sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A maior dor do mundo.


Todas as dores doem. Dor de dente, de barriga e de cabeça. Dor de cotovelo dói, dor de coluna também. Porém a dor que mais dói é a saudade.
Para todas as outras dores do mundo existem milhares de soluções: médicos, remédios e namorados, mas pra saudade só existe uma: a presença.
Saudade é não saber se a voz dele mudou ou se continua a mesma. É não saber se ele ainda usa aquele casaco, aquele penteado, aquele sorriso. Saudade é abrir todos os dias sua caixa de e-mail na esperança de ver o tal nome com uma mensagem te convidando pra sair ou simplesmente dizendo: pensei em você.
Um e-mail, uma ligação, uma carta, tudo isso não passa de aliviadores da saudade, porque matar, matar mesmo, só a presença consegue.
Porque nada vai substituir o olho no olho, o abraço guardado por muito tempo, nem a voz que por pouco não é esquecida.
Existem vários tipos de saudade, mas a saudade que mais dói é aquela que você sabe que poderia não existir se algumas palavras fossem ditas na hora certa.
Mas a vida é assim mesmo, te tira e te dá pessoas e consequência maior desse ciclo é a saudade. Por isso, por fazer parte da vida, a gente aprende a superar ali, aliviar acolá, pra quem sabe um dia poder matar, de verdade.

Um comentário:

Helen Karoline disse...

Ai que lindo *-* Eu sinto saudade de muitas coisas que acho que nunca vão poder ser saciadas.

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