vencer e me levarão pra longe. Pra onde você não conseguirá me encontrar, pra onde suas palavras não surtirão nenhum efeito, pra onde tudo o que exista seja eu e outro coração - um coração que acredite junto comigo no pra sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O problema maior é que todas as partes de mim e cada pedacinho do que sou hoje, te ama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-940885831654461473?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/940885831654461473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=940885831654461473&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/940885831654461473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/940885831654461473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/multipolar.html' title='Multipolar.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TT3_jIfgUBI/AAAAAAAAAU0/OJ2mSibs7FU/s72-c/tumblr_lfho2sKpo01qgv3vto1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-2283217921451975183</id><published>2010-11-19T14:15:00.000-02:00</published><updated>2010-11-19T14:15:59.072-02:00</updated><title type='text'>Alô, Alô, Realengo,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;aquele abraço - e um obrigada do tamanho do amor que existe aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOag6g3mnjI/AAAAAAAAARg/xCX0F3if7s4/s1600/OgAAAAijq9KWgBCysmGpDyOW_zqCia1_2jGmz9Y3fef_79VFQ_CfIySWqHkFwZPs9M-YP0ziplnrg6tSUC2H4cKvEhkAm1T1UKqh8SDHwJ3hHyBXz56JV6TR5V0W.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOag6g3mnjI/AAAAAAAAARg/xCX0F3if7s4/s320/OgAAAAijq9KWgBCysmGpDyOW_zqCia1_2jGmz9Y3fef_79VFQ_CfIySWqHkFwZPs9M-YP0ziplnrg6tSUC2H4cKvEhkAm1T1UKqh8SDHwJ3hHyBXz56JV6TR5V0W.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é sobre pessoas em particular. Não é sobre determinado ano ou determinada turma. É sobre a instituição como um todo, desde a bandeira que balança ao vento ao cachorro que circula pelo pátio. É sobre tudo o que faz o Colégio Pedro Segundo ser a minha grande paixão e com certeza a maior recordação da minha vida. Foram três anos que mais pareceram uma vida inteira. Parecia não acabar, por alguns momentos tive a sensação de que ia ser pra sempre. Eram provas, trabalhos, pressões, que não pareciam acabar nunca. Foram amizades, sonhos, realizações e alegrias que não mereciam acabar nunca. Mas o ciclo precisa continuar. Novas pessoas precisam entrar e descobrir o sabor que tem a responsabilidade de ser daqui. E talvez seja pra elas que eu escrevo agora. Pra que saibam do valor que tem um emblema e pra que cuidem do colégio que é meio hospício e muito casa. Pra que saibam do que foi o Colégio que hoje é amarelo, enorme e bem equipado. Pra saberem que aquela sala com porta, fechadura, ar condicionado e janela, um dia foi quente, com telha, sem ventilador nem maçaneta. E que um dia uma turma lutou por um simples ventilador e mostrou que a união, de fato, faz a força. Pra que olhem praquele prédio amarelo e lembrem que um dia foi azul clarinho, azul da cor do sonho que se realizou em Realengo quando o colégio ali chegou. Pra que vejam o asfalto e imaginem pedrinhas onde se enterravam traquinas; pra que subam a rampinha e vislumbrem tudo o que existe onde um dia só existiu mato e ruínas; pra que saboreiem o macarrão sem sal que é servido e saibam que um dia centenas de alunos foram na x-copy improvisar um almoço. Pra que aproveitem cada segundo e respeitem a tradição. Pra que valorizem o tênis todo preto, a meia em seu devido lugar, o casaco sem nenhum detalhe colorido; pra que se mantenha em Realengo a ordem que faz o NOSSO colégio ser reconhecido; pra que cada Valdemir, cada Renato, cada Tio do Oclão, cada marcelo, seja sempre respeitado. Pra que suguem cada segundo de cada aula e pra que abram sempre espaço pra que os professores virem amigos. Pra que deem o devido a valor a cada décimo, a cada trabalho, a cada fagulha de salvação pra passar de ano. Pra que quando se sentirem injustiçados, saibam que um dia um terceiro ano quase inteiro, lutou sem armas e se calou pra ser ouvido, e conquistou o respeito não só à tradição, mas também ao aluno. Só quem passa por aqui sabe o que é &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; daqui. Sabe o que é perder um feriado, valorizar um fim de semana, ralar pra passar de ano. De fato, que eles saibam que os anos aqui foram os mais difíceis da minha vida. Foram seguidos de urgências e intensidades. Aprendi a não ser a melhor sempre, a tirar 0,1 de cabeça erguida, a passar pela PAF e deixar de lado o orgulho. Chorei muito, sorri muito, gritei muito. Vivi extremos. Foram anos difíceis sim, mas foram os melhores também. Pra o terceiro ano que vai agora, só resta dar as mãos, levantar a cabeça, se munir de todos os escudos e todas as armas que conquistamos nesse tempo e ir - em direção à algo novo, que com certeza não se comparará ao colégio, mas que servirá para mostrarmos ao mundo que o aluno daqui é diferente. Só nos resta nos juntarmos aos milhões que existem lá fora e que carregam um emblema enorme no coração: o de ex-aluno. O tempo que passei aqui é um lugar seguro na minha memória, pra onde correrei sempre que a vida aqui fora ficar dura demais. Lembrarei do tempo em que andar na rua de uniforme era ser reconhecida. Em que acordar cinco da manhã valia a pena. Em que chegar no colégio compensava o cansaço dos três ônibus. No fim tudo vira algo bom. Tudo serve como aprendizado. Tudo vai pro quartinho quente da memória. Alô, Realengo, é seu o melhor Pedro Segundo do Brasil. É sua a honra de ter uma unidade tão valorizada e reconhecida. Todo e qualquer pré-conceitoo sumirá em breve, só restará a certeza de que as melhores turmas são formadas aqui - à base de calor humano, união e macarrão sem sal. Que os futuros saibam cuidar de você. Saibam manter a minha casa em ordem, com os seus móveis em seus devidos lugares e os emblemas com seu devido peso. Obrigada, Realengo, a menininha tímida e sem muitas perspectivas que um dia chegou aí se perguntando se era dela mesmo o nome na lista de aprovados, se despede de você agora cheia de sonhos, vontades, amizades e aprendizados. Eu te amo, Pedro Segundo, a minha vida é certamente outra por ter vivido aqui.&amp;nbsp; Me tornei não só uma aluna melhor, mas um tipo humano mais evoluído. Com mais atenção pro próximo, com mais sensibilidade, com mais certeza do que quero ser. Recebe pra sempre o meu abraço, Realengo, e me deixa morar pra sempre em você. Meu coração agora tem três estrelas, um mural enorme de fotos, um baú gigante de lembranças. Viverás pra sempre em mim, Pedro Segundo. Prometo te orgulhar, contar pro mundo o quanto tem valor ter pertencido à você, contaminar o mundo com o sorriso que só quem estuda aqui possui. Que o sol ardente continue a brilhar sobre ti. Que o vento continue levantando as saias, o calor continue escaldante, os mosquitos continuem presente. Não perca suas características, não deixe que te imponham novos costumes. Você é assim. Amarelo com coração azul, abafado, pequeno e unido. Não deixe que a grandiosidade te faça diminuir de valor. Você é assim. E é assim que eu te guardarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"E o Pedro II resolveu trazer para a rua sua alegria fabulosa. (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas se este povo é triste, há uma imensa, jucunda, deslumbrante exceção: – o aluno do Pedro II. Tenho um amigo meu que vive rosnando: – Nesta terra, até as cadeiras são neuróticas.&amp;nbsp; Ao que eu responderia: – Menos as cadeiras do Pedro II -. Porque, lá, os móveis também são coniventes no humor dos alunos. (...)A rigor, não são os professores que me interessam no Pedro II. Nem os seus problemas de ensino. O que me deslumbra no aluno do Pedro II não é o estudante, mas o tipo humano. Ele deve ser um mau aluno (tomara que seja), mas que natureza cálida, que apetite vital, que ferocidade dionisíaca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olhem para as nossas ruas. Em cada canto, há alguém conspirando contra a vida. Não o aluno do Pedro II. Há quem diga, e eu concordo, que ele é a única sanidade mental do Brasil. E, realmente, não há por lá os soturnos, os merencórios, os augustos dos anjos.&lt;span style="font-size: large;"&gt; Os outros brasileiros deveriam aprender a rir com os alunos do Pedro II.&lt;/span&gt; (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E devíamos subvencionar o Pedro II para inundar a cidade, diariamente, com a sua alegria total, ululante."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;(Nelson Rodrigues)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-2283217921451975183?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/2283217921451975183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=2283217921451975183&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2283217921451975183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/2283217921451975183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/alo-alo-realengo.html' title='Alô, Alô, Realengo,'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOag6g3mnjI/AAAAAAAAARg/xCX0F3if7s4/s72-c/OgAAAAijq9KWgBCysmGpDyOW_zqCia1_2jGmz9Y3fef_79VFQ_CfIySWqHkFwZPs9M-YP0ziplnrg6tSUC2H4cKvEhkAm1T1UKqh8SDHwJ3hHyBXz56JV6TR5V0W.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-5391212954009142662</id><published>2010-11-18T14:53:00.003-02:00</published><updated>2011-12-30T18:49:36.376-02:00</updated><title type='text'>E o nosso amor -</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOVZg6XoYII/AAAAAAAAARc/Osg_NzYuhXY/s1600/tumblr_lb091dCJk71qay9pdo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOVZg6XoYII/AAAAAAAAARc/Osg_NzYuhXY/s320/tumblr_lb091dCJk71qay9pdo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fechei a porta e deixei o sentimento vir. E veio me dilacerando, atropelando todas as minhas defesas e tirando o curativo de qualquer machucado. O nosso amor virou lágrima. Virou algo que dói. Virou mais uma dessas páginas que o tempo pode amarelar. Mas não deixa. Não deixa o tempo vencer. Não deixa a distância apodrecer o que é tão bonito. Não deixa o tempo acabar, a primavera virar inverno de vez, o amor virar poeira. Nossas certezas estão balançando em alguma corda bamba por aí. Nosso pra sempre, nosso nunca mais, nosso vou embora e nosso prometo ficar, estão disputando queda de braço em algum barzinho escuro e fedorento da esquina. Nossos olhares brincam de pique-pega e depois de pique-esconde. Nosso final exige tempo pra ser feliz. &lt;i&gt;E nosso amor&lt;/i&gt; - Não sei como terminar a frase anterior, com uma interrogação que te convide a pensar sobre ele ou com uma exclamação que soe como um grito e invada cada centímetro do teu corpo paralisado pela dor. Deixo livre. Te entrego a frase solta numa folha em branco: &lt;i&gt;E o nosso amor - &lt;/i&gt;Que é grande. Que ainda existe. Que sobrevive mesmo em meio aos ventos e tempestades que enfrenta. Fecha de uma vez esse parêntese enorme que a vida colocou à nossa frente e deixa a nossa história continuar sem interrupção. Me ajuda a apagar as pausas e os rabiscos que enfeiaram nossa composição e vem comigo escrever a canção que nosso coração insiste em cantar quando estamos juntos. Vamos juntar nossos talentos e escrever um romance que não tenha fim. Uma comédia romântica clichê onde o amor vence. Onde mocinho vai embora e conhece um milhão de novos sorrisos e prova um milhão de palavras diferentes, mas descobre no final que é na moça do sorriso tímido e das palavras nãão-ditas que encontra a tal felicidade. Onde a mocinha foge com um cara pela metade, mas no final descobre que é no moço do abraço enorme que encontra a tal felicidade. Vamos escrever um desses roteiros onde as portas vivem abrindo à primeira batida, onde os telefones tocam, os rostos se procuram em meio a multidão. Onde depois de tanto tempo o mocinho procura a mocinha e os dois se beijam sob a chuva, onde a mocinha grita no meio da rua e o mocinho volta porque sabe que não pode lutar contra algo maior do que ele. Ando cansada desse drama que criamos pra nós. Dessa falta de vida, de beleza e de cor que reside no mundo quando você não está. Dessas fugas físicas seguidas por procuras emocionais. Dessa oscilação de sentimentos sem fim. Dessa prisão escura onde tudo o que somos e sentimos e sonhamos está preso. Os liberte. Os traga novamente até mim. Até àquele lugar em que você me encontrou uma vez e que é onde eu continuo. Deixa pra trás toda dor, até que tudo vire fumaça e aprendizado. Há um caminho enorme. Há tempo além do &lt;i&gt;tempo&lt;/i&gt;. Há espaço no silêncio. Há esperança, vontade, amor. Só não deixa tudo sumir. Não me deixa solta, não me faz me espalhar pelo mundo e por abraços que não são seus, até me tornar irreconhecível. Não deixa que as minhas palavras percam a força e passem a ser apenas palavras. Não deixa que eu me arrependa de tudo o que disse, que eu tenha vergonha de escrever, medo de parecer boba demais. Não deixa seu sorriso se desfazer da minha mente, não deixa todos &lt;i&gt;eles&lt;/i&gt; vencerem. No nosso filme quem vence é o amor. Tira o dedo do botão pause e aperta o play. Deixa o filme continuar. Vem me &lt;i&gt;buscar &lt;/i&gt;pra continuarmos juntos. Pra descobrirmos juntos tudo o que o futuro trará. Pra matarmos juntos todos os monstros. Pra respirarmos juntos o ar da liberdade, livre de pressões, olhares atravessados, sujeiras que mancharam nossa beleza. Pra sairmos enfim desse muro e irmos em direção ao horizonte. Do lado de cá você me tem. Mesmo que você prefira não ver. Mesmo que você escolha ignorar a necessidade de mim. Mesmo que você insista em camuflar toda a dor que nossa ausência causa. Mesmo que você insista em não ver que todos os caminhos e todos os finais terminam num nó, no nosso nó, no nosso &lt;i&gt;nós&lt;/i&gt;. Do lado de cá eu ainda estarei. Ainda que você não possa me ouvir sussurrar, não seja capaz de me ver morrer um pouco toda vez que você vai, não consiga acreditar no que escrevo. Eu estou aqui. Com minhas malas prontas pra voar contigo. Com uma esperança que me enlouquece, mas que não passa nunca. Eu sou sua. E, embora todas as vozes me digam pra ir embora, eu continuo aqui. Sua. Porque meu coração vive a vencer e a insistir na espera pelo troféu: você. Te espero. Até onde for possível. (Até quando?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-5391212954009142662?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/5391212954009142662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=5391212954009142662&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5391212954009142662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/5391212954009142662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/e-o-nosso-amor.html' title='E o nosso amor -'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TOVZg6XoYII/AAAAAAAAARc/Osg_NzYuhXY/s72-c/tumblr_lb091dCJk71qay9pdo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-3416662092056664839</id><published>2010-11-15T15:59:00.000-02:00</published><updated>2010-11-15T15:59:25.076-02:00</updated><title type='text'>Para um coração gremista.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN7BuUtWygI/AAAAAAAAARM/RKeWv_J-fWI/s1600/SDC16635.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="315" src="http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN7BuUtWygI/AAAAAAAAARM/RKeWv_J-fWI/s320/SDC16635.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passa. Óbvio e verdadeiro. O tempo passa e tenta varrer e levar pra longe as pessoas, os sentimentos, as lembranças. Mas aprendi que o tempo não leva a verdade. Por isso acredito que você ainda esteja assim tão vivo na minha mente, tão real nas palavras daquela apostila de inglês, tão preso à relação felicidade-escola com felicidade-minha vida: porque a amizade é real, o amor é real, a saudade é real. E por mais que o tempo tente, ele nunca vai ser capaz de vencer a verdade, porque ela é forte e grande demais para ser arrastada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dia 15, é a comprovação de que os ponteiros do tempo continuam a girar. 18 anos que você nasceu, uns 3 que a gente não se vê de verdade e alguns meses que não nos falamos. Tudo é tão distante que às vezes sinto medo de que a distância só cresça e nos tornemos irreconhecíveis um ao outro. Mudei muito desde a última vez em que conversamos e tenho certeza de que você também. Mas ainda tenho aquela risada estranha, a mania de rir a cada respiração, o vício em contar piadas engraçadas, se você quiser saber. Ainda lembro de você toda vez que alguém pronuncia a palavra grêmio, quando passo pela escadinha do curso, quando vejo o vin diesel em algum lugar (pausa para os risos). E não consigo imaginar um dia em que essas coisas não estejam relacionadas a você, acho que deixariam de fazer sentido ou de existir. Nem o tempo, nem a distância, nem o silêncio que fica entre nós durante a maior parte do tempo, sinto que nada vai conseguir apagar você em mim. Nada vai conseguir diminuir a força de uma amizade que surgiu do nada e virou tudo tão de repente. Nada tira de mim a sua imagem. Você ainda é aquele garoto terrivelmente chato que sempre encontrava um jeito novo de me irritar, mas que depois encontrava o dobro de jeitos de me fazer sorrir. Você ainda é o cara que colecionava minhas xuxinhas, rabiscava minha apostila e tinha um apelido diferente pra mim a cada dia da semana. É como se o tempo não passasse e nós tenhamos continuado os mesmos - ainda que saibamos estarmos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, como se eu ainda estivesse aí, me imagina agora - aquela menina estranha e desengonçada da oitava série - de braços abertos na sua frente, te desejando todas as coisas mais lindas do mundo. O tempo passa mesmo e o futuro é uma coisa que ainda me assusta demais, por isso, nessa época de tantas decisões e de novos rumos, eu só quero dizer que você merece todo sucesso do mundo, em tudo o que você fizer. Que o seu futuro seja do jeito planejado e que você consiga tudo o que quer, acho que é a recompensa mínima pra um cara que sempre encontra um jeito de fazer as pessoas sorrirem. Não esquece de me levar com você pro futuro. De me convidar pra sua formatura, pro seu casamento, pra festa de um aninho do seu filho. Me carrega pra sempre em algum lugar desse coração tão gremista, porque em mim você vai continuar existindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E do jeito que a vida gosta de aprontar com a gente, cuidado. Um dia um guarda-chuva vai bater nas suas costas e quando você virar: surpresa!, vai ter uma nicole boba lá atrás, completamente não acreditando no que está vendo: o cara do coração gremista que um dia a emprestou um pouco das suas cores e a&amp;nbsp; fez ser assim: muito vascaína, meio gremista, &lt;i&gt;demasiadamente &lt;/i&gt;feliz por ter um amigo assim. Tão presente na ausência, tão próximo na distância, tão real apesar do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Amo você, ainda preciso dizer? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ps: a foto é péssima, eu sei, mas quando a encontrei perdida no computador, tive que usá-la. Eu sei que meus desenhos são melhores, mas... rs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5822940930280776128-3416662092056664839?l=uunsaid-things.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/feeds/3416662092056664839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5822940930280776128&amp;postID=3416662092056664839&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3416662092056664839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5822940930280776128/posts/default/3416662092056664839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uunsaid-things.blogspot.com/2010/11/para-um-coracao-gremista.html' title='Para um coração gremista.'/><author><name>Nicole Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07973515175804427570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aWnGyMOXh7w/Txd3beAgZ0I/AAAAAAAAArM/bjVh3oF8HeQ/s220/5212521.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN7BuUtWygI/AAAAAAAAARM/RKeWv_J-fWI/s72-c/SDC16635.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5822940930280776128.post-630211679624598949</id><published>2010-11-14T12:17:00.002-02:00</published><updated>2010-11-14T15:28:37.431-02:00</updated><title type='text'>Divagações de uma manhã de domingo.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN_spVNK9OI/AAAAAAAAARY/Qr9zyqkbi4M/s1600/Q4jWEUz1kpub84xdMHAKuPk5o1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/_eOx9-0C5tDQ/TN_spVNK9OI/AAAAAAAAARY/Qr9zyqkbi4M/s320/Q4jWEUz1kpub84xdMHAKuPk5o1_400_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando sentindo coisas que não sei bem o que são. Há algum tempo vivia presa num abismo, mas me tiraram de lá pouco a pouco. Me livrei das lágrimas que pareciam não ter fim e descobri um sorriso enorme vindo de dentro de mim, do lugar onde eu sabia existir algo além de tudo. Quando tudo o que eu enxergava era o fim, uma tímida luz de (re)começo passou a atravessar a minha janela. Convivo agora com uma esperança disfarçada - pelo novo, pelo velho, por algo que eu sei que sempre vem. Há algum tempo perdi o caminho num labirinto que eu mesma criei. Fui tecendo uma teia enorme de palavras que não vieram nunca, de sorrisos que mais pareciam faróis, de sinais que só eu e a minha cabeça enxergaram, e me perdi. Não sabia mais onde estava, não sabia encontrar a saída, não sabia quando aquilo tudo ia acabar. Na verdade ainda não sei. Mas aprendi a conviver comigo. A abrir caminho sob as teias e dar espaço para o sol entrar. Ando bem, muito eu-comigo, muito eu-e-o-que-eu-sinto, muito eu-e-o-que-eu-espero. Me tornei minha melhor amiga e descobri que eu de repente não era mais o eu que tanta gente conhecia. Me livrei de marcas, abandonei vícios e manias que me privavam de certas alegrias, eliminei de mim a intensa preocupação de que aprovassem ou não o que eu fazia. Sigo meu coração e minhas crenças. Abandono a intervenção externa. Vezenquando quebro a cara, descubro que nem tudo o que parece é, que o outro tem o direito de não sentir. Ainda me perco nas tentativas vãs de decifrar um coração que não é o meu. Um coração que vive no silêncio a me dizer que a minha ausência dói. Um coração que parece tentar construir pontes e pequenos portos que façam o amor sobreviver. Repito pra mim todos os dias que é idiotice enxergar sozinha luzes num escuro enlouquecedor, palavras saindo de um olhar que só esteve ali porque era o caminho mais óbvio a se fazer. Mas não paro nunca. Construo castelos de areia, escrevo aos quatro ventos, deixo claro como tudo o que sinto. Descobri que sou forte. Que aguento todos os murros que a vida dá, que caio sim e choro à beça, mas meu sorriso sempre vence e minhas pernas fracas sempre encontram onde se apoiar. Resolveram se apoiar no concreto do que um dia existiu: um sentimento que perdura até hoje e que um dia me fez cantar até ficar rouca. Um sentimento bonito, que arrancou palavras doces e infinitas de mim. Que me ensinou que só me proteger é bobagem, que o amor não se importa
