quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Começar ou não, eis a questão.


Começar, pra mim, sempre foi o grande x da questão. Eu, que sempre encarnei em todas as pessoas que leem auto-ajuda, juro que se houvesse um livro chamado: "Aprenda a Começar em Dez Dias" eu comprava. Sério.
Quer um exemplo? Me peça pra fazer uma redação e assista a minha demora com a introdução. Se eu levo meia hora pra fazer o desenvolvimento e a conclusão, a introdução (sempre ela) me faz gastar uma boa hora 'matutando'. Eu sempre fui assim, começos sempre me assustaram um pouco (muito).
Tenho medo de começar numa nova escola. Medo de começar uma aula diferente, tipo um instrumento musical, porque sempre acho que não vou conseguir. E, quando tratamos do assunto relacionamento, o meu medo vira um pânico.
Junto com o medo do que as pessoas vão pensar, vem o medo de não conseguir levar adiante e o medo de que ele só esteja querendo brincar comigo. Enfim, são medos que me atrapalham (pra caramba). E, por ser assim tão medrosa, acabo machucando as pessoas também. Quando alguém se aproxima de mim, mesmo com as melhores intenções possíveis, o meu radar do pânico inicial começa a mandar sinais e eu, que não consigo controlar o meu coração e o meu radar ao mesmo tempo, acabo julgando mal a pessoa e a deixo lá, tentando entender o que, mal sabe ele, eu também não entendo.
Eu sei que começos são inevitáveis, por isso nós (eu) deveríamos aprender a soltar as mãos do balanço e dar o salto. Sim, pode dar errado, sua redação pode ser um fiasco; você pode não conseguir tocar tal instrumento e - rufem os tambores - aquele cara pode sim só estar querendo brincar com você. Mas pode ser totalmente o contrário, tudo tem 50% de chance de dar certo e outros 50% pra dar errado. Sabe aquela frase: "Você nunca vai saber se não tentar"? Então, ela é uma das maiores verdades do mundo.
E agora, enquanto eu escrevo esse texto e penso nas milhões de coisas que eu abandonei por causa do medo de começar, meu radar começa a apitar de novo dizendo que é melhor não arriscar, melhor não sair dessa zona de conforto. Mas aí, entra o cara mais sábio de todos, o tal coração, e me diz com todo aquele jeito que me convence, que mesmo que não dê certo, mesmo que doa por algum tempo, vai passar. A vida é assim, tudo passa. Decepção também.
Parabéns, coração. Você venceu. Tô até pensando em me matricular numa aula de violão. Tá, tô pensando também em entrar no msn só pra ter certeza que ele ainda está lá.
E radar, não fica triste não, eu ainda preciso de você. Só você não dá, mas só coração também não. Vocês têm que aprender a andar juntos. A vida só dá certo assim, quando a gente pesa - com o coração e com o radar - e decide se vale a pena arriscar ou não.

2 comentários:

Helen Karoline disse...

Ai qe lindo morri *-*
Serio menine, ta mto lindo o seu texto!
O medo de errar tambem me empede de competir, mas aos poucos vamos (eu vou) nos educando, e fazendo com que o radar e o coração pensem juntos!
To te seguindo fofa *-*
Beijos:*

little dreamer disse...

coisinha linda! sou suspeita ne? sabe q adoro seus textos...posso nao deixar comentarios sempre, mas uma coisa é certa, sou sua fã... ♥

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