domingo, 13 de setembro de 2009

(Sem título)


Depois de muito tempo tentando prestar atenção em alguma coisa naquela sala que não fosse ele, quando eu finalmente consegui olhar pro professor, caiu um papel na minha mesa. Eu, medrosa como sempre, fiquei com  medo de abrir, afinal, poderia ser uma ameaça de morte ou qualquer coisa tão assustadora quanto. E foi. Quer dizer, mais ou menos. Então, quando a minha curiosidade não aguentava mais, resolvi dar uma averiguada pra tentar descobrir quem foi o arquiteto do crime. Foi aí que eu percebi, pro meu desespero, que a turma toda estava prestando atenção na aula. Na verdade, quase a turma toda, ele não estava. Ele estava, surpreendentemente, olhando pra mim. Então, meu coração deu um giro de 180º, as borboletas começaram a fazer uma dança no meu estômago, quando eu supus que ele poderia ter me mandado o bilhete. Resolvi abrir e acabar de vez com toda essa dúvida e, imediatamente, ao olhar pro papel, tive certeza de que havia sido ele, eu nunca confundiria aquela letra que eu conhecia tão bem. E, quando meus olhos finalmente conseguiram se fixar no que estava escrito, eu li: amigos?. Se em algum momento na minha vida você acha que eu me senti feliz, esquece, com certeza não foi nada comparado ao que eu senti naquele momento. Era demais pro meu coração, não dava pra acreditar que ele estava pedindo desculpas pela briga de ontem, envolvendo meu ex-namorado e ele. Naquele momento, pensei em escrever: claro que sim. E, imediatamente, passou pela minha cabeça que aquela poderia ser minha última chance, afinal minha mãe estava pensando em me mudar de colégio, eu não tinha tempo a perder. Então, sem pensar duas vezes, escrevi: Não. Eu quero mais que isso! e joguei o papel na mesa dele, com minhas mãos tão trêmulas que poderiam ter feito o papel cair em qualquer lugar errado. Joguei e não tive mais coragem de olhar pra cara dele. Algum tempo depois, um novo papel caiu na minha mesa: E aquele cara de ontem? ele parecia ser apaixonado por você. Não pude acreditar quando li. Sério. Ele não disse não, não me ignorou, ele cogitou a possibilidade! Escrevi sem pestanejar: ele foi só um idiota que me fez chorar. Ninguém que me importe tanto quanto você. e joguei na mesa dele, me sentindo a garota mais atirada do universo. E então, dessa vez mais rápido, surgiu um outro papel na minha mesa e dessa vez só havia um coração, nada mais. E assim, sem nenhuma palavra, eu soube que havia encontrado o amor da minha vida.

2 comentários:

Helen Karoline disse...

Que lindo *-* mto lindo :)
Mas isso aconteceu mesmo? com você eu digo.

Beijos:*

Gabi Costa disse...

aah .. nossa! isso é real?!
tão perfeito *-*

beijos. amo seu blog cada vez mais! ^^

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