sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sabe, menino.


Olha menino, já faz tempo que eu queria te dizer que eu não sou tudo isso o que você pensa. Que se você me acha tão legal assim é porque você nunca me viu de tpm. Desiste menino, eu não sou pra você.
Eu não sou igual a todas essas meninas que você está acostumado, eu sou difícil, com todas as conotações possíveis. Difícil de conquistar, difícil de lidar e principalmente, difícil de entender.
Sabe, menino, é melhor você virar na próxima esquina e ir pra longe de mim, porque eu posso ter uma capacidade imensa pra te trazer dor. Eu sou malvada, menino. Sou simpática contigo, te faço ficar apaixonado e depois, bem... depois perde a graça pra mim.
Sabe menino, é que essa história de ter alguém suplicando pela minha atenção, alguém disposto a vir com um estalar dos meus dedos, nunca me agradou muito. Eu sou difícil, eu já disse, talvez por isso, eu só goste do difícil. Eu gosto de conquistar, menino, pra depois sentir que eu fui merecedora daquele alguém.
Corre menino, de repente ainda dê tempo. Quem sabe você esteja enganado e descubra que não está apaixonado. Corre, ainda dá tempo de fugir de mim. Corre menino, eu sou um perigo.
Sabe menino, eu mudo de opinião a cada segundo, eu não quero ficar com você, mas também não quero que você vá embora, é bom ter alguém pra me sentir amada.
Tá vendo?! é melhor correr, eu já avisei.
Caso você prefira ficar, saiba como me tratar.
Eu sou durona menino, mas só por fora. Por dentro eu guardo um coração gelatinoso que derrete e perde a razão diante de qualquer um que me diga palavras doces. Eu sonho menino, sonho mais do que tudo. Sonho com amores intensos, passeios no parque, andar de mãos dadas ao anoitecer, admirar a lua. Eu sou romântica, menino, mas é segredo. Ninguém desconfia de toda melosidade que eu escondo dentro de mim. Talvez essa tenha sido a forma que eu escolhi pra me proteger desses meninos comuns que tem aí fora.
Sabe menino, eu sou diferente. Eu espero.
E adivinhe?! eu espero porque eu sonho.
Eu sonho todas as noites com um menino, mas não um menino comum como todos esses aí fora. Eu sonho com um menino que eu nem sei como é, eu só sei que no meu sonho esse menino me olha nos olhos, segura minha mão e diz: 'é porque você que eu tenho procurado em todas as esquinas'.
Eu sei, você deve estar pensando que isso é uma besteira, que só é assim nos contos de fada, mas eu não ligo, menino. Eu sei que um dia vai acontecer.
Sabe, talvez esteja longe ou seja impossível de se realizar, mas eu não desisto não, menino.
Eu já disse, eu sou difícil.

domingo, 20 de setembro de 2009

Sem você eu não penso direito.


Eu posso lembrar como se fosse hoje das vezes (muitas) em que a gente brigava por controle remoto, batata frita ou por qualquer outra coisa boba. Lembro das vezes em que eu implicava contigo e saia correndo e você levava a culpa. Lembro de quando a gente dividia o quarto e a minha parte sempre estava bagunçada, enquanto a sua hiperorganizada. Lembro de quando você escrevia "Nicole Chata" na geladeira e a gente saia no tapa e eu ia pro meu quarto chorando, prometendo pra mim mesma que nunca mais ia falar contigo. Pobre e ingênua criança. Era só sair do quarto pra correr pra falar contigo, te chamar pra brincar de banco imobiliário com os teus amigos. Eu, você e os teus amigos. Eu, a menina intrometida que sempre ganhava o título de café com leite mas nem ligava, pelo simples prazer de brincar com meninos mais velhos.
Então, o tempo passou, nós dois crescemos. Amizades e formas de ser diferentes. A gente nunca foi desses irmãos que se abraçam toda hora e vivem trocando palavras bonitinhas, mas eu sabia do seu amor por mim nas vezes em que eu te pedia pra me ensinar alguma coisa do colégio e você, mesmo de mal humor, vinha com todo o seu jeito de nerd e me explicava; e eu procurava te demonstrar o meu amor nas vezes que, mesmo depois de reclamar, fazia todas as tuas vontades.
Você sempre foi o meu exemplo. E sempre vai ser.
Em todas as suas conquistas eu vou estar lá, na primeira fileira, te aplaudindo de pé, porque você merece demais, principalmente depois de ter tido que abrir espaço na sua vida de filho único, esperar nove longos meses, até que nascesse uma garota implicante e chata pra você cuidar e aturar.
A sua irmã mais nova e mais chata vai estar sempre aqui.
Nem que seja pra comprar teu açaí, tuas balas ou teu hamburguer.

sábado, 19 de setembro de 2009

De volta pra casa.


Em algum momento nos perdemos no meio do caminho e nesse momento eu percebi que, há muito tempo, havia algo ficando pra trás. E esse algo não foi perdido de uma hora pra outra, como uma moeda que cai e logo se perde, foi como um pão se esfarelando aos poucos, até que sobrou uma migalha. E eu (nós) não percebi. Ou até percebi mas achei que fosse uma fase e logo passaria. Não passou. Simplesmente perdemos (e eu já não sei se podemos recuperar) nossa forma de amor. Fomos perdendo as nossas, e só nossas, características ao entrarmos na vida de outras pessoas e acabamos nos interessando e nos dedicando mais ao novo. E a amizade, assim como o amor, se não for regada, morre. Morre e deixa as lembranças que já por pouco não são esquecidas. Morre, com segredos que não são mais compartilhados, com palavras que não cumpridas. Morre com apenas poucas palavras sendo trocadas. Morre aqui pra nascer lá, com outras pessoas. E assim aconteceu com a gente. Perdemos a força, morremos no meio do caminho. E toda vez que eu olho pra vocês é como se eu pudesse ver o abismo crescendo. Cadê?! Onde estão todas as promessas de amigas pra sempre? Cadê vocês no espaço importante da minha vida? Cadê nossas conversas na madrugada, nossas festas do pijama, nossa cumplicidade? Cadê todos aqueles nossos, só nossos, momentos? Cadê a alegria que a gente tinha por estar juntas? Cadê?! Foi pra onde que eu não sei?!
Tenho saudade de milhares de coisas e todas elas doem, mas a saudade que dói mais, mais do que aquela que a gente sente por quem tá distante fisicamente, é aquela que a gente sente de quem tá perto dos olhos mas longe do coração.
Por favor, não se percam de mim (de nós), voltem pra casa, pra nossa casa. Tenham outros amigos mas não se esqueçam de nós. Ainda existe uma migalha, vamos colocar fermento, vamos (juntas) fazer isso crescer de novo, por nós.
Pode parecer besteira pra vocês, mas pra mim é sério. Muito sério. Eu sinto muita falta de cada uma de vocês e o meu maior desejo é poder tê-las de novo, todas juntas, como nos velhos tempos.
Voltem, voltem pro nosso lar. Eu já voltei, voltem também. A porta está aberta, tem espaço na casa, na memória e no coração. Só não se percam mais de mim. De nós.

Discutível perfeição.


Eu sempre fui uma menina reservada, desde os meus tempos de criança. Enquanto todas as meninas da minha idade suspiravam apaixonadas e declaravam-se pra quem quisesse ouvir, eu, sempre na minha, fazia questão de esconder. Toda vez que me perguntavam se eu gostava de alguém eu ia logo dizendo que não, que quando aparecesse alguém eu ia contar. E não contava. Enquanto todas as minhas amigas, mais novas ou não, iam gostando, ficando e namorando, eu ficava aqui gostando, sonhando e esperando. E mesmo sem ter nenhuma experiência, era pra mim que as meninas corriam quando se tratava de decepção amorosa e, por incrível que pareça, eu conseguia ajudá-las, talvez porque nos meus sonhos eu já tivesse bolado a escapatória para todos os problemas que poderiam aparecer quando ele estivesse aqui.
O tempo passou e a minha fama de menina quietinha, certinha e reservada me acompanhou e, talvez por isso, as pessoas esperam muito de mim e por saber disso, eu acabo me cobrando muito a parte de agradá-las. Quando aparece uma oportunidade, uma possibilidade de amor, eu acabo me perguntando: 'o que será que fulano vai achar?' e acabo abandonando minha tentativa de final feliz, esperando pelo dia que apareça alguém perfeito pra elas, pra depois quem sabe, ser bom pra mim.
Mas hoje, eu cansei. Cansei de me preocupar com o que as pessoas vão pensar, cansei de me preocupar em ser a certinha porque é isso que elas esperam de mim. Eu tenho meus princípios, ainda acho uma idiotice essa história de ficar por ficar, continuo não querendo ser mais uma na estante de alguém, só quero poder ser feliz com alguém sem me preocupar com opiniões e sugestões. Eu só quero poder acreditar no amor de uma pessoa mais nova, mais baixa ou mais escura, sem me preocupar com o critério de perfeição dos outros. Hoje tudo o que eu mais quero é poder conversar com alguém, sorrir pra alguém, sem me preocupar com alguém.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Soundtrack.


Eu tento te esquecer mas tudo o que eu escrevo é sobre você e agora o que me resta é escrever nesta carta. Porque eu estou aqui sem você mas você continua comigo nos meus sonhos e toda vez que alguém sorri não tem como não lembrar de você e dói olhar e ver que nós poderíamos ter nos apaixonado. Eu só queria que você soubesse que não há nada que eu não faria pra fazer você sentir o meu amor. Eu dançaria tango no teto, eu limparia os trilhos do metrô. Porque você é tudo na minha vida, o meu grande amor. Você é a razão das lágrimas no meu violão, você é a coisa mais agradável que os meus olhos já viram, você é como um verão indiano no meio do inverno. E eu não consigo parar de gostar do que você me faz sentir. Você consegue se lembrar de tudo o que me disse? eu me apeguei as suas palavras e acreditei, porque você disse que iria ser pra sempre, e pra sempre... quem diria!? Então fique aí com suas palavras porque só por hoje eu não quero mais te ver. e eu não voltarei atrás, a ponte entre nós foi queimada, estou mais forte agora e muito melhor sem você. Mas a quem eu quero enganar? eu sei muito bem que isso é mais uma doce mentira, porque eu fico aos pedaços toda vez que você está perto. A verdade é que a minha vida seria um saco sem você. E mesmo que você esteja longe, eu posso sentir quando pensa em mim. Mas você é quente e depois é frio, você é sim e depois é não; você muda de ideia como uma garota troca de roupa. E eu fico aqui tentando ler as entrelinhas, procurando uma explicação simples.
Tá, eu sei que você tá achando tudo uma baboseira de garota apaixonada, então pode esquecer todas as besteiras que eu disse, só nunca esqueça que eu amei você. Não esqueça que você nunca estará sozinho e que não vou te deixar cair quando toda a esperança desaparecer. Quando a noite passar e tudo acabar, eu ainda estarei aqui. Tudo o que você tem a fazer é chamar, e eu irei correndo pra te ver de novo. E se você não acredita em mim, apenas olhe nos meus olhos, porque o coração nunca mente.
Por favor, não se esqueça de nós, porque o nosso amor é como uma canção, não dá pra esquecer.
E se você estiver escutando nossa música essa noite, eu já estarei feliz.

Texto para Blorkutando *-*

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não me acorde desse sonho.


Essa noite eu tive um sonho onde as pessoas tinham o poder de mudar a realidade.
No meu sonho, eu caminhava pela rua quando uma menina se aproximava pedindo uma esmola, e de repente, num estalar dos meus dedos ela se transformava numa criança comum, com uma família, caminhando sorrindo. E essa criança passava com sua família por um sinal onde havia crianças vendendo bala e num estalar de seus dedos todas aquelas crianças estavam numa escola, aproveitando a infância que deveriam ter tido. E cada uma dessas crianças, de maneiras diferentes, começavam a mudar o mundo. Uma fazia campanha e arrecadava alimentos para outras crianças, outra arrecadava agasalhos, outra arrecadava sonhos. E a iniciativa dessas crianças começava a contagiar outras pessoas que tomaram parte da causa, e, assim, dentro de um tempo não havia mais fome nem pessoas vivendo na rua.
No meu sonho, as pessoas andavam pela rua distribuindo sorrisos, abraços e esperanças, acabando com as guerras. No meu sonho, não havia a distância, a saudade nem a tristeza. No meu sonho, os hopitais tinham condições de atender dignamente todos os necessitados; as pessoas eram reconhecidas pelo que eram e não pela cor da pele. No meu sonho, havia um emprego pra cada um, com salários honestos; as pessoas não matavam, os políticos não roubavam e as pessoas não precisavam se drogar ou se embebedar pra se sentirem felizes. No meu sonho, as águas eram limpas e as geleiras e os animais estavam onde deveriam estar.
No meu sonho, cada dia havia um novo motivo pra sorrir, o sol brilhava mais forte e a alegria era visível em cada parte do mundo. No meu sonho, o amor não era banalizado, as amizades eram reais e os sentimentos verdadeiros.
E então, depois de sonhar com tudo isso, eu acordei mais feliz. Eu vi que, apesar de estar muito distante da nossa realidade, esse sonho pode sim se realizar; essas coisas podem sim, mudar, basta começar com uma pequena atitude. Então, nesse dia eu saí por aí sorrindo, olhando pras pessoas com outros olhos e convocando-as para mudar o mundo com um sorriso, com um agasalho ou com um alimento, porque se a gente quiser, o mundo se ajeita.

POST IT :)

domingo, 13 de setembro de 2009

(Sem título)


Depois de muito tempo tentando prestar atenção em alguma coisa naquela sala que não fosse ele, quando eu finalmente consegui olhar pro professor, caiu um papel na minha mesa. Eu, medrosa como sempre, fiquei com  medo de abrir, afinal, poderia ser uma ameaça de morte ou qualquer coisa tão assustadora quanto. E foi. Quer dizer, mais ou menos. Então, quando a minha curiosidade não aguentava mais, resolvi dar uma averiguada pra tentar descobrir quem foi o arquiteto do crime. Foi aí que eu percebi, pro meu desespero, que a turma toda estava prestando atenção na aula. Na verdade, quase a turma toda, ele não estava. Ele estava, surpreendentemente, olhando pra mim. Então, meu coração deu um giro de 180º, as borboletas começaram a fazer uma dança no meu estômago, quando eu supus que ele poderia ter me mandado o bilhete. Resolvi abrir e acabar de vez com toda essa dúvida e, imediatamente, ao olhar pro papel, tive certeza de que havia sido ele, eu nunca confundiria aquela letra que eu conhecia tão bem. E, quando meus olhos finalmente conseguiram se fixar no que estava escrito, eu li: amigos?. Se em algum momento na minha vida você acha que eu me senti feliz, esquece, com certeza não foi nada comparado ao que eu senti naquele momento. Era demais pro meu coração, não dava pra acreditar que ele estava pedindo desculpas pela briga de ontem, envolvendo meu ex-namorado e ele. Naquele momento, pensei em escrever: claro que sim. E, imediatamente, passou pela minha cabeça que aquela poderia ser minha última chance, afinal minha mãe estava pensando em me mudar de colégio, eu não tinha tempo a perder. Então, sem pensar duas vezes, escrevi: Não. Eu quero mais que isso! e joguei o papel na mesa dele, com minhas mãos tão trêmulas que poderiam ter feito o papel cair em qualquer lugar errado. Joguei e não tive mais coragem de olhar pra cara dele. Algum tempo depois, um novo papel caiu na minha mesa: E aquele cara de ontem? ele parecia ser apaixonado por você. Não pude acreditar quando li. Sério. Ele não disse não, não me ignorou, ele cogitou a possibilidade! Escrevi sem pestanejar: ele foi só um idiota que me fez chorar. Ninguém que me importe tanto quanto você. e joguei na mesa dele, me sentindo a garota mais atirada do universo. E então, dessa vez mais rápido, surgiu um outro papel na minha mesa e dessa vez só havia um coração, nada mais. E assim, sem nenhuma palavra, eu soube que havia encontrado o amor da minha vida.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Começar ou não, eis a questão.


Começar, pra mim, sempre foi o grande x da questão. Eu, que sempre encarnei em todas as pessoas que leem auto-ajuda, juro que se houvesse um livro chamado: "Aprenda a Começar em Dez Dias" eu comprava. Sério.
Quer um exemplo? Me peça pra fazer uma redação e assista a minha demora com a introdução. Se eu levo meia hora pra fazer o desenvolvimento e a conclusão, a introdução (sempre ela) me faz gastar uma boa hora 'matutando'. Eu sempre fui assim, começos sempre me assustaram um pouco (muito).
Tenho medo de começar numa nova escola. Medo de começar uma aula diferente, tipo um instrumento musical, porque sempre acho que não vou conseguir. E, quando tratamos do assunto relacionamento, o meu medo vira um pânico.
Junto com o medo do que as pessoas vão pensar, vem o medo de não conseguir levar adiante e o medo de que ele só esteja querendo brincar comigo. Enfim, são medos que me atrapalham (pra caramba). E, por ser assim tão medrosa, acabo machucando as pessoas também. Quando alguém se aproxima de mim, mesmo com as melhores intenções possíveis, o meu radar do pânico inicial começa a mandar sinais e eu, que não consigo controlar o meu coração e o meu radar ao mesmo tempo, acabo julgando mal a pessoa e a deixo lá, tentando entender o que, mal sabe ele, eu também não entendo.
Eu sei que começos são inevitáveis, por isso nós (eu) deveríamos aprender a soltar as mãos do balanço e dar o salto. Sim, pode dar errado, sua redação pode ser um fiasco; você pode não conseguir tocar tal instrumento e - rufem os tambores - aquele cara pode sim só estar querendo brincar com você. Mas pode ser totalmente o contrário, tudo tem 50% de chance de dar certo e outros 50% pra dar errado. Sabe aquela frase: "Você nunca vai saber se não tentar"? Então, ela é uma das maiores verdades do mundo.
E agora, enquanto eu escrevo esse texto e penso nas milhões de coisas que eu abandonei por causa do medo de começar, meu radar começa a apitar de novo dizendo que é melhor não arriscar, melhor não sair dessa zona de conforto. Mas aí, entra o cara mais sábio de todos, o tal coração, e me diz com todo aquele jeito que me convence, que mesmo que não dê certo, mesmo que doa por algum tempo, vai passar. A vida é assim, tudo passa. Decepção também.
Parabéns, coração. Você venceu. Tô até pensando em me matricular numa aula de violão. Tá, tô pensando também em entrar no msn só pra ter certeza que ele ainda está lá.
E radar, não fica triste não, eu ainda preciso de você. Só você não dá, mas só coração também não. Vocês têm que aprender a andar juntos. A vida só dá certo assim, quando a gente pesa - com o coração e com o radar - e decide se vale a pena arriscar ou não.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A maior dor do mundo.


Todas as dores doem. Dor de dente, de barriga e de cabeça. Dor de cotovelo dói, dor de coluna também. Porém a dor que mais dói é a saudade.
Para todas as outras dores do mundo existem milhares de soluções: médicos, remédios e namorados, mas pra saudade só existe uma: a presença.
Saudade é não saber se a voz dele mudou ou se continua a mesma. É não saber se ele ainda usa aquele casaco, aquele penteado, aquele sorriso. Saudade é abrir todos os dias sua caixa de e-mail na esperança de ver o tal nome com uma mensagem te convidando pra sair ou simplesmente dizendo: pensei em você.
Um e-mail, uma ligação, uma carta, tudo isso não passa de aliviadores da saudade, porque matar, matar mesmo, só a presença consegue.
Porque nada vai substituir o olho no olho, o abraço guardado por muito tempo, nem a voz que por pouco não é esquecida.
Existem vários tipos de saudade, mas a saudade que mais dói é aquela que você sabe que poderia não existir se algumas palavras fossem ditas na hora certa.
Mas a vida é assim mesmo, te tira e te dá pessoas e consequência maior desse ciclo é a saudade. Por isso, por fazer parte da vida, a gente aprende a superar ali, aliviar acolá, pra quem sabe um dia poder matar, de verdade.

Sobre o que eu nunca escrevi


Eu nunca escrevi sobre todos aqueles dias que eu passei contigo. Nunca escrevi sobre o modo que você me amava mesmo sabendo que eu não correspondia ou sobre todas aquelas vezes em que você disse que eu era especial.
Eu nunca escrevi sobre a forma como eu me apegava ao teu amor, mesmo não correspondendo, eu fazia do teu, e só teu, amor a minha fuga dessa solidão.
Eu poderia ter escrito sobre as suas frases de efeito, seus olhares, ou sobre todas as nossas conversas em que não havia nada a ser dito mas a gente insistia só pra não perder o momento.
Risadas, conversas, mensagens, olhares, beijos, abraços, piadas, tudo isso daria um bom texto, mas ainda assim eu nunca escrevi sobre nada disso.
Eu nunca escrevi sobre você. Até hoje. Até agora.
Agora que você parece ter ido embora. Agora que a luz está apagada e a chama do amor também. Agora que você não me quer mais, eu escrevo sobre você. Talvez porque agora você tenha se tornado o tipo que me atrai: aquele que eu tenho que conquistar.
Vai entender, mas o difícil sempre chamou mais a minha atenção.

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