domingo, 30 de agosto de 2009

Eu sempre quero mais.


Eu quero sentimento de verdade. Quero passar de só um casinho de uns dias. Eu quero beijo com sentimento, quero olho nos olhos, coração com coração. Quero brigar por ciúme e depois sair correndo pra te abraçar pedindo desculpas. Quero declarações de amor, quero ouvir frases feitas e quero fotos que marquem a nossa história. Quero ouvir você dizer que me ama mesmo quando não concorda com minhas atitudes. Quero brigas bobas, risadas infinitas e amor interminável. Quero acordar sabendo que você estará sempre lá. Quero passeios pela praia ao entardecer de mãos dadas. Quero receber uma mensagem a qualquer momento do dia só pra saber que não é um sonho. Quero ser lembrada em todos os momentos, pra sempre. Quero que me apresente pros teus amigos e não se importe com o que eles vão pensar. Quero te ouvir dizer que eu sou diferente de todas aquelas outras garotas. Quero estar contigo a cada amanhecer. Quero ser sua amiga, alguém em quem você pode correr a qualquer momento. Quero conversar contigo através de um olhar. Quero que o nosso amor vença todas as barreiras. Quero cantar contigo até não ter mais voz pra gritar. Quero mãos dadas, chocolates e tudo o que o romantismo tem direito. Quero ter o teu melhor sorriso, o teu melhor abraço, o teu melhor você. Quero um namorado, um amigo, um coração. Quero mais, muito mais, do que eu imaginei ter um dia.

sábado, 29 de agosto de 2009

Soulmate.


Eu só espero que você venha. Num cavalo branco, amarelo ou azul. Numa moto, num fusca ou num avião. Não importa como, com que cara, com que humor, eu só preciso que você venha. Não importa o dia da semana, a hora ou local, só por favor, venha. Venha e me tire desse abismo de mim mesma. Venha e alegre meus dias com a sua presença tão desejada. Pode chegar mal vestido, despenteado e com manias estranhas. Eu não me importo, eu me adequo a você de um jeito que eu sempre quis me adequar a alguém. Porque por você eu tenho esperado por muito tempo, com você eu tenho sonhado muitas noites, pra você eu guardei os meus beijos.
Por favor, onde quer que você esteja, me ouça. Me ouça e reconheça a minha voz. Reconheça porque quando você chegar pode ser que outras pessoas tentem te atrair, mas se estivermos na mesma sintonia, nossa vibração será uma só e nada será capaz de nos impedir.
Você não precisa chegar com frases de efeito, piadas engraçadas ou assuntos inteligentes. Você pode chegar e ficar em silêncio do meu lado, eu não me importo. Eu só preciso que você venha. Porque tudo o que eu escrevo é sobre você. Todos os meus sonhos são ao seu lado. Logo você que eu nunca vi. Mas eu sei que você deve existir. Afinal, sabe aquela história de uma metade pra cada um? então, eu acredito piamente. Tudo bem, eu não sou um pedaço, não sou uma metade, eu sou um inteiro mas eu não me satisfaço.
Eu preciso de você aqui pra ouvir minhas histórias e meus segredos mais íntimos. Pra te perguntar como foi o seu dia, te abraçar, te consolar. Eu preciso de alguém pra dar sentido a todas essas palavras; alguém pra me fazer acreditar novamente nesse tal de amor. Alguém pra dividir minha tristeza, minha alegria e terminar de vez com toda essa solidão que bate aqui dentro, mesmo quando ninguém vê.
Então, por favor, se você estiver por aí, a milhas de distância ou aqui mesmo do meu lado, dê um sinal, se aproxime, só não deixe isso morrer. Por favor, venha. Venha logo. Tem um amor sincero e guardado a sete chaves te esperando. Assim, só por você. Só pra você. Todo amor que houver nessa vida.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Diz.


Então me diz logo, de uma vez por todas que tudo o que você escreve é sobre mim. Que todas aquelas frases sobre tempo perdido, sobre não aguentar mais, são todas, todas e todas pra mim. Me diz que andou pensando em mim durante todo esse tempo. Me diz que se você ainda não disse é nada, é por medo de perder a nossa amizade, medo de eu não corresponder. Me diz que eu sou sua garota favorita, que você não consegue esquecer o meu sorriso. Me diz que está pensando em nós, em como nós poderíamos dar certo e acabar com cada milha que nos separam. Me diz, e me diz logo. Porque eu, eu sonho com você a cada noite. Sabe aquele verso: "às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois"? então, ele nunca fez tanto sentido como faz agora. Eu fico aqui tentando interpretar cada sinal, cada tratamento diferente. Então, por favor, me diz aquilo tudo que você sempre teve vontade de dizer. Me diz que você enfrentaria qualquer barreira pra ficar comigo. Me diz que você me amou o tempo todo, que todas as nossas brincadeiras no colégio terminaram gerando uma paixão. Me diz porque isso é tudo o que eu preciso ouvir de você. Me diz, porque se você me disser eu saio daqui, emendo feriados, dou a volta ao mundo, só pra te encontrar, pra te dar aquele abraço que está guardado em mim.

Sobre o amor e as formas como ele termina.


Se tem uma coisa que a gente tem que aprender a suportar é esta: o amor, às vezes, acaba. Seja aqui, no Japão, ou em Marte, acaba. Acaba com batidas de porta, lágrimas e corações partidos. Acaba quando se deixa vencer por mal entendidos, ciúmes e partidas de futebol. Acaba por preconceito, orgulho e medo. Acaba, e talvez seja essa a principal dor, acaba de um lado só. Enquanto um lado está feliz por agora estar livre, por estar aberto a novas possibilidades, um lado, esse que mais sofre, está se sentindo vazio e só, porque uma vez que a gente se acostuma a ter alguém sempre lá pra ouvir, entender e acariciar, a separação é sempre mais dolorida.
O amor acaba por indisponibilidade de agenda, acaba por distância e acaba simplesmente por falta de amor. Assim, um dia você acorda e descobre que todo aquele amor que estava ali até algum tempo, simplesmente foi-se embora. É difícil de acreditar e por ser assim tão difícil, adiamos o fim. Enrolamos mais um pouco, inventamos desculpas pra cancelar compromissos e principalmente, nos enganamos achando que é só uma fase e vai passar.
O amor acaba, muitas vezes, porque tem que acabar. Eu sei, você deve estar pensando, sei que o amor acaba, eu já passei por isso. Pois eu, eu também, eu vi bem de perto milhões de maneiras do amor acabar quando ele merecia estar vivo. E eu sei que por mais que a gente esteja acostumado e já saiba de tudo isso, a gente sofre. E sofre como se nunca ninguém tivesse nos alertado sobre isso. Mas depois, depois passa. As lembranças ficam, as boas e as ruins também, depois de algum tempo, você se lembra da dor que você sofreu mas ela não tem mais nenhum poder sobre você. E então, você se propõe a amar de novo, mesmo sabendo de todos os riscos que corre, e você quebra a cara muitas outras vezes, até que um dia você encontra um amor que não precisa acabar, porque ele simplesmente tem que existir.
Existir pra servir de exemplo para aprendizes do amor.
Existir pra te completar.
E existir, principalmente, pra fazer a vida ter algum sentido.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Borboletas sempre voltam (?)


Pra você que um dia me mostrou que toda pessoa tem o direito de ser amada. Pra você que tentou me ensinar um tipo de amor que eu não conhecia, o amor sem preconceito, o amor que não se importa com o que os outros pensam. Mas eu, cabeça dura como sou, não consegui aprender, talvez por ter medo desses novos começos. Confesso que um dia me senti atraída a tentar, mas nesse mesmo dia as dúvidas começaram a me perseguir, afinal, era muito estranho pra mim ver alguém que mal chegou e já se julgava apaixonado. Mesmo com todas as dúvidas, eu juro que eu tentei abrir um espaço na minha vida pra você, mas eu me sentia culpada por estar brincando com seus sentimentos (que eu nem sabia se eram verdadeiros). Então, eu resolvi parar com isso, afinal, eu não podia estar apaixonada num dia e no outro não querer nem ver.
Caso você não saiba, foi difícil pra mim também acabar com o nosso projeto de amor. Mas eu fiz o que no momento era o melhor pra nós dois. Pode ser que você tenha sido a pessoa certa no momento errado. Mas sentimentos são estranhos (principalmente quando se trata dos meus) e cismam em voltar. Logo agora que você parece não estar mais afim. Mas o que eu quero mesmo com essa carta, é te agradecer por ter aberto meus olhos, por ter me feito acreditar e por me divertir. Desculpa se em algum momento eu te machuquei, se te julguei errado, eu espero que você entenda o meu medo. Se um dia você chegar a ler isso aqui e se a carapuça servir, eu quero que você saiba que você me fez muito feliz. E que só não deu certo por causa dessa minha terrível mania de esperar demais das pessoas. Quem sabe um dia a gente converse sobre isso cara a cara, mas por enquanto eu prefiro acreditar no poder das cartas. E se de repente um dia você me encontrar sozinha, olhe nos meus olhos e me pergunte com todas as letras se eu já deixei pra trás os meus medos e meus pré-conceitos. Então, se eu te disser que não, é porque você merece alguém melhor do que eu, que saiba te amar do jeito que você merece. Mas se ao me perguntar, você ouvir um sim, sinta-se a vontade pra me abraçar e nunca mais soltar. Afinal, se borboletas sempre voltam, pode ser que o meu jardim seja você.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Someday I'll be good with goodbyes (?)


Faça um teste: pare um estranho no meio da rua e o pergunte se dá pra esquecer alguém que um dia foi sua salvação. Pergunte se dá pra esquecer aqueles que te faziam rir de qualquer coisa e te faziam querer estar lá só por eles estarem também. Se a resposta for não, diga a ele que ele é mais um na comunidade: "o que é de verdade, não se esquece".
Eu poderia ficar aqui usando milhões de metáforas e frases feitas, mas eu nunca ia conseguir expressar a falta que vocês me fazem. Claro, existem outras pessoas que cumprem seus papéis na minha vida, existem até alguns que motivam como vocês me motivaram um dia, mas iguais a vocês não existe ninguém. Eu sei, parece clichê, mas não é. Vocês são muito insubstituíveis, são muito importantes, vocês são OS caras, os MEUS caras. E se tem uma coisa que eu não sei definir é a nossa amizade. Porque ela era, não, ela É, de um jeito bem incomum. Mas ela era suficiente, eu nunca senti falta de ter mais amigas, porque eu tinha vocês e com vocês eu me sentia protegida, com vocês eu podia ser quem eu era de verdade. Sei lá, era como se eu fosse um dos caras (ounão), rs. E hoje eu vejo o quanto eu me arrependo de não ter aproveitado mais o tempo com vocês, me arrependo principalmente de não ter parado vocês e ter dito com todas as letras pro mundo todo ouvir: "EU AMO VOCÊS, INEXPLICAVELMENTE! OBRIGADA PELO QUE VOCÊS SÃO PRA MIM".
Hoje, apesar da distância, eu tento recuperar o tempo perdido. Sei que msn, scraps com suas conversinhas rápidas jamais vão suprir toda a necessidade que eu tenho de vocês, mas eu me apego com todas as forças aos nossos pequenos momentos, a cada oportunidade que eu tenho.
Se um dia eu tiver direito a um desejo, desejarei vocês aqui comigo, de novo. Porque "vocês foram minha fuga num lugar com tanta gente e tão pouca afinidade". Obrigada, Obrigada e Obrigada, vocês são os melhores amigos que um dia eu imaginei ter. É uma pena ter sido burra a ponto de não perceber isso quando eu tive vocês comigo. Mas se tudo deve ter um porquê, vocês vieram pra me ensinar a valorizar mais as pessoas que estão ao meu lado.
Meus caras, a maior saudade do mundo e todo o amor que houver nessa vida ainda é pouco pra vocês.

"Toda vez que alguém sorri
Não tem como não lembrar de você
Que fazia o meu mundo mais feliz
E sua ausência só me faz sofrer"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Esqueça.


Então, é isso. Eu não te amo mais. Só escrevi essa carta pra te mostrar que eu estou muito melhor sem você. Todos aqueles dias que passamos juntos não significaram nada pra mim. Aquelas suas piadas? Meu Deus, como eu estava hipnotizada! Só vejo agora que não têm a menor graça. E se quer saber, você não faz falta, nem me lembro mais que você existe. Então, se puder, me esqueça também. Esqueça que um dia eu esperei ansiosamente por sua presença. Esqueça todas as minhas risadas, esqueça a minha cara de felicidade por estar ao seu lado. Esqueça, principalmente, que um dia você significou muito pra mim. Esqueça, porque eu já nem lembro mais.
Eu já nem lembro mais das mentiras que contei nas primeiras linhas. A quem eu quero enganar?! Me esqueça, porque eu não sou capaz de te esquecer. E se puder me ajudar, faça com que eu te odeie. Ou não. Se quiser continue aí, à milhas de distância, falando comigo raramente, mas sendo incrível em todas as vezes. Continue aí, no seu mundo, e deixe que essa carta sirva pra disfarçar a falta que eu sinto por não saber como foi o seu dia. Continue aí, siga sua vida, conheça outras pessoas e seja feliz. Muito feliz, porque você merece. Mas se você puder, não me esqueça, porque eu, apesar de toda essa indecisão, eu vou te levar pra sempre. Meu melhor amigo, minha maior saudade, minha melhor lembrança.

"Mas não posso me enganar
Sinto sua falta e ninguém pode ver.
Preciso de você,
Essa noite.
Agora o que me resta
Escrever nessa carta
Preciso de você".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ironias do amor.


Ela olha.
Ele devolve o olhar.
Ela sorri. Venha aqui, puxe um assunto, só não venha com cantadas. Pergunte se pode se sentar, me ofereça uma bebida. Converse sobre o tempo, sobre a festa, sobre o aquecimento global, sobre a novela, sobre qualquer coisa desde que não vá embora. Fique, mesmo que o assunto acabe e deixe que o silêncio fale por mim. Espere um pouco, para não me assustar, e enfim, me convide pra ir lá fora, onde tenha menos gente. Diga que espera por essa oportunidade há muito tempo. Diga que vem me observando há dias. Diga que eu sorrio quando estou com vergonha, que falo demais quando estou nervosa e fico quieta quando estou com medo. Diga que eu falo engraçado, que não consigo deixar minhas mãos paradas e que faço caras e bocas pra contar uma história. Diga que se arrepende por ter tomado uma atitude só agora, quando o colégio está prestes a acabar. Nessa hora olhe pra mim, estará escrito nos meus olhos que se depender de mim, nosso fim não será aí. Fique em silêncio e continue me olhando. Deixe que o silêncio fale tudo o que há para ser dito. Então, como quem não quer nada, me abrace.
- Oi – diz ele.
- Oi – ela responde.
- Eu estava te olhando e... queria saber se você quer ir ali fora comigo. – diz ele, meio encabulado.
Rápido demais, rápido demais. Essa era a hora em que você pediria pra sentar. - Sim, está mesmo meio quente aqui dentro.
- Então... quer dançar?
Dançar? Não, obrigada. Tudo MENOS dançar. Eu sou desengonçada, sem ritmo, vou passar vergonha. Além do mais, isso não estava nos meus planos. Definitivamente, NÃO. - Claro, por que não?!
Ela não estava gostando nem um pouco desse garoto que a conseguia convencer apenas com um meio sorriso tímido. Quem ele acha que é pra desdobrá-la assim com tanta facilidade? Chegou agora e já quer mudar os planos dela?
Ele estava achando engraçada aquela garota que pensava muito antes de responder, que levara um susto quando ele a chamou pra dançar, como se fosse o seu pior pesadelo.
Começaram então a dançar, primeiro uma música agitada, agitada demais na opinião dela, que não estava gostando nada, nada, daquele monte de gente pulando suada. Pensou em sair dali, mas quando olhou pra ele mudou totalmente de ideia, porque ele, o garoto do sorriso encantador, a olhou e lhe bombardeou com sua arma fatal. Ela continuou então, fingindo gostar, só olhando pra ele, a verdadeira razão dela estar ali. A próxima música, para a surpresa dela, foi uma lenta.
Me diz quem em sã consciência põe uma música lenta numa festa em pleno século XXI? Esse mico eu não pago mesmo.
A pista começou a esvaziar, as pessoas se achavam moderninhas demais para aquela música. Ela ficou sem ação, não sabia se deveria sair como o resto das pessoas, ou se deveria ficar ali e obedecer à mão da única pessoa que realmente a interessava naquela festa, que estava estendida a convidando pra uma dança careta.
Mais uma vez, ficou bastante claro o poder que aquele garoto e aquele sorriso tinham sobre ela. Quando caiu em si, já estava no meio da pista, apenas eles dois, dançando como se não existisse mais ninguém ali. De repente, estavam os dois lá, se beijando. Sem antes terem trocado nenhuma palavra, sem nada ter saído como ela planejara, e mesmo assim sendo infinitamente melhor do que ela imaginara.
Quando acabou a música, os dois saíram da pista, ovacionados pela multidão, e foram para um lugar reservado.
- E aí, gostou da noite? – perguntou ele
Gostei? Não acredito que você esteja me perguntando isso! - Gostei sim, obrigada – disse ela.
- Sério? Achei que você não gostasse de dançar.
Pois é, pra você ver o que o seu sorriso faz comigo. - É, só você pra me fazer pagar um mico daqueles, espero que ninguém tenha percebido o meu jeito desengonçado.
- Eu não queria te dizer, mas já que você tocou no assunto, você pisou algumas boas vezes no meu pé – disse ele, rindo de um jeito mais fofo ainda.
- A culpa é toda sua, eu nunca teria ido lá, se você não tivesse me chamado. – disse ela, dando tapinhas nele.
Os dois riram, de um jeito sincero e gostoso, que parecia não ter mais fim. Depois ficaram em silêncio. Sabe aquele momento em que você tem um monte de coisas fervendo na sua cabeça, mas a felicidade é tanta que não se sabe ao certo o que dizer? Era isso o que se passava. Impossível escrever aqui os pensamentos de ambos, tamanha a mistura de sensações.
- Sabe, essa noite foi totalmente o contrário do que eu planejei. – disse ela depois de pensar mil vezes se quebraria aquele silêncio.
- Então você está decepcionada?
- Jamais. Eu faria tudo isso mil vezes, se em todas as vezes você terminasse aqui comigo.
Não. Não sorri assim. Eu não agüento.
E terminaram assim, abraçados, após um longo e apaixonado beijo.
Algum tempo depois, após uma briga que os levou ao término do namoro, ela escreveu assim no seu diário:
“De tantas mil coisas que eu aprendi com ele, a mais importante foi que o amor não segue regras, não é previsível, e se fosse, perderia toda graça. O amor sempre vai te surpreender, vai vir de formas diferenciadas, sempre ao contrário do que você imaginou um dia. E nem por isso vai deixar de ser especial, na verdade, é aí que ele vai ganhar todo sentido do mundo, porque vai te surpreender a cada dia, e cada dia você irá se apaixonar novamente, pela mesma pessoa.”

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Amor,

talvez leve a vida inteira o que me diz o seu olhar.


É uma noite como outra qualquer, mas algo incomparável está para acontecer. Ele está numa mesa rodeado de amigos, o salão está repleto de gente. Ele e os amigos estão avaliando as meninas. Seus amigos já têm suas preferidas, mas ele parece estar querendo um algo mais. A música está alta, a pista está cheia e a conversa animada, mas de repente alguma coisa acontece. A temperatura aumentou, a música diminui, na verdade parece que tudo está em câmera lenta. É como se o mundo todo tivesse parado pra observar o espetáculo. Mas não foi qualquer mundo que parou, não foi o mundo de todo mundo, foi o mundo dele, e só, que naquele momento deu uma freada brusca pra observar o que acabara de chegar. Cinco meninas, distribuindo sorrisos e atravessando o salão. Para a maioria ali eram apenas mais uma parte dos convidados. Para ele não. Quer dizer, quatro meninas ali eram sim apenas mais alguns dos convidados. Não ela. Ela era a peça que faltava naquele salão, era o complemento da alegria. O que ele não podia imaginar era que a partir dali era seria a grande fonte de alegria da vida dele. Você deve estar pensando que ela era a menina mais bonita, com um vestido elegante e gestos exagerados. Lamento te desapontar, caro leitor, dizendo que ela era justamente o contrário. Estava longe de ser a mais bonita daquele salão, seu vestido não era lá grandes coisas, sua risada era tímida, seus olhos misteriosos. Na verdade se tinha alguém naquele grupo que raramente chamava a atenção, era ela. Mas havia algo, além do seu sorriso que havia prendido de tal forma a atenção dele. E agora, lá estavam eles. Ele está parado no meio da pista, olhos fixos nela. Ela, parada do meio do salão, percebeu há algum tempo que um garoto estranho estava a observá-la. Percebeu então, ao olhá-lo nos olhos que aquele não era apenas um dos menininhos que estão soltos por aí. Ela viu nos olhos daquele garoto estranho que ele tinha um algo mais. Ele viu nos olhos dela a vontade de tentar algo novo, junto com o medo de se machucar. E de repente, sem perceber, estavam caminhando um em direção ao outro. Pra eles não existia ninguém naquele salão, apenas quatro olhos que se liam e quatro mãos que buscavam incessantemente se tocar. A música e as conversas cessaram completamente. As pessoas pararam pra assistir. Todos esperavam por um longo e apaixonado beijo, mas como essa história não é nada convencional, o que aconteceu foi que assim que aqueles olhos se entenderam, assim que as mãos se encontraram, caíram num abraço. E ficaram assim por muito tempo. As pessoas voltaram a fazer o que faziam antes, decepcionadas com o fim daquela história. A música voltou a tocar e eles ficaram lá, esquecidos, naquele abraço, sem nenhuma palavra a dizer, mas com a certeza de que tinham encontrado aquela pessoa que por muito tempo procuravam. E ficaram assim, abraçados, entrelaçados, para sempre. Não com braços, mas com almas. Almas e corações entrelaçados. Para sempre.

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