sábado, 31 de outubro de 2009

não, não é amor.

Decidimos que não era amor. E, de fato, não era. Mesmo quando a sua mão esbarrava sem jeito na minha como quem pede abrigo, não, não era amor. Tá certo, nunca foi amor, então. Mesmo todas aquelas coisas ditas, claro que não eram sobre amor, deviam ser sobre outra coisa que eu ainda não conheci. Mas se você quer assim, então tá, não é amor. Eu não me importo, eu deixo ser qualquer coisa que te mantenha do meu lado. Que te mantenha aqui, tornando o mundo um lugar mais fácil de se viver. Porque quando você está aqui, o resto do mundo parece parar pra assistir o fenômeno que acontece quando meus olhos, já cansados, encontram os seus. Quando você está comigo eu tenho vontade de ligar pra aquele cara mais novo, pra aquele mais velho, pra aquele outro e pro amigo dele, só pra dizer: cara, você acha mesmo que eu gostei de você?! coitado! É isso o que você faz. Você faz o resto do mundo parecer um pobre coitado sem a nossa sorte. E eu adoro. Adoro como o mundo fica coitado, fica de mentira, quando não é você. Eu nem me importo mais se é amor ou não. Você me faz bem e ponto. Deixa ser não-amor pra você, então. Pra mim, mesmo que parece muito com isso que eu chamo de amor, tá tudo bem. Eu me finjo de não-amor se for preciso pra te manter aqui. Prometo aprender direitinho. Mas não faz assim, não faz o mundo ficar colorido porque você é bobo. Não me diz aquelas coisas que você sabe tão bem que eu preciso ouvir. Não me faz querer passar cada segundo da minha vida contigo. Não faz com que esse amor sei lá o quê que eu sinto por você aumente. Sabe, é difícil pra mim usar essa capa de não-amor. Daqui a pouco ela não vai mais caber no meu coração e ele coitado, nasceu pro amor. Pro amor, sabe?! Mas, tudo bem, não é amor e pronto. Mas quando, por acidente, é claro, a sua mão encostar na minha eu vou deixar ela lá. Quem sabe eu consiga te mostrar que essa sua história de não-amor é só uma forma de dizer que precisa de mim como amiga e mulher. E que me ama tanto. Tanto. Tanto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nós.

Deixa eu te dizer antes que eu desista, que você cresceu em mim de uma forma inesperada. Em um dia você tinha um pequeno lugar no porão do meu coração e de repente, quando eu fui te procurar lá, você não estava mais. Já tinha se alastrado, como uma praga e dominava o lugar maior, a sala de controle. Eu juro que eu tentei te tirar de lá, eu soquei meu coração até ele diminuir só pra que você não se assustasse com o tamanho. Eu disfarcei e me escondi, por isso hoje eu tô aqui com esse turbilhão de coisas difíceis de serem ditas entaladas na minha garganta. Na verdade, eu sempre tive esse turbilhão de coisas bem guardadas aqui dentro de mim e elas nunca me incomodaram, mas hoje eu acordei com uma vontade irracional de colocá-las pra fora. Eu sei, quem diria, a menina calada e misteriosa resolveu abrir o jogo. É, estranho eu sei, mas se você fosse esperto o suficiente teria lido todas essas coisas no meu olhar, teria lido as entrelinhas das nossas conversas, teria entendido o meu nervosismo toda vez que eu falava contigo. Mas eu sei, você me via (e sentia) tanto que preferia fazer de conta que não via (e não sentia) nada. Eu só queria ser tua paz, te trazer alegria, pôr um sorriso no seu rosto, enquanto você fazia o mesmo por mim. Eu por você, você por mim. NÓS. NÓS, você consegue ver? tá, eu sei, nunca fomos nós, mas e daí?! eu acreditava. E como quem não desiste de príncipes encantados e finais felizes, eu queria continuar acreditando. E eu me esforcei pra nunca deixar de acreditar, até que um dia eu desisti. E isso é a coisa mais triste que eu tenho a dizer. Eu simplesmente desisti. De você. De NÓS. Foi triste mas aconteceu. Tinha que acontecer. Eu nunca entendi seu coração, nunca entendi suas palavras e nunca entendi seus olhos. Não me restaram muitas opções. Hoje ainda dói lembrar do futuro que eu havia planejado pra NÓS. Dói porque eu acreditava, de verdade. Acreditava que você fosse ser diferente. Que você não me deixaria ir embora. Que não me decepcionaria. Que jamais me trataria como se eu fosse mais uma na sua lista de conquistas baratas. Dói porque eu ainda te amo. E amo tanto. Tanto. Tanto. Mas eu supero, pode deixar. Um dia a gente vai se encontrar e eu vou te dizer, sem medo de me arrepender: tchau, querido mais um ser humano do planeta.



as partes em itálico são de outras pessoas :)
ps: odeio semanas de testes que me fazem sumir daqui ç.ç

domingo, 25 de outubro de 2009

1,2,3 lá vou eu.

Eu nunca gostei muito dessa história de brincar de pique-esconde e ter que encontrar as pessoas, sabe-se lá por que, mas eu sempre preferi me esconder e deixar que as pessoas me encontrassem.
Por isso, agora eu me pergunto, por que eu estou aqui procurando incessantemente por você? Em cada olhar, em cada sorriso, em cada palavra subentendida é você quem eu procuro encontrar. Já faz algum tempo que estou assim, te procurando, mas nada de você dar as caras. Já está na hora de aparecer. A brincadeira perde graça depois de um tempo, sabia? Se esconder demais faz as coisas ficarem chatas e as pessoas desistem de te procurar. Você não tem medo de que eu desista e te deixe escondido por aí achando que está bancando o esperto? Porque, eu confesso, que já senti vontade de te deixar escondido e sair correndo pra algum esconderijo só pra alguém tentar me encontrar. Já tive vontade, inúmeras vezes, de voltar aos tempos de criança e só precisar ficar lá, em silêncio, esperando até que alguém sentisse minha falta e fosse lá me encontrar. Mas aí, eu penso em como seria chato, só ficar escondida por aí, esperando. Eu perderia a parte legal da brincadeira.
Ficar escondida me tiraria a chance de desfrutar de todas essas trocas de olhares, de todos esses sorrisos esperançosos. Toda vez que eu penso em me esconder, penso que pode haver alguém especial esperando que eu o encontre. Então, instantaneamente, me pego batendo em alguma parede. 1,2,3, lá vou eu. Lá vou eu procurar alguém que eu nunca vi, lá vou eu encontrar alguém que faça meu coração bater mais forte. Lá vou eu à procura de alguém que esteja esperando por mim. Lá vou eu, e aviso logo que não pretendo desistir até um dia poder dar um grito de felicidade e finalmente dizer: 1,2,3, você.

"Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you"
__________________________
.
Oii gente, tô muito sem tempo e sem criatividade, então resolvi "ressuscitar" essa postagem que tem tudo a ver com o meu momento e pode ser que tenha a ver com vocês também :)
Tô muuuuito feliz com os comentários e elogioos, mtmtmt obrigada gente, voltem seeeeempre rs :* (07/09/09)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

'despedida'

Tchau.
Eu sei que é um jeito estranho de começar uma carta, mas eu fiquei com medo de começar com um oi e acabar dizendo coisas que eu não queria. Tô escrevendo hoje pra me despedir e, dessa vez, torcendo pra que seja de verdade. Tô indo embora. Não dá mais pra ficar aqui esperando sua boa vontade pra falar comigo. Não dá mais pra ficar esperando por alguém que parece não voltar nunca. Cansei, mesmo. Tô indo embora pra outro lugar, pra outra vida. Tô indo procurar alguém que aceite abrigar meu coração. Não dá mesmo pra ficar. Eu juro que tentei, tentei lutar até o último segundo. Tentei achar possíveis motivos pra nossa distância, pras nossas faltas de encontros; fiz isso inúmeras vezes e doeu demais cada uma dessas vezes. Cansei, meu coração já tá aqui remendado, colado com um band-aid, mas ainda assim teima em não querer te deixar ir. Mas não dá mais, eu já decidi. Talvez, quando você estiver lendo essa carta eu já esteja longe demais pra você correr atrás. Desculpa se eu fui muito drástica, eu sei que eu não facilitei muito. Eu sei, eu só tornava tudo mais difícil, mas vê se tenta entender, eu só queria ter certeza do que você sentia. Eu queria que você lutasse por mim. Mas parece que você não estava tão disposto. Por isso parti. Ainda vou lembrar de você toda vez que olhar uma foto, escutar seu nome ou encontrar alguém parecido contigo, e cada uma dessas lembranças vai doer em lugares que eu nem sabia que eu tinha. Mas eu consigo superar. Afinal, você é só um cara, talvez o cara mais legal do mundo, mas não deixa de ser um cara, e eu, ah, eu já esqueci muitos caras antes, posso esquecer você também. Desculpa se eu escrevi demais. Desculpa por te fazer perder seu tempo lendo essas coisas bobas. Desculpa, mas antes de fechar esse envelope, deixa eu te agradecer por ter acreditado em mim e por ter gastado algumas horas do teu tempo comigo. De uma forma ou de outra, eu sei que eu devo ser importante pra você e talvez você até sofra um pouco com essa despedida. Na verdade, é isso o que eu espero. Mas não precisa responder essa carta pra me dizer o que você sentiu. Porque pode ser que você não tenha sentido absolutamente nada e eu acabaria me decepcionando, de novo. Vou guardar uma última imagem sua na minha mente: você, sentado com a minha carta na mão, chorando, não por causa de mim, mas por causa do fim da nossa possibilidade de amor. E eu vou fazer dessa imagem o meu castelo forte. Se puder, tente não guardar uma imagem ruim de mim, não pense em uma pessoa que só pensa em si e resolve terminar o que nunca chegou a acontecer, por carta. Eu sei foi um ato covarde, mas se eu estivesse frente a frente com você, eu certamente não conseguiria. Depois de tanto tempo longe, meus braços pediriam pra te envolver, minhas mãos pra te tocar e minha boca pra nada além de te beijar. Por favor, se puder, guarde em você a minha imagem escrevendo essa carta sentada numa cadeira em frente ao computador, chorando por cada palavra. Pode lembrar de mim como alguém que sempre esteve do outro lado do computador torcendo por você, esperando pra poder falar contigo. Mas lembra de mim, sobretudo, como alguém que esteve disposta a lutar por tudo o que sentia por você, mesmo sabendo que isso ia contra uma centena de coisas que eu tinha por certas.
um beijo. Um abraço.

ps: suplico que não me mate dentro de ti.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

inútil.

A primeira coisa que fez foi entrar numa farmácia. Algumas pessoas, quando estão deprimidas, compram chocolates, sorvete e sapatos, mas pra Fernanda, havia o medo de engordar junto com a falta dinheiro, resolveu então entrar numa farmácia. Esmaltes. Era tudo o que precisava pra levantar o astral depois do dia que tivera.

Carol, estava numa livraria, atrás daqueles livros que contam histórias perfeitas, com pessoas perfeitas, sobre encontros perfeitos. Carol era assim, quando a vida estava dura demais aqui fora, ela caía pra dentro de um livro.

Fernanda era alta, magra, e chamava a atenção por onde ia, com seus cabelos longos e castanhos.

Carol era exatamente o contrário, nem alta nem baixa, nem feia nem bonita, com cabelos normais. Carol era exatamente normal demais.

Fernanda, antes de entrar naquela farmácia, havia terminado o namoro de um ano, porque descobriu que ele a traía.

Carol estava procurando um consolo nos livros pra sua falta de sorte com os garotos.

Fernanda decidiu sair por aí procurando alguém melhor que o ex. Beijando um monte de 'sapos', como ela mesmo prefere dizer, até conseguir encontrar o encaixe perfeito.

Carol ainda está lá, mergulhada em mais um de seus livros com histórias perfeitas. Continua esperando o tal príncipe encantado. Tem guardado cartas, versos e beijos só pra ele.
_________
Como eu não queria deixar de postar hoje, postei essa coisinha aí que eu já tinha pronta faz algum tempo rs :)
A criatividade e a inspiração andam bem longe de mim ultimamente (principalmente a inspiração, se é que vocês que me entendem) e eu tenho alguns muitos trabalhos pra entregar mais um livro chato pra ler, me perdoem os que gostam, mas eu odeio clássicos rs :)
beeeeeijo, meu povo *-*
apesar da falta de tempo, tô sempre aqui :*

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

a roda girando, não pode parar.


O vinil virou fita cassete, que virou cd, que virou mp3, que virou Iphone. A bala virou perdida. Cola agora é mais que um material escolar. Recado virou scrap, carta virou depoimento. Blog virou twitter, orkut virou facebook. Palavrões viraram bordões. Eu te amo virou bom dia. Admiração virou fanatismo. Funk virou música. Bonde é mais que um meio de transporte. Casamento virou coisa de novela. Príncipe encantado é coisa de outro mundo. Pegar alguém é mais simples que pegar uma gripe, é só ir ali na esquina. Escova virou chapinha, brilho virou gloss. A caneta virou teclado. VHS virou DVD. Estádios viraram ringue. Álbuns de fotos, só virtuais. As crianças viraram internautas. O Brasil do terceiro mundo virou país subdesenvolvido, que virou emergente. Ter sentimentos agora é coisa de emo, usar franja também. Pessoas viraram produtos rotulados, manipulados, até comprados. Maconha é mais que uma erva qualquer. Médico e professor perderam seu valor. O Rio da Olímpiada virou o Rio da violência. A gripe virou pandemia. Policiais são mortos enquanto bandidos estão vivos. Gravidez é acidente, acidente tem em toda manchete. Os politicamente corretos se revelaram errados. A geleira derreteu, a mata se escafedeu, o rio escureceu.
Tudo tem mudado, o tempo todo. Todo dia é assim, a roda não pode parar. Agora, é você, eu, nós que escolhemos pra que direção a roda vai girar.

Pauta pro PostIt! :) (segundo lugar)

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GEEEEEEEEEEEEENTE,
ganhei, pela primeira vez, o terceiro lugar no PostIt! com o texto da felicidade e o terceiro lugar no OUAT com o texto do diário. aeae Õ/
AAAAAAAAAH, ganhei também meus primeiros seliiiiinhos *-*


Ganhei da Débora do Blog: http://eunaotenhoumaborracha.blogspot.com/

As regras são:
- Escrever uma lista com 8 características suas:
Sincera, teimosa, retardada, medrosa, sorridente, engraçada (ou não), romântica e faladeira.
ps: é horrível ter que falar de mim mesma rs :)
- Indicar 8 blogs:
http://myworld-crazy.blogspot.com/ - Little Dreamer.
http://myown-rainbow.blogspot.com/ - Meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.
http://criativeteen.blogspot.com/ - Creative Teen
http://alvesjuu.blogspot.com/ - Inside of Me
http://breathetoyou.blogspot.com/ - Breathe To You
http://listras-coloridas.blogspot.com/ - Listras Coloridas
ps: ai, fico devendo mais 2 blogs, prometo que coloco depois, agora eu preciso muito estudar rs :)
- Comentar no blog de quem te presenteou.

é isso, gente.
tô muuuuito feliz *-*
muito, muito, muito obrigada pelos comentários e pelas visitas :)

sábado, 17 de outubro de 2009

eu tenho medo desse texto.

Hey menino, sou eu de novo. Desculpa te incomodar tanto, mas eu precisava desabafar com alguém. Sabe menino, as coisas não têm andado muito boas pro meu lado, não. Tem muita coisa acontecendo e muita coisa mudando. Meus medos, menino, aumentam a cada dia e fica mais difícil acreditar no que as pessoas me dizem. Andam me dizendo umas coisas bonitas, aquele tipo de coisa que eu sempre quis ouvir de alguém, mas aí, menino, meu medo de me iludir entra na história e me impede de acreditar. Ás vezes, menino, eu tenho vontade de sair por aí gritando o que eu sinto, mas eu tenho medo do que as pessoas possam pensar disso. Esses dias, me disseram que eu sou insegura e talvez essa tenha a sido a maior verdade que eu já ouvi. Tem gente que me conhece mais do que eu mesma, menino, e em certo ponto isso me machuca. Tiveram coragem até pra me dizer que eu tenho medo de expor meus sentimentos, vê se pode, menino, precisar ouvir de alguém uma coisa dessa pra colocar a mão na consciência. Eu sempre soube disso, menino, mas não sabia que as pessoas percebiam tanto assim. Tive vontade de gritar que sim, eu tenho medo de mostrar o que eu sinto e se aproveitarem disso, tenho medo de não corresponderem, medo de que riam da minha cara, são tantos medos, menino, tantos que eu nem sei como cabem todos em mim. Eu que sou tão miúda, guardo em mim tanta coisa que um dia ainda explodo. Pra que isso não aconteça, eu juro que eu vou tentar mudar, menino. Vou tentar viver a minha vida sem dar a mínima pros meus medos e pro que as pessoas possam dizer. Um dia, menino, eu vou conseguir olhar nos olhos de alguém e dizer tudo o que eu estiver sentindo. Mas, enquanto isso, eu vou continuar aqui, menino, correndo pra você, porque tem vezes que só você e esse seu silêncio conseguem me entender.


ps: não sei por que, mas às vezes eu prefiro escrever como se estivesse falando com alguém rs. vai entender :p

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

please, please.

Todo mundo alguma vez na vida já sofreu por amor. Já amou sozinho, já se declarou e não recebeu nada em troca, já foi trocado, humilhado, envergonhado, etc. Faz parte da vida, faz parte do amor. Eu já sofri, minha mãe já sofreu, até a minha bisavó já deve ter sofrido.
E embora nós, as meninas, românticas ou não, soframos com mais frequência e com mais intensidade, os meninos também sofrem - pasmem. A diferença é que eles não demonstram. Pra ser sincera, eu acho fofo menino que sofre por causa do amor, que vai lá se declara, dá a cara a tapa mesmo. Mas esse não é ponto em que eu queria chegar.
O que eu queria dizer, hoje, é que eu me sinto terrivelmente mal quando eu faço alguém sofrer. Embora eu já tenha sofrido inúmeras vezes por amores não correspondidos, quando eu fico sabendo de alguém que se interessa por mim e que não tem condições nenhuma de ser correspondido, eu fico triste. Fico mal de verdade. Achando que eu não mereço que alguém sofra por mim, é irreal, eu nem sou tão legal assim. Às vezes tenho vontade de andar por aí com uma plaquinha: "não se apaixone, por favor". Não, eu não tô dizendo que todos os meninos caem de amores por mim, não é isso. Eu só acho que se eu andasse com isso escrito na testa, diminuiria os riscos de causar sofrimento nos outros. Sentimento pra mim é coisa muito séria, principalmente quando se trata do sentimento de um outro alguém. É, eu tenho muito pavor em ver as pessoas sofrendo. Tudo bem, eu mesma disse que faz parte do amor, eu ainda acredito nisso. Eu só peço que não seja por mim. Por favor, não sofra por mim, eu não tenho preparação nenhuma pra assistir isso. Olha pras outras meninas, você é lindo, inteligente, divertido, deve haver centenas de meninas melhores do que eu interessadas em você. Por favor, não se prenda a mim. Lamento, mas eu não posso te corresponder.

É o amoooor.

Ontem, conversando com minha melhor amiga, fiquei sem saber o que dizer. Logo eu, com todas as minhas respostas na ponta da língua, não soube o que responder quando ela me perguntou o que me fazia feliz. Dei um jeito de fugir daquela pergunta, mas a pergunta não conseguiu fugir da minha mente.
Quando cheguei em casa perguntei pra minha mãe o que a fazia feliz e ela me disse que era chegar em casa do trabalho e encontrar a família toda em volta da mesa, com saúde. Perguntei pro meu pai e ele me disse que era poder ter a gente sempre do lado dele. Perguntei pras pessoas que estavam online e recebi diversas respostas. Me disseram que felicidade era saber que alguém amava você apesar de tudo o que você é. Felicidade era ter amigos pra se divertir, desabafar e compartilhar a felicidade. Felicidade era passar a tarde dando risada. Felicidade era contemplar o sorriso de alguém depois ter agradado essa pessoa. Felicidade era olhar o mar, era poder acordar todo dia sabendo que vinha um novo dia pela frente, era amar. Eu percebi, então, que todas as formas de felicidade caíam sempre na mesma tecla: amor.
Amor pelas pessoas, pela vida, pela natureza, pela espécie humana. Amor, amor, amor. A base de tudo, até da felicidade.
Na mesma hora, liguei pra minha amiga e disse que a felicidade pra mim se resumia em uma palavra: A M O R. Aproveitei o momento e a disse que a amava. Telefonei, escrevi, gritei, pra tantas outras pessoas que eu as amava. Afinal, pra mim, felicidade também é fazer outras pessoas felizes. E, até aqui, chegamos no amor. Se eu quero ver alguém feliz, é porque eu o amo, claro.
Viva o amor, viva a felicidade. E, sobretudo, divida, o amor e a felicidade.


ps: pauta pro Post it! (3º lugar)

Querido diário,

hoje a minha vida virou um caos completo.
Peguei meu namorado e minha melhor amiga juntos, no pior sentido da palavra. E ela ainda teve a cara de pau de me dizer que só estavam conversando. Na minha época as pessoas não conversavam com tanta intimidade, eu disse. Sai correndo de lá. Arranquei nosso cordão de BFF e joguei na cara dela. Rasguei todas as cartas, joguei fora tudo o que ele me deu.
Agora, eu estou aqui, arrasada, sabendo que a minha vida precisa continuar, que não dá pra parar de vê-los porque, afinal, a gente estuda no mesmo colégio. Vai ser difícil pra mim, eu sei. Toda vez que eu olhar pra cara deles, eu vou lembrar dessa cena. Sabe, ensinam muitas coisas pra gente ao longo da vida, mas nunca me ensinaram a sobreviver a dores que não saram com um beijo. Naquele momento eu não queria nada a não ser voltar a infância. Voltar a época em que quando eu sentia alguma dor, era só correr pro colo da minha mãe, aí ela daria um beijo no lugar doente e como num passe de mágica a dor ia embora. Mas a gente cresce e as dores crescem também, viram dores grandes, de gente grande. Porém, acho que eu nunca vou ser grande o bastante pra lidar com essas dores.
Deixa, eu vou ficar aqui, vou chorar todas as lágrimas que eu tiver, mas amanhã, amanhã eu vou chegar na escola com o meu melhor penteado, com o meu melhor sorriso, mostrando pra que eles dois que eu posso sim, sobreviver. A vida é assim mesmo, não é jardim de infância, é quase um ringue de boxe. A vida adora bater na gente, com todas as forças, mas no fim, todos os tapas ajudam a gente a vencer, a sair mais forte.


ps: pauta pro Once Upon a Time. (3º lugar)
psoutro: adoooro participar dessas coisas rs :)
psmais: não, não gostei do texto mas queria participar, enfim...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ao mestre, com (todo) carinho.

Eu tinha quatro anos quando conheci minha primeira professora. Em meio a choros, gritos e pirraças pra não ir a escola, encontrei a tia Márcia. Tia márcia, sempre com um sorriso no rosto e a paciência estampada nele. Tia márcia me ensinou a desenhar, a pintar e a imaginar.
Na 3ª série, conheci a professora Sylvia, estranhei um bocado no início, todos me diziam pra ter medo dela. Começou dizendo que não seria chamada de tia, que eu não deveria mais usar lápis pra copiar e que eu seria a representante. Estive com ela nos meus dois últimos anos naquele colégio e ela, sem dúvida, é a minha maior recordação de lá. Porque além de me ensinar a fazer redação e a resolver equações, ela me ensinou a ter responsabilidade. A falar em nome do grupo e a não buscar só os meus interesses. Do medo que eu deveria sentir por ela, senti um amor que eu jamais havia sentido por nenhuma professora. Ela manteve contato por algum tempo, ainda liga quando eu menos espero, só pra me lembrar que além de uma professora, eu tive uma grande amiga.
Depois dela, eu acho que não terei mais ninguém assim. Afinal, passei a dividir meu ano com mais de dez professores, ao contrário de todos aqueles anos tendo só um, que nos conheciam tão bem.
Ao longo dos anos, quando passei a conviver com mais professores, conheci pessoas incríveis, que me ensinaram muito a ser alguém. Dona Rosa, se eu leio tanto assim hoje, sem dúvida nenhuma, a senhora tem uma grande culpa no cartório. Professora Isabel, me ensinou a matemática de uma forma tão simples, que eu queria tanto te ter de volta pra me ensinar logarítimo (rs).
Existem professores, que eu até me esqueci do nome, porém consigo lembrar de vários momentos, porque se tem uma coisa boa em ser professor, é isso de ser lembrado pra sempre.
Hoje, no segundo ano do ensino médio, tendo uns quinze professores toda semana, compreendo que levei um pouco (muito) de todos esses que passaram por mim.
Porque, seja de história, matemática ou sociologia, professor que é professor, nasce pra ensinar.
Professor que é professor, ensina toda aula que 1+ 1 é 2 e que 2 é sempre melhor que 1.
Parabéns, professores. Quando eu crescer, eu quero ser igual a vocês. Quero ter a capacidade de ensinar uma lição, nem que seja a sorrir, por onde eu passar.
Mais que um dia, vocês merecem um ano inteiro em homenagem, porque acima de tudo, ensinam a viver.


pauta pro Post it *-*
ps: mudei alguns nomes, nem sei ao certo por quê, rs :)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

(uma das) cartas que eu não mandei.

Oi, não sei se você ainda se lembra de mim, mas eu precisava te dizer algumas coisas que nunca tive coragem de dizer olhando nos teus olhos. Por isso, prefiro acreditar no poder das cartas que, não olham nos olhos, mas esperam respostas.
Por muito tempo eu tive medo, medo de não saber conduzir o que eu sentia, medo de estar confundindo as coisas, medo de não ser o que você esperava que eu fosse, caso um dia viéssemos a ter algo. Então, meus medos me fizeram me afastar e por um certo tempo, até pensar que havia te esquecido. Puro engano. Você voltou. O sentimento voltou. E adivinhe?! o medo voltou também. Cheguei a pensar em te encontrar de novo, mas tive medo de não saber reinventar nossas risadas. Medo de que eu já não fosse tão importante assim pra você. E, sobretudo, tive medo de te perder depois de te encontrar, de novo. Então, pra me privar de sofrimentos, fiquei aqui no meu canto e te deixei lá, num canto escondido da minha memória. Mas aí, já não adiantava mais, bastava ver alguém parecido na rua, pra achar que era você. Bastava ouvir alguém dizer o seu nome pras borboletas do meu estômago começarem sua dança. Bastava que eu fechasse os meus olhos pra ver os seus, me dizendo coisas que eu sempre sonhei.
Atualmente, convivo numa espécie de refúgio anti-você, mas aí qualquer pequena coisa consegue achar uma brecha e enfiar você de novo no meu coração. Penso, então, em parar de lutar. Deixar vir as memórias, reinventar nossos momentos e escrever bobeiras amorosas sobre você. Agora, vivo na esperança de que a vida nos coloque frente a frente novamente, mas aí não sei se me atreveria a ir falar contigo. Não sei nem ao certo, se terei coragem de te enviar essas minhas palavras. Por enquanto, as guardo aqui comigo, pra um dia quem sabe, poder te mostrar, sem esse meu medo bobo de expor meus sentimentos.

ps: sinceramente, ainda acredito em um destino forte e implacável.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pra quem merece muito, muito mais.


Parabéns pelo dia de hoje e por todos os outros dias que também são teus.
Parabéns pela tua força, pelo teu caráter e pelo teu carisma.
Parabéns pelo teu sorriso que não sai de forma nenhuma do rosto.
Parabéns por tudo o que você é.
Parabéns por ser a MINHA Quézinha Moreninhah Pipoquinha.

Eu poderia ficar aqui te desejando aqueles trilhões de coisas felizes por ser seu aniversário, mas não faria sentido, porque eu te desejo isso todos os dias quando eu oro. Porque você merece mais do que ninguém.
Porque você é uma pessoa incrível.
Eu serei eternamente grata por ter você comigo. Eu sei, a gente não é mais como antes, mas não importa porque aqueles anos que, de fato, foram nossos, foram, sem dúvida nenhuma, maravilhosos. Então, só me resta agradecer.
Obrigada por ter confiado em mim, por ter me dado sua amizade e por ter continuado comigo quando eu menos mereci. Cada dia que eu passei contigo vai ficar pra sempre em mim, e eu sei que em você também. Porque você fez parte dos principais momentos que me ajudaram a ser o que eu sou hoje.
É inevitável mudar, eu sei. Mudam os hábitos, as formas de pensar e até as companhias. Faz parte da vida, sempre me avisaram que seria assim. Desculpa se eu te machuquei, mas eu precisei mudar. Mas tudo o que eu não queria era te perder.
De qualquer forma, esteja com quem estiver, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, a minha amizade, a minha admiração e, sobretudo, o meu amor por você, continuarão aqui, no lugar onde sempre estiveram.
Ainda que os segredos não sejam mais trocados, os momentos não mais compartilhados e as palavras raramente trocadas, não importa, você vai sempre ser a MINHA anta de estimação.


"Quando os dias maus vierem,
lembre-se do que eu te falei:
não desistiria de nós por nada.
Mas se um dia eu não estiver lá
quando você precisar de mim,
saiba que eu sempre vou voltar
e perguntar como foi o teu dia."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Você.


Eu tenho mil motivos pra não pensar em você, mas em todos os lugares você vai comigo.
Você segura minha mão e me ensina a atravessar a rua. Você me olha triste quando eu abro o msn pela milésima vez só pra ter certeza de que você ainda está lá. Você está comigo quando eu estou cercada de gente e ainda assim me sinto sozinha. Você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e vira o rosto quando alguém tenta se aproximar. Você está comigo quando eu me sinto triste, e me faz lembrar de tudo o que a gente já passou. Está comigo quando eu estou com medo, me dizendo que vai ficar tudo bem e que está do meu lado aconteça o que acontecer. Você está comigo quando eu estou desiludida. Está comigo quando eu estou sem inspiração, me fazendo escrever todas essas coisas bobas e melosas. Você está comigo, gritando no meu ouvido, quando eu penso em desacreditar em tudo o que você me disse.
Você está comigo o tempo todo, me fazendo rir, chorar e acreditar.
Porque você não sabe, mas você, e você, tem me dado forças pra acreditar em alguma coisa verdadeira no meio de todo esse lixo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dentre outras mil, és tu Brasil.


És tu. O país da Copa de 2014 e dos Jogos olímpicos de 2016.
É isso, o Rio ganhou. Com 66 votos, superou Madrid. O Rio. O nosso Rio.
O Rio dos bairros violentos, das favelas e do mau governo.
O Rio do terceiro mundo, do país subdesenvolvido ou o do país emergente, como você preferir.
O que importa mesmo é que vencemos.
Nessas horas, esquecem-se os problemas, a violência, a falta de estrutura, pra isso dá-se um jeito depois.
O que importa é que eu, você, nós, o Rio, vencemos.
Vencemos com o nosso amor pelo verde&amarelo, vencemos com nossas paisagens gigantes pela própria natureza.
Os jornais argentinos pararam para nos dar destaque: "Brasil baila: Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos dois anos depois".
A gente sabe que toda essa responsabilidade vai dar trabalho, milhões, bilhões, de reais serão necessários, mas a gente sabe, também, que a gente consegue.
Porque todo brasileiro quer isso.
Porque nessas horas, todo mundo fica igual. O rico e pobre se abraçam pra comemorar, o negro e o branco se veem comentando juntos, no mesmo espírito, sobre jogo tal, jogador tal.
O Brasil todo se une, pra mostrar que é capaz, pra fazer bonito.
Parabéns Rio, parabéns Brasil, vocês (nós) conseguiram.
Vamos mostrar pra eles com quantos O's se faz um gol, com quantos SIL'S se faz um grito. Porque, aqui entre nós, os outros países podem ter torcida, animação e tudo o que tem direito, mas só a gente, só o Brasil consegue transparecer tanta verdade na arquibancada.
Pode vir Copa, pode vir olimpíada, a gente recebe de braços abertos.
Podem vir americanos, franceses e todos outros gringos, a gente quer mostrar pra vocês como se torce, como se vive, como se é brasileiro.


"De repente é aquela corrente pra frente,
parece que o Brasil todo deu a mão.
Todos ligados na mesma emoção,
tudo é um só coração.
Todos juntos,
vamos pra frente Brasil!"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Got a case of a love bipolar.


- ... E já fazem, hm... uma semana e seis dias que ele não fala sequer um oi pra mim.
- Ué, você tava toda empolgada minutos atrás dizendo que ele te amava.
- Mas ele me ama! quer dizer, pelo menos é o que ele diz.
- E você acredita?!
- Claro, não é isso o que a gente faz?
- Nunca! a gente faz justamente o contrário, não acredita.
- Então tá, eu sou uma doente mental que prefere acreditar no que os outros dizem.
- E prefere também ficar se corroendo depois porque o que ele diz não corresponde ao que ele faz?
- É melhor do que andar por aí fechada pra tudo e pra todos.
- Assim, pelo menos, eu me privo de ficar como você está agora.
- Mas quem disse que isso é ruim? deixa, só assim eu aprendo.
- E agora o que você vai fazer, senhorita "eu acredito em tudo o que me dizem"?
- Não sei, vou seguir minha vida.
- E vai esquecer que ele existe?
- Não, porque isso é impossível.
- Então quais são seus planos?
- Vou seguir minha vida e caso um dia ele se lembre de mim novamente, eu ainda estarei aqui.
- Aí depois, ele cansa de você, fica semanas sem dar um oi, você se deprime, e depois, como por um milagre, ele volta e te diz todas aquelas baboseiras, e você acredita.
- É, um dia eu me acostumo. Veja pelo lado bom, pelo menos toda vez que ele me disser coisas bonitas, eu vou ter mais um bonito motivo pra acreditar que eu posso sim ser especial pra alguém.
- "Someone please, call the doctor/ Got a case of a love bipolar" *
- "Stuck on a roller coaster/ Can't get off this ride" **


*Alguém por favor, chame o médico/ Tenho um caso de amor bipolar.
** Presa numa montanha-russa/ Da qual eu não consigo descer. (Hot n' Cold @Katy Perry)

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